Caso Esmeralda - A propósito da libertação do Sargento Luís Gomes

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Aqui nao ha adopçao, apenas existiu consentimento da mae para que a criança fosse adoptada, o pai biologico nao foi questionado. Uma criança nao e um objecto que se oferece.

Não?

E foi o pai que te disse na altura (há 5 anos atrás) que n foi questionado ou foi a TV que te disse isso?


E investiga bem, pq casos como estes existem milhares em Portugal em que a criança é deixada ficar num casal para tomar conta e dps de uns anos para assinar o papel de adopção pedem dinheiro.

RR
 
Aqui nao ha adopçao, apenas existiu consentimento da mae para que a criança fosse adoptada, o pai biologico nao foi questionado. Uma criança nao e um objecto que se oferece.


Houve consentimento da mãe para que fosse adoptada mas que, na realidade, nunca o chegou a ser.

E também concordo que uma criança não é um "objecto" que se "ofereça" assim. Até nos carros, quando os vendemos ou oferecemos, temos burucracia a tratar quanto mais numa criança.

O casal recebeu-a ilegalmente e, como tal, deverá entregá-la, neste caso, ao pai biológico. Depois se quiser é que deverá lutar por ela pelos meios legais que estiverem ao seu alcance.

Se o casal chegar a ficar com a criança está a fazer um convite aos pais desesperados para terem um filho que basta "arranjar" uma qualquer criança e mantê-la na sua posse meia dúzia de anos que ficam logo com direitos adquiridos.
 
Secalhar tu e que precisas de investigar um pouco e nao e a ler jornais nem a ver televisao.




Comunicado do Conselho Superior da Magistratura, de 23.1.07

Comunicado

Como é do conhecimento público, no passado dia 16 de Janeiro de 2007 foi condenado no Tribunal Judicial de Torres Novas o Sr. Luís Manuel Matos Gomes, por crime de sequestro de uma menor nascida no dia 12 de Fevereiro de 2002, filha biológica de Aidida Porto Rute e de Baltazar Santos Nunes.

A Direcção Nacional da ASJP, face à repercussão pública do caso e à forma não inteiramente verdadeira como o mesmo tem sido noticiado pela comunicação social, considera ser seu dever prestar os seguintes esclarecimentos públicos:

1. Numa sociedade democrática e plural, tendo em conta que a transparência e a crítica são valores inerentes à legitimação democrática dos tribunais, é admissível que as decisões judiciais sejam sujeitas ao escrutínio dos cidadãos, assumindo aí a comunicação social uma função importante.

2. Essa discussão, contudo, deve assentar em bases factuais absolutamente verdadeiras e completas, de forma que a opinião pública possa formular um juízo esclarecido e livre de manipulações.

3. Procurando contribuir para esse esclarecimento, tendo em conta que os factos até agora transmitidos pela comunicação social estão incompletos e dão uma visão distorcida dos fundamentos da decisão do tribunal, a ASJP considera adequado tornar públicos os seguintes factos:

a) A menor nasceu fruto de um relacionamento ocasional entre Aidida Rute e Baltazar Nunes e foi entregue por terceiros ao arguido e esposa com três meses de idade, em Maio de 2002;

b) Até aos 11 meses de idade da menor, o arguido e esposa não regularizaram aquela situação de facto e só instauram processo de adopção em 20 de Janeiro de 2003, mas à margem do procedimento próprio, que seria junto da Segurança Social;

c) Porém, desde Outubro de 2002, tendo a menor 8 meses de idade, já o arguido sabia que estava a ser averiguada a paternidade biológica, pois nessa data o tribunal de menores ordenou a realização dos exames;

d) O pai da menor sempre afirmou em tribunal que assumiria a paternidade se os exames a confirmassem e disponibilizou-se para os realizar;

e) No mesmo mês em que o arguido e esposa instauraram o processo de adopção foram conhecidos os resultados do exame de paternidade;

f) Assim que teve conhecimento dos resultados do exame de paternidade, o pai perfilhou a menor, tinha ela então 1 ano de idade;

g) E logo nessa altura manifestou junto do Ministério Público o desejo de regular o exercício do poder paternal e de ficar com a filha à sua guarda e cuidado, tendo-a procurado junto da mãe, que lhe ocultou o paradeiro, só então vindo a saber, após sucessivas insistências junto do Ministério Público, que a filha se encontrava a residir com o arguido e esposa;

h) Contactou o arguido e esposa de imediato para conhecer a filha e levá-la consigo, mas estes recusaram e nunca lhe permitiram sequer qualquer contacto com a menor;

i) Desde então tem feito sucessivas e inúmeras diligências para contactar a filha, junto do arguido e esposa e junto do tribunal para aqueles efeitos, mas sem resultados;

j) No âmbito do processo de regulação do poder paternal o arguido e esposa recusaram também a visita da mãe da menor à criança;

k) No processo de regulação do poder paternal a mãe afirmou que a partir do momento em que começou a manifestar a vontade de poder ficar com a filha, o arguido e esposa a ameaçaram que era melhor ficar calada, sob pena de denunciarem ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras a sua situação de imigrante ilegal;

l) Em Setembro de 2003, tendo a situação de guarda irregular já um ano e meio, sabendo que estava averbada a paternidade na certidão de nascimento e que estava a correr processo de regulação do poder paternal, só então o arguido e a esposa se candidataram na Segurança Social como casal para adopção.

