Como é que se valoriza o trabalho?

Em tempos? [;)]

Mas tu ainda não percebeste que aqui -como sempre- não consegues admitir que outra pessoa está certa?

Enunciados genéricos de que "aprendo com toda a gente" e prática nula, não valem :)
(André, faz lá uma introspecção"zinha"...) Chega de off topic!

On topic e, então, como é que se valoriza o trabalho?
 
A reacção do Pé Leve é típica numa sociedade em mutação. O desconhecimento sobre as coisas provoca este tipo de reacção.

Não me preocupa o Pé Leve, que até constitui uma personagem simpática e que vai sempre a jogo em qualquer discussão, mas sim a imensa maioria das pessoas que pelo facto de não perceberem, querem exibir os seus conhecimentos sobre o assunto de um modo pouco ortodoxo constituindo-se como factores de bloqueio ao conhecimento e progresso.

E compreendo que para o Pé Leve, tocar na Autoeuropa é um autêntico sacrilégio nos seus conceitos sobre a realidade económica no País.

Assim como a Renault, a GM, Citroen e outras, no seu tempo.

Em que depois de irem embora ou de reduzirem os seus efectivos, ninguém mais deu pela sua passagem. Além da imensa legião de desempregados.

Assim como nas altas tecnologias. Talvez o PL não se lembre que Portugal teve em Palmela uma das fábricas mais evoluídas tecnológicamente no seu tempo, que fabricava discos para a Control Data.

Talvez o PL não se lembre do grande centro de produção de componentes electrónicos que a Texas desenvolveu na Maia, onde mais tarde se associou a Samsung.

De um momento para o outro as empresas fecharam, e o que é que ficou? Uma grande capacidade para a concepção e fabrico de semi-condutores ou para desenvolver discos mais rápidos, com maior capacidade, fiáveis e a preços competitivos?

Não. Um grande e grosso não.

E é isto que espera os trabalhadores e famílias sobre a AE.

Porque toda a gente se verga ao poderio económico da VW, apenas e porque quer ter um emprego.

Eu entendo o PL. Afinal, como FP é apenas mais uma extensão do seu raciocínio.

Mas precisamos de algo de diferente. Onde possamos inovar e participar activamente na cadeia de valor.

E para perceber o que é isso, este País tem muita imaturidade. [;)] [:D]






Carlos L.

excelente post[;)]


fez-me lembrar um economista americano que, quando perguntado sobre o poderio industrial da china deu o seguinte exemplo:


o ipod tem escrito isto:

produzido na china, concebido na california


e o economista perguntava isto: querem-me convencer que a margem de lucro da venda do ipod vai para a china?[;)]


o que o post do carlos refere é algo importantissimo:


a criação de centros de competência, ou seja, partindo do exemplo AE,


se a AE abandonar portugal NÓS passamos a ter o Know-wow para CONCEBER e DESENVOLVER (estão em maiusculas porque são muito importantes) automóveis???


NÃO


e para os produzir???

POUCO OU NADA

pois a formação necessaria para construir um carro é muito especifica, e um funcionário que faça EOS não é capaz de chegar a Leipzig e produzir Cayennes.[;)]


a opinião de alguns economistas é a de que só a I e D e a concepção podem acrescentar cadeias de valor aos produtos.

a produção é irrelevante


cumprimentos
 
Carlos L.

excelente post[;)]


.........................
a criação de centros de competência, ...................
...................a opinião de alguns economistas é a de que só a I e D e a concepção podem acrescentar cadeias de valor aos produtos.

a produção é irrelevante


cumprimentos


duas pedradas no "Charco" , estes 2 ultimos (Carlos e bg2)

é por opinioes deste "quilate" que vou continuando por aqui (!!!)
apr:) apr:) apr:) apr:) apr:) apr:) apr:)
 
O valor do trabalho não mexe só com economia, mas também com ideologias politicas, por tanto, nenhuma delas é 1 ciência exacta, ou seja, (txraannn) não existe uma resposta certa.

basta lembrarem se disto e a vossa questão está resolvida.
 
Pé Leve,

Não tens que assumir essa postura.

Nenhum de nós tem completo domínio sobre as matérias, dada a vastidão das mesmas. É por isso que devemos ler com atenção aquilo que os outros escrevem e tentar participar e não combater.

É que nunca se sabe quem está do outro lado.

