Aposta liberal

pmct

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Nunca, como hoje, existiu tanto a necessidade e a possibilidade de em Portugal se concretizar uma “revolução liberal”!


António Carrapatoso
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A transformação de Portugal deverá passar por uma aposta liberal, sem prejuízo de a mesma se poder afirmar mais à esquerda ou à direita, de acordo com a natural e desejável alternância democrática.

Facções designadas de liberais governaram o país entre 1834 e 1910, revelando-se no entanto pouco consistentes e consequentes na concretização de um verdadeiro e consolidado projecto liberal.

Posteriormente na Primeira República e mesmo no Estado Novo, alguns procuraram introduzir uma proposta de alternativa liberal ao ‘establishment’ existente, mas não lhes foi possível alcançar o poder nem influenciar decisivamente qualquer mudança efectiva relativamente ao rumo que então era seguido.

Mas nunca, como hoje, existiu tanto a necessidade e a possibilidade de em Portugal se concretizar uma “revolução liberal”!

Primeiro dadas as características do nosso actual Estado: fraco, pouco independente, ao serviço de várias corporações, paternalista, caro, pesado e ineficiente, castrador e asfixiante das capacidades dos portugueses, e que acabou por falhar no seu modelo social, no combate à pobreza e às condições indignas de vida.

Cada vez mais Portugueses começam a reconhecer esta realidade e a necessidade de alterar o papel, o âmbito das actividades e a organização do Estado e a estrutura lógica do seu modelo social.

Depois porque o mundo mudou muito: tornou-se mais global, competitivo, com novas tecnologias ao serviço de todos, permitindo o reforço do poder dos cidadãos e a criação de contra poderes e de grupos da sociedade civil capazes de contrariar a hegemonia de poderes políticos institucionais, muitas vezes hierárquicos e centralizadores, e complementando-os na sua actuação pública.

Cada vez mais Portugueses começam a acreditar que não se pode nem deve contrariar a abertura da sociedade e dos mercados e que se deve privilegiar uma sociedade de cidadãos, cada vez mais independentes e senhores do seu próprio destino, sendo o reforço das suas competências e capacidades a chave para o seu sucesso no futuro.

A aposta liberal irá permitir que nos transformemos num verdadeiro País de oportunidades, em que cada cidadão melhor possa encontrar a sua própria realização profissional e pessoal, ao mesmo tempo que é garantida uma efectiva e estável coesão social.

Temos que encontrar um equilíbrio, justo e criador de riqueza, entre liberdade e igualdade, e aceitar a diferença, desde que ele parta de uma verdadeira igualdade de oportunidades e resulte num benefício para a comunidade, colocando a economia ao serviço do social.

Hoje não temos uma sociedade e democracia liberais nem projectos políticos que verdadeiramente nela apostem:

• Não garantimos a igualdade de oportunidades, permanecendo com uma taxa de abandono escolar da ordem dos 40%.

• Não garantimos direitos sociais fundamentais para todos, especialmente para os mais desfavorecidos, como o acesso a uma saúde de qualidade e a uma justiça célere e eficaz.

• Desperdiçámos a oportunidade de alterar estruturalmente o regime de pensões de reforma para um sistema de capitalização que daria os incentivos certos aos cidadãos.

• Não temos um programa integrado de combate à pobreza e de solidariedade social, que parta de igualdade de oportunidades e que envolva toda a sociedade para além do Estado, estruturado e gerido de uma forma selectiva, eficiente e sem abusos.

• Não privilegiamos mercados abertos, em concorrência, bem regulados, sem posições dominantes, desde o mercado dos factores ao dos bens não transaccionáveis.

• Não apostamos num Estado essencialmente garante, mais do que produtor de serviços públicos.

• O poder continua demasiado concentrado em estruturas político-institucionais hierarquizadas, que não incentivam nem se gostam de confrontar com a dinâmica, independência e iniciativa das organizações da sociedade civil.

É importante libertarmos finalmente Portugal deste jugo anti-liberal, e no fundo anti-social e reaccionário, que não aposta nem acredita nos cidadãos e na sua autonomia e responsabilização, na sua liberdade de opção, nem na prevalência da sociedade civil sobre o Estado, não aceitando que este por aquela deve ser definido e os seus interesses efectivamente representar.

