Auto Europa

também não acredito que fechem a AE, mas reduzir a produção é possível.

embora estejam a subaproveitar as capacidades dela.

Se reduzirem a produção é porque há outra fábrica a fazer. Havendo outra fábrica irá tentar ficar com mais e mais volume. E quando a sharan acabar? Reduzir a produção devido a problemas laborais é a pior coisa que pode acontecer a Autoeuropa.
 
Pticeman, deduzi que presentemente (após 17 anos) o ordenado base fosse bastante mais elevado. Volto a repetir que fui funcionário da Autoeuropa de 1995 até 2000 (na linha de montagem/Body/Carroçaria) e em 2000 ganhava aproximadamente 140 contos líquidos (aproximadamente 700 euros sem qualquer tipo de horas extra) e deduzia que presentemente um funcionário com funções idênticas às que eu exerci deva auferir 900/950 euros líquidos. Saliento que no recibo de ordenado que tinha estava incluído um subsídio de turno (na altura efectuávamos 2 turnos, um das 7:00 às 15:30 e outro das 15:30 às 00:00 horas) de 15% sobre o ordenado base.
Muitas empresas com a crise aproveitaram para ir baixando os ordenados.

Onde trabalho, a quem entrava depois era exigido maior escolaridade por menos dinheiro...[;)]
 
Muitas empresas com a crise aproveitaram para ir baixando os ordenados.

Onde trabalho, a quem entrava depois era exigido maior escolaridade por menos dinheiro...[;)]


Na AutoEuropa durante a crise, enquanto os ordenados baixavam, e o desemprego aumentava, os trabalhadores da AE foram aumentados, a justificação foi que o Grupo VW fez aumentos de remuneração em todas as fabricas em todos os Países, em função dos bons resultados do Grupo, e que nada tinham a haver com a austeridade de PPC.
 
Na AutoEuropa durante a crise, enquanto os ordenados baixavam, e o desemprego aumentava, os trabalhadores da AE foram aumentados, a justificação foi que o Grupo VW fez aumentos de remuneração em todas as fabricas em todos os Países, em função dos bons resultados do Grupo, e que nada tinham a haver com a austeridade de PPC.
Mas o passos mandava na ae? Que eu saiba só controlava os impostos. Que eram comuns a todos. Foram, aliás. Por causa disso os trabalhadores da ae, não foram igualmente prejudicados? Confirme tantos outros? Os que foram despedidos, ou involuntariamente colocados no desemprego, não foi por quebras na produção, vendas e lucros? Isso aconteceu na ae?
 
Só vos digo uma coisa - Opel de Azambuja.
Ninguém acreditava que ela ia fechar... Pois, fechou e foi para Espanha.

Continuem com a festa que vão pelo mesmo caminho. E depois o que um ex-trabalhador de linha irá desempenhar? Quanto irá auferir se o seu posto de trabalho for extinto? Para onde irá trabalhar? As skills existentes valem quanto no mercado de trabalho? Eles têm plano B?

É incrível a ignorância daquela malta. Não se apercebem que se a Auto Europa se deslocalizar, muitos deles nem o ordenado mínimo irão ganhar.
 
Só vos digo uma coisa - Opel de Azambuja.
Ninguém acreditava que ela ia fechar... Pois, fechou e foi para Espanha.

Continuem com a festa que vão pelo mesmo caminho. E depois o que um ex-trabalhador de linha irá desempenhar? Quanto irá auferir se o seu posto de trabalho for extinto? Para onde irá trabalhar? As skills existentes valem quanto no mercado de trabalho? Eles têm plano B?

É incrível a ignorância daquela malta. Não se apercebem que se a Auto Europa se deslocalizar, muitos deles nem o ordenado mínimo irão ganhar.

A Opel nem tinha prensas, pintavam e montavam apenas o que vinha de Espanha. Não foi para Espanha, ficou foi lá o que se fazia aqui. E o ordenado na Opel já rondava os 2000€ quando fechou. A área das prensas em Portugal da AE está 365 dias non-stop a trabalhar, pois produz peças para outros modelos do grupo também.

Mas isto não invalida que depois do T-Roc não feche. Mas fala-se aí num zumzum do Taigun, por isso não sei não...

