Como vamos encarar o futuro ?

andas filosófico [:D][:D]


isto é post para se ler ao som de tomorrow never knows dos beatles, ou similar[:D]


cumprimentos


p.s. com taxistas é que é animado

Mas os taxistas partem logo do princípio que têm razão. [;)] [:cool:]
 
(...) E acabei por fazer uma má opção, limitando um orçamento que há partida não era nada realista para aquilo que eu pretendia de um carro. (...)
Mas vai-se aprendendo...
A vida é isso mesmo: uma longa lição de aprendizagem. Por isso se torna tão interessante.
Algumas vezes também caio nesse erro (cada vez menos) de comprar algo pelo entusiasmo e depois de passar aquele furor me aperceber que foi uma escolha pouco racional.

Eu tento seguir as palavras de Epicuro que refere que “A verdadeira riqueza não consiste em ter grandes posses, mas em ter poucas necessidades.” Só que num mundo cheio de tentações por vezes escorregamos e agimos mais com o coração.

Desde que o crédito se tornou acessível que o nosso povo se habituou a querer ter tudo aquilo que os mais abastados tinham e que eles não poderiam ter. Ainda há pouco fui ao hipermercado fazer compras e fiz um exercício de observação simples: reparei em pessoas a saírem de carros de gama alta vestidos como maltrapilhos e a articularem um discurso tão pobre que nem português parecia, mas sempre olhando em redor a ver se estavam a vê-los a sair de dentro do cujo dito «espada».
Compraram tudo o que é marca branca (coisa que eu só faço nalguns produtos) e depois na caixa fizeram questão de escancarar o rol de cartões de crédito para pagarem (objecto que não uso, por mais que os bancos me tentem impingir). Por fim, no estacionamento o ritual do exibicionismo repetiu-se. Eu enchi a bagageira de tudo e mais alguma coisa para não faltar nada em casa e segui feliz e contente no meu carro «podre de velho» com 14 anos comprado usado.

Sou fanático por carros, mas nunca tive um carro novo, pois tenho outras prioridades. Mas hoje em dia ninguém quer nada usado e muito menos démodé. Só servem coisas novas e da última moda. Não pensem que sou parolo ou antiquado, pois quem me conhece sabe que sou simples mas de gosto muito refinado e mais moderno que a esmagadora maioria dos jovens de 20 anos (a começar pelos gostos musicais).

Tenho assistido a uma realidade tão gritante como preocupante: os mais velhos na miséria a aconselharem a poupar e a pensar no futuro; os adultos a viverem uma vida de sacrifícios, ma a esbanjar fortunas com os filhos para terem tudo o que o vizinho tem, esquecendo-se muitas vezes deles próprios e de viver a vida; e os mais novos a medirem-se pelo que têm e a fazerem birra para terem tudo o que está na moda.
Num país pobre com um desemprego galopante, não sei quem um dia mais tarde irá financiar todos estes vícios a uma geração desempregada e mal paga a quem ninguém nunca lhes soube dizer “NÃO”.

Esta é uma sociedade do consumo imediato interessada apenas no aqui e agora. Interessada apenas em viver o momento.
Mas infelizmente para muita gente acho que esta crise não serviu de lição. Continuam com os mesmos vícios a viver acima das suas possibilidades sem pensarem no futuro. Este sim, é o futuro que mais me preocupa por revelar por si só um país sem futuro cheio de gente sem formação nem juízo.
 
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