m) A Segurança Social, mesmo sabendo que decorria o processo de regulação do poder paternal e sem nunca ter feito qualquer diligência para procurar contactar e ouvir o pai biológico, requereu, em Março de 2004, a confiança da menor ao arguido e esposa, invocando abandono por parte do pai;

n) Entretanto, no processo de regulação do poder paternal, o arguido, assistido por advogado, não só foi ouvido, por ter a guarda de facto da menor, como foi notificado dos despachos aí proferidos, incluindo da sentença de 13 de Julho de 2004, que determinou a atribuição do poder paternal ao pai biológico;

o) Desta decisão interpôs o arguido recurso, que não foi admitido por razões processuais, tendo então sido notificado para entregar a menor, porque mesmo que o recurso fosse admissível essa decisão deveria ser imediatamente executada;

p) O despacho de não admissão do recurso foi confirmado no Tribunal da Relação de Coimbra, tendo o arguido interposto recurso para o Tribunal Constitucional, onde se encontra pendente há quase dois anos sem decisão;

q) Depois da sentença que atribuiu o poder paternal ao pai biológico, foram feitas sucessivas diligências e notificações para o arguido entregar a menor, sob pena de crime de desobediência, sistematicamente frustradas pelas suas mudanças de residência e pelo seu não comparecimento com a menor em tribunal;


http://www.asjp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=115&Itemid=1
 
c) Porém, desde Outubro de 2002, tendo a menor 8 meses de idade, já o arguido sabia que estava a ser averiguada a paternidade biológica, pois nessa data o tribunal de menores ordenou a realização dos exames;

d) O pai da menor sempre afirmou em tribunal que assumiria a paternidade se os exames a confirmassem e disponibilizou-se para os realizar;

e) No mesmo mês em que o arguido e esposa instauraram o processo de adopção foram conhecidos os resultados do exame de paternidade;

f) Assim que teve conhecimento dos resultados do exame de paternidade, o pai perfilhou a menor, tinha ela então 1 ano de idade;

Se tudo isto são factos comprovados (e assumo que sim, uma vez que a fonte é o Conselho Superior de Magistratura), acho q deve terminar de uma vez por todas com esta discussão !

A criança deverá ser entregue ao pai biológico, e os "pais adoptivos" devem ser julgados e condenados por sequestro !
 
Se tudo isto são factos comprovados (e assumo que sim, uma vez que a fonte é o Conselho Superior de Magistratura), acho q deve terminar de uma vez por todas com esta discussão !
Ou se calhar não.

http://dn.sapo.pt/2007/03/22/sociedade/sargento_gomes_da_prisao_para_levar_.html


InDN:

Sargento Gomes sai da prisão para levar a filha 'adoptiva' ao médico


Fernanda Câncio
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Pela primeira vez desde há muitos meses - desde que foi preso preventivamente, a 12 de Dezembro -, o sargento Luís Gomes esteve com a mulher, Adelina Lagarto, e com E., a criança que considera sua filha. Por ordem do Tribunal de Torres Novas, o militar foi, na tarde de ontem, escoltado do presídio de Tomar para o Centro de Saúde Mental e Infantil de Coimbra, sendo levado de regresso ao início da noite.


A avaliação da saúde física e mental da menor, que ocorreu das 16.40 às 18.45, tinha sido sugerida pelo casal em requerimento apresentado em 24 de Fevereiro ao tribunal. Faz parte de uma proposta no sentido de este lhe atribuir a guarda provisória da menina até à decisão definitiva sobre a respectiva tutela, proposta que deverá ser debatida numa conferência de partes agendada para 10 de Abril.

Libertação de Gomes próxima?

A apresentação da criança, que até agora era considerada pela Justiça sob sequestro (o crime pelo qual Gomes foi condenado a seis anos de prisão e do qual a sua mulher é acusada), poderá ter, de acordo com a opinião de vários juristas que se têm pronunciado sobre o assunto, várias consequências na situação do sargento e de Adelina Lagarto. É que ele está em prisão preventiva, confirmada este mês pelo Tribunal da Relação, sobretudo por se considerar que "há perigo de continuação da actividade criminosa". Sendo a actividade criminosa em causa o sequestro da menor, e estando em curso, ao que tudo indica - é pelo menos nessa expectativa que E. foi apresentada no Centro de Saúde - um processo que visará a atribuição da guarda provisória ao casal, é possível que os requisitos para a prisão preventiva deixem de se verificar. Por outro lado, Adelina Lagarto estava, supostamente, a ser procurada pela Justiça, por estar acusada do mesmo crime, tendo sido até declarada contumaz.

