E tendo em conta que terá versão hybrid diesel, este DS5 acaba por trazer alguns argumentos tecnológicos que têm faltado -bastante- à gama DS, na senda histórica do que já foi a Citroën a esse nível.
Tudo bem que o hardware é todo 3008 e ele é que estreia a tecnologia híbrida-diesel, mas mesmo assim, pelo menos não deixa de existir um argumento tecnológico neste produto.
Pondo de parte a questão de ser um DS ou não DS (que levanta muita celeuma...quase nos desviando de discutir se estamos perante bons produtos ou não, que no final do dia é o que interessa...), este produto acaba por ser uma boa versão de produção do Sportlounge.
Não é mais um que anda por aí.
E consegue encontrar uma elegância num formato até aqui com reduzidos/ausentes exemplos de elegância proporcional, o que quase impossibilita que o DS5 seja encaixado na categoria x ou y.
Não tinha chegado às entranhas do bicho ainda, mas as dimensões curiosamente compactas do Ds5 são explicadas por esse ponto em particular de partilhar com o 3008 todo o hardware a nivel motriz. Ou seja, o Ds5 acaba por ser mais uma derivação da plataforma que já dá origem a tantos modelos do grupo PSA como C4/Ds4/308/C4 Picasso/3008/5008 e até o RCZ.
E sim, este DS5 acaba por ser o "DS" com melhores argumentos até agora. Sem dúvida.
Seja ao nivel da forma como do conteúdo. Consegue ser mais que apenas uma questão de papel de embrulho e confetis.
Quanto à elegância do formato, sem dúvida que consegue muitos "kudos" à pála de terem conseguido manter as boas proporções gerais do C-SportLounge. Relativamente a outros MPV's e Crossovers está claramente um furo acima.
No entanto, quando colocados lado a lado, e apesar dos anos que os separam, o Ds5 parece ter passado pelo cirurgião plástico errado ao "actualizar-se" para uma nova década e um novo simbolo.
Como analogia, acaba por fazer lembrar o Mini, que com as suas proporções únicas, linhas icónicas e volumes/área vidrada a ditarem todo o aspecto do carro, onde realmente não é necessário acrescentar nada, acaba por ser uma referência no adorno desnecessário que se pode colocar num automóvel. Como muitas coisas que dão muito bom guito, o real valor acaba sempre por ser questionável.
Compreendo isso num Ds3/Ds4, que retirando o bling bling, e os floreados estilisticos,, não têm muito para contar, sendo criaturas desinteressantes de base, mas o SporLounge pouco ou nada precisava para passar visualmente incólume à produção. Já trazia dois desnecessários apêndices decorativos que transitaram para o Ds5, mas de resto, as proporções e os volumes já falavam tudo o que havia para dizer acerca deste "hibrido".
O Ds5 acaba por ser a versão botox, tatuagens, piercings e plumas do C-SportLounge.
Elegância não se cria com excesso.
Mesmo assim, ainda se reconhece o bom desenho base da coisa. Felizmente isso, um pouco como no Mini. Quando passo por um Mini base, é até algo "refrescante". Torna-o honesto. Realmente é um corpo de que nada precisa, nem do tecto de cor diferente. Só uma jantola diferente basta, que "embelezadores" de rodas á uma das pequenas idiotices do mundo automóvel que deveriam acabar, tal o desperdicio de plástico e recursos que gera.
