Assédio moral no local de trabalho

Assédio moral no local de trabalho

  • Sim

    Votes: 24 54.5%
  • Não

    Votes: 20 45.5%

  • Total voters
    44
Não estou a ver que pelo facto de lhe chamares "pressão" ou outro nome qql, possas mudar o que é e o que faz as pessoas.

A meu ver, não há nada que justifique este tipo de comportamento, nem a ideia (algo estranha) de que uma pessoa possa ser "trabalhador de péssima qualidade, do tipo não trabalha nem deixa trabalhar, ou exageradamente conflituoso", pq se de facto o é, isso é mais do que suficiente para o dispensar legalmente.

As pessoas não trabalham para dar cabo da vida ao patrão, fazem-no pq querem sentirem-se úteis, mas acima de tudo, trabalham pq precisam de dinheiro para viver, pagar contas, comer, dar educação aos filhos, ter um tecto, etc.

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Bem, antes demais, não me estou a referir a humilhações (esqueci-me de explanar bem esse ponto, e daí usar a expressão "pressão").

Agora: não consegues conceber um trabalhador q em nada contribui para o cumprimento dos objectivos? e que só conflitua? e que apenas mina a moral dos outros? que desvirtua a estrutura e condicionantes operacionais, apenas pq é incompetente? e q nao é possível despedi-la legalmente? Se pudesse dava-te já dezenas de nomes!! De pessoas que se inscrevem nessas caracteristicas, e q em muito prejudicam os que tentam trabalhar (e o país). A solução legal? muito morosa, e provavelmente nao funcionaria. A ideia nao me parece nada estranha. Vivo-a todos os dias.

Não existe nada que justifique tratar "mal" alguns funcionarios? Podes ter a certeza que existe: em alguns casos considero-o até uma obrigação, para qualquer com cargos de chefia e que não se queira enquadrar no quadro anti-produção, laicisista e vergonhoso que tanto preenche o esqueleto deste país.

Sublinho: não me refiro a humilhar as pessoas, mas sim a fazê-las ver, agreesivamente, que têm que evoluir e contribuir. E comportarem-se com decência.
Enganas-te: existem pessoas que procuram o conflito, para se sentirem satisfeitas, ou pq têm um recalcamento qq, ou pq descompensam e nao conseguem agir em sociedade (e nao estou a falar de pessoas muito doentes).
 
Bem, antes demais, não me estou a referir a humilhações (esqueci-me de explanar bem esse ponto, e daí usar a expressão "pressão").

Agora: não consegues conceber um trabalhador q em nada contribui para o cumprimento dos objectivos? e que só conflitua? e que apenas mina a moral dos outros? que desvirtua a estrutura e condicionantes operacionais, apenas pq é incompetente? e q nao é possível despedi-la legalmente? Se pudesse dava-te já dezenas de nomes!! De pessoas que se inscrevem nessas caracteristicas, e q em muito prejudicam os que tentam trabalhar (e o país). A solução legal? muito morosa, e provavelmente nao funcionaria. A ideia nao me parece nada estranha. Vivo-a todos os dias.
Mas é assim tão difícil despedir uma personagem assim tão terrível?

Não existe nada que justifique tratar "mal" alguns funcionarios? Podes ter a certeza que existe: em alguns casos considero-o até uma obrigação, para qualquer com cargos de chefia e que não se queira enquadrar no quadro anti-produção, laicisista e vergonhoso que tanto preenche o esqueleto deste país.

Sublinho: não me refiro a humilhar as pessoas, mas sim a fazê-las ver, agreesivamente, que têm que evoluir e contribuir. E comportarem-se com decência.
Este teu comentário deixa-me de pé atrás, será que sim ou é alguém que simplesmente organiza os outros para lutarem pelos seus direitos?


Enganas-te: existem pessoas que procuram o conflito, para se sentirem satisfeitas, ou pq têm um recalcamento qq, ou pq descompensam e nao conseguem agir em sociedade (e nao estou a falar de pessoas muito doentes).
Eu sei que há, tive o desprazer de trabalhar com algumas dessas pessoas quando entrei para o estado e o mais grave, muitos deles são de nomeação politica, os chamados cargos de confiança.

Mas tb não é preciso ir muito longe, pelo fórum ainda se vê uns quantos [s)].





