Conduzir a 120 km/h em AE é perigoso?

LinoMarques

Well-known member
Boas!

Concordam com o que está abaixo? Sim? Não? Porquê?

Quais as vossas experiências pessoais e quais são as AEs que vocês conhecem que mais potenciam o sono/monotonia ao volante e porquê?



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Eu concordo !

Todos os que não se sentirem seguros podem continuar a andar à velocidade em que estão confortáveis, mas os 120 parecem-me manifestamente pouco como LIMITE.

As pessoas devem ter o bom senso de adaptarem a velocidade ao carro, estrada, cansaço, meteorologia, etc. com boas condições um limite de 120 é pouco e poucos cumprem, pelo menos sempre.
 
não concordo com os 150, embora ache um número mais bonito. mas aí já apanharíamos muitos a 170/180, embora com os elétricos esse paradigma tenda a desaparecer, especialmente para quem tem que fazer centenas de kms de uma vez e queira poupar a bateria, ficando-se ali pelos 120/130.

se calhar o limite mais razoável seriam os 140, assim já andariam a 150/160 sem serem apanhados (ou os tais 140, com as autoridades a efetivamente multarem a partir dos 150, dando assim um pequeno "desconto" no controlo da velocidade utilizada pelos utentes.
 
Tudo dependeria de que auto-estrada for, na a1 podia facilmente aumentar-se o limite, ou na a32 ou na crep, já na a25 por exemplo tem algumas zonas complicadas em que 140 na curva de Viseu/satão seria já muito complicado, mas o que é certo é que os carros estão 10x mais seguros que há 30 anos e as mortes na estrada tem aumentado e as causas são na grande maioria das mesmas excesso de velocidade e distração com outros objetoss
 
Eu não concordo nada em aumentar a velocidade por causa de andar a 120 dar sono ou cansaço.

Se acho 120 um limite adequado, bom, depende… é pena a regra não ser o bom senso, mas compreendo que não possa ser.
 
Boas!

Concordam com o que está abaixo? Sim? Não? Porquê?

Quais as vossas experiências pessoais e quais são as AEs que vocês conhecem que mais potenciam o sono/monotonia ao volante e porquê?




Tens a fonte da notícia?

Desculpa mas não tem o aspeto mais verídico.
 
Tens a fonte da notícia?

Desculpa mas não tem o aspeto mais verídico.

Penso que isso é um texto gerado por IA, com base em várias fontes, mas o Lino melhor poderá explicar onde foi buscá-lo.

Eu, pessoalmente, discordo do texto, apesar de não me chocar se o limite, nalgumas AE, e com tempo seco pudesse passar para os 130 kms/h.
 
Na minha opinião os sinais de trânsito deviam ser ecrãs e isso daria a possibilidade de serem mudados conforme as condições.

Há sempre alguém que mesmo estando a cair uma tromba de água vai andar a 120 kms/h porque é legal e não tem capacidade de entender o perigo.

Da mesma forma que se não houver trânsito e as condições de visibilidade forem boas, piso, etc, poderiam estar acima dos 120 com facilidade.

Fazer sinais de ecrã com painel solar e uma bateria parece simples. Complexo seria a gestão em si e os critérios
 
A imagem tirei do FB mas antes de conseguir copiar o link, aquela treta mudou de página e já não fui a tempo! [8b]

De qualquer maneira, no texto não se diz que a PRP ou alguém disse que ir a 120 causa sono. Só diz que muitos condutores já viveram situações de sonolência e é do senso comum e de acordo com a experiência de quem conduz que isso pode acontecer.

Agora, numa AE movimentada, 120 km/h podem ser excessivos e por isso serem impeditivos que se ganhe sono porque nos obriga a ir com atenção constante e sempre a travar e reacelerar.

Por outro lado, já aqui comentei por diversas vezes que ir na A17 à noite a essa velocidade induz realmente o sono por ser uma via muito pouco movimentada e com vários troços de bastante escuridão devido às árvores que a rodeiam.
 
A fadiga não está só relacionada com a monotonia mas também com o stress do trânsito, uma situação mais perigosa, situações climáticas que não sejam favoráveis etc.

Ontem fiz Coimbra Lisboa pela A1 num Audi A5 de 2025 com o lane assist ou lá como se chama tranquilamente a 120 e cheguei como se tivesse feito 5 kms.

Zero stress no trânsito, zero situações perigosas e portanto zero fadiga. Se a viagem fosse maior ia dar ao mesmo.

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Na minha opinião os sinais de trânsito deviam ser ecrãs e isso daria a possibilidade de serem mudados conforme as condições.

Há sempre alguém que mesmo estando a cair uma tromba de água vai andar a 120 kms/h porque é legal e não tem capacidade de entender o perigo.

Da mesma forma que se não houver trânsito e as condições de visibilidade forem boas, piso, etc, poderiam estar acima dos 120 com facilidade.

Fazer sinais de ecrã com painel solar e uma bateria parece simples. Complexo seria a gestão em si e os critérios

Acrescenta a qualidade do piso rodoviário (alcatrão), e por vezes o desenho e implementação da própria infraestrutura em si. espera e o que se paga para utilizá-la (portagem), depois podemos discutir o acesso e padrão de ensino rodoviário, posto isto nada como queimar gasolina em AE vazias, [;)]
 
Há sempre alguém que mesmo estando a cair uma tromba de água vai andar a 120 kms/h porque é legal e não tem capacidade de entender o perigo.

Os limites de velocidade não têm que ser a velocidade recomendada, o estrada não é um jogo em que basta seguir as regras, é sempre preciso avaliar e adaptar.

Mesmo com os actuais limites (baixos) há imensas situações em que não é sensato sequer circular próximo deles, como essa situação de chuva extrema que referes por exemplo.

Não encaro uma subida dos limites de velocidade como uma recomendação ou um convite a andar mais depressa, simplesmente é permitir a, quem se sentir capacitado, que possa fazer algo que provavelmente até já faz mas dentro da legalidade.
 
A monotonia na condução existirá sempre, porque aquilo que a elimina temporariamente é a novidade. Fazer a A1 — que considero uma autoestrada monotonissima, sobretudo da zona centro para norte — a 120 km/h é, para quem viaja sozinho, uma experiência particularmente desgastante. Falo por experiência própria.

Há alguns meses, durante cerca de mês e meio, fiz deslocações semanais Lisboa–Porto–Lisboa, no mesmo dia, sozinho, enfrentando tanto boas como más condições meteorológicas. Ao fim de algum tempo, a monotonia tornou-se evidente. A solução passou por variar o percurso: algumas vezes fazia o trajeto de regresso pela A8 e, noutras, utilizava exclusivamente essa via.

Concordo que os limites de velocidade devam ser revistos em determinados contextos. Não apenas pela redução do tédio e da fadiga associadas a longas viagens em percursos praticamente lineares, mas também porque a evolução tecnológica dos automóveis foi enorme. A segurança ativa e passiva dos veículos atuais está incomparavelmente mais desenvolvida do que há algumas décadas.

Além disso, o comportamento dos grupos propulsores mudou significativamente. O aumento do número de relações nas caixas automáticas — cada vez mais comuns no mercado — e o melhor escalonamento das tradicionais caixas manuais de cinco e seis velocidades, permitem que os motores trabalhem de forma muito mais descontraída a velocidades elevadