Bolsa e investimentos

Como disse, também tenho muitas dúvidas sobre se esta quebra de confiança, o desbaratar no enorme soft power que os EUA tinham, no longo prazo será bom para eles. Tenho muitas dúvidas mesmo.

Também não sei como outros países, ou blocos vão reagir, porque nem todos parecem tão desesperados para ir a correr assinar um acordo a qualquer custo como fez o Starmer. Aliás, estou convencido que a capacidade de aguentar o jogo vai jogar contra o Trump, porque ele mete momento, depois da jogada que fez, precisa desesperadamente de apresentar muitos e bons DEALS. Este acordo com o UK é uma enorme vitória, mas é só uma.

O meu ponto era simplesmente que muita gente estava a ter uma visão simplista e arrogante, o acordo com o UK só prova o que eu dizia, as coisas não são tão simples como simplesmente explicar o mundo com um: "O Trump é maluquinho, na administração dele são todos burros e aquilo é um navio a naufragar".

O melhor, pelo menos no que toca a investimentos, é pôr as convicções políticas de lado e agir de acordo com os dados concretos.

No casino das previsões de longo prazo, este caso Trump, que vai apresentar como grande sucesso e fruto da sua "grande capacidade negocial" é o princípio do fim dos USA.

A longo prazo, não me parece que países como China, Japão, Emirados, etc. continuem a correr desenfreadamente para os dólares como até agora. E essa corrida é o que realmente torna os USA relevantes.

Se demorará 10, 20 ou 50 anos, não sei. Mas que vai acelerar, estou convencido que sim
 
Começamos a semana com as ações globalmente muito positivas, sinalizando o optimismo pelas negociações entre os EUA e a China, mas as yelds das obrigações todas a subir de forma significativa, indicando que os investidores, em especial os mais conservadores e os institucionais vêm maior risco no mercado.

Aliás as yields das obrigações governamentais, já andam persistentemente altas desde o "liberation day", contrariando o alívio que vinha a acontecer desde o pico da crise inflacionista.

Não é por nada, mas já o meu avô dizia que quando está quente e a atmosfera está instável, é sinal que vem lá trovoada.
 
Last edited:
"As tarifas chinesas serão reduzidas de 125% para 10%, enquanto as tarifas americanas diminuirão de 145% para 30%

Pouco depois das 08:00, surgiram os primeiros relatos sobre um possível acordo temporário entre a China e os EUA para reduzir as restrições comerciais. Os detalhes do acordo da parte americana estão agora a ser divulgados:
  • A China reduzirá as tarifas sobre os produtos americanos de 125% para 10% por um período de 90 dias
  • As tarifas dos EUA sobre produtos chineses serão fixadas em 30%: uma taxa base de 10% mais 20% ligada a preocupações relacionadas ao fentanil
  • As reduções tarifárias devem entrar em vigor a 14 de maio
  • Ambos os lados realizarão consultas de trabalho sobre questões comerciais e económicas
  • As negociações continuarão com o objetivo de estabelecer um acordo comercial de longo prazo no futuro
​"
 
Ou seja, uma viragem de 180º da administração Trump. Que farsa, EUA a meterem o rabinho entre as pernas nesta questão das tarifas com a China.
 
Seja como for a balança esta claramente e mais uma vez mais vantajosa para os estados unidos pelo menos em termos de tarifas... a ver vamos.

Estou a espera da fed e da desvalorização do dolar...
 
Claro que o trump foi obrigado a recuar, caso contrário as prateleiras ficariam vazias numa questão de semanas.
 
Com centenas de pequenas empresas quase na falência e ele mesmo detentor de uma conta margem...

Edit:.
Dois ativos com grande potencial a médio/longo prazo que estou a acompanhar e recomendo:

1. STMicroelectronics (STM):
Empresa europeia de semicondutores que, na minha opinião, está bem posicionada para beneficiar da crescente aposta da UE na independência tecnológica neste setor estratégico.
Atualmente, a ação está cerca de -43% abaixo do valor de há um ano, o que representa uma oportunidade de entrada com desconto.
Tem bons fundamentos, e os analistas apontam para um crescimento médio anual de 23%. Com a crescente digitalização e procura por chips na Europa, vejo aqui um excelente potencial de valorização.



