"Características básicas de um sobredotado"

Bom, acabei de tirar as minhas dúvidas...tive 10 a matemática, logo não sou [:D]

Mas a verdade é que desde os meus 4 anos que sempre fui lixado a línguas...ainda uns andavam atrás das letras já eu fazia frases...:)

E sem estudar rigorosamente nada tive 17 a Português :)
 
Estava a ver o meu perfil e...

...um colega "forunista" tinha-o reputado positivamente (obrigado [;)]).

E eu que já não me lembrava dele...

Mas aqui fica, sempre actual este tema e, um incentivo, para os que como eu, se esforçam todos os dias para saberem sempre mais, mesmo sem serem sobredotados.
 
Sou bom aluno mas não me considero sobredotado nem lá perto, uma coisa que a vida me ensinou é que as capacidades que nós temos não interessam para nada o que importa é o que conseguimos alcançar.

Um rapaz que estuda de véspera e chumba por pouco num exame é muito mais burro que alguém que estuda mais tempo e que tambem chumba por pouco.
O primeiro rapaz com um pouco mais de esforço tinha alcançado o objectivo de passar ao exame.
 
Estava a ver o meu perfil e...

...um colega "forunista" tinha-o reputado positivamente (obrigado [;)]).

E eu que já não me lembrava dele...

Mas aqui fica, sempre actual este tema e, um incentivo, para os que como eu, se esforçam todos os dias para saberem sempre mais, mesmo sem serem sobredotados.

Parabéns por levantares este tópico, pelo que li ainda não existe uma sensibilidade das capacidades destas pessoas e aceitar a sua diferença.
Penso que seria muito contribuitivo poder esclarecer toda a comunidade sobre as pessoas sobredotadas.

Sobredotação

Sobredotação: Uma Realidade/Um Desafio

CRIANÇAS E JOVENS SOBREDOTADOS
 
Eu também sempre fui sobredotado... de trabalho.

Não me venham com tretas, que para se conseguir alguma coisa na vida é 90% transpiração e 10% inspiração...

Obviamente que há sempre indivíduos com um talento particular para determinadas coisas (que tendem a ser confundidos com sobredotados, ou então, mais ao gosto treta new age, crianças indigo), mas se não houver os 90% de transpiração... falta sempre um bocadinho assim...:sh)
 
E a pergunta impõe-se, estará alguma vez o nosso sistema de ensino preparado para receber, formar e aproveitar estes seres especiais?...
Não, não está.

As crianças, mesmo as que não são sobredotadas, são todas diferentes. Assim sendo, cada uma delas tem um ritmo próprio de aprendizagem e necessidades específicas.

No entanto, na prática, o que fazemos é sujeitá-las a um processo normalizado de aprendizagem, que raramente está adequado à maioria das crianças da sala de aula. Assim, as aulas são demasiado fáceis para alguns alunos e demasiado difíceis para outros.

O ideal seria ter um processo de aprendizagem individual e personalizado para cada criança. Um dia chegaremos lá...
 
Eu ainda acrescentaria outra característica:
- O sobredotado, não pode usar calções muito curtos na época balnear [:D]
Acho que estas a confundir sobredotado com autista savant [:D].

Lembras do filme encontro de irmãos, do papel que o Dustin Hoffman fazia? Exactamente era um savant [;)].
 
Eu também sempre fui sobredotado... de trabalho.

Não me venham com tretas, que para se conseguir alguma coisa na vida é 90% transpiração e 10% inspiração...

Obviamente que há sempre indivíduos com um talento particular para determinadas coisas (que tendem a ser confundidos com sobredotados, ou então, mais ao gosto treta new age, crianças indigo), mas se não houver os 90% de transpiração... falta sempre um bocadinho assim...:sh)
Claro que sem trabalho nada se consegue, mas, há sempre uns quantos para quem tudo é sempre mais facil do que para outros.
 
