Cedências no design face à aerodinâmica

ganancia

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Boa tarde

Em conversa com o meu pai ele disse que o Prius era mesmo feio ..

e eu respondi não é lá muito bonito, por causa do design de gota de água, usado para dar um bom coeficiente aerodinâmico .. e que o novo Insight também ia ser assim ..

No entanto vimos que o novo classe E, um sedan "normal" tem um coeficiente de arrasto de 0,25cx .. e não tinha a infeliz forma.

Agora estive a ver no google, e o novo modelo do Prius, mais uma vez com design de gota de água, terá um cx, de 0,25 (o modelo actualmente à venda tem 0,26 cx)

por comparação, o novo HS250, tem 0,27cx

face a isto,

vale a pena abdicar do design e do consenso, só pela suposta aerodinâmica?
 
design não quer dizer estética...
design é a concepção toda, desde o seu conceito até a sua forma final. a disciplina do design não existe por si só mas trabalha com todas as engenharias necessária para chegar ao resultado final.

design não é sinónimo de aspecto.
NOTA: Já foi discutido várias vezes que nos carros a forma mais aerodinâmica não é da gota mas sim a da asa. a teoria da gota só é verdade na vertical...
 
design não quer dizer estética...
design é a concepção toda, desde o seu conceito até a sua forma final. a disciplina do design não existe por si só mas trabalha com todas as engenharias necessária para chegar ao resultado final.

design não é sinónimo de aspecto.
NOTA: Já foi discutido várias vezes que nos carros a forma mais aerodinâmica não é da gota mas sim a da asa. a teoria da gota só é verdade na vertical...


Claro que não pode ser a da gota, porque a gota é simétrica... a da asa é meia gota [;)]

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Porque é que a teoria da gota só é verdade na vertical?
 
Boa tarde

Em conversa com o meu pai ele disse que o Prius era mesmo feio ..

e eu respondi não é lá muito bonito, por causa do design de gota de água, usado para dar um bom coeficiente aerodinâmico .. e que o novo Insight também ia ser assim ..

No entanto vimos que o novo classe E, um sedan "normal" tem um coeficiente de arrasto de 0,25cx .. e não tinha a infeliz forma.

Agora estive a ver no google, e o novo modelo do Prius, mais uma vez com design de gota de água, terá um cx, de 0,25 (o modelo actualmente à venda tem 0,26 cx)

por comparação, o novo HS250, tem 0,27cx

face a isto,

vale a pena abdicar do design e do consenso, só pela suposta aerodinâmica?

Duas coisas:

1 - Terás que comparar com carros do mesmo tamanho... em carros mais compridos é mais fácil trabalhar a aerodinamica.

2 - Já te passou pela cabeça que a Toyota possa não ter abdicado de nada e que era mesmo aquele aspecto que queriam dar ao carro... pelo menos toda a gente sabe o que é, até à distancia, que para o caso de um projecto desta natureza é importante. O 1º Prius era um carro banal, igual aos Corollas passa despercebido e isso não interessa.

Embora com esteticas mais apuradas já há mais marcas a seguir este tipo de carroceria para as suas berlinas... que não é grande novidade, estavam era algo esquecidas e fora de moda.
 
exprimi-me mal...

um carro tem de ter uma forma que lhe possa dar um upforce e downforce equilibrado ao mesmo tempo que lhe dê a possibilidade de ter tudo o que um carro precia (rodas, motor, habitabilidade, etc.)
 
Duas coisas:

1 - Terás que comparar com carros do mesmo tamanho... em carros mais compridos é mais fácil trabalhar a aerodinamica.

2 - Já te passou pela cabeça que a Toyota possa não ter abdicado de nada e que era mesmo aquele aspecto que queriam dar ao carro... pelo menos toda a gente sabe o que é, até à distancia, que para o caso de um projecto desta natureza é importante. O 1º Prius era um carro banal, igual aos Corollas passa despercebido e isso não interessa.

Embora com esteticas mais apuradas já há mais marcas a seguir este tipo de carroceria para as suas berlinas... que não é grande novidade, estavam era algo esquecidas e fora de moda.

1- De facto, vi agora e é verdade, o S e o Lexus LS obtem valores bastante bons

2 - Sim, após duas gerações acho que dá para compreender que de facto estão a apostar nesse design [;)]

Penso é o seguinte:
o novo Prius tem uma frente bonita (o estilo Auris ficou-lhe melhor a ele a meu ver). E não custava nada fazerem uma traseira ao estilo do mazda 6 5p, do alfa 33, , do chevrolet volt, etc etc .. só tinham a ganhar com isso, e segundo li, não há assim uma perda tão grande na eficiencia ..

e criavam um modelo mais consensual ao disfarçar todos os estudos e eficiencia por de tras do prius ...

mais vendas talvez?





