Tá bem visto. [Sim os elevadores facilitam essa tarefa.
Mas quando eu chegar a essa idade faço um quarto na garagem. []
Tá bem visto. [Sim os elevadores facilitam essa tarefa.
Mas quando eu chegar a essa idade faço um quarto na garagem. []
- a comparticipação do estado em medicação para reformados e nas suas despesas é baixo;
Aí não concordo, os reformados que ganham menos que o salário mínimo ou o indexante de apoios sociais, não sei ao certo, tem uma comparticipação mais altas nos remédios.
E não são só reformados velhotes que pagam rendas baixas.
Eu tenho o inquilino que na numa "zona fina" de Lisboa paga €30. Quando tentei aumentar a renda o gajo pôs-me em tribunal e agora até esse valor é depositado à ordem do tribunal. Portanto o gajo continua a pagar €30 e eu a não receber nada, e estamos nisto há anos. São as pequenas maravilhas do mercado de arrendamento. []
Eu conheço um caso de uma pessoa com 64 anos que paga actualmente 80 e poucos euros e que vai ser aumentado para 400 e pouco.
Ele ainda fez uma contraproposta de uns 250 euros, (e alegou ter quase 65 anos e 60% de incapacidade) mas os senhorios estão irredutíveis e como ele não cumpre nenhuma das condições que lhe permita "escapar" ao aumento terá que aceitar (creio que será o que vai acontecer) ou largar.
Como acompanhei o caso, pelo que percebi esta mudança de legislação, ainda defende muito os inquilinos, mas mesmo muito. Não me parece que vá haver propriamente casos dramáticos.
A senhurios a passar fome e inclinos a poupar milhares.
Se é assim, porque é que os senhorios não se tornam inquilinos? Ridículo...
(Já agora repara como é que se escreve senhorios e inquilinos)
A 5 anos não.
Depois o problema vai explodir nas mãos do Governo dessa altura!
Porquê ? ou seja, o que queres dizer![]()
E vai mais uma lei retrogada nessa terra. Quando se tentam implementar senso comum no mercado de arrendamento, queixam de haver luta de classes.
Ainda bem que saí desse país...
Daqui a 5 anos o estado comprometeu-se a subsidiar as rendas que estiverem abaixo do valor real a pagar e cujo inquilino não possa pagar. É claro que daqui a 5 anos se prolonga este drama mais uma vez porque o estado não terá dinheiro.... como é óbvio.
Não se tornam inquilinos por esta simples razão: já não é possível fazer um contrato de arrendamento à habitação por tempo indeterminado, com uma renda de 20/25 euros por mês, que só pode ser actualizada mediante o coeficiente legal anual, que acaba por ser mais um ou dois euros por ano.
Mete uma coisinha na cabeça:
- contratos desses hoje em dia não há, porque seria um totoloto para quem o conseguisse;
- as rendas de que falas não dão sequer para pagar a luz das escadas dos prédios rapaz.
Um conselho: tenta primeiro ver as duas realidades, estuda bem o caso, e depois dizes se é assim tão bom ser senhorio de uma casa nessas condições de arrendamento. Até lá.... não venhas aqui dizer parvoíces sff....
Por acaso esta questão das rendas é curiosa.
De alguma forma faz sobressair uma caracterísitica muito portuguesa que é a capacidade de adaptação, que é normalmente boa, mas também pode ser má.
Todos conhecemos algumas pessoas que vivem em casas com rendas antigas e desajustadas dos valores praticados actualmente, o curioso é que muitas delas adaptaram-se, ou seja assumiram que aquilo seria assim para sempre e não fizeram nada para mudar a situação, nem um pé-de-meia para comprar uma casa ou fazer face a uma mudança, no fundo assumiram que apesar de estarem numa casa que valeria 500 euros/mês no mercado de arrendamento, que era normal pagarem 50.
Quando são confrontados com a possibilidade de terem que sair ou terem um aumento muito significativo ficam todos indignados e acham que há um culpado (seja governo, seja senhorio), mas não teria sido razoavel prever que mais tarde ou mais cedo se teria que regularizar a situação ?