Aumento de rendas

Acho uma certa piada a esta situação. Ou melhor, até acharia se não tivesse familiares directos afectados...

A maioria dos inquilinos visados por esta legislação pagam rendas irrisórias, queixam-se do estado das casas mas não procuram novas habitações...

A malta tem que meter na cabeça que os senhorios não podem (nem têm de) sustentar este tipo de rendas/inquilinos [;)].
 
- a comparticipação do estado em medicação para reformados e nas suas despesas é baixo;

Aí não concordo, os reformados que ganham menos que o salário mínimo ou o indexante de apoios sociais, não sei ao certo, tem uma comparticipação mais altas nos remédios.

E não são só reformados velhotes que pagam rendas baixas.
 
Aí não concordo, os reformados que ganham menos que o salário mínimo ou o indexante de apoios sociais, não sei ao certo, tem uma comparticipação mais altas nos remédios.

E não são só reformados velhotes que pagam rendas baixas.

O problema não é a comparticipação em Ben'U'ron ou no Aspegic.... o problema é a comparticipação nas doenças mais crónicas que levam entre 200 a 300 euros de um orçamento de uma pessoa idosa doente.

E sim, claro que não são só os velhotes que pagam isso.... há filhos de velhotes a pagar isso. Mas essa ainda é outra história a acrescentar ao drama do arrendamento imobiliário...
 
Eu tenho o inquilino que na numa "zona fina" de Lisboa paga €30. Quando tentei aumentar a renda o gajo pôs-me em tribunal e agora até esse valor é depositado à ordem do tribunal. Portanto o gajo continua a pagar €30 e eu a não receber nada, e estamos nisto há anos. São as pequenas maravilhas do mercado de arrendamento. [:D]

É vergonhoso :sh)
 
Eu conheço um caso de uma pessoa com 64 anos que paga actualmente 80 e poucos euros e que vai ser aumentado para 400 e pouco.

Ele ainda fez uma contraproposta de uns 250 euros, (e alegou ter quase 65 anos e 60% de incapacidade) mas os senhorios estão irredutíveis e como ele não cumpre nenhuma das condições que lhe permita "escapar" ao aumento terá que aceitar (creio que será o que vai acontecer) ou largar.

Como acompanhei o caso, pelo que percebi esta mudança de legislação, ainda defende muito os inquilinos, mas mesmo muito. Não me parece que vá haver propriamente casos dramáticos.
 
Eu conheço um caso de uma pessoa com 64 anos que paga actualmente 80 e poucos euros e que vai ser aumentado para 400 e pouco.

Ele ainda fez uma contraproposta de uns 250 euros, (e alegou ter quase 65 anos e 60% de incapacidade) mas os senhorios estão irredutíveis e como ele não cumpre nenhuma das condições que lhe permita "escapar" ao aumento terá que aceitar (creio que será o que vai acontecer) ou largar.

Como acompanhei o caso, pelo que percebi esta mudança de legislação, ainda defende muito os inquilinos, mas mesmo muito. Não me parece que vá haver propriamente casos dramáticos.

A 5 anos não.

Depois o problema vai explodir nas mãos do Governo dessa altura!
 
Se é assim, porque é que os senhorios não se tornam inquilinos? Ridículo...

(Já agora repara como é que se escreve senhorios e inquilinos)
 
E vai mais uma lei retrogada nessa terra. Quando se tentam implementar senso comum no mercado de arrendamento, queixam de haver luta de classes.

Ainda bem que saí desse país...
 
Se é assim, porque é que os senhorios não se tornam inquilinos? Ridículo...

(Já agora repara como é que se escreve senhorios e inquilinos)

Não se tornam inquilinos por esta simples razão: já não é possível fazer um contrato de arrendamento à habitação por tempo indeterminado, com uma renda de 20/25 euros por mês, que só pode ser actualizada mediante o coeficiente legal anual, que acaba por ser mais um ou dois euros por ano.

Mete uma coisinha na cabeça:
- contratos desses hoje em dia não há, porque seria um totoloto para quem o conseguisse;
- as rendas de que falas não dão sequer para pagar a luz das escadas dos prédios rapaz.

Um conselho: tenta primeiro ver as duas realidades, estuda bem o caso, e depois dizes se é assim tão bom ser senhorio de uma casa nessas condições de arrendamento. Até lá.... não venhas aqui dizer parvoíces sff....
 
