Comprar ou arrendar?

A procura é grande. Para arrendar tivemos de ir logo que as colocações foram conhecidas. Mais um dia e já não arranjava naquele local e/ou aquele preço.
Obviamente que não estamos a falar de Lisboa, Coimbra ou Porto, mas sim de uma universidade mais pequena.
Quanto ao potencial de crescimento, o "problema" é que na zona ainda existe muitos terrenos para construi. o que pode significar, a longo prazo, um aumento na oferta.


Os 260€ de renda é por um apartamento certo? Ou é por um quarto?

Já pesquisaste o preço médio das casas na zona envolvente à universidade?
 
Dinheiro "a render" neste momento é mesmo algo miserável! A menos que estejas disposto a correr riscos e aí... convém ter muito cuidado!

Vou agora colocar-te duas questões de natureza pessoal, mas que te podem ajudar a decidir:
1.º Tens o dinheiro para a compra sem ter que recorrer a crédito? Sem sim, eu ainda pensava nisso, caso contrário, esquece!
2.º O arrendamento é legal, ou seja, com recibos? Se sim, é mais um ponto a favor do arrendamento. Se não, é a favor da compra.

Já agora, para o cálculo do IMI existem simuladores e IMT, idem, mas depende muito do valor patrimonial do mesmo e respetiva localização.

Boa sorte na decisão, seja ela qual for.
 
Os 260€ de renda é por um apartamento certo? Ou é por um quarto?

Já pesquisaste o preço médio das casas na zona envolvente à universidade?

Sim, por um T0.
O preço médio é mais elevado do que a média para a cidade devido à localização.

Já agora, se o apartamento ficar em nome do filho, pode ser considerado habitação própria e permanente? Tendo ele depois uma morada diferente da nossa, pode ir englobado no meu IRS?

Obrigado
 
Última edição:
Depende muito do tipo de apartamento e localização. Por exemplo, quando o alvo é o segmento dos "abonados", é perfeitamente possível comprar em Lisboa (município) um apartamento de 300M2 por 650.000€, a precisar de remodelação urgente, inserido, num prédio com mais de 40 anos. Depois gastar 200.000€ na remodelação e no final vende-lo por um milhão e meio.

Mas isso é em Lisboa e só em certos bairros. [;)]
 
Sim, por um T0.
O preço médio é mais elevado do que a média para a cidade devido à localização.

Já agora, se o apartamento ficar em nome do filho, pode ser considerado habitação própria e permanente? Tendo ele depois uma morada diferente da nossa, pode ir englobado no meu IRS?

Obrigado


Isso traduzido em euros é quanto?
 
Arrendar a estudantes dá muito, muito menos dores de cabeça que arrendar a familias, acredita.

A probabilidade de uma familia não pagar a renda e barricar-se em tua casa é alta. Com os estudantes nunca ouvi falar de tal coisa.

Quanto à destruição, é mais um mito que outra coisa. Mas também é para isso que as cauções servem.
Eles fazem é muitas festas, incomodam os vizinhos todos e o apartamento vai estar sempre porco, mas também não és tu que lá vais morar por isso também não é problema.

O grande problema que vejo em arrendar a estudantes, é que se um deles decide sair a meio do ano lectivo tu ficas lixado, pois só voltas a conseguir arrendar o quarto em Setembro seguinte.
Tendo sido estudante noutra cidade, onde 95% dos estudantes eram deslocados, e alugando casas à muitos anos já vi muita coisa... Claro que há muitos estudantes que não dão qualquer problema. E claro que há famílias que são um terror; burlões e/ou sem respeito pelo que é dos outros. E se a coisa corre mal, é uma grande dor de cabeça.
Mas entre escolher um casal nos seus 30/40 anos com 1 filho ou um grupo de miúdos de 18 anos, longe de casa, sem controlo dos pais, sem responsabilidades, e com acesso a muita bebida, prefiro correr o risco com o casal.
 
