Bolsa e investimentos

Pois, é exactamente a minha dúvida pois a pergunta é bastante vaga !!

Apenas diz isso que aí transcrevi " Quando as taxas de juro sobem, o que acontece ao preço das orbigações ?"

Isto é numa vertente mais "básica" creio eu, pois segundo o mesmo faz parte de uma cadeira de exame.

No site da Euronext tive acesso a esta informação :

"Suponha que, de repente, as taxas de juro de mercado caem abruptamente, por exemplo de 4,5% para 4,0%. Os investidores tendem a colocar o seu dinheiro nas obrigações mais lucrativas com uma taxa de juro superior à taxa de juro do mercado, tornando estas obrigações mais caras. O oposto também é verdade: taxas de juro de mercado superiores fazem cair os preços das obrigações."

Ou seja, diz que os preços caem quando as taxas de juro sobem, coisa que eu não pensaria que assim fosse :sh), agora não sei se a taxa de juro a que a pergunta se refere será a taxa de juro de mercado ou a taxa de juro das obrigações ou "whatever"

A resposta certa é "descem".

Cumps


A pergunta não parece estar completa.
Estamos a falar de mercado secundário?
E estamos a falar do cupão ou do valor da obrigação em mercado secundário?
E que taxas se estão a falar? Das taxas do cupão?
 
É daquelas coisas que também não deduzi logo à primeira. Não havia mais informação nenhuma

Posta esta questão " T-Bills (Bilhetes do Tesouro) são vistas como o investimento mais seguro. Porquê?"
- O estado não entra nunca em default
- Investem parcialmente no mercado accionista
- O estado pode sempre imprimir dinheiro

Estas perguntas são de facto constragedoras por vezes, visto que os bt são titulos de "financiamento" do estado, partese do principio que o estado já estará em "default" logo essa afirmação torna-se errada. Creio que uma resposta correcta fosse o facto de haver sempre retorno do investimento ao fim de x tempo pelo negociado no inicio do contrato :sh)
 
Obrigações da Brisa o que acham?

Juro garantido 6,25% ao ano durante 30 meses.
 
Sim 30 meses.
Só pode dar buraco em caso de falência penso eu.

Mas não estou a ver a brisa em falência...
[:D]

Pois eu diria o mesmo, falência, ou não ter liquidez ao fim do prazo...

Mas olha que como isto anda, não digo nada... A tx dos títulos da dívida publica tb era uma tx de referência sem risco, e hoje em dia para actualizar um valor, uso as da Alemanha para a parte sem risco...
 
Já aconteceu alguma vez, obrigações de empresas "famosas" sem liquidez em Portugal ?
 
Ninguém sabe ?

Posso ir dizer uma grande barbaridade, mas penso que não...

Dás dinheiro a alguém, que te diz que no dia x te paga esse dinheiro mais x%, estão a fixar um custo (para quem está a “vender”) para uma data.

Ora se a taxa de juro subir entretanto àquela data (penso ser o que interessa por ser a maturidade) relativamente ao mercado, o custo da obrigação é menor (se a tx contratada para 31-12-2012 for 5%, mas chegando lá está a 6%)...

Se a tx descer, é o raciocínio oposto. Ou seja, é um futuro…
 
Já aconteceu alguma vez, obrigações de empresas "famosas" sem liquidez em Portugal ?

Não sei... :sh)

Não sou muito velho, mas da minha realidade não... [;)]

EDIT: Epah, baralhando isto tudo. Percebo o que queres dizer, mas é exactamente o que dizes na frase que se passa... Como a Brisa não tem dinheiro, e precisa dele (liquidez) está a fazer um empréstimo obrigacionista (mais barato que um empréstimo no banco, ou até poderia não ter, pura e simplesmente, acesso ao crédito num banco) para ter liquidez...
 
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Posso ir dizer uma grande barbaridade, mas penso que não...

Dás dinheiro a alguém, que te diz que no dia x te paga esse dinheiro mais x%, estão a fixar um custo (para quem está a “vender”) para uma data.

Ora se a taxa de juro subir entretanto àquela data (penso ser o que interessa por ser a maturidade) relativamente ao mercado, o custo da obrigação é menor (se a tx contratada para 31-12-2012 for 5%, mas chegando lá está a 6%)...

Se a tx descer, é o raciocínio oposto. Ou seja, é um futuro…

Exacto era assim mesmo que trabalhava, e essa a explicação correcta !

Agora surgiu essa questão dos BT, apenas sei que são o investimento mais seguro porque o estado paga "sempre", agora daí a nunca entrar em default (que pode entrar, parece-me) ou a poder imprimir dinheiro sempre que quer (acho que é impossível), é daquelas coisas
 
Exacto era assim mesmo que trabalhava, e essa a explicação correcta !

Agora surgiu essa questão dos BT, apenas sei que são o investimento mais seguro porque o estado paga "sempre", agora daí a nunca entrar em default (que pode entrar, parece-me) ou a poder imprimir dinheiro sempre que quer (acho que é impossível), é daquelas coisas


Como todos sabemos, já foi mais do que é, pelo menos em teoria...

Como já disse, quando uso uma tx de actualização, deixei pura e simplesmente de utilizar a dos títulos portugueses...
Se, se quer uma tx sem risco, nunca poderia utilizar a portuguesa hoje em dia, isto mesmo em empresas que só operem em Portugal, pois hoje em dia há sempre um risco.

Depois há quem diga, que se a empresa actua só em Portugal, usando uma tx a 10 anos (que ja se usava) que se dilui o risco e tal, mas no modelo CAPM, tem que se ter uma parte sem risco, e neste momento sem risco na UE, não estou muito bem a ver quais os títulos sem serem os alemães...
 
Como todos sabemos, já foi mais do que é, pelo menos em teoria...

Como já disse, quando uso uma tx de actualização, deixei pura e simplesmente de utilizar a dos títulos portugueses...
Se, se quer uma tx sem risco, nunca poderia utilizar a portuguesa hoje em dia, isto mesmo em empresas que só operem em Portugal, pois hoje em dia há sempre um risco.

Depois há quem diga, que se a empresa actua só em Portugal, usando uma tx a 10 anos (que ja se usava) que se dilui o risco e tal, mas no modelo CAPM, tem que se ter uma parte sem risco, e neste momento sem risco na UE, não estou muito bem a ver quais os títulos sem serem os alemães...

A forma mais simples de garantir os pagamentos, é dando a estes uma baixa taxa de retorno, pelo que leio torna-se ridículo o pagamento ao fim de 10 anos de dinheiro "parado".
Neste aspecto, qual seria para ti a resposta correcta na questão acima? É que confesso que me deixou intrigado e que ainda não cheguei lá pois não encontro uma que me pareça "totalmente" correcta:sh)
O estado Grego por ex entrou em Default, o mesmo poderia acotnecer com o Português apesar de estes planos de ajuda externa e etc, e mais está sabido de que se o estado esticar muito a corda poderá entrar em insolvência!!
Por outro lado creio que os bt não invistam parcialmente no mercado de acções;
assim como o estado não pode imprimir dinheiro "à toa"
 
Last edited:
A forma mais simples de garantir os pagamentos, é dando a estes uma baixa taxa de retorno, pelo que leio torna-se ridículo o pagamento ao fim de 10 anos de dinheiro "parado".
Neste aspecto, qual seria para ti a resposta correcta na questão acima? É que confesso que me deixou intrigado e que ainda não cheguei lá pois não encontro uma que me pareça "totalmente" correcta:sh)
O estado Grego por ex entrou em Default, o mesmo poderia acotnecer com o Português apesar de estes planos de ajuda externa e etc, e mais está sabido de que se o estado esticar muito a corda poderá entrar em insolvência!!
Por outro lado creio que os bt não invistam parcialmente no mercado de acções;
assim como o estado não pode imprimir dinheiro "à toa"


Não percebi, mas pode ser até por não saber do que se fala...