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Mas é assim tão difícil despedir uma personagem assim tão terrível?

Este teu comentário deixa-me de pé atrás, será que sim ou é alguém que simplesmente organiza os outros para lutarem pelos seus direitos?

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Nthor, se trabalhas para o Estado deves saber que é difícil.

Agora sou eu que estou confuso: então um mau trabalhador não pode ser simplesmente um mau trabalhador? tem que ser um sindicalista a...sindicalizar? Os chefes é que estão sempre mal? e que estão sempre a perseguir? Repito: se não fosse pela protecção legal - que felizmente existe - despejava já aqui vários nomes, a título de exemplo....
 
Nthor, se trabalhas para o Estado deves saber que é difícil.
Nem por isso.

Agora sou eu que estou confuso: então um mau trabalhador não pode ser simplesmente um mau trabalhador? tem que ser um sindicalista a...sindicalizar? Os chefes é que estão sempre mal? e que estão sempre a perseguir? Repito: se não fosse pela protecção legal - que felizmente existe - despejava já aqui vários nomes, a título de exemplo....
Claro que não, nem todos os trabalhadores são bons e dedicados e nem todos os chefes são maus.





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Isso já me aconteceu. Ou melhor, começou a acontecer. Mas eu tenho uma característica que, à luz da actual mentalidade das chefias, pode ser considerada um defeito: há certas coisas que não engulo. Comer e calar não é comigo e, se sei que às vezes tenho que me conter porque tenho contas para pagar e etc., por outro lado há limites.

No ano passado, penso que em Maio ou Junho, uma série de situações algo abusivas levaram a que eu me manifestasse abertamente em pleno local de trabalho, ao lado da minha chefe. Isto em confronto directo com um colega que estava a fazer tudo por tudo (entenda-se, da forma errada) para chegar a chefe de projecto. Deu-se mal comigo. Ao fim do dia, já em casa, recebo um telefonema da minha chefe a dar-me uma descompostura, sem se inteirar dos factos primeiro e a abusar um bocado dos insultos. Mandei-a à m3rda e disse que metia a carta de demissão na 2ª-feira a seguir. O discurso dela mudou e disse que não estava a falar em demissão, houve ali mais umas trocas de palavras e, quando fui trabalhar na 2ª-feira, ao perguntar-lhe se queria falar sobre o assunto respondeu-me que não, que estava tudo bem. E realmente as coisas mudaram, apesar de eu ter a certeza de que ali não ia singrar por aí além.
Quando, em finais de Janeiro, lhe disse que me ia embora, é que começou a dar valor ao meu trabalho. Tarde demais.

Nunca tenham medo de mudar. Eu podia ter tido azar com esta "manobra", mas por acaso correu tudo bem. Ainda assim, não me deixei ficar. Nada justifica essas humilhações e desprezo, e eu não as tolero.
 
Nunca tenham medo de mudar. Eu podia ter tido azar com esta "manobra", mas por acaso correu tudo bem. Ainda assim, não me deixei ficar. Nada justifica essas humilhações e desprezo, e eu não as tolero.
És um muito mau exemplo. [:D]

Então não vês que esta gente defende o direito ao pleno emprego, por toda a vida?

Mesmo que esse emprego lhes proporcione um trabalho detestável e mal remunerado? E que depois se queixam que foram vítimas das cunhas, da falta de padrinhos, de não terem andado numa boa escola, de más opções políticas, ...
 
És um muito mau exemplo. [:D]

Então não vês que esta gente defende o direito ao pleno emprego, por toda a vida?

Mesmo que esse emprego lhes proporcione um trabalho detestável e mal remunerado? E que depois se queixam que foram vítimas das cunhas, da falta de padrinhos, de não terem andado numa boa escola, de más opções políticas, ...

Eu acho que as pessoas devem ter direito àquilo que querem e em que acreditam [;)]

Eu não gosto de ser tratado como um anormaleco, e não o admito.
E o mesmo emprego para a vida inteira... isso é quase tão mau como a mesma mulher para a vida inteira [:D] j/k

Enquanto estiver bem, tudo bem. Mais ou menos... também aguento.
Mas se estiver notoriamente mal e se as coisas não mudam a bem, mudam a mal.
 