Se foi possível a Adelina Lagarto apresentar-se por ordem do tribunal no centro de Saúde, sem que, como frisou à Lusa José Luís Martins, advogado do pai biológico, "ninguém tenha feito nada", isso só pode significar que, das duas uma: ou o tribunal anulou quaisquer mandados de detenção que existissem contra ela ou esses mandados já não existiam. Em todo o caso, o DN conseguiu saber, junto da PJ, que não existem neste momento quaisquer mandados activos contra Adelina Lagarto.
 
Última edição:
Decisões dos meritissimos...

Decisões dos meritissimos...

http://jn.sapo.pt/2007/04/21/primeiro_plano/relacao_mantem_sargento_preso.html

Depois de ler esta noticia fiquei absolutamente chocado.
Como é possivel que se faça justiça sem ter qualquer cuidado com a envolvente social, ou com a realidade dos factos?
Como é possivel que se tomem decisões que prejudicam gravemente a vida das pessoas, assim, desta maneira?

O poder judical em portugal é isto. Uns funcionários, que "trabalham muito", e que se escudam por detrás das malhas da lei para fazerem coisas como esta. Quando oiço o Dr. Marinho, fico com medo...Este homem conhece os meandros da justiça e portanto sabe do que fala. E é assustador que exista tanto poder concentrado, sem escrutinio, sem controlo.

Já não falo do abuso da prisão preventiva, dos atrasos nos processos, da justiça lenta...falo destas decisões. Decisões sobre as quais não cai nenhuma responsabilidade. Se se viesse a provar que esta foi uma decisão errada, nada, mas mesmo nada aconteceria a ninguém...excepto aos desgraçados que caem nas malhas dos tribunais.

Devo deixar claro que não gosto de juízes. Não gosto de pessoas que julgam os outros, compreendo a necessidade da sua existência, na mesma medida em que compreendo a existência de coveiros ou de outras profissões dignas, é certo!


Mas, o que seria de certas pessoas se tivessem concluído os estudos (ou tivessem jeito para a matemática) ?
 
Caso Esmeralda
Tribunal tira menina aos pais afectivos
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http://www.correiodamanha.pt/getimage.asp?tb=IMAGENS&id=198089

O casal Gomes promete continuar a lutar pela criança

Tribunal da Relação de Coimbra decidiu entregar a pequena Esmeralda ao pai biológico, Baltazar Nunes. As visitas regulares começam dentro de uma semana e serão controladas por especialistas. Quando estiver integrada, o casal Gomes terá três meses para a entregar. Até lá, Baltazar também pode escolher a escola.

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A luta vai continuar. É desta forma que o sargento Luís Gomes reage à decisão do Tribunal da Relação de Coimbra de entregar a guarda da pequena Esmeralda – a menina de cinco anos que está no centro de uma batalha judicial – ao pai biológico, Baltazar Nunes. O casal que acolheu a criança desde os três meses, Luís Gomes e Adelina Lagarto, não se conforma com a decisão judicial e alega que a menina até nem se “importa de os conhecer [Baltazar e Aidida], mas não quer ir viver com eles”. Adelina vai mais longe e recorda a frase singela da criança: “Só tenho uma família. Um pai e uma mãe.”

No acórdão ontem divulgado, os juízes desembargadores confirmaram a decisão da primeira instância, que entregou o poder paternal a Baltazar Nunes em 2004. E determinam que a menor passe a contactar com mais frequência com o pai biológico, para preparar a transição.

“Custa-me a acreditar que obriguem a entregar a menina, contrariando os pareceres dos pedopsiquiatras”, disse ontem Adelina Lagarto ao CM.

A decisão da Relação surge na sequência de um recurso apresentado pelo casal a quem a menina foi entregue pela mãe biológica, Aidida Porto, em 2002.

Nesse recurso, a advogada Sara Cabeleira, havia invocado o superior interesse da criança e uma série de alegadas irregularidades para pedir a anulação da decisão da primeira instância.

Os juízes desembargadores não entenderam assim. Ao contrário, afirmam que foi o casal que ignorou o que podia ser melhor para Esmeralda Porto.

Segundo o acórdão, a conduta do sargento e da mulher pautou-se “pelo recurso à estratégia do facto consumado, ou seja, prolongar a sua ligação a Esmeralda, sem conferirem aos progenitores qualquer contacto com a filha”.

Este tipo de comportamento, a ser validado, “poderia levar a que uma criança vítima de rapto por um dos progenitores ou por terceiros nunca pudesse ser entregue (...) com o fundamento na falta de qualquer contacto entre ambos”, refere o tribunal.

