Ora bem, novidades de domingo:
Fiz o teste de compressão. Em todos os cilindros está nas especificações do fabricante, superior a 980 kpa ás 250rpm. A diferença máxima nos valores dos 4 cilindros é de 6% o que não me parece mau.
Depois de montar tudo, fiz o teste que o steevegt recomendou.
Com o motor desligado os valores do fuel trim eram estes:
SFT: 0.0%
LFT: 2.3%
Isto ainda com a EGR anulada com junta cega como tenho andado á uns dias:
Após ligar o motor a partir dos 8 segundos o valor SFT começou a subir até ao valor máximo de 16.2%. Quando o motor atingiu a temperatura de serviço o valor SFT ficou a rondar entre os 10.2% e 11.7%. O valor LFT nunca mexeu dos 2.3%.
Agora com a EGR de volta ao normal, voltei novamente a apagar o erro que mencionei acima acerca da EGR e tirei a junta cega:
Com o motor desligado:
SFT: 0.0%
LFT: 2.3%
Liguei o motor e novamente ao fim de uns segundos o valor SFT foi subindo até aos 12.5%. Quando o motor atingiu a temperatura de serviço o valor SFT estabilizou entre os 8 e 12.5%. Mais uma vez o valor LFT nunca mexeu dos 2.3%.
Em ambos os testes deixei arrefecer completamente o motor, fiz um teste de manhã e o outro agora á tarde.
Fiz video do teste mas está a demorar a carregar para o tube, assim que estiver posto aqui.
Em primeiro lugar assumo que os testes foram feitos com o veiculo estacionário e ao relatim certo?
Verificar os fuel trims com o motor desligado não faz muito sentido, apenas permite ver a memória do LFT, como podes verificar. Os 0% no SFT não tem significância, pois é sempre 0 num motor desligado.
Com a EGR em funcionamento (que é a situação normal desse carro), consegue-se perceber que tens uma compensação um pouco elevada, atingindo quase 15% (2.3 + 12.5). Como disse antes, passa a ser algo a considerar a partir dos 10%.
Não é um valor que chegue a provocar um DTC em memória (> 20% normalmente), mas na mesma é uma indicação de problemas. Visto que tens sintomas presentes, esta é informação que pode estar relacionada, e que faz sentido considerar.
Um valor elevado positivo (como é o caso) significa que tens um problema de mistura demasiado pobre. Pelo menos o computador pensa que sim...
As causa para isso, como já tentei explicar anteriormente são várias, e nem todas diretas ou fáceis de avaliar. Normalmente, nestas situações, tenta-se descartar, ou validar, o que for mais fácil, ou acessível.
Algumas das causas para esse valor elevado, podem passar por baixa pressão de combustível, injetores obstruídos, fissuras no escape (antes da sonda lambda), entre outras... Sensor MAP obstruído, TPS, sensor de temperatura do motor/ar...
Um misfire, normalmente pode ser a causa, mas como a compensação não é exagerada, não me parece que neste caso isso seja a razão. Ou seja, não me parece ser um problema de bobines, genericamente. Isto não é certo, portanto posso estar enganado no meu palpite claro...
Uma fuga de vácuo costuma ser uma possibilidade, normalmente apenas em sistemas de leitura direta (MAF). No teu caso (MAP), uma fuga de vácuo inevitavelmente aumentaria o relantim. Isto acontece?
Não me parece também coincidente com um problema mecânico, pelo menos não é muito comum.
O facto de dizeres que passado alguns segundos começaste a ver um valor a atualizar do SFT, que depois estabilizou, leva a descartar (em primeira instância) um problema no circuito da sonda lambda. Significa que a sonda lambda entra rapidamente em funcionamento, e que o computador consegue, com base nela, estabilizar num valor de compensação. Mais uma vez, nesta situação, costuma-se olhar para o sinal da sonda lambda para confirmar isto. Com a tua ferramenta de comunicação não consegues fazer isto.
Quando foi mudado o filtro de combustível?
Podes também validar com a tua ferramenta de comunicação se os valores de temperatura (refrigerante e ar da admissão) aparentam ter valores plausíveis.
Eventualmente pode-se dar o caso em que resolvas os valores de adaptação elevados (SFT e LFT), mas na mesma não resolvas o teu problema de hesitação. Pelo menos por agora, à falta de mais informação, para mim, é o que faz mais sentido olhar e tentar resolver, pois é a tua unica fonte de informação fiável de que alguma coisa está com problemas...
Aqui é que as coisas começam a ser um pouco mais complicadas para o lado de quem quer resolver estas coisas em casa, comparativamente a resolver isto num profissional (decente).
Em casa, existem vários método simples que se podem aplicar para validar de que algum componente está completamente danificado. Como o situação de uma bobine morta por exemplo.
O profissional, por outro lado, terá mais do que um meio (para além de maior conhecimento), de validar se algo se encontra a funcionar devidamente, ou seja validar pela positiva.
A validação pelo positiva é sempre mais complexa do que validar pela negativa, e normalmente exige ferramentas devidamente profissionais...