Que o autor do tópico me perdoe mas tenho uma amiga que está a fazer o Doutoramento em Psicologia e ela disse-me uma coisa: não existem sobre-dotados. Existem eventualmente crianças que exibem um nível de desenvolvimento numa área específica invulgar para a sua idade mas que depois acompanham os outros quando os outros atingirem o mesmo nível de desenvolvimento.

E para dar um exemplo, tive um vizinho que foi dado como sobre-dotado em miúdo. Os pais investiram fortunas nele para desenvolverem as suas capacidades: aulas extraordinárias de matemática, francês, inglês, música, etc. Habituou-se a pensar que era um ser superior, que a exigência da escola normal era uma brincadeira de crianças para ele e que era talhado para voos mais altos.

Resultado: chegou à faculdade e nem o segundo ano de Direito fez. Teve duas tentativas de suicídio e actualmente trabalha nos armazéns do pai, a fazer gestão de stocks. Anda fortemente medicado a ponto de nem conhecer pessoas na rua.

Se uma criança exibir uma apetência especial para determinada área, então creio que deve ser apoiada e encorajada. No entanto, temos que entender que passam por várias fases de desenvolvimento e que apenas com muito trabalho é que poderão desenvolver-se a eles mesmos como seres humanos e a uma área de especialização. Tudo o resto é conversa de Wunderkind!
 
Não, não está.

As crianças, mesmo as que não são sobredotadas, são todas diferentes. Assim sendo, cada uma delas tem um ritmo próprio de aprendizagem e necessidades específicas.

No entanto, na prática, o que fazemos é sujeitá-las a um processo normalizado de aprendizagem, que raramente está adequado à maioria das crianças da sala de aula. Assim, as aulas são demasiado fáceis para alguns alunos e demasiado difíceis para outros.

O ideal seria ter um processo de aprendizagem individual e personalizado para cada criança. Um dia chegaremos lá...
Um pensamento que vai exactamente em linha de conta com a informação que postei. [;)]
Exactamente.

Porque não deve ser facil lidar com, ou ser um sobredotado.
Exige-se condições para que estas pessoas possam revelar as suas capacidadade e fazer valer naquilo que melhor conseguem desempenhar, e considero essencial que a motivação é proponderante para estas pessoas singrarem e poderem contribuir com o melhor que sabem e tem em desenvolver.[;)]
 
Claro que sem trabalho nada se consegue, mas, há sempre uns quantos para quem tudo é sempre mais facil do que para outros.

Tretas. Se vires o meu percurso académico e profissional, também eras capaz de dizer que era um sobredotado (aliás os professores falavam nisso à minha mãe quando era criança), mas eu sei bem a quantidade de pestanas que queimei e que ainda queimo, e o que deixei de fazer enquanto era "xovem" para estudar.

Por isso, não me lixem. Desde que não sejam atrasados mentais, com trabalho e motivação os resultados aparecem e chega-se longe. Essa mentalidade hoje não se encontra, especialmente entre os jovens, sobredotados ou não.
 
Última edição:
Tretas. Se vires o meu percurso académico e profissional, também eras capaz de dizer que era um sobredotado (aliás os professores falavam nisso à minha mãe quando era criança), mas eu sei bem a quantidade de pestanas que queimei e que ainda queimo, e o que deixei de fazer enquanto era "xovem" para estudar.

Por isso, não me lixem. Desde que não sejam atrasados mentais, com trabalho e motivação os resultados aparecem e chega-se longe. Essa mentalidade hoje não se encontra, especialmente entre os jovens, sobredotados ou não.

Este post diz tudo [;)]
 
Tretas. Se vires o meu percurso académico e profissional, também eras capaz de dizer que era um sobredotado (aliás os professores falavam nisso à minha mãe quando era criança), mas eu sei bem a quantidade de pestanas que queimei e que ainda queimo, e o que deixei de fazer enquanto era "xovem" para estudar.

Por isso, não me lixem. Desde que não sejam atrasados mentais, com trabalho e motivação os resultados aparecem e chega-se longe. Essa mentalidade hoje não se encontra, especialmente entre os jovens, sobredotados ou não.
Acho que estas a confundir duas coisas, talvez.