Neste contexto, foi decidido entregar a menina aos cuidados de Baltazar Nunes, de forma gradual e acompanhada por psicólogos. Até à transição, que não pode acontecer antes da entrada na escola primária (Setembro de 2008), continuará a residir com o casal, em Torres Novas.

Os contactos entre a criança e o pai biológico terão de ser semanais, mas a família afectiva teme que sejam prejudiciais para a criança, tal como já aconteceu no passado.

José Luís Martins, advogado de Baltazar, não pensa assim e vai “acelerar a entrega” da menor ao pai biológico.

AIDIDA NÃO SE CONFORMA E VAI REAGIR

Aidida Porto, mãe biológica de Esmeralda, discorda da decisão do Tribunal da Relação e pretende recorrer. A brasileira, que entregou a menina ao casal sem o conhecimento de Baltazar Nunes, tem estado ao lado de Luís Gomes e Adelina Lagarto na batalha judicial pelo poder paternal da criança. “Os interesses de Esmeralda, que deveriam ser o mais importante, não foram minimamente acautelados”, disse Tomás de Albuquerque, o seu advogado. Quando a menor revela problemas psiquiátricos devido a contactos com o pai, não devia ser tomada uma decisão destas, adiantou.

TRIBUNAL DÁ UMA SEMANA

Decisão do Tribunal da Relação de Coimbra:

1. O exercício do poder paternal da menor cabe ao pai Baltazar dos Santos Nunes, que a representará.

2. A menor, transitoriamente, continuará a residir com Luís Manuel Matos Gomes e Maria Adelina Cantador Lagarto, na morada (...) Torres Novas, que dela cuidarão – alimentação, vestuário e educação. Quanto à escolha do local de ensino é partilhada com Baltazar Nunes, sendo que a escola localizar-se-á na cidade onde a menor reside.

3. A menor, até à idade escolar e ao momento em que for, definitivamente, entregue ao progenitor, frequentará o infantário (...), sito em Torres Novas, fazendo o horário normal.

4. A menor contactará semanalmente com ambos os progenitores em local a definir conjuntamente pelo casal Luís Gomes e Maria Lagarto e pela técnica do Instituto de Reinserção Social de Tomar.

5. Os contactos semanais deverão ocorrer na semana seguinte à da notificação deste acórdão, cuja data e horas concretas devem ser articuladas entre a técnica do Instituto de Reinserção Social de Tomar, o psicólogo do Departamento de Saúde Mental Infantil e Juvenil do Centro Hospitalar de Coimbra, o casal Luís Gomes e Maria Lagarto e os pais da menor.

6. A menor terá acompanhamento psicológico, a prestar pelo Departamento de Saúde Mental Infantil e Juvenil do Centro Hospitalar de Coimbra, cujo técnico a acompanhará semanalmente e elaborará relatório que remeterá para o processo.

7. Os pais da menor, Baltazar dos Santos Nunes e Aidida Porto Rui, e o casal Luís Manuel Matos Gomes e Maria Adelina Cantador Lagarto terão acompanhamento psicológico, a prestar, igualmente, pelo Departamento de Saúde Mental Infantil e Juvenil do Centro Hospitalar de Coimbra, pela mesma equipa que acompanhará a menor.

8. Decorridos 90 dias de integração da menor no seio da sua família, cessa o regime transitório e a menor passa a ser confiada à guarda e cuidados do pai que passará a exercer na plenitude o poder paternal.

9. O tribunal regulará o regime de visitas, férias, aniversários, fins-de-semana e alimentos por referência à progenitora Aidida Porto Rui.

NOTIFICADOS POR FAX

O acórdão do Tribunal de Relação de Coimbra tem 48 páginas e foi enviado por fax para alguns dos advogados do processo, os quais deverão receber, mais tarde, a versão oficial pelo correio. O relator do acórdão foi Jacinto Meca, que foi assistido pelos desembargadores Cardoso Albuquerque e Garcia Calejo. Os custos do recurso serão pagos pelo casal Gomes e por Baltazar Nunes.

PERFIL

Jacinto Remígio Meca, de 53 anos, natural da Nazaré, foi o juiz relator do acórdão da Relação de Coimbra que decidiu entregar Esmeralda ao pai biológico. Vogal na Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol, Remígio Meca esteve, entre 1992 e 1995, na PJ, onde foi director da secção de combate à droga e, em 1994, inaugurou as instalações da secção de combate à criminalidade económica e financeira (DCICCEF), tendo sido o primeiro responsável deste departamento.

MÉDICOS QUERIAM BALTAZAR NUNES LONGE DA CRIANÇA

Adecisão do Tribunal da Relação de Coimbra contraria todos os relatórios clínicos da equipa de pedopsiquiatras que acompanha a pequena Esmeralda e que sugere o afastamento da criança em relação ao pai biológico, Baltazar Nunes, alegando sérios riscos para a saúde da menor.

