Boa tarde
Em conversa com o meu pai ele disse que o Prius era mesmo feio ..
e eu respondi não é lá muito bonito, por causa do design de gota de água, usado para dar um bom coeficiente aerodinâmico .. e que o novo Insight também ia ser assim ..
No entanto vimos que o novo classe E, um sedan "normal" tem um coeficiente de arrasto de 0,25cx .. e não tinha a infeliz forma.
Agora estive a ver no google, e o novo modelo do Prius, mais uma vez com design de gota de água, terá um cx, de 0,25 (o modelo actualmente à venda tem 0,26 cx)
por comparação, o novo HS250, tem 0,27cx
face a isto,
vale a pena abdicar do design e do consenso, só pela suposta aerodinâmica?
Não se abdica do design, mas sim do styling
O que normalmente acontece é o inverso, isto é, abdicar de funcionalidade em deterimento do styling.
Carros como por exemplo, os pseudo-coupes, como o Megane ou o Scirocco, ou até o Mercedes CLS, abdicam de oferecer uma boa praticalidade, habitabilidade de modo a conseguirem oferecer mais no campo visual.
A aerodinâmica é sempre algo bem presente na definição das formas de um automóvel (exceptuando alguns casos, com resultados tristes, como o primeiro Audi TT), e faz tanto parte do processo de design, como a escolha dos materiais ou a definição e posição dos diversos comandos dentro do habitáculo.
Como já disseram aqui, há que conseguir sempre um bom equilibrio entre drag e downforce.
As formas escolhidas para estes hibridos japoneses, são naturalmente boas para bons valores de Cx (gota de agua truncada, mais conhecida como uma Kamm tail). E como as performances não são nada de outro mundo, não são necessários grandes apetrechos para garantir bons valores de sustentabilidade negativa.
Além disso, devido à extensão do tejadilho, sem perder muita altura até terminar abruptamente na traseira, consegue-se também uma muito boa área habitável, e nesse aspecto, no que ao design diz respeito, acabam por ser boas formas. Ou seja, permitem um bom aproveitamento de espaço, com um bom trabalho de packaging à mistura e garantem boa efici~encia aerodinâmica.
É claro que do ponto de vista do styling, poderiam ter-se esforçado mais na obtenção de algo mais atractivo.
Um carro com baixos valores de drag, não tem de sacrificar a aparência em nome da eficiência aerodinâmica. Seja qual fôr o tipo de carroçaria, mesmo nestes hibridos monovolumizados.
A questão do classe E ou até do Calibra, é que arranjaram outra forma de atingir o mesmo fim, ao evoluir a forma tipica de um 3 volumes
Os 3 volumes actuais, com os pilares A e C bastante inclinados, fazem com que os 3 vlumes estejam unidos através de uma suave linha continua que define a parte superior do perfil do carro, ligando a frente e a traseira.
Juntando a isso a forma em cunha banal hoje em dia, que permite um bom valor de sustentação negativa (garantido maior estabilidade a altas velocidades, sobretudo quando acontece transferências de massas, como desacelaração ou travagem), acabamos por ter um contorno a tender para a obtenção de um perfil semelhante à solução Kamm tail dos hibridos.
Como os sedans costumam ser mais baixos e é a forma predilecta dos carros de maiores dimensões, têm as condições necessárias para actualmente serem os veículos com valores de drag mais baixos.