A ignorância, é quando se fala sem saber, como para aí 99% de quem escreve aqui. São os achistas.

Ainda estou para saber qual a fábrica da VW que actualmente tem capacidade para receber uma produção extra de 300.000 carros anuais, isto sem fazer obras claro.
 
A Opel nem tinha prensas, pintavam e montavam apenas o que vinha de Espanha. Não foi para Espanha, ficou foi lá o que se fazia aqui. E o ordenado na Opel já rondava os 2000€ quando fechou. A área das prensas em Portugal da AE está 365 dias non-stop a trabalhar, pois produz peças para outros modelos do grupo também.

Mas isto não invalida que depois do T-Roc não feche. Mas fala-se aí num zumzum do Taigun, por isso não sei não...

A ignorância, é quando se fala sem saber, como para aí 99% de quem escreve aqui. São os achistas.

Ainda estou para saber qual a fábrica da VW que actualmente tem capacidade para receber uma produção extra de 300.000 carros anuais, isto sem fazer obras claro.

claro que qualquer fábrica teria de fazer obras de forma a poder fazer o carro. Mas pode passar por ser uma estratégia se a malta da autoeuropa continuar com o finca pé.
 
claro que qualquer fábrica teria de fazer obras de forma a poder fazer o carro. Mas pode passar por ser uma estratégia se a malta da autoeuropa continuar com o finca pé.
O que é que fica mais caro? Qual a melhor decisão em termos de gestão, de produção e de recursos humanos?

Gastar verbas nesse processo todo ou chegar a acordo com os trabalhadores?
 
O que é que fica mais caro? Qual a melhor decisão em termos de gestão, de produção e de recursos humanos?

Gastar verbas nesse processo todo ou chegar a acordo com os trabalhadores?

Mas uma eventual deslocalização da produção para a Alemanha, embora com custos, resolve um problema na casa deles. Mais emprego para os alemães, e secalhar o renascimento de uma fábrica em agonia. As tantas até o estado de lá dá apoios. Nem tudo é a preto e branco.
 
Mas uma eventual deslocalização da produção para a Alemanha, embora com custos, resolve um problema na casa deles. Mais emprego para os alemães, e secalhar o renascimento de uma fábrica em agonia. As tantas até o estado de lá dá apoios. Nem tudo é a preto e branco.
Não, nem tudo é a preto e branco, temos sempre os "achos" e os "secalhares". E os eventuais!
 
A Opel nem tinha prensas, pintavam e montavam apenas o que vinha de Espanha. Não foi para Espanha, ficou foi lá o que se fazia aqui. E o ordenado na Opel já rondava os 2000€ quando fechou. A área das prensas em Portugal da AE está 365 dias non-stop a trabalhar, pois produz peças para outros modelos do grupo também.

Mas isto não invalida que depois do T-Roc não feche. Mas fala-se aí num zumzum do Taigun, por isso não sei não...

A ignorância, é quando se fala sem saber, como para aí 99% de quem escreve aqui. São os achistas.

Ainda estou para saber qual a fábrica da VW que actualmente tem capacidade para receber uma produção extra de 300.000 carros anuais, isto sem fazer obras claro.

O que é que fica mais caro? Qual a melhor decisão em termos de gestão, de produção e de recursos humanos?


Gastar verbas nesse processo todo ou chegar a acordo com os trabalhadores?


Em primeiro lugar, quando se fala em deslocalizar a Auto Europa, é óbvio que esta não será uma decisão a curto prazo, pois com o T-Roc à porta, é impossível a deslocalização da unidade para já. Mas a administração certamente pensará seriamente em montar futuros modelos cá.

Relembro que Portugal é um país que está longe do centro Europa (República Checa, Polónia, etc, estão muito mais próximas), tem custos de energia altíssimos, entre outros.
A Auto Europa é uma unidade de outros tempos, antes da entrada dos países de Leste na UE, Portugal era um destino atrativo para esse tipo de indústria... Hoje em dia? Nem por isso.

E digo mais, hoje em dia seria praticamente impossível uma Auto Europa vir para Portugal.
 
Publicado pela Raquel Varela

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Não entro em concursos de quem é mais pobre, é o lado salazarento do país que eu rejeito, odeio a pobreza e suas consequências, não odeio pobres porque ao contrário dos liberais acho que a maioria das pessoas não escolheu a vida que tem. A mim vão me ver sempre defender que se pode comer bifes todos os dias, uma vida, em suma, decente. A pobreza devia ser tabu e quem é pobre não deve clamar que os outros para lá vão todos juntos a afundar-se num poço, mas que o ajudem a sair dali. Um salário médio de 1300 brutos em Portugal hoje com o custo de bens essenciais é um mau salário, isto porque paga "à rasca", contas de casa, alimentação, vestuário, cuidados dos filhos, se quiserem levá-los ao cinema e ao teatro, um dia por mês, com esse salário, já não conseguem porque só a casa engoliu 500 em renda e contas.

Mas não é o salário médio da Auto Europa, isso é uma notícia falsa. É hoje de cerca de 900 (brutos), sendo que há chefias com 3 mil, e há mais de 30% dos operários com 660 brutos, daí a média de 900 - daí também que a média seja pouco importante, porque se eu tiver 4 carros e vocês nenhum na média diz que cada um tem um carro. Todos os que entraram agora na AE ganham 660 brutos e a maioria ganha menos de 1000 brutos. Mil brutos em Portugal é um real salário mínimo, ou seja, serve para para pagar as contas e ir trabalhar no dia seguinte chama-se tecnicamente «salário de reprodução biológica». O salário efectivo depois dos turnos mais comum agora na AE é este 611 líquidos. Abaixo da reprodução biológica - é isto que nos faz «competitivos».
 
Em primeiro lugar, quando se fala em deslocalizar a Auto Europa, é óbvio que esta não será uma decisão a curto prazo, pois com o T-Roc à porta, é impossível a deslocalização da unidade para já. Mas a administração certamente pensará seriamente em montar futuros modelos cá.

Relembro que Portugal é um país que está longe do centro Europa (República Checa, Polónia, etc, estão muito mais próximas), tem custos de energia altíssimos, entre outros.
A Auto Europa é uma unidade de outros tempos, antes da entrada dos países de Leste na UE, Portugal era um destino atrativo para esse tipo de indústria... Hoje em dia? Nem por isso.

E digo mais, hoje em dia seria praticamente impossível uma Auto Europa vir para Portugal.
Será?
Pelo que sei, a fábrica é de 1994/96 mais ano, menos ano. Nessa altura, as negociações com os 12 países de leste que entraram na União Europeia já andavam a ser feitas. Como sabemos, para aderir à UE é necessário "um caderno de encargos", para o qual têm ao dispor o ISPA (instrumentos de pré-adesão). A juntar a isso, na altura, e pela mesma razão, as fábricas de lanifícios deslocalizaram-se para esses mesmos países.
 
Isso já não sei.
Pode ser de um estagiário, não?
Ou de alguém com menos competências/horas e por isso só receba isto. Digo eu que, como muitos, nunca viu uma folha salarial destas por menor que seja o cargo.
Mas agora que vejo melhor é de alguém que entrou e saiu este ano, certo?
 
Ninguém ganha 660 brutos. Todos ganham mais 25%. As chefias não ganham só 3000. Mas enfim. Continuem a dar ouvidos a este tipo de pessoas. Eu se trabalhasse lá e me dissesem que podia fazer comboios....
Tu disseste:


Essa malta ganha 660 porque houve um acordo que aceitaram que dizia isso mesmo. São egoístas é o que é. Agora é que se lembram que ganham isso. A indústria automóvel é mesmo assim. Cortes em tudo. Imagina o que será nos fornecedores. Vocês têm uma empresa com grande futuro. Não deitem tudo a perder. Estão a dar desculpas para que algumas decisões sejam tomadas e que uma vez tomadas dificilmente voltam atrás. Não ponham em risco tudo o que já lutaram. Todos os sacrifícios que fizeram.

Vês um recibo a 660...

E ainda negas?

Cego mais cego é o que não quer ver.

Mas pronto, há ou não há legitimidade para querem e lutarem por mais ordenado?
 
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