No último relatório do Departamento de Pedopsiquiatria e Saúde Mental Infantil e Juvenil do Hospital Pediátrico de Coimbra, datado de Junho, os especialistas dizem que as visitas de Baltazar são prejudiciais para a criança, sugerindo a alteração do regime que prevê esses encontros. Na sequência deste pedido, o Tribunal de Torres Novas decidiu que Esmeralda Porto passasse a ver os pais biológicos apenas uma vez por mês e não semanalmente, como sucedia até então.

A decisão do tribunal, em Julho último, teve em conta o estado de fragilidade emocional da criança, comprovado pelos pedopsiquiatras Beatriz Pena e Aníbal Manuel, pela psicóloga clínica Anabela Fazendeiro e pela assistente social Conceição Matias.

Na sequência de várias avaliações psicológicas à criança, a equipa chegou à conclusão de que o “normal desenvolvimento psicológico está em risco” e que a criança está doente, ansiosa e tem medo de ser “roubada” por Baltazar Nunes. Apresenta sinais de desorganização afectiva e instabilidade motora.

“Do ponto de vista médico, entendemos que a resolução do problema não passará pelo aumento do número de consultas pedopsiquiátricas, mas pela adopção de medidas de índole diferente, tais como um maior espaçamento nos encontros com os pais biológicos”, lê-se no relatório.

ESPECIALISTAS LIMITADOS

A decisão agora conhecida, de entregar a guarda de Esmeralda a Baltazar Nunes, poderá ter consequência nesta equipa de pedopsiquitria, que já em Junho se afirmava “limitada e condicionada no seu desempenho profissional”. O facto de Esmeralda passar a viver com alguém que os médicos desaconselham pode ser motivo para estes se afastarem do processo.

PAI BIOLÓGICO QUER ACELERAR ENTREGA

O advogado de Baltazar Nunes revelou ontem que vai iniciar procedimentos judiciais para “acelerar a entrega” da menor ao pai biológico.

“É evidente que não esperávamos outra coisa”, disse José Luís Martins, acrescentando que vai “iniciar um conjunto de acções” para pedir o cumprimento da sentença do Tribunal da Relação de Coimbra, que confere a guarda ao seu cliente.

Para o advogado de Baltazar, “quem tem sido vitimizada no meio disto tudo tem sido a criança” . José Luís Martins diz, por isso, que a decisão de entregar Esmeralda ao pai contraria “os esclarecidos e iluminados deste País que têm a ciência exacta dos medidores” ao “criticarem e comentarem um processo judicial que não conhecem”, disse o advogado em alusão aos juristas que defenderam o sargento Luís Gomes e a mulher.

PERFIL

Baltazar dos Santos Nunes tem 26 anos, reside em Cernache de Bonjardim, na Sertã, numa casa arrendada. É carpinteiro/serralheiro. Tenta exercer a paternidade desde 2003. Esmeralda é fruto de uma relação de ocasião entre Baltazar e a brasileira Aidida Porto que entregou a criança quando esta tinha três meses. Aos 14, Esmeralda foi perfilhada por Baltazar

DÚVIDAS SOBRE RECURSO PARA O SUPREMO

O Código de Processo Civil, no artigo 1411, determina que os processos de jurisdição voluntária, como a regulação do poder paternal, não admitem recurso para o Supremo Tribunal de Justiça, mas a mais alta instância da magistratura judicial já proferiu várias decisões sobre esta matéria.

Para Fernando Silva, o jurista que promoveu o ‘habeas corpus’ para libertar Luís Gomes, entende, por isso, que a admissão de um eventual recurso por parte do casal que acolheu Esmeralda para o Supremo “dependerá da forma como for fundamentado”.

O jurista explica que o caso de Esmeralda, que por decisão da Relação será retirada a Adelina Lagarto e Luís Gomes e entregue ao pai biológico, não está só dependente do Código de Processo Civil, mas também da lei de Organização Tutelar de Menores, que é omissa na questão da possibilidade de recorrer para o Supremo de uma decisão da Relação.

Já um juiz contactado pelo CM, explicou não ter dúvidas quanto à impossibilidade de recurso para o Supremo Tribunal de Justiça, acrescentando, porém, que esta questão também dependerá do entendimento dos juízes da Relação que assinaram o acórdão, e que teve como relator o desembargador Jacinto Remígio Meca.

A mãe biológica da menina, Aidida, já fez saber que não se conforma com a decisão, enquanto que a defesa do casal que acolheu a menor há cinco anos ainda não revelou se vai ou não interpor recurso.

ENTREGA DA CRIANÇA AO CASAL GOMES

A criança foi entregue a Luís Gomes e Adelina Lagarto pela mãe biológica, Aidida Porto, quando a criança tinha três meses. A brasileira estava ilegal e desempregada.