Faz-me lembrar uma oferta da minha mãe "Leonard Bernstein's Young People's Concerts" onde desde puto aprendi muito sobre música, porque um dos maiores maestros da era moderna a explicava de uma forma extremamente simples.

Ao ponto de um nabo como eu, conseguir captar o sentido das coisas.

E não era por ele as conseguir explicar de um modo tão simples, que eu ousaria interpelá-lo. Ele estava apenas a fazer-me entender o que era a música. Genial. [;)]
 
Pé Leve,

...

Nenhum de nós tem completo domínio sobre as matérias, dada a vastidão das mesmas. É por isso que devemos ler com atenção aquilo que os outros escrevem e tentar participar e não combater.

É que nunca se sabe quem está do outro lado.

Faz-me lembrar uma oferta da minha mãe "Leonard Bernstein's Young People's Concerts" onde desde puto aprendi muito sobre música, porque um dos maiores maestros da era moderna a explicava de uma forma extremamente simples.

Ao ponto de um nabo como eu, conseguir captar o sentido das coisas.

E não era por ele as conseguir explicar de um modo tão simples, que eu ousaria interpelá-lo. Ele estava apenas a fazer-me entender o que era a música. Genial. [;)]
Tenho de tirar o chapéu a estas tuas últimas palavras! apr:)

Sabes, meu caro, para mim, e da experiência de vida que já me vai longa, para perceber os conceitos complicados no seu geral sempre os desdobrei nas sua suas várias componentes fáceis, simplesmente porque, na grande maioria das vezes, juntando a análise de cada elemento simples, de um conjunto mais complexo, conseguimos perceber contextos mais elaborados que dificilmente perceberíamos se os analizassemos apenas como um todo! [;)]
 
......................
É que nunca se sabe quem está do outro lado.
................... [;)]


por isso mesmo, é um exercicio de respeito e maturidade socio-cultural, que falta a muitos users deste forum.!!![;)] [;)]
[:)] [:)] [:)] [:)] [:)] [:)]
 
On topic e, então, como é que se valoriza o trabalho?

Curto e grosso:

oferecendo mais e/ou melhor que a concorrência de maneira a ir (mais) ao encontro das expectativas da procura.

Por outras palavras, o valor do trabalho está (e sempre esteve mesmo antes da invenção do dinheiro) dependente das mesmas regras das leis da oferta e procura a que está sujeito um simples café.

E ao contrário do que tenho lido aqui, a lei da oferta e procura explica por si o motivo de um café ser mais caro numa agradável explanada cheia de turistas, do que o café da tasca a apenas 300 m de distância. :)
 
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Curto e grosso:

oferecendo mais e/ou melhor que a concorrência de maneira a ir (mais) ao encontro das expectativas da procura.

Por outras palavras, o valor do trabalho está (e sempre esteve mesmo antes da invenção do dinheiro) dependente das mesmas regras das leis da oferta e procura a que está sujeito um simples café.

E ao contrário do que tenho lido aqui, a lei da oferta e procura explica por si o motivo de um café ser mais caro numa agradável explanada cheia de turistas, do que o café da tasca a apenas 300 m de distância. :)

Não adianta, jacare. Já avancei com essa explicação simples há vários posts atrás, mas parece que os nossos interlocutores desconfiam de tanta simplicidade.
Não compreendem que a Economia funciona com base em princípios relativamente básicos.
 
Não adianta, jacare. Já avancei com essa explicação simples há vários posts atrás, mas parece que os nossos interlocutores desconfiam de tanta simplicidade.
Não compreendem que a Economia funciona com base em princípios relativamente básicos.

Creio que se confunde o facto de haver vários preços de cafés com o motivo de haver pessoas com mais poder económico que outras.

Ou seja, diz-se que o café na explanada é mais caro porque há pessoas com mais dinheiro dispostas a pagar e têm mais dinheiro porque....


O segundo "porque" é uma varável que não entra na equação do preço sugerido para um café.

Na realidade não se tenta saber os motivos inerentes à condição dos mais afortunados para fixarmos um preço de um café. A única coisa que é preciso saber e entender é o que há (ou haverá). E não o motivo que leva as pessoas a terem mais ou menos dinheiro.


penso eu que é +- isto.
 