Temos que pressionar os projectos políticos em confronto para que explicitem qual a sua visão sobre a sociedade, papel e estatuto do Estado e dos cidadãos, e em que medida defendem um futuro liberal para o nosso país.

A possibilidade de ultrapassarmos os desafios futuros da modernidade, a nossa realização e felicidade e a dos nossos filhos disso dependem.
apr:)apr:)apr:)apr:)[;)]
 
Até já ouvi o Almeida Santos a defender e a justificar a necessidade de se fomentar um maior liberalismo em Portugal no congresso do PS.... :confused:


...mais vale tarde que nunca... [:D]
 
Uma nova América, afinal!:confused:

Há gostos para tudo.

Há quem pense assim:

Como se posiciona, relativamente ao enfraquecimento do serviço público, do sector público e da revisão do sistema de protecção social?
Uma das marcas desta governação é o desinvestimento nos serviços públicos, porque há um preconceito ideológico contra o que é público. Mas a verdade é esta: nem tudo pode ser feito com base apenas no mercado e no interesse privado. A desvalorização da esfera pública, a conotação do sector público como um fardo que temos que suportar é um erro político. O que nós temos obrigação de fazer é melhorar os serviços públicos. Infelizmente, o Governo em vez de os melhorar, com o seu discurso, contribuiu para o seu declínio. Isso é muito negativo. Por outro lado, também o abandono de uma certa política social progressiva que nós implementámos, está bem visível naquilo que são os principais indicadores quer de pobreza quer do agravamento das condições sociais nestes dois últimos anos.


Quem disse isto, quem foi ??? [;)]
 
O liberalismo não é um partido político, é uma ideia, ou um sistema coerente de ideias. Partidos e facções derrotam-se em eleições, em revoluções ou em contra-revoluções. A ideia da liberdade humana e do primado do homem sobre o Estado é inerente à sua natureza e reaparece sempre.

Fecha-se-lhe a porta e ela entra pela janela; fecha-se-lhe a janela e ela entra por qualquer frincha.

Só há uma maneira de a liquidar: calafetar a sociedade e o pensamento social, mas isso só é possível asfixiando e liquidando a espécie humana. Muitos o tentaram; a Inquisição, que pretendeu a pureza dos cristãos; o Fascismo, que pretendeu a pureza da raça; o Comunismo, que pretendeu criar o “homem novo”. Mataram dezenas de milhões de seres humanos em nome do seu humanismo perverso, mas perderam.


Semiramis
 
ANTÓNIO CARRAPATOSO?!...

O tal a quem os «amigos de cima» permitiram a prescrição de uma dívida de IRS de 700.000 euros?!...

Isso é um vigarista profissional.
 
Ha ali um ou outro ponto ligeiramente enfatizado, mas concordo com a essência do texto !

Precisamos sem dúvida de um Estado que interfira cada vez menos no "privado" e que melhore bastante aquilo que tem que forçosamente ser público, nomeadamente saude e justiça !
 
Defacto o carraptoso não é ninguem.
so gere uma das empresas mais eficientes do país[:D]

Não sabes que os sindicatos classificam empresa eficiente = baixos salários = depedimentos = exploração de mão de obra = chular o consumidor = inserir prática ilegal e exploratória !!!

[:D] [:D]

Não digas isso, empresa que é empresa tem é que dar emprego a muita gente, mesmo que seja pra coçar a micose !
 
Ha ali um ou outro ponto ligeiramente enfatizado, mas concordo com a essência do texto !

Precisamos sem dúvida de um Estado que interfira cada vez menos no "privado" e que melhore bastante aquilo que tem que forçosamente ser público, nomeadamente saude e justiça !
isso não interssa pra nada.[:D]

Criticar de forma coerente o conteudo do texto, obtrigaria a ler o mesmo.
é mais facil dizer que o carrapatoso é um viga e rruma-se logo o assunto
 
Defacto o carraptoso não é ninguem.
so gere uma das empresas mais eficientes do país[:D]

Os maiores vigaristas também andam à solta e até usam «colarinho branco»...[;)]

Só coincidências, claro...