​2. Wereldhave Belgium:
Empresa sólida do setor imobiliário, focada principalmente em centros comerciais bem localizados na Bélgica, Holanda e Luxemburgo.
Apresenta ótimos fundamentos e um histórico consistente de boa gestão. Atualmente está a ser negociada com um desconto de cerca de 40% face ao seu valor real, o que, na minha opinião, representa uma excelente margem de segurança.
Em 2024, os ganhos cresceram 140%, o que mostra um forte momento de recuperação e crescimento. Além disso, distribui um dividendo atrativo de 8,7%, o que é raro encontrar com este nível de qualidade.​
 
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"As tarifas chinesas serão reduzidas de 125% para 10%, enquanto as tarifas americanas diminuirão de 145% para 30%

Pouco depois das 08:00, surgiram os primeiros relatos sobre um possível acordo temporário entre a China e os EUA para reduzir as restrições comerciais. Os detalhes do acordo da parte americana estão agora a ser divulgados:
  • A China reduzirá as tarifas sobre os produtos americanos de 125% para 10% por um período de 90 dias
  • As tarifas dos EUA sobre produtos chineses serão fixadas em 30%: uma taxa base de 10% mais 20% ligada a preocupações relacionadas ao fentanil
  • As reduções tarifárias devem entrar em vigor a 14 de maio
  • Ambos os lados realizarão consultas de trabalho sobre questões comerciais e económicas
  • As negociações continuarão com o objetivo de estabelecer um acordo comercial de longo prazo no futuro
​"

No seguimento disto (apesar de nada estar resolvido)... e também com a ajuda de hoje antes da abertura dos dados do CPI (inflação) para já abaixo do esperado.. os bulls estão fortissimos e com o sector das techs/semicondutores (*) a liderar, não houve resistências que aguentassem e o SP&500 já negocia novamente acima da média móvel dos 200 períodos.[:blush:]

(*) Por exemplo especula-se de possiveis negocios na Arabia Suadita, que possam beneficiar empresas como a Nvidia, Palantir, etc


Mas claro, o Nasdaq está a ficar sobrecomprado com o RSI já a ficar um pouco esticado, prevendo-se que, ou tenha de consolidar brevemente ou fazer um pequeno pull back.
 
com a democratização das apps de trading, os investidores acabam por colocar e tirar dinheiro rapidamente, conforme o que está a acontecer no momento, com grandes entradas de capital a qualquer notícia ou movimento do mercado. A velocidade com que isso ocorre pode acabar da mesma forma que aconteceu nos primórdios das companhias aéreas e da internet, com correções e ajustes bem mais duras...
Não sei quando vai acontecer, mas não acredito que esse crescimento seja sustentável ou normal a longo prazo, não sei não
 
1. STMicroelectronics (STM):
Empresa europeia de semicondutores que, na minha opinião, está bem posicionada para beneficiar da crescente aposta da UE na independência tecnológica neste setor estratégico.
Atualmente, a ação está cerca de -43% abaixo do valor de há um ano, o que representa uma oportunidade de entrada com desconto.
Tem bons fundamentos, e os analistas apontam para um crescimento médio anual de 23%. Com a crescente digitalização e procura por chips na Europa, vejo aqui um excelente potencial de valorização.



​2. Wereldhave Belgium:
Empresa sólida do setor imobiliário, focada principalmente em centros comerciais bem localizados na Bélgica, Holanda e Luxemburgo.
Apresenta ótimos fundamentos e um histórico consistente de boa gestão. Atualmente está a ser negociada com um desconto de cerca de 40% face ao seu valor real, o que, na minha opinião, representa uma excelente margem de segurança.
Em 2024, os ganhos cresceram 140%, o que mostra um forte momento de recuperação e crescimento. Além disso, distribui um dividendo atrativo de 8,7%, o que é raro encontrar com este nível de qualidade.​

Apostas em ações específicas são sempre muito arriscadas. Os ganhos podem ser fantásticos, mas as perdas também.

Eu também já cometi esse pecado, sempre em ações que distribuem bons dividendos, para ter rendimento mesmo que a cotação caia. Correu bem, com uma exceção, mas aprendi a lição: o risco é demasiado elevado, mais vale apostar em ETFs.
 
Naturalmente que há sempre risco, cabe a nós investidores analisar bem os fundamentos onde investimos, eu mantenho 10% de acções ordinárias no meu portfólio acções em que acredito mas não me apego a elas as vendo no momento que me é apelativo.

