A reacção do Pé Leve é típica numa sociedade em mutação. O desconhecimento sobre as coisas provoca este tipo de reacção.
Não me preocupa o Pé Leve, que até constitui uma personagem simpática e que vai sempre a jogo em qualquer discussão, mas sim a imensa maioria das pessoas que pelo facto de não perceberem, querem exibir os seus conhecimentos sobre o assunto de um modo pouco ortodoxo constituindo-se como factores de bloqueio ao conhecimento e progresso.
E compreendo que para o Pé Leve, tocar na Autoeuropa é um autêntico sacrilégio nos seus conceitos sobre a realidade económica no País.
Assim como a Renault, a GM, Citroen e outras, no seu tempo.
Em que depois de irem embora ou de reduzirem os seus efectivos, ninguém mais deu pela sua passagem. Além da imensa legião de desempregados.
Assim como nas altas tecnologias. Talvez o PL não se lembre que Portugal teve em Palmela uma das fábricas mais evoluídas tecnológicamente no seu tempo, que fabricava discos para a Control Data.
Talvez o PL não se lembre do grande centro de produção de componentes electrónicos que a Texas desenvolveu na Maia, onde mais tarde se associou a Samsung.
De um momento para o outro as empresas fecharam, e o que é que ficou? Uma grande capacidade para a concepção e fabrico de semi-condutores ou para desenvolver discos mais rápidos, com maior capacidade, fiáveis e a preços competitivos?
Não. Um grande e grosso não.
E é isto que espera os trabalhadores e famílias sobre a AE.
Porque toda a gente se verga ao poderio económico da VW, apenas e porque quer ter um emprego.
Eu entendo o PL. Afinal, como FP é apenas mais uma extensão do seu raciocínio.
Mas precisamos de algo de diferente. Onde possamos inovar e participar activamente na cadeia de valor.
E para perceber o que é isso, este País tem muita imaturidade. [

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