REGIME TRANSITÓRIO E GUARDA

Segundo o regime transitório fixado em tribunal, Esmeralda estava à guarda do casal Gomes e visitava, semanalmente, os progenitores com acompanhamento psicológico.

ESMERALDA PENSA QUE É ANA FILIPA

É conhecida no País inteiro como Esmeralda Porto, mas não é com esse nome que a criança se reconhece. Desde bebé, que o casal Gomes a trata por Ana Filipa.

REACÇÕES

"CONTRA O INTERESSE DA CRIANÇA" (Fernando Silva, Jurista)

O jurista que promoveu o ‘habeas corpus’ para libertar o sargento não se conforma com a decisão da Relação: “Acho inaceitável. Ignora os relatórios técnicos, que defendem que os contactos estão a ter um efeito bastante negativo. A Justiça, ao ignorar este aspecto, acaba por tomar uma decisão que vai contra o interesse da criança”.

"A MINHA POSIÇÃO É CONHECIDA" (Rui Rangel, Juiz Desembargador)

Rui Rangel, alvo de um processo por parte do Conselho Superior da Magistratura por ter criticado publicamente a pena de prisão aplicada a Luís Gomes, não se pronuncia mais sobre o caso enquanto não for discutida a amplitude e limites do dever de reserva dos juízes: “A minha posição é conhecida, mas neste momento não presto declarações”.

"É UM MAU TRATO CONTINUADO" (Luís Villas-Boas, Psicólogo)

“No pouco tempo em que se noticiou o encontro com o pai biológico foi um tormento para a criança. Continuar com a situação seria um tormento, um mau trato continuado”, defendeu ontem o psicólogo Luís Villas-Boas, dizendo não acreditar que “um tribunal retire a criança, ao fim de cinco anos, do colo de quem a embalou, criou e protegeu”.

"AINDA NÃO FUI NOTIFICADA" (Sara Cabeleira, Advogada)

A advogada de Luís Gomes e Adelina Lagarto, o casal que tem à sua guarda a menor Esmeralda, não comenta a decisão do Tribunal da Relação de Coimbra. Sara Cabeleira afirma não ter recebido qualquer informação do tribunal, recusando-se, por isso, a tecer qualquer consideração: “Ainda não fui notificada. Por isso, não comento”.

SAIBA MAIS

30 mil euros é o valor da indemnização estipulada pelo Tribunal da Relação de Coimbra que Luís Gomes terá de pagar ao pai biológico da menina.

149 dias foi o tempo que o militar passou em prisão preventiva no Presídio Militar de Tomar. O sargento Luís Gomes deu entrada na prisão no dia 12 de Dezembro de 2006.

APOIO

Os pais afectivos, Luís e Adelina, vão ter apoio psicológico da mesma equipa que apoiará a menor. Os pais biológicos, Aidida e Baltazar, receberão também idêntico apoio.

JULGAMENTO

Adelina Lagarto vai ser julgada, em Dezembro, pelo sequestro da menor. A mulher do sargento Luís Gomes está sujeita a apresentações semanais na PSP.

CRONOLOGIA

12 FEVEREIRO 2002

Nasce Esmeralda, registada filha de pai incógnito

28 MAIO 2002

Através de uma amiga, a mãe, Aidida Porto, entrega Esmeralda a Luís Gomes e Maria Adelina

11 JULHO 2002

O pai biológico é ouvido e dispõe-se a fazer os exames necessários

OUTUBRO 2002

Realizam-se os testes de ADN

8 JANEIRO 2003

Resultado dos exames: Baltazar Nunes é o pai de Esmeralda

20 JANEIRO 2003

Luís Gomes e Adelina intentam no Tribunal da Sertã o processo de adopção, que é rejeitado

24 FEVEREIRO 2003

Baltazar perfilha Esmeralda

27 FEVEREIRO 2003

Baltazar vai ao Ministério Público da Sertã e diz que quer o poder paternal da filha. É instaurado o processo

SETEMBRO 2003

Luís Gomes e Maria Adelina apresentam-se na Segurança Social de Santarém como candidatos à adopção e são aceites

25 NOVEMBRO 2003

Aidida requer o poder paternal

11 JANEIRO 2004

Segurança Social de Santarém pede confiança judicial da menor a favor do casal Gomes

13 JULHO 2004

Sentença atribui poder paternal ao pai biológico

JULHO 2005

Luís e Adelina são acusados de sequestro e subtracção de menor e em Outubro do ano seguinte Adelina desaparece com a criança

16 JANEIRO 2007

Luís Gomes é condenado a seis anos de prisão e recolhe ao Presídio Militar de Tomar

1 FEVEREIRO 2007

O Supremo Tribunal de Justiça rejeita a petição de ‘habeas corpus’ a favor de Luís Gomes

21 FEVEREIRO 2007

O Tribunal da Relação de Coimbra decide manter Luís Gomes em prisão preventiva

23 FEVEREIRO 2007

Casal Gomes pede ao tribunal a guarda provisória e disponibiliza-se para mostrar a menina ao pai biológicoFrancisco Pedro, Leiria / Manuela Guerreiro com A.L.N.

