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14 Maio 2008 - 12h00
Sintra: Assaltantes libertados por juiz têm um longo historial de crimes
Tribunal solta-os e voltam ao crime
Responde no meio do crime por ‘Patusca’ mas chama-se Osvaldo. Foi sempre libertado pelos tribunais depois de assaltar as carrinhas de valores à mão armada, e ainda a 20 de Novembro do ano passado, quando atacaram o Finibanco em Moscavide. Estava no gang que baleou um polícia antes de o Grupo de Operações Especiais os apanhar. Levava outros sete assaltos a carrinhas e ainda um segurança baleado quando
a PJ o apresentou quinta-feira ao Tribunal de Sintra, mas já está outra vez à solta. Bastou dizer ao juiz que trabalha. É barbeiro.
Está entre os quatro assaltantes que a Direcção Central de Combate ao Banditismo da PJ foi buscar a casa depois do último assalto, em Massamá, e que na segunda-feira anterior, em Loures, balearam um funcionário da Esegur antes de fugirem com cerca de 35 mil euros. É um dos dois à solta, conforme o CM avançou ontem. Um elemento do gang morreu depois se saltar da janela a fugir à PJ e outro perigoso cadastrado está em casa.
Vânio, da Portela de Carnaxide, Oeiras,
também está habituado a ser detido pela PSP e PJ e logo depois libertado pelo juiz. A Esquadra de Investigação Criminal da PSP apanhou-o há oito meses, na zona de Caxias, pela tentativa de roubo violento a uma carrinha de valores da Esegur. Levado ao Tribunal de Oeiras, foi libertado pelo juiz e sujeito a simples apresentações periódicas numa esquadra.
Continuou a atacar e, nem quatro meses depois, a PSP de Oeiras encontrou-o a circular num Audi A4 roubado pelo método de carjacking na Margem Sul do Tejo. Foi mais uma vez levado a um juiz – e novamente posto em liberdade.
Preso quinta-feira pela PJ, espera julgamento em casa. Está só provisoriamente na cadeia de Caxias, à espera que lhe montem em casa o telefone fixo que acciona a pulseira electrónica caso fuja.
JUIZ LIBERTA OITO DETIDOS DA 'ALFA ROMEO'
Os oito homens detidos na quarta-feira da semana passada por suspeita de roubo de automóveis e caixas multibanco (ATM), no âmbito da operação ‘Alfa Romeo’ da Polícia Judiciária, saíram todos em liberdade. As medidas de coacção variam entre o Termo de Identidade e Residência (TIR) e as apresentações às autoridades. Na quinta-feira, um dia depois de a PJ efectuar 50 buscas domiciliárias em todo o País, o Tribunal de Setúbal submeteu dois dos detidos a TIR, por posse de droga. No dia seguinte, os restantes seis arguidos foram presentes às comarcas de Setúbal e Almada. O grupo respondia por inúmeros crimes de furto de caixas ATM, carjacking e outros delitos. Os juízes responsáveis pelos interrogatórios submeteram todos os indivíduos a apresentações diárias e bissemanais às autoridades da área de residência. A operação ‘Alfa Romeo’ mobilizou 200 inspectores das directorias de Lisboa, Leiria e Setúbal da Polícia Judiciária.
TENTARAM ROUBO A CARRINHA COM CARRO ALUGADO
Há oito meses, Vânio e três cúmplices tentaram assaltar uma carrinha de valores da Esegur, em Caxias, Oeiras. O grupo alugou um Volkswagen Golf em Lisboa para consumar o crime. A chegada da PSP acabou, no entanto, por lhes frustrar os intentos.Vânio e dois outros elementos foram presos. O quarto elemento do gang foi detido horas depois, quando se entregou voluntariamente na PSP de Miraflores, Oeiras
PORMENORES
JÁ CUMPRIU PENA
Vânio já cumpriu pena de prisão por roubos à mão armada.
ESPERA PRIMEIRO FILHO
O suspeito vive com os pais na Portela de Carnaxide e espera o primeiro filho.
TROCA DE AUTOMÓVEIS
Vânio é conhecido na Portela por mudar várias vezes de carro.
MEDIDA DE COACÇÃO
Quando participou no assalto ao banco de Moscavide, Osvaldo já estava sujeito a apresentações.
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