Comprar accões sobrevalorizadas tambem não são uma solução em si é as quedas como a história nós mostra tambem são grandes.
 
Last edited:
Os fundamentais valem o que valem, pois de um momento para o outro há fatores externos que mudam tudo.

Mais vale diversificar o risco.
 
E tens toda a razão nao digo o contrario, daí eu mesmo apenas reservar uma minima parte.

Este aqui investiu 5000€ na rheinmetall em Fevereiro de 2022, e nem sequer fui ver os Fundamentals, foi só mesmo porque a russia invadiu a ukrania...

Edit: há sim achei a empresa fixe tambem, quando vi a demonstração pensei logo isto vai rebentar com os russos precisamos de isto, tão simples como isto!
 
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com a democratização das apps de trading, os investidores acabam por colocar e tirar dinheiro rapidamente, conforme o que está a acontecer no momento, com grandes entradas de capital a qualquer notícia ou movimento do mercado. A velocidade com que isso ocorre pode acabar da mesma forma que aconteceu nos primórdios das companhias aéreas e da internet, com correções e ajustes bem mais duras...
Não sei quando vai acontecer, mas não acredito que esse crescimento seja sustentável ou normal a longo prazo, não sei não
Curiosamente os dados e alguns artigos académicos apontam que os investidores de retalho atuaram como um significativo amortecedor nas últimas crises, já foi assim na COVID e nesta crise do "liberation day", onde se verificou um grande movimento de "buy the dip" entre os pequenos investidores.
 
Sem por em causa que essas duas empresas podem ser absolutamente de topo, não fui sequer ver, mas eu teria imensa dificuldade em basear uma decisão de investimento na crença que a UE vai executar um plano de distribuição de fundos por grupos de interesse selecionados por orientações de políticos e que isso vai resultar em crescimento e rendimento para os investidores. A incapacidade de executar da UE tem sido evidente. Assim como tem sido evidente que esses planos mais rapidamente criam empresas especialistas a competir por fundos, do que em especialistas a fazer produtos de classe mundial e capazes de ser alavancarem como campeões internacionais.

A julgar pela transformação e modernização que o PRR trouxe à sociedade europeia, é preciso ter uma dose de fé muito grande para achar que o próximo plano é que vai ser diferente.
 
nas últimas crises, já foi assim na COVID e nesta crise do "liberation day", onde se verificou um grande movimento de "buy the dip" entre os pequenos investidores.

Sem dúvida.

Foi graças ao Covid que eu comecei a investir em ações e ETFs, aproveitando os saldos.
 
Sem por em causa que essas duas empresas podem ser absolutamente de topo, não fui sequer ver, mas eu teria imensa dificuldade em basear uma decisão de investimento na crença que a UE vai executar um plano de distribuição de fundos por grupos de interesse selecionados por orientações de políticos e que isso vai resultar em crescimento e rendimento para os investidores. A incapacidade de executar da UE tem sido evidente. Assim como tem sido evidente que esses planos mais rapidamente criam empresas especialistas a competir por fundos, do que em especialistas a fazer produtos de classe mundial e capazes de ser alavancarem como campeões internacionais.

A julgar pela transformação e modernização que o PRR trouxe à sociedade europeia, é preciso ter uma dose de fé muito grande para achar que o próximo plano é que vai ser diferente.

Os teus pontos são validos mas não é uma questão de fé, ambas as empresas tem fundamentos solidos e relativamente a eventuais ''estimulações" na tech são apenas um plus e pontos positivos a empresa em si já é forte sozinha e tem potencial, eu avancei na imobiliária, julgo que entretanto que a technologica ainda pode baixar um pouco e se baixar mais estou dentro.

De qualquer forma aqui estaremos para ver os resultados nos proximos anos.

I love this game
 
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Curiosamente os dados e alguns artigos académicos apontam que os investidores de retalho atuaram como um significativo amortecedor nas últimas crises, já foi assim na COVID e nesta crise do "liberation day", onde se verificou um grande movimento de "buy the dip" entre os pequenos investidores.

Bem sim, segundo eles dizem.
entretanto mantenho as minhas duvidas
 
Sem dúvida.

Foi graças ao Covid que eu comecei a investir em ações e ETFs, aproveitando os saldos.
Tal como eu. Comecei no dip do Covid. Entrei em ouro, semicondutores e no IWDA. E umas quantas acções e IPO's mais tarde (palantir e airbnb).
 
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