A minha prima está em Lisboa e tem um T1 só para ela. Duvido que tenha falta de convívio (até porque o curso é de comunicacao social [:D]), para além de nao ter de se preocupar com as coisas normais de quem partilha casa.

eita.. que bela forma de falar da prima estudante que vive sozinha...."não lhe falta convivio" eheehh !!! [:)] [:D]
 
Depende muito do tipo de apartamento e localização. Por exemplo, quando o alvo é o segmento dos "abonados", é perfeitamente possível comprar em Lisboa (município) um apartamento de 300M2 por 650.000€, a precisar de remodelação urgente, inserido, num prédio com mais de 40 anos. Depois gastar 200.000€ na remodelação e no final vende-lo por um milhão e meio.

Mas isso é em Lisboa e só em certos bairros. [;)]

A velha questão do "dinheiro faz dinheiro". Complicado é ter o dinheiro necessário para começar a cadeia. Por isso a sociedade está cada vez mais dividida.
 
A velha questão do "dinheiro faz dinheiro". Complicado é ter o dinheiro necessário para começar a cadeia. Por isso a sociedade está cada vez mais dividida.


Complicado, complicado é saber estabelecer prioridades e não ceder a tentações.....
Desde há 4 anos que ando para trocar de carro, mas para poder "entrar" na tal cadeia tive de abdicar de o fazer.
A malta quer é maquinões e de preferência trocá-los de 4 em 4 anos + as férias xpto, depois claro, o dinheiro não xega para tudo.
 
Complicado, complicado é saber estabelecer prioridades e não ceder a tentações.....
Desde há 4 anos que ando para trocar de carro, mas para poder "entrar" na tal cadeia tive de abdicar de o fazer.
A malta quer é maquinões e de preferência trocá-los de 4 em 4 anos + as férias xpto, depois claro, o dinheiro não xega para tudo.
Também estou na mesma situação. E vou mantendo o carro mais uns tempos. A minha regra neste momento se precisasse de comprar carro, seria gastar menos do que 20% do que tenho e recuperar facilmente essa poupança. A ideia de adiar a compra de novo carro é diminuir essa percentagem máxima e com isso recuperar muito mais facilmente.
 
O problema é que quanto mais adias, menos te dão pelo teu carro na retoma.

Seja como for, um bom carro ao fim de 15 anos ainda está novo.
Há por aí muito carrinho com 15 anos e 300 mil km que estão um mimo, como novos, sem histórico de problemas, avarias ou acidentes e muito bem estimados.

Caso um carro tenha menos de uma duzia d'anos não faz qualquer sentido trocar de carro, a não ser por motivos muito especificos (por exemplo, a familia aumentou e precisas de um monovolume de 7 lugares).

O meu actual carro tem 7 anos neste momento e a minha expectativa é que venha a ser o 1º carro do meu filho, dentro de 15 anos, quando ele tiver idade legal para conduzir. Até lá vai ter de dar para as minhas voltas, não tendiciono trocar de carro antes dele fazer 22 anitos.
 
Última edição:
Depende muito do tipo de apartamento e localização. Por exemplo, quando o alvo é o segmento dos "abonados", é perfeitamente possível comprar em Lisboa (município) um apartamento de 300M2 por 650.000€, a precisar de remodelação urgente, inserido, num prédio com mais de 40 anos. Depois gastar 200.000€ na remodelação e no final vende-lo por um milhão e meio.

Mas isso é em Lisboa e só em certos bairros. [;)]


300m2 por 650k? Onde? Só se for na Ajuda ou em Marvila [:D]
Apartamentos acima dos 250 m2 são uma raridade e o preço por m2 dispara.

O preço por m2 de um apartamento de 300 m2 é bem superior ao preço por m2 de um apartamento de 100 m2 na mesma rua.
 
Tendo sido estudante noutra cidade, onde 95% dos estudantes eram deslocados, e alugando casas à muitos anos já vi muita coisa... Claro que há muitos estudantes que não dão qualquer problema. E claro que há famílias que são um terror; burlões e/ou sem respeito pelo que é dos outros. E se a coisa corre mal, é uma grande dor de cabeça.
Mas entre escolher um casal nos seus 30/40 anos com 1 filho ou um grupo de miúdos de 18 anos, longe de casa, sem controlo dos pais, sem responsabilidades, e com acesso a muita bebida, prefiro correr o risco com o casal.

Eu fui senhorio durante muitos anos. Nunca arrendei casa a estudantes, só a familias. Nunca, mas nunca tive inquilinos bons.