Claro que com trabalho tudo se consegue, mas quantas pessoas conheces que consigam dominar dois ou três temas e ainda serem excelentes num outro sem qualquer tipo de esforço?

Temos é um sistema de ensino que acaba por trucidar alguns dos melhores por não estar preparado para eles, transformando crianças brilhantes em adultos inadaptados.

Eu até conheço um caso assim, mas esta pessoa teve sorte, pois a família soube sempre suprir as falhas do sistema de ensino e apesar também das dificuldades financeiras não se saiu nada mal.
 
Acho que estas a confundir duas coisas, talvez.

Claro que com trabalho tudo se consegue, mas quantas pessoas conheces que consigam dominar dois ou três temas e ainda serem excelentes num outro sem qualquer tipo de esforço?

Conheço bastantes. Sem qualquer tipo de esforço não conheço ninguém, e não acredito que exista. Pode-se ser muito esperto, mas a aprendizagem por osmose ainda não foi inventada.
 
Que o autor do tópico me perdoe mas tenho uma amiga que está a fazer o Doutoramento em Psicologia e ela disse-me uma coisa: não existem sobre-dotados. Existem eventualmente crianças que exibem um nível de desenvolvimento numa área específica invulgar para a sua idade mas que depois acompanham os outros quando os outros atingirem o mesmo nível de desenvolvimento.

E para dar um exemplo, tive um vizinho que foi dado como sobre-dotado em miúdo. Os pais investiram fortunas nele para desenvolverem as suas capacidades: aulas extraordinárias de matemática, francês, inglês, música, etc. Habituou-se a pensar que era um ser superior, que a exigência da escola normal era uma brincadeira de crianças para ele e que era talhado para voos mais altos.

Resultado: chegou à faculdade e nem o segundo ano de Direito fez. Teve duas tentativas de suicídio e actualmente trabalha nos armazéns do pai, a fazer gestão de stocks. Anda fortemente medicado a ponto de nem conhecer pessoas na rua.

Se uma criança exibir uma apetência especial para determinada área, então creio que deve ser apoiada e encorajada. No entanto, temos que entender que passam por várias fases de desenvolvimento e que apenas com muito trabalho é que poderão desenvolver-se a eles mesmos como seres humanos e a uma área de especialização. Tudo o resto é conversa de Wunderkind!

Eu gostaria de conhecer a tua amiga doutoranda que proferiu tal afirmação, pois tal frase revela desconhecimento sobre a temática em questão.
Aconselho uma revisão simples do estudo de Terman que, apesar de ser algo redutor, poderá dar algumas indicações sobre a evolução de um indivíduo sobredotado ao longo da sua vida. Isto para uma elucidação simples, pois para quem está mais interessado na problemática sugiro que procurem os trabalhos de Renzulli, Gagné, Sternberg ou Mönks.
Se tiverem dificuldade em encontrar os trabalhos destes autores, sugiro que leiam a tese de doutoramento de Oliveira, que está online.