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=259558&idselect=9&idCanal=9&p=200
 
Desde o início deste caso que considerei que os media tiveram um comportamento VERGONHOSO!

Ontem na RTP1, confirmei-o. Felizmente que os Magistrados ainda têm a objectividade que falta às Marias Barrosos deste país.
 
Vai ser complicado para a criança... espero que os "pais adoptivos" tenham a inteligência para preparar a criança para a mudança... algo que duvido que esteja a acontecer como se pode constatar de como trataram este assunto desde o início! :sh)


Não sei como o Pai biológico vai gerir isto.... mas vai ter que ter também muito bom senso. O Ideal era que o casal e o pai biológico tivessem a inteligência e a destreza para perceber o que está em causa, engolirem o orgulho e cederem compromissos para que a transição fosse mais natural e menos agressiva possível.
 
Afinal, se calhar a justiça às vezes funciona de forma correcta ....

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Visita: Pai biológico e casal Gomes convivem juntos com a menina

Solução está mais perto

A pequena Esmeralda esteve ontem pela segunda vez na casa de Baltazar Nunes, em Cernache do Bonjardim. A menina de seis anos brincou, andou de bicicleta com o pai biológico e ao final da tarde voltou para Torres Novas com os pais afectivos.

A criança chegou na companhia de Luís Gomes e de Adelina Lagarto pelas 14h00. Baltazar já a aguardava junto à porta de casa. A seguir, chegaram as duas técnicas do Instituto de Reinserção Social que acompanham o processo. A menina entrou com o pai biológico, as técnicas e a mãe afectiva, que saiu pouco depois, juntando-se ao marido, que ficara no carro a aguardar o final da visita.
A meio da tarde Esmeralda saiu com o pai biológico e a sua mulher para andar de bicicleta. Divertida, chamou os pais afectivos para observarem a brincadeira, uma das suas preferidas, que só foi interrompida pelo mau tempo. "Baltazar, está a começar a chover!", disse ao progenitor, que a empurrava na bicicleta e tentou protegê-la com um guarda-chuva. Mas o temporal obrigou-os a voltar para casa.
No final da visita, enquanto os adultos conversavam junto ao carro do casal Gomes, a menor foi dar mais uma volta na bicicleta que Baltazar lhe ofereceu na semana passada. Vendo o interesse da menina, a mãe afectiva disse-lhe: "Tu é que sabes, se quiseres ficar, ficas." "Ficas cá a dormir e amanhã vêm-te buscar", reforçou uma das técnicas. Mas a menor decidiu entrar no carro e regressar a Torres Novas.

TODOS ESTÃO FELIZES COM O ENCONTRO
Para Luís Gomes o encontro foi um sinal "de que as coisas estão no bom caminho e podem chegar a um patamar de entendimento". "A visita correu bem e dentro dos pressupostos que foram definidos na conferência de partes. Estamos colaborantes e confiantes de que a decisão do tribunal defenderá o melhor para a menina", afirmou. Também no blogue Esmeralda-sim, de apoio a Baltazar Nunes, se lia que a visita a Cernache "ultrapassou todas as expectativas, mesmo as mais favoráveis".

JULGAMENTO DE ADELINA EM BREVE
Os pais afectivos vão passar o fim-de-semana com Esmeralda, em Torres Novas, esperando que "não haja novidades nem percalços" e aguardando "serenamente que a juíza se pronuncie", disse Luís Gomes. O Tribunal de Torres Novas deu ontem dez dias a Adelina Lagarto para indicar o seu advogado no processo-crime em que é acusada de sequestro e subtracção de menor. Já há data para o julgamento, mas para que seja comunicada a arguida tem de indicar o nome do causídico.

FIM-DE-SEMANA COM PAIS AFECTIVOS
ENCONTRO
A juíza Sílvia Pires, titular do processo em Torres Novas, esperou pelo resultado do encontro para tomar uma decisão.
DESPACHO
O despacho sobre o futuro de Esmeralda é conhecido segunda-feira, primeiro dia útil após terminar o prazo de entrega.
ENTREGA
O acórdão da Relação de Coimbra determinava a entrega ao pai biológico este fim-de-semana, mas não vai acontecer.