Por acaso esta questão das rendas é curiosa.

De alguma forma faz sobressair uma caracterísitica muito portuguesa que é a capacidade de adaptação, que é normalmente boa, mas também pode ser má.

Todos conhecemos algumas pessoas que vivem em casas com rendas antigas e desajustadas dos valores praticados actualmente, o curioso é que muitas delas adaptaram-se, ou seja assumiram que aquilo seria assim para sempre e não fizeram nada para mudar a situação, nem um pé-de-meia para comprar uma casa ou fazer face a uma mudança, no fundo assumiram que apesar de estarem numa casa que valeria 500 euros/mês no mercado de arrendamento, que era normal pagarem 50.

Quando são confrontados com a possibilidade de terem que sair ou terem um aumento muito significativo ficam todos indignados e acham que há um culpado (seja governo, seja senhorio), mas não teria sido razoavel prever que mais tarde ou mais cedo se teria que regularizar a situação ?
 
Porquê ? ou seja, o que queres dizer :confused:

Daqui a 5 anos o estado comprometeu-se a subsidiar as rendas que estiverem abaixo do valor real a pagar e cujo inquilino não possa pagar. É claro que daqui a 5 anos se prolonga este drama mais uma vez porque o estado não terá dinheiro.... como é óbvio.
 
E vai mais uma lei retrogada nessa terra. Quando se tentam implementar senso comum no mercado de arrendamento, queixam de haver luta de classes.

Ainda bem que saí desse país...

O problema é que como qualquer tuga que se preze andas a juntar dinheiro para depois investires em Portugal.
 
Daqui a 5 anos o estado comprometeu-se a subsidiar as rendas que estiverem abaixo do valor real a pagar e cujo inquilino não possa pagar. É claro que daqui a 5 anos se prolonga este drama mais uma vez porque o estado não terá dinheiro.... como é óbvio.

Não diria melhor. Como diriam os ingleses "Sad but true".
 
Não se tornam inquilinos por esta simples razão: já não é possível fazer um contrato de arrendamento à habitação por tempo indeterminado, com uma renda de 20/25 euros por mês, que só pode ser actualizada mediante o coeficiente legal anual, que acaba por ser mais um ou dois euros por ano.

Mete uma coisinha na cabeça:
- contratos desses hoje em dia não há, porque seria um totoloto para quem o conseguisse;
- as rendas de que falas não dão sequer para pagar a luz das escadas dos prédios rapaz.

Um conselho: tenta primeiro ver as duas realidades, estuda bem o caso, e depois dizes se é assim tão bom ser senhorio de uma casa nessas condições de arrendamento. Até lá.... não venhas aqui dizer parvoíces sff....

Neste tópico, eu não protegi os inquilinos simplesmente porque não se pode generalizar e cada caso é um caso. O mesmo se deve aplicar aos senhorios.

Eu entendo que haja casos de senhorios em situações complicadas, nomeadamente os que recebem rendas ridículas, até frisei um caso que conheço. Agora dizer que passam fome... Foi nesse aspecto que referi a minha "parvoíce"!
 
Por acaso esta questão das rendas é curiosa.

De alguma forma faz sobressair uma caracterísitica muito portuguesa que é a capacidade de adaptação, que é normalmente boa, mas também pode ser má.

Todos conhecemos algumas pessoas que vivem em casas com rendas antigas e desajustadas dos valores praticados actualmente, o curioso é que muitas delas adaptaram-se, ou seja assumiram que aquilo seria assim para sempre e não fizeram nada para mudar a situação, nem um pé-de-meia para comprar uma casa ou fazer face a uma mudança, no fundo assumiram que apesar de estarem numa casa que valeria 500 euros/mês no mercado de arrendamento, que era normal pagarem 50.

Quando são confrontados com a possibilidade de terem que sair ou terem um aumento muito significativo ficam todos indignados e acham que há um culpado (seja governo, seja senhorio), mas não teria sido razoavel prever que mais tarde ou mais cedo se teria que regularizar a situação ?

Meu caro conheço muitos inquilinos que até pouparam e fizeram ou compraram habitações na praia, "na terra", no campo e em alguns casos no mesmo concelho. Porquê largar as habitações se se vive tão bem a explorar o que é dos outros?
 
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