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Não adianta, jacare. Já avancei com essa explicação simples há vários posts atrás, mas parece que os nossos interlocutores desconfiam de tanta simplicidade.
Não compreendem que a Economia funciona com base em princípios relativamente básicos.


eh eh!!![:p] [:p] [:p]
tão basicos e simplistas, que ainda vamos acabar trocando "bens" por "serviços" como há mil anos atras (!!!) [:)] [:)] [:)] [:)]
 
eh eh!!![:p] [:p] [:p]
tão basicos e simplistas, que ainda vamos acabar trocando "bens" por "serviços" como há mil anos atras (!!!) [:)] [:)] [:)] [:)]




Nisso o dinheiro foi das maiores invenções que o homem teve! Apesar de ser, injustamente, conotado por muita gente como a "origem de todos os males"

E o Axxantis tem toda a razão. [;)]
 
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Curto e grosso:

oferecendo mais e/ou melhor que a concorrência de maneira a ir (mais) ao encontro das expectativas da procura.

Por outras palavras, o valor do trabalho está (e sempre esteve mesmo antes da invenção do dinheiro) dependente das mesmas regras das leis da oferta e procura a que está sujeito um simples café.

E ao contrário do que tenho lido aqui, a lei da oferta e procura explica por si o motivo de um café ser mais caro numa agradável explanada cheia de turistas, do que o café da tasca a apenas 300 m de distância. :)
Concordo inteiramente e subscrevo que é resumindo à máxima simplicidade que se percebem os problemas aparentemente mais complexos! [;)]
 
A lei da oferta e da procura é um conceito base da Economia. Estamos de acordo. [;)]

E se eu disser que na base dos sistemas de informação está a lógica de Boole com 2 elementos, o 0 e 1. Também estamos de acordo.

Assim como no estudo da natureza humana em Psiquiatria, a lógica do prazer e desprazer é uma base para o entendimento das coisas.

Mas por favor, vamos a colocar um pouco de ordem por aqui. [:cool:]

A questão do empregado do café não é apenas semântica. Significa que na área de Serviços simples, o trabalho é valorizado por outros factores, como por exemplo o ambiente sócio/económico. E não por haver 5,000 pessoas dispostas a ocupar esse mesmo lugar. Paradoxalmente, o inverso torna-se realidade. Não é por falta de potenciais empregados de café em Portugal que os ordenados sobem.

Bem, isto era para tentar resolver de vez a questão do Empregado do Café. [:D]
 
por vezes a classe empregadora não dá o real valor ao trabalho de certos funcionários é preciso tambem ter em conta k há funcionarios mais despachados e outros mais lentos mas vamos ver o trabalho k está feito com mais precisão e o k por vezes está com anomalias e ninguem vai fiscalizar estou a falar em causa propria por isso sei o k estou a dizer
 
mas que o valor do trabalho é determinado pelo "confronto" entre oferta e procura já todos percebemos.


o que se torna importante face á complexidade do problema é decompor essa mesma oferta e procura

cumprimentos
 
Como é que se valoriza o trabalho? [:cool:]

a questao principal, é valorizar qual trabalho, que trabalho???
Alguns Exemplos:
-a ideia genial de um publicitario, que a vendeu por uma pipa de massa?
-o parecer tecnico e subjectivo de um habilidoso Advogado?
-o mesmo parecer mas de um desajeitado e inexperiente Advogado?
-a refeiçao num restaurante 5*** elaborada por um qualquer Vitor Sobral
-uma hora de produçao de um qualquer mecanico tradicional fazendo um diagnostico de avaria num motor de um classico dos anos 70?
- a mesma tarefa feita por um tecnico da BMW num concecionario munido de um Portatil,que em 5m recebeu os dados, processou e identificou a avaria?
-2 tecnicos com as mesmas competencias realizando as mesmas tarefas, e com indices de produtividade diferente.

o que pretendemos valorizar?
o trabalho individual? o trabalho colectivo, o valor? e a que preço de custo
? qual a margem bruta obtida em cada um dos exemplos? quais os custos de produçao de um e de outro? quais os proveitos (a curto medio longo prazo) obtidos e retirados de um e de outro, que custo real vamos imputar, e a quem? a que centro de custos?

este topico, é daqueles que vao durar!.. durar!... durar!!
[:)] [:)] [:)] [:)] [:)]
 
Last edited:
está é daquelas questões sobre a qual a economia se debruça há decadas.

e até agora não há uma solução definitiva e incontestada

cumprimentos
 
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