Relativamente às características observáveis das crianças sobredotadas (pois existem muitas conceptualizações diferentes que não irei referir senão amanhã ainda estaria aqui), estas apresentam, frequentemente, um desenvolvimento precoce da linguagem, da leitura e da locomoção; são muito observadoras, extremamente curiosas e possuem uma excelente memória. O seu pensamento é fluente e flexível, manifestam competências de argumentação desenvolvidas e capacidades de abstracção, conceptualização e síntese elevadas, com facilidade na compreensão e estabelecimento de relações e proposições entre ideias; revelam ser cépticos, críticos e avaliativos, e demonstram possuír uma imaginação invulgar e elevada originalidade na resolução de problemas. Estas crianças revelam gosto por novas aprendizagens, que são realizadas mais rapidamente do que os alunos regulares e com menor recurso à prática e à repetição; estes alunos apresentam, normalmente, um vocabulário extenso e uma capacidade de concentração elevada. Ao nível sócio-emocional, os alunos sobredotados apresentam níveis de sensibilidade elevados e possuem uma consciência moral desenvolvida; revelam, frequentemente, um bom sentido de humor e são perfeccionistas nas actividades que realizam, para as quais possuem uma motivação intrínseca.
No entanto, os alunos sobredotados apresentam, frequentemente, um desenvolvimento assíncrono: enquanto que o desenvolvimento cognitivo é significativamente superior à média para a sua idade, o desenvolvimento físico e emocional encontra-se nos níveis normais. Os alunos sobredotados conseguem compreender, intelectualmente, concepções abstractas, mas não possuem capacidades para lidar emocionalmente com algumas concepções, o que pode provocar preocupações sobre determinados conceitos como a morte, o futuro e a sexualidade. O desfasamento entre os níveis de desenvolvimento intelectual e físico pode despoletar sentimentos de frustração quando um aluno consegue delinear todos procedimentos envolvidos na realização de uma tarefa, mas a sua capacidade física não permite efectivar aquilo que ele tinha concebido. As elevadas capacidades de argumentação e de linguagem podem também provocar alguns problemas devido à incompreensão, pelos seus pares, da mensagem que tentam expressar; em contexto de sala de aula, as intervenções mais rebuscadas podem ser interpretadas pelos professores como atitudes desafiantes, o que resulta frequentemente em repreensões; se associarmos a estas situações a elevada sensibilidade relativamente a críticas recebidas, estes alunos podem desenvolver sentimentos de rejeição, inferioridade e frustração, tornando-se tímidos. A timidez e a retracção em relação a certas situações podem resultar, também, das elevadas capacidades de observação e compreensão de situações, pois estes alunos preferem emitir juízos e considerações só depois de possuírem todos os dados passíveis de serem recolhidos. Noutras situações, o perfeccionismo intrínseco destes alunos pode provocar o medo de falhar, o que pode fazer com que simplesmente deixem de tentar realizar actividades para as quais não sintam confiança nas suas capacidades; as elevadas expectativas frequentemente criadas pelos pais e professores em torno dos alunos sobredotados também podem provocar a falta de confiança. Em contexto escolar, os alunos sobredotados ficam frequentemente aborrecidos, o que se reflecte nas suas aprendizagens; esta situação deve-se ao facto destes alunos aprenderem muito mais rapidamente do que os seus colegas não sobredotados: enquanto que um aluno regular necessita de exposição repetida das mesmas informações e realização consecutiva de vários exercícios do mesmo género para assimilar adequadamente os conhecimentos, os alunos sobredotados não necessitam de tal redundância; esta redundância aborrece-os e provoca, frequentemente, desmotivação, o que pode provocar consequências negativas na sua aprendizagem. Outra situação problemática passível de acontecer em contexto escolar é o isolamento, como resultado da rejeição pelos pares que desenvolvem uma imagem negativa destes alunos; em casos mais extremos podem acontecer situações de bullying. Estas situações podem desencadear uma aversão à escola.

Infelizmente, a ideia de que os alunos sobredotados terão sucesso educativo sem receberem nenhum apoio específico encontra-se ainda enraizado nos pensamentos menos esclarecidos que dominam a sociedade.

Numa perspectiva inclusiva, se é incorrecto tratar de forma diferente aqueles que são iguais, também é incorrecto tratar aqueles que são diferentes de forma igual.
 
"Temos é um sistema de ensino que acaba por trucidar alguns dos melhores por não estar preparado para eles, transformando crianças brilhantes em adultos inadaptados".

O problema é exactamente este!
É fundamental elucidar os legisladores e educadores sobre as características e problemas dos alunos sobredotados (e de outros alunos esquecidos com problemáticas ignoradas), pois estes necessitam de uma programação educativa e um contexto adequado que estimule o seu desenvolvimento. O sistema educativo deveria procurar rentabilizar o potencial dos alunos sobredotados, pois estes podem contribuir para uma melhoria significativa da sociedade portuguesa. Mais importante do que isto, é inconcebível não apoiar efectivamente estes alunos para que consigam atingir o objectivo máximo de um ser humano: ser feliz.
 
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