Ja.


Resultado.


Aguentei o mais que pude até que rebentei na pior das formas: quebra do organismo...


Despedi-me. O dinheiro não compensa a falta de saude.


E hoje fico feliz por o ter feito, a minha vida só tem vido a melhorar desde então. [kiss]
 
Neste trabalho que tenho agora não.

Mas já as fiz e sei como pode ser complicado.


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Então certamente te recordas: atribuição de objectivos...debate sobre esses objectivos....controlo constante sobre o cumprimento dos objectivos (e tudo o que de mau advém daí)...reuniões de assertivação de incumprimentos....calendarizações de avaliação...acções de melhoria de prestação de serviços....argumentação e contra-argumentação....advogados....+ advogados....ainda + advogados!....tribunal...ainda + advogados....(entretanto todas as confusões e mal-estares que se instalam, enquanto o trabalho, claro, vai ficando prejudicado, e o país é que paga a factura).

Isto escrito nem parece tão mau e desgastante quanto o é na realidade. Uma pessoa menos sensibilizada poderá considerar que é muito fácil pôr as pessoas a trabalhar....que a inércia é só falta de vontade do Estado....mas não é.
 
por acaso onde trabalho ha um bom grupo de trabalho ... mas tou sempre com um pé atras .. de prefrencia o direito porque à minima situação referida por voçês dou a fuga ... até porque este ordenado não me enche os olhos
 
agora lembrei-me de uma .. não sei s pode considerar assedio moral

mas no meu antigo trabalho o meu patrao tinha a mania de aparecer por trás (:confused:) e pregar uns sustos, daqueles de deixar cair tudo no chao, e depois ria-se


eu como não gosto de ficar atras,

estava num grupo de umas 5 pessoas, e tinha um estrado na mão (aquelas tabuas de por nas paletes), até escolhi a dedo o estrado mais pesado que havia la na fabrica, quando ele ia a passar por mim, largo aquilo, a fazer de conta que escorregou-me da mão, aquilo cai-lhe a cms do pé e faz um estrondo enorme, cai de chapa mesmo

o homem apanhou o susto da vida dele [:)][:)][:)][:)]

desatou-se tudo a rir [:D][:D][:D]
 
(...)

Nunca tenham medo de mudar. Eu podia ter tido azar com esta "manobra", mas por acaso correu tudo bem. Ainda assim, não me deixei ficar. Nada justifica essas humilhações e desprezo, e eu não as tolero.
Agora imagina que isso acontecia no final da tua vida produtiva, que alternativas procurar já com uma certa idade?

E será que as há?

Quantos desempregados de longa duração já tem mais de 45/50 anos?
E ainda vão ter de andar até aos 65 para ter direito à reforma, que com esta nova formula de calculo será bastante baixa.

Entendes?





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Last edited:
Agora imagina que isso acontecia no final da tua vida produtiva, que alternativas procurar já com uma certa idade?

E será que as há?

Quantos desempregados de longa duração já tem mais de 45/50 anos?
E ainda vão ter de andar até aos 65 para ter direito à reforma, que com esta nova formula de calculo será bastante baixa.

Entendes?





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Bom, como deves calcular, eu respondi tendo em conta a minha situação actual. Não costumo fazer grandes projecções para o futuro.

No entanto, a ter uma idade mais avançada, a minha postura seria, porventura, outra. Mas se tudo correr bem, por essa idade tenciono ser patrão de mim próprio. Trabalhar para terceiros não rende.

Mas sabes, acho que essa tendência de não se emrpegarem pessoas com essa idade vai tender a desaparecer, porque actualmente as pessoas são muito mais propensas a acompanhar as novas tecnologias, o que constitui uma lacuna importante nas pessoas que agora têm 50 anos ou mais. E entendo que isso seja, de certa forma, um obstáculo. Mas não o único, claro.
 
Espero que estejas certo.


[;)]



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O futuro (ainda) não existe, portanto é complicado estar certo sobre o que quer que seja [;)]
Mas parece-me ser uma tendência que poderá singrar.

Eu já fiz a minha parte de "saltitanço" entre empregos, e reconheço que começa a não ficar muito bem no "currículo", mas também acho que tive a sorte de encontrar um sítio bem porreiro em todos os aspectos.
 
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