Al Capone também foi «alguém»...
 
Há só um senão na vossa ideia de pensamento... O empresário português tem de ter rédea curta, caso contrário abusa...

Bem sabemos que as fiscalizações para os empresários tugas tem de ser mais rigorosa, quiçá prosecutória!

Se quiserem exemplos digam...
 
Há só um senão na vossa ideia de pensamento... O empresário português tem de ter rédea curta, caso contrário abusa...

Bem sabemos que as fiscalizações para os empresários tugas tem de ser mais rigorosa, quiçá prosecutória!

Se quiserem exemplos digam...


We know, we know!...

Não são precisos exemplos!...
 
Há só um senão na vossa ideia de pensamento... O empresário português tem de ter rédea curta, caso contrário abusa...

Bem sabemos que as fiscalizações para os empresários tugas tem de ser mais rigorosa, quiçá prosecutória!

Se quiserem exemplos digam...

Não é "um senão"! Antes pelo contrário.

E não é só o empresário português que tem de ter rédea curta:

São TODOS.

E quando falo de rédea curta falo em termos de uma fiscalização e resposta de uma Justiça eficiente.
 
Last edited:
Há só um senão na vossa ideia de pensamento... O empresário português tem de ter rédea curta, caso contrário abusa...

Bem sabemos que as fiscalizações para os empresários tugas tem de ser mais rigorosa, quiçá prosecutória!

Se quiserem exemplos digam...

Exactamente...Estado com mecanismos simples mas eficazes de regulação e justiça célere é o que se pretende !
 
ANTÓNIO CARRAPATOSO?!...
O tal a quem os «amigos de cima» permitiram a prescrição de uma dívida de IRS de 700.000 euros?!...
Isso é um vigarista profissional.

E se contasses o resto da história antes de fazeres afirmações desse calibre !?

Ou é para fazer aqui o que fazem certos jornais que apresentam notícias bombásticas e quando fazem m... saem de mansinho ?

O fisco considerava que o Carrapatoso devia 700 mil contos, o Carrapatoso achava que não. O Carrapatoso mesmo não concordando fez uma reclamação mas pagou o valor (Julho de 2005). Em Janeiro de 2006 o Fisco deu-lhe razão e informou-o de que iria proceder à devolução.

A história da prescrição arrebenta no jornal DN em Março de 2006 ... dois meses depois do Fisco já ter decidido devolver o valor pago 7 meses antes, 9 meses antes da notícia do DN sobre prescrições ....

Se há alguém que saiu muito mal desta história foi o DN...
 
Há só um senão na vossa ideia de pensamento... O empresário português tem de ter rédea curta, caso contrário abusa...

Bem sabemos que as fiscalizações para os empresários tugas tem de ser mais rigorosa, quiçá prosecutória!

Tens aqui 3 problemas.

1. Achas que o empresário português tem de ter rédea curta porque "se porta sempre mal". É uma espécie à parte? Extraterrestre? Diferente do não empresário? O empresário é desonesto, pouco trabalhador, pouco empreendedor mas o não empresário já não o é?

2. Das duas uma, ou todos os portugueses são assim, ou devem ser as regras do jogo juntamente com a "cultura" que essas mesmas regras impõe que fazem com que eles, tal como todos, sejam assim.

3. Prosecutória. Que belo método. Típica mentalidade tuga. Mais burocracia, mais leis, mais mecanismos, mais pessoal, mais Estado, mais gastos, mais impostos. Queres que continue??

Depois de venceres estes pontos, vais conseguir ver muuuuuuuitooooo mais além :D ;)
 
Há só um senão na vossa ideia de pensamento... O empresário português tem de ter rédea curta, caso contrário abusa...

Bem sabemos que as fiscalizações para os empresários tugas tem de ser mais rigorosa, quiçá prosecutória!

Se quiserem exemplos digam...

exactamente.
Um estado fiscalizador é o que se pretende.
[;)]

Um estado paternalisata , não obrigado[:cool:]
 
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