E o argumento, o 1º prius era banal, igual aos corollas, eu acho que ate era mais parecido com o tercel ..

O fiat multipla tambem não era banal [:D]

tou a brincar
 
Não se esqueçam que além de questões de aerodinâmica o Prius também é assim para se destacar dos mais. Se fosse parecido a outros carros ninguém reparava que ali vai um "amigo do ambiente". Ou pelo menos quer parecer amigo do ambiente.
 
Existe também o contrário. No novo Mini Cooper S, a "entrada de ar" do capot é falsa, mas pelos vistos continuou a existir para distinguir o motor do resto da gama. O cx é pior a custa disso.
 
Boa tarde

Em conversa com o meu pai ele disse que o Prius era mesmo feio ..

e eu respondi não é lá muito bonito, por causa do design de gota de água, usado para dar um bom coeficiente aerodinâmico .. e que o novo Insight também ia ser assim ..

No entanto vimos que o novo classe E, um sedan "normal" tem um coeficiente de arrasto de 0,25cx .. e não tinha a infeliz forma.

Agora estive a ver no google, e o novo modelo do Prius, mais uma vez com design de gota de água, terá um cx, de 0,25 (o modelo actualmente à venda tem 0,26 cx)

por comparação, o novo HS250, tem 0,27cx

face a isto,

vale a pena abdicar do design e do consenso, só pela suposta aerodinâmica?

Não se abdica do design, mas sim do styling

O que normalmente acontece é o inverso, isto é, abdicar de funcionalidade em deterimento do styling.
Carros como por exemplo, os pseudo-coupes, como o Megane ou o Scirocco, ou até o Mercedes CLS, abdicam de oferecer uma boa praticalidade, habitabilidade de modo a conseguirem oferecer mais no campo visual.

A aerodinâmica é sempre algo bem presente na definição das formas de um automóvel (exceptuando alguns casos, com resultados tristes, como o primeiro Audi TT), e faz tanto parte do processo de design, como a escolha dos materiais ou a definição e posição dos diversos comandos dentro do habitáculo.

Como já disseram aqui, há que conseguir sempre um bom equilibrio entre drag e downforce.
As formas escolhidas para estes hibridos japoneses, são naturalmente boas para bons valores de Cx (gota de agua truncada, mais conhecida como uma Kamm tail). E como as performances não são nada de outro mundo, não são necessários grandes apetrechos para garantir bons valores de sustentabilidade negativa.

Além disso, devido à extensão do tejadilho, sem perder muita altura até terminar abruptamente na traseira, consegue-se também uma muito boa área habitável, e nesse aspecto, no que ao design diz respeito, acabam por ser boas formas. Ou seja, permitem um bom aproveitamento de espaço, com um bom trabalho de packaging à mistura e garantem boa efici~encia aerodinâmica.

É claro que do ponto de vista do styling, poderiam ter-se esforçado mais na obtenção de algo mais atractivo.
Um carro com baixos valores de drag, não tem de sacrificar a aparência em nome da eficiência aerodinâmica. Seja qual fôr o tipo de carroçaria, mesmo nestes hibridos monovolumizados.

A questão do classe E ou até do Calibra, é que arranjaram outra forma de atingir o mesmo fim, ao evoluir a forma tipica de um 3 volumes

Os 3 volumes actuais, com os pilares A e C bastante inclinados, fazem com que os 3 vlumes estejam unidos através de uma suave linha continua que define a parte superior do perfil do carro, ligando a frente e a traseira.
Juntando a isso a forma em cunha banal hoje em dia, que permite um bom valor de sustentação negativa (garantido maior estabilidade a altas velocidades, sobretudo quando acontece transferências de massas, como desacelaração ou travagem), acabamos por ter um contorno a tender para a obtenção de um perfil semelhante à solução Kamm tail dos hibridos.

Como os sedans costumam ser mais baixos e é a forma predilecta dos carros de maiores dimensões, têm as condições necessárias para actualmente serem os veículos com valores de drag mais baixos.
 
Como exemplo, há cerca de 10 anos a Grand Espace era mais aerodinâmica do que a Espace normal, devido a ser mais comprida (até declaravam mais 1Km/h de velocidade máxima para o modelo mais comprido...).
 
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