Tive uns que bazaram a meio do mês sem avisar (e deixando a renda por pagar);
Tive outros que tive de ir para tribunal para os expulsar de casa;
Tive outros que perdi a paciência com as dividas (várias rendas em atraso) que até tive de contratar uns tipos para os ameaçarem fisicamente;

De há um ano para cá deixei de arrendar casas a familias. O risco é demasiado elevado. Neste momento só alugo a turistas.
Mas não tinha qualquer problema em arrendar a estudantes, só que as faculdades ficam longe do apartamento, pelo que duvido que houvesse procura.
 
Eu fui senhorio durante muitos anos. Nunca arrendei casa a estudantes, só a familias. Nunca, mas nunca tive inquilinos bons.

Tive uns que bazaram a meio do mês sem avisar (e deixando a renda por pagar);
Tive outros que tive de ir para tribunal para os expulsar de casa;
Tive outros que perdi a paciência com as dividas (várias rendas em atraso) que até tive de contratar uns tipos para os ameaçarem fisicamente;

De há um ano para cá deixei de arrendar casas a familias. O risco é demasiado elevado. Neste momento só alugo a turistas.
Mas não tinha qualquer problema em arrendar a estudantes, só que as faculdades ficam longe do apartamento, pelo que duvido que houvesse procura.

Lamento as experiencias, deixo a recomendação de antes de alugar a casa fazer uma pesquisa previa (facebook por exemplo) sobre quem são as pessoas interessadas. Nunca tive experiencias desagradáveis, mas ja podia ter 2 ou 3 se não tivesse pesquisado primeiro. Ahh e sempre com contrato, não vale apena tentar ganhar uns cobres por fora e depois ser uma chatice se houver problemas, e se existirem menores à mistura torna-se um caso bastante complicado mesmo.
 
A velha questão do "dinheiro faz dinheiro". Complicado é ter o dinheiro necessário para começar a cadeia. Por isso a sociedade está cada vez mais dividida.


Faz como eu, investe onde sabes que é rentável, em breve vou abrir outro comércio num sítio, onde não existe o que vou fazer, desde que tenha um pouco de lado, a minha prioridade é investir e investir, sem parar, só foi difícil o primeiro, depois quando começa a cair no banco, é de pegar nele e continuar a rentabilizar, antes que o fisco venha buscar tudo em impostos, prioridade número 1, o fisco deve levar dos nos o mínimo possível, nem que seja necessário, investir no que já se investiu e seja quase novo, mas para o fisco, dou o mínimo possível, não gosto de alimentar o polvo.
 
Eu continuo aberto à possibilidade de arrendar a familias, mas na condição de entregarem uma caução no valor de 6 meses de rendas.

Bem, já aceitas o que muita gente não aceita. Querem é fiadores e blá blá blá. Se um gajo lhes puser 3000€ na mesa não querem, preferem o fiador que no final de contas, em 1 ano ou 2 pode ficar sem nada e eles ficam a chuchar no dedo na mesma.
 
Lamento as experiencias, deixo a recomendação de antes de alugar a casa fazer uma pesquisa previa (facebook por exemplo) sobre quem são as pessoas interessadas. Nunca tive experiencias desagradáveis, mas ja podia ter 2 ou 3 se não tivesse pesquisado primeiro. Ahh e sempre com contrato, não vale apena tentar ganhar uns cobres por fora e depois ser uma chatice se houver problemas, e se existirem menores à mistura torna-se um caso bastante complicado mesmo.

Como hoje há tanta procura e pouca oferta, acho que encontar o(s) inquilino(s) certo(s) não deve ser difícil. Exige é alguma paciência. Às vezes penso que faria sentido investir numa casa tendo sempre essa hipótese, mas depois penso nos gastos (impostos, comissões do crédito, etc), na logística caso algo se estrague, na disponibilidade para imprevistos, e sinceramente não sei se compensaria assim tanto.

Com o valor a que as casas estão, colocar lá alguém a pagar-me renda não sei se compensava assim tanto... acho que a margem de lucro seria mínima. Mais vale alugar e estar tranquilo.

É uma decisão muito própria. Mas vejo muitos amigos iludidos com a compra de casa. Bem feitas as contas, em termos de investimento não lhes compensa.
 
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