Explica lá melhor, sff, para ver se percebo a tua dúvida.

E posso não saber responder... :sh)

Mas se a questão é a mesma mas com uma maturidade de 10 anos, a minha resposta será a mesma. apenas mudam os prazos e taxas...
 
Boas,

Eu venho aqui colocar uma questão para ajudar um amigo meu;

O mesmo fez-me a pergunta seguinte : " Quando as taxas de juro sobem, o que acontece ao preço das obrigações ?"

Eu creio que os preços se mantenham inalterados, creio que o que sobe é o valor da taxa de cupão caso a taxa de juro não seja fixa, mas venho aqui colocar a pergunta antes de lhe responder.

Obrigado


Vamos lá ver se eu consigo não complicar muito:
Do ponto de vista do investidor, as obrigações e as taxas de juros de mercado (que geralmente se consubstanciam em Depósitos a Prazo) são 2 alternativas de investimento. Não são substitutos perfeitos porquanto os DP têm capital garantido pelo Banco emitente e pelo próprio Estado (fundo de garantia) e as Obrigações têm o risco das entidades emitentes, mas não deixam de ser 2 alternativas de investimento, logo funciona a lei da oferta e da procura.
Assim, se aumentar o preço dos DPs (aumento das taxas de juro) é expectável que aumente a procura por DPs à custa da redução da procura por outros títulos de investimento, como por exemplo as obrigações. Logo, havendo menor procura de obrigações, o seu preço tende a baixar. É tão simples quanto isto. A resposta está dada.



Agora, se quisermos introduzir um grau adicional de complexidade:
Uma obrigação tem um valor facial qualquer, e é geralmente colocada no mercado a esse valor. Chama-se a isto uma colocação "ao par". Pode ser também abaixo ou acima do par mas isso agora não interessa. Ora, a dita obrigação mais não é do que uma confissão de dívida da entidade emitente, que se propõe pagar uma taxa de juro periódica, e ao valor desses juros periódicos pagos chama-se cupão. A entidade emitente propõe-se assim ir pagando cupões até ao final do prazo, e nesse final de prazo (que se chama Maturidade da obrigação), devolve também o capital todo.
Portanto, numa situação de aumento das taxas de juro de mercado, que daria numa baixa dos preços da Obrigações, estes preços desceriam até ao ponto em a diferença entre o preço de mercado, e o par mais o cupão, fosse aproximadamente igual ao valor da taxas de juro dos DPs. Dito de outro modo, se a taxa de juro dos DPs e das obrigações dor a mesma num primeiro momento, por exemplo 3%, e a taxa de juro dos DPs subir para 5%, então o preço das obrigações tem tendência para descer 2%. Ou seja, o seu preço fica 2% abaixo do par, de modo a que a expectativa de ganhos do investidor que escolhe obrigações volte a igualar-se ao dos DPs e assim anular o efeito.

Notem p.f que isto são raciocínios modelares, que servem exclusivamente para ilustrar as tendências e a lógica das variações dos factores. As variações efectivas de mercado nunca são assim tão aritmeticamente certinhas, até porque há uma série de factores que intervém no cálculo dos preços teóricos das obrigações e nas suas rentabilidades (chamadas de Yields to maturity) que eu ignorei de propósito, por questões de simplicidade, e também porque não me lembro das fórmulas de cabeça.
 
Já aconteceu alguma vez, obrigações de empresas "famosas" sem liquidez em Portugal ?
O problema é que vivemos tempos de muitas "primeiras vezes" [;)]

Muita gente também afirmava que o imobiliário "nunca desvalorizará", pois isso nunca aconteceu em Portugal.
 
também tem a sonae com uma taxa interessante..

Se eu quiser comprar obrigações de empresas alemaes, as mais fiaveis no momento..vou a qualquer banco?
 
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