INÉDITO
Pela primeira vez o casal Gomes e Baltazar Nunes estiveram em simultâneo com Esmeralda num ambiente de relativa descontracção. Na via pública, frente à casa do pai biológico, os adultos assistiram às brincadeiras da menina. A chuva impediu que o passeio se prolongasse. Mesmo assim, foi possível ver a habilidade de Esmeralda para andar de bicicleta, com um empurrãozinho do pai biológico, perante o olhar atento dos pais afectivos. Ao final da tarde o casal e a menor voltaram para Torres Novas.

http://www.correiodamanha.pt/Notici...ontentid=555B3136-140E-4560-8694-076A5A87ABCB
 
A birra de Esmeralda
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Luís Gomes é um sargento que há muito tempo (cinco anos) anda a brincar com os oficiais da justiça! Ora, sabendo-se que Esmeralda tinha a idade de 1 ano quando seu pai Baltasar a perfilhou, seria lógico que a justiça fosse célere em resolver a situação, entregando-a, mas não foi o que aconteceu! Entrou-se no jogo do empata-empata, de recurso em recurso, do incumprimento das ordens do tribunal, até que se chegou à birra da criança de nem querer sair do carro para ver seu pai Baltasar!
Sabe-se que o Homem é o Rei dos animais e também destes um bom domador! Assim sendo, não é de admirar que uma criança tenha absorvido os "ensinamentos e lições" dos tutores, indevidos que o sejam! Os oficiais da justiça não têm sabido impor a lei a um sargento. Agora até se permite que a birra duma criança faça lei!. Coitados dos pais, em geral! Está-se a defender a imagem da criança tirana! Será que pais responsáveis cedem às birras das crianças?
Este caso da infeliz Esmeralda, está tão sem jeito, que o melhor seria, como prova de amor para com sua filha, seu pais, neste caso seu pai Baltasar, deixar Esmeralda viver com o sargento Luíz Gomes, e abrir-lhe uma conta bancária e mostrar-lhe sempre disponibilidade em estar e passear com ela, ajudar nos estudos, mandar-lhe flores, dar-lhe presentes, etc. Enfim, tudo o que um pai deve e pode fazer, mesmo que seja à distância! Quando atingir a maioridade, Esmeralda começará a perceber, melhor, tudo o que lhe aconteceu.
Com o tempo, os maus não lhe parecerão tão maus, nem os bons isentos de pecados. Quando for mãe, ver-se-á a quem seus filhos chamarão de avó, ou se o treino recebido para fugir do pai levará seus filhos também a fugirem do verdadeiro Avô. Entretanto, se seus os pais verdadeiros mostrarem sempre amor e carinho, mesmo à distância, ficarão com a consciência tranquila! Um dia, quando adulta corporal e mental, Esmeralda vai julgar se foi bom ou não ter quatro pais e o valor daquela birra não querer estar com seu pai quando tinha seis anos! Por vezes o amor tarda em chegar!
Silvino Figueiredo, Gondomar

http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/290705
 
A birra de Esmeralda

Luís Gomes é um sargento que há muito tempo (cinco anos) anda a brincar com os oficiais da justiça! Ora, sabendo-se que Esmeralda tinha a idade de 1 ano quando seu pai Baltasar a perfilhou, seria lógico que a justiça fosse célere em resolver a situação, entregando-a, mas não foi o que aconteceu! Entrou-se no jogo do empata-empata, de recurso em recurso, do incumprimento das ordens do tribunal, até que se chegou à birra da criança de nem querer sair do carro para ver seu pai Baltasar!
Sabe-se que o Homem é o Rei dos animais e também destes um bom domador! Assim sendo, não é de admirar que uma criança tenha absorvido os "ensinamentos e lições" dos tutores, indevidos que o sejam! Os oficiais da justiça não têm sabido impor a lei a um sargento. Agora até se permite que a birra duma criança faça lei!. Coitados dos pais, em geral! Está-se a defender a imagem da criança tirana! Será que pais responsáveis cedem às birras das crianças?
Este caso da infeliz Esmeralda, está tão sem jeito, que o melhor seria, como prova de amor para com sua filha, seu pais, neste caso seu pai Baltasar, deixar Esmeralda viver com o sargento Luíz Gomes, e abrir-lhe uma conta bancária e mostrar-lhe sempre disponibilidade em estar e passear com ela, ajudar nos estudos, mandar-lhe flores, dar-lhe presentes, etc. Enfim, tudo o que um pai deve e pode fazer, mesmo que seja à distância! Quando atingir a maioridade, Esmeralda começará a perceber, melhor, tudo o que lhe aconteceu.
Com o tempo, os maus não lhe parecerão tão maus, nem os bons isentos de pecados. Quando for mãe, ver-se-á a quem seus filhos chamarão de avó, ou se o treino recebido para fugir do pai levará seus filhos também a fugirem do verdadeiro Avô. Entretanto, se seus os pais verdadeiros mostrarem sempre amor e carinho, mesmo à distância, ficarão com a consciência tranquila! Um dia, quando adulta corporal e mental, Esmeralda vai julgar se foi bom ou não ter quatro pais e o valor daquela birra não querer estar com seu pai quando tinha seis anos! Por vezes o amor tarda em chegar!
Silvino Figueiredo, Gondomar

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