Petróleo em mínimo de cinco meses negoceia abaixo dos 105 dólares
Os preços do petróleo seguiam a negociar em mínimos de cinco meses e registavam uma queda depois do furacão Gustavo ter diminuído de intensidade levando as refinarias a prepararem-se para recomeçar a funcionar.
Lara Rosa
lararosa@mediafin.pt
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Os preços do petróleo seguiam a negociar em mínimos de cinco meses e registavam uma queda depois do furacão Gustavo ter diminuído de intensidade levando as refinarias a prepararem-se para recomeçar a funcionar.
O West Texas Intermediate (WTI), em Nova Iorque seguia a desvalorizar 7,82% para os 106,43 dólares depois de já ter estado a perder 8%. Apesar de ontem o petróleo ter negociado na bolsa electrónica de Nova Iorque, esta variação compara com o valor de fecho na sessão de sexta-feira. O crude atingiu um mínimo de cinco meses nos 105,46 dólares.
Em Londres o Brent do mar do Norte, que serve de referência à economia portuguesa, perdia 4,27% para os 104,74 dólares por barril. O mínimo do dia foi fixado nos 104,14 dólares.
Os valores em que o petróleo está a negociar, não eram atingidos desde o mês de Abril.
Com a queda da sessão de hoje, o petróleo já perdeu mais de 27% em Nova Iorque, desde que atingiu o máximo de 147,27 dólares e 29% desde que tocou os 147,50 dólares por barril em Londres. O máximos superior a 147 dólares foram registados no dia 11 de Julho.
O furacão Gustavo, que tem impulsionado a matéria-prima devido ao encerramento das plataformas petrolíferas, passou a ser de categoria 2, depois de se tornar menos forte enquanto se dirige para a costa norte-americana.
As refinarias estão agora a preparar-se para retomar a produção, o que está a levar o petróleo a desvalorizar já que os receios de redução da oferta estão a aliviar.
A Royal Dutch Shell vai começar a verificar os danos hoje e poderá restabelecer a produção dentro de três a cinco dias e a Conoco Philips, citada pela Bloomberg, afirmou que não existem danos significativos nas plataformas da região, o que deverá permitir recomeçar a actividade.
“É uma grande surpresa que o Gustavo não seja tão poderoso como as pessoas pensavam” afirmou Jonathan Kornafel, da Hudson Energy Capital citado pela agência noticiosa norte-americana.