sao muito caros....
alem de que e uma prioridade renovar a cadeia de caças da frota portuguesa [8b] [8b] [8b]
Peço desculpa, mas tive que puxar este comentário porque me deu arrepios...
Em primeiro lugar, e para que se saiba, sei do que estou a falar... para bom entendedor, meia palavra basta e não me vou alongar mais...
Em segundo lugar, concordo perfeitamente que é mais caro substituir aviões ou tanques (milhares de milhões de €uros) contra a fracção que seria preciso para equipar todos os meios de socorro com sistemas de posicionamento GPS...
Mas o que me arrepia é a forma como se fazem observações como a de cima sem se saber o que se diz.
O facto de ser necessário renovar a frota de aeronaves ou de carros de combate, prende-se com a inadequação de meios aos requesitos operacionais dos ramos... se calhar há senhores que gostariam mais de ver aviões do tempo do Ultramar a fazer patrulhamento aéreo. Não quero com isto dizer que os nossos governantes estejam com medo de ser atacados, mas estas acções de patrulhamento aéreo são um simbolo de soberania e em último caso são um aviso de que não vivemos numa Républica das Bananas em termos Militares e Civis. Estas acções, de "policiamento" do espaço aéreo, servem para que as leis e regras se apliquem e que continuem a ser cumpridas. Sim, porque no ar também existe legislação e regras, sejam elas de velocidade, prioridade e muitas outras tal como na estrada.
Depois vêm os meios terrestres. As viaturas que existiam já não ofereciam condições de segurança, fossem elas de circulação, fossem de protecção dos militares em caso de conflito (Deus nos livre de alguma vez serem necessárias) mas mais vale prevenir do que remediar. Nós é que estamos muito habituados a usar a regra de "casa assaltada, trancas á porta". Isto para já não falar dos custos de operação das viaturas (e aeronaves) que já começavam a ser incomportáveis (á varios anos) por falta de peças suplentes.
Seja como for, e embora seja-mos um País pequenino "à beira mar plantado" temos uma área de operação "gigantesca". Só no Oceano Atlântico somos responsáveis por garantir a segurança aérea e marítima numa área bem maior que a dos Estados Unidos da América.
Em relação aos GPS's nas ambulâncias e noutros meios de socorro, só posso dizer que concordo com o seu uso nesses meios e quanto mais precisão estes tiverem melhor. O grande problema que se põe é que o País não está suficiente cartografado para uso em GPS. Este problema poderia ser solucionado pelos nossos governantes, e quando falo em governantes coloco todos no mesmo saco incluindo as Camaras Municipais porque cada vez que é preciso efectuar um levantamento topográfico adequado á utilização dos dados em GPS, começam também a ser levantados problemas e é necessário pedir autorização a mais do que um organismo estatal.
Segundo a legislação em vigor todas e quaisquer filmagens efectuadas a partir do "ar" têm que passar pelo crivo desses mesmos organismos para que seja aprovada a sua emissão ou publicação em orgãos de comunicação social, e é requisito de que não poderão ser filmadas instalações militares e outras instalações de interesse estratégico nacional (muitas vezes os visionamentos são em tão grande volume que é impossível verificar tudo). O mesmo se passa com os dados do levantamento topográfico para efeitos de uso em GPS.
Depois vêm as Câmaras Municipais. Tal como acontece com a TV-Cabo e a Cabo-Visão que não são fornecidas ao mesmo tempo na mesma zona (isto acontece em muitas localidades por esta terra fora), também as Câmaras Municipais podem não autorizar ou colocar entraves suficientes para que as empresas que operam na área do GPS desistam de fazer levantamentos, e ainda há outros casos em que os municipios se estão literalmente burrifando em promover tais levantamentos mesmo que estes tragam benefícios a nivel de planeamento urbanístico. É tudo uma questão de negociação e por isso é que Portugal é dos países com menos área disponivel nas bases de dados de GPS (embora seja-mos um país pequenino).
Por último, não é a renovação de meios militares que impede ou retira dinheiro para a compra de equipamentos que podem beneficiar as populações em caso de emergência. Há outros gastos que são perfeitamente evitáveis. Se os nossos governantes esperassem mais um aninho para renovar o parque automóvel, talvez o dinheiro que vão gastar para o fazer desse para equipar todas as viaturas com sistemas de posicionamento global (GPS).
Por outro lado, não me admiro nada com estas observações. Os militares têm as costas largas e já estão habituados a serem massacrados públicamente.
P.S.: As ideias acima expostas não representam a mentalidade nas forças armadas, nem a mentalidade dos militares que as constituem. São apenas uma reflexão a um comentário...