Bobines de ignição

blakke

New member
Olá e-amigos.
Chegou o momento que eu nunca quis que chegasse. O jazz começou aos 321.000km a fazer soluços a baixas rotações, parece que o motor para e volta a disparar logo em força. Torna-se muito incómodo conduzir assim em cidade. Em altas RPM está tudo normal.

Histórico rápido:

- Troquei o filtro de combustível á coisa de 1 mês.
- O Filtro de ar é novo
- A revisão está em dia e não há problemas no alternador nem bateria.
- Pensando que fosse a EGR a causar os soluços anulei-a com uma junta cega, e pouco se alterou. Testei a bobine e descarbonizei-a e funciona bem.
- As velas têm 11.000km (troca-se a cada 45.000)

O que me leva a crer o pior, as bobinas de ignição! Que no jazz são 8 e custam (com sorte) cerca de 50 a 60 euros cada uma. Existe forma de as testar para saber se está tudo ok e possivelmente detectar se é apenas uma ou duas avariada?

Outra questão, num site de peças online encontro bobines de uma marca que não conheço: Stark professional line que vende as peça a quase metade do preço das outras marcas, mas nao encontro nenhum feedback na net. Contactei o suporte do dito site para pedir informações sobre o fabricante, ao que me responderam que eles trabalham diretamente com o fabricante sem passar por fornecedores e dai o preço ser mais barato. Fiquei a saber o mesmo.....

Alguem pode ajudar ou dar umas dicas?
Para quem não sabe fala-se disto:

thumb


O carro é um Honda Jazz do ano 2002 1.2 gasolina, motor L12A1.
 
O motor desse honda ja foi aberto alguma vez?

Nunca.

Se essas bobines tiverem pelo menos 2 anos de garantia.... siga! Ainda por cima são 8 bobines :sh)

Eles dão 3 anos de garantia, e se não acontecerem grandes imprevistos na minha vida, 2 anos é mais ou menos o prazo em que estou a pensar trocar de carro.
Noutras condições não hesitaria em colocar tudo oem denso ou ngk como as originais, mas 800 euros em bobines para um carro a fazer 15 anos e mais de 300k a gasolina é um valor que não estou com vontade de ver ir embora da minha carteira.
 
Essa marca é do dito site e a única peça que comprei dessa marca foram as molas pneumaticas da porta da bagageira para um punto e a minha opinião é que o material é fraco.
 
Requer ferramenta especializada, mas há quem teste assim.

Vou acompanhar este tópico porque também pretendo encontrar uma forma simples, barata e eficaz de testar este tipo de bobinas de ignição, evitando fazer aquilo que parece ser a norma em Portugal, nomeadamente tirar velho e meter novo, desperdiçando muitas vezes material em bom estado de funcionamento.

:sh)
 
...
O que me leva a crer o pior, as bobinas de ignição! Que no jazz são 8 e custam (com sorte) cerca de 50 a 60 euros cada uma. Existe forma de as testar para saber se está tudo ok e possivelmente detectar se é apenas uma ou duas avariada?
...

Boas.

Existem várias forma de testar bobines de ignição, umas mais sofisticadas e conclusivas que outras, mas há várias forma de ter indicações sobre se uma bobine está, ou não, danificada. Alguns métodos são mesmo perto de 100% conclusivos, ou mesmo 100%.
Regra geral apenas se muda a bobine que está avariada, e nunca todas. 8 então, acho que não faz muito sentido pensar nisso...

Existem alguns casos em que o fabricante recomenda a troca de pares de bobines, no caso em que a ligação entre elas é feita em série. Neste tipo de ligação, uma bobine danificada pode colocar a outra bobine sobre muito stress, e causar danos sobre esta. Sobre esta razão, o fabricante aconselha a troca das duas. Mas como disse é um exceção e sugestão, que pode ou não ser considerada, e não se aplica no teu caso.

Neste caso, se tiveres acesso a uma ferramenta de comunicação, a primeira coisa que procuraria era por um misfire especifico de um cilindro.
Podes confirmar isto com a presença de um código em memória (p030x) em que o x é o cilindro afetado.
Se puderes aceder a PID's em tempo real, na ferramenta de comunicação, procura pelos PID's que indiquem a contagem de misfire de cada cilindro. Deverás ter um valor por cada cilindro que se aumenta com o as falhas que forem detetadas de cada cilindro. Se tiveres algum cilindro com uma contagem claramente superior aos outros, ai sim, a bobine de ignição desse cilindro será uma possibilidade, fazendo sentido fazer mais testes sobre esta. Se por outro lado, o numero de misfire for igual para todos, ou nulo, uma bobine não será (em principio) a causa dos sintomas que apresentas.
Pode dar-se o caso em que tenhas 2 cilindros com uma contagem de misfire elevada, ou com dois códigos em memória, mas seria uma coincidência os dois serem causados por um problemas de bobines que se danificaram ao mesmo tempo.

Se chegares efetivamente à conclusão de que é apenas um cilindro que está a falhar (e souberes qual claro) o que podes fazer é trocar as bobines e velas desse cilindro, por um outro que aparentemente esteja bom. Se o cilindro em misfire mudar, então sabes que o teu problema ou é das bobines ou é das velas. Se não mudar o problema será outro...
Se quiseres diferenciar a causa entre bobines e velas, podes manter as velas e voltar a trocar as bobines. Se o misifire voltar a mudar de cilindro, são as bobines, se não são as velas... É bastante simples...

Neste caso, como tens duas bobines e velas por cilindro, pode não ser muito fácil conseguires, com métodos de aplicar em casa, descartar entre uma ou outra. Mas pelo menos acho que te consegues sentir melhor se apenas tiveres que mudar duas bobines, ou duas velas, em vez de 8.

Como sempre existem variáveis, que não estou a considerar, e que podem levar a não conseguir detetar se o problema é uma bobine ou não, mesmo sendo esta a causa do problema.
Para estas situações é que existem métodos mais avançados, que permitem observar as características dinámicas de uma bobine. Estes métodos estão normalmente apenas disponíveis para profissionais especialistas da área, pois já exigem equipamento e conceitos não acessíveis a qualquer um.

Efetuar uma medição de resistencia sobre a bobine, com um multímetro, não será grande ajuda neste caso, e explico porque.
Basicamente uma bobine de ignição é composta por duas "bobines" ou indutores, uma primária e uma secundária.
No teu tipo de bobine, a bobine primária não é acessível, pelo facto de que o transistor, ou seja, o driver que fecha o circuito da bobine primária, estar localizado dentro da própria bobine. Genérica isto pode ser visto pelo facto de teres mais do que dois pinos de entrada (3). Isto significa que na pinagem da bobine não tens acesso aos terminais da bobine primária, logo não podes testar a resistência desta.
A bobine secundária, por outro lado, tem um diodo em série, o que impossibilita mais uma vez a leitura direta da resistência desta. Neste caso até o podes fazer, a leitura da resistência, mas se não te foi possível detetar, ou descartar, as bobines com o método anterior dificilmente vais conseguir detetar alguma coisa por aqui.

Mesmo que fosse acessível e possível efetuar a medição da resistência dos dois indutores dentro da bobine (primário e secundário), é preciso perceber bem as limitações deste teste. É um teste que apenas permite validar que uma bobine está em falha, em certas circunstâncias, mas nunca permite assegurar que uma bobine está funcional, daí a sua limitação.
 
Requer ferramenta especializada, mas há quem teste assim.

Vou acompanhar este tópico porque também pretendo encontrar uma forma simples, barata e eficaz de testar este tipo de bobinas de ignição, evitando fazer aquilo que parece ser a norma em Portugal, nomeadamente tirar velho e meter novo, desperdiçando muitas vezes material em bom estado de funcionamento.

:sh)

Esse tipo de equipamento, usado no video que indicas, já um acrescento incrível ao uma simples leitura de resistência, que cá para mim é o máximo que algum mecânico por estes lados se aventura em fazer.

Mesmo assim tem as suas limitações, não é aplicável a todo o tipo de bobines,e também não é de todo considerado o estado da arte do teste de uma bobine de ignição.
Mesmo assim já é uma ferramenta interessante para quem, dentro das suas limitações, pretenda evoluir um pouco nas suas competências de diagnóstico.
 
Boas.

Existem várias forma de testar bobines de ignição, umas mais sofisticadas e conclusivas que outras, mas há várias forma de ter indicações sobre se uma bobine está, ou não, danificada. Alguns métodos são mesmo perto de 100% conclusivos, ou mesmo 100%.
Regra geral apenas se muda a bobine que está avariada, e nunca todas. 8 então, acho que não faz muito sentido pensar nisso...

Existem alguns casos em que o fabricante recomenda a troca de pares de bobines, no caso em que a ligação entre elas é feita em série. Neste tipo de ligação, uma bobine danificada pode colocar a outra bobine sobre muito stress, e causar danos sobre esta. Sobre esta razão, o fabricante aconselha a troca das duas. Mas como disse é um exceção e sugestão, que pode ou não ser considerada, e não se aplica no teu caso.

Neste caso, se tiveres acesso a uma ferramenta de comunicação, a primeira coisa que procuraria era por um misfire especifico de um cilindro.
Podes confirmar isto com a presença de um código em memória (p030x) em que o x é o cilindro afetado.
Se puderes aceder a PID's em tempo real, na ferramenta de comunicação, procura pelos PID's que indiquem a contagem de misfire de cada cilindro. Deverás ter um valor por cada cilindro que se aumenta com o as falhas que forem detetadas de cada cilindro. Se tiveres algum cilindro com uma contagem claramente superior aos outros, ai sim, a bobine de ignição desse cilindro será uma possibilidade, fazendo sentido fazer mais testes sobre esta. Se por outro lado, o numero de misfire for igual para todos, ou nulo, uma bobine não será (em principio) a causa dos sintomas que apresentas.
Pode dar-se o caso em que tenhas 2 cilindros com uma contagem de misfire elevada, ou com dois códigos em memória, mas seria uma coincidência os dois serem causados por um problemas de bobines que se danificaram ao mesmo tempo.

Se chegares efetivamente à conclusão de que é apenas um cilindro que está a falhar (e souberes qual claro) o que podes fazer é trocar as bobines e velas desse cilindro, por um outro que aparentemente esteja bom. Se o cilindro em misfire mudar, então sabes que o teu problema ou é das bobines ou é das velas. Se não mudar o problema será outro...
Se quiseres diferenciar a causa entre bobines e velas, podes manter as velas e voltar a trocar as bobines. Se o misifire voltar a mudar de cilindro, são as bobines, se não são as velas... É bastante simples...

Neste caso, como tens duas bobines e velas por cilindro, pode não ser muito fácil conseguires, com métodos de aplicar em casa, descartar entre uma ou outra. Mas pelo menos acho que te consegues sentir melhor se apenas tiveres que mudar duas bobines, ou duas velas, em vez de 8.

Como sempre existem variáveis, que não estou a considerar, e que podem levar a não conseguir detetar se o problema é uma bobine ou não, mesmo sendo esta a causa do problema.
Para estas situações é que existem métodos mais avançados, que permitem observar as características dinámicas de uma bobine. Estes métodos estão normalmente apenas disponíveis para profissionais especialistas da área, pois já exigem equipamento e conceitos não acessíveis a qualquer um.

Efetuar uma medição de resistencia sobre a bobine, com um multímetro, não será grande ajuda neste caso, e explico porque.
Basicamente uma bobine de ignição é composta por duas "bobines" ou indutores, uma primária e uma secundária.
No teu tipo de bobine, a bobine primária não é acessível, pelo facto de que o transistor, ou seja, o driver que fecha o circuito da bobine primária, estar localizado dentro da própria bobine. Genérica isto pode ser visto pelo facto de teres mais do que dois pinos de entrada (3). Isto significa que na pinagem da bobine não tens acesso aos terminais da bobine primária, logo não podes testar a resistência desta.
A bobine secundária, por outro lado, tem um diodo em série, o que impossibilita mais uma vez a leitura direta da resistência desta. Neste caso até o podes fazer, a leitura da resistência, mas se não te foi possível detetar, ou descartar, as bobines com o método anterior dificilmente vais conseguir detetar alguma coisa por aqui.

Mesmo que fosse acessível e possível efetuar a medição da resistência dos dois indutores dentro da bobine (primário e secundário), é preciso perceber bem as limitações deste teste. É um teste que apenas permite validar que uma bobine está em falha, em certas circunstâncias, mas nunca permite assegurar que uma bobine está funcional, daí a sua limitação.
a não ser das velas/bobines, poderá ser módulo de ignição?
 
Estás numa situação que eu não gostaria de estar.

Experimenta ir a centros de abate, há um na zona de Sintra que trago o que quero, pago e caso não seja de la o problema posso ir devolver.
 
a não ser das velas/bobines, poderá ser módulo de ignição?

Neste sistema não há um modulo de ignição em particular. Pode-se associar essa função ao computador da gestão do motor.

Se existir um cilindro em particular a apresentar falhas, e se as bobines forem descartadas como a causa (de uma forma ou de outra), claro que o computador pode ser o culpado desse misfire.
É o computador, fechando e abrindo o circuito do transistor (dentro da bobine neste sistema), que ativa as bobines de ignição. Se tal não for feito, ou feito fora de tempo, temos um misfire por problemas de ignição, causado pelo computador.

Para além desta causa, existem outras claro, que podem originar um misfire num cilindro em particular.
 
Estás numa situação que eu não gostaria de estar.

Experimenta ir a centros de abate, há um na zona de Sintra que trago o que quero, pago e caso não seja de la o problema posso ir devolver.

Não é algo que aconselho de todo, a não ser que se exista alguma indicação clara de qual o problema. Existem dezenas (ou centenas) de componentes num motor moderno, se vais por tentativas, mesmo que a custo zero, pode demorar algum tempo até acertares.

Ainda para mais, pelo facto de ser material usado, existe sempre uma boa possibilidade de trazeres um componente com defeito, o que te pode demover da causa real, ou pelo menos fazer desconfiar de tudo o que testas dessa forma. Já por vezes surge essa duvida em material novo...
 
Neste sistema não há um modulo de ignição em particular. Pode-se associar essa função ao computador da gestão do motor.

Se existir um cilindro em particular a apresentar falhas, e se as bobines forem descartadas como a causa (de uma forma ou de outra), claro que o computador pode ser o culpado desse misfire.
É o computador, fechando e abrindo o circuito do transistor (dentro da bobine neste sistema), que ativa as bobines de ignição. Se tal não for feito, ou feito fora de tempo, temos um misfire por problemas de ignição, causado pelo computador.

Para além desta causa, existem outras claro, que podem originar um misfire num cilindro em particular.
agradeço a explicação.
Pensava que existia uma peça destas algures...
$_1.JPG
 
agradeço a explicação.
Pensava que existia uma peça destas algures...
$_1.JPG



Em sistemas relativamente recentes penso que já não há disso...
Isso, basicamente, continha o transistor que referi em cima, que fecha o circuito de alta corrente para a bobine. Também por vezes era chamado de amplificador de ignição.
Alguns módulos de ignição são eletrónicos, e acumulam mais algumas funções, mas penso que todos os fabricantes já ha algum tempo que optaram por colocar tudo dentro do computador.
Quanto muito, em sistemas recentes, o transistor pode é ficar dentro do computador, ou dentro da bobine, como o caso deste Honda.
 
Não é algo que aconselho de todo, a não ser que se exista alguma indicação clara de qual o problema. Existem dezenas (ou centenas) de componentes num motor moderno, se vais por tentativas, mesmo que a custo zero, pode demorar algum tempo até acertares.

Ainda para mais, pelo facto de ser material usado, existe sempre uma boa possibilidade de trazeres um componente com defeito, o que te pode demover da causa real, ou pelo menos fazer desconfiar de tudo o que testas dessa forma. Já por vezes surge essa duvida em material novo...

Sim, tem essas desvantagens.

Fiz isso para despistar um problema de sonda lambda e sensor maf. Por acaso correu bem.
 
Olá e-amigos.
Chegou o momento que eu nunca quis que chegasse. O jazz começou aos 321.000km a fazer soluços a baixas rotações, parece que o motor para e volta a disparar logo em força. Torna-se muito incómodo conduzir assim em cidade. Em altas RPM está tudo normal.

Histórico rápido:

- Troquei o filtro de combustível á coisa de 1 mês.
- O Filtro de ar é novo
- A revisão está em dia e não há problemas no alternador nem bateria.
- Pensando que fosse a EGR a causar os soluços anulei-a com uma junta cega, e pouco se alterou. Testei a bobine e descarbonizei-a e funciona bem.
- As velas têm 11.000km (troca-se a cada 45.000)

O que me leva a crer o pior, as bobinas de ignição! Que no jazz são 8 e custam (com sorte) cerca de 50 a 60 euros cada uma. Existe forma de as testar para saber se está tudo ok e possivelmente detectar se é apenas uma ou duas avariada?

Outra questão, num site de peças online encontro bobines de uma marca que não conheço: Stark professional line que vende as peça a quase metade do preço das outras marcas, mas nao encontro nenhum feedback na net. Contactei o suporte do dito site para pedir informações sobre o fabricante, ao que me responderam que eles trabalham diretamente com o fabricante sem passar por fornecedores e dai o preço ser mais barato. Fiquei a saber o mesmo.....

Alguem pode ajudar ou dar umas dicas?
Para quem não sabe fala-se disto:

thumb


O carro é um Honda Jazz do ano 2002 1.2 gasolina, motor L12A1.
no youtube procura por Como substituir a bobinas de ignição no HONDA JAZZ 2 [TUTORIAL]
as bobines aplicadas são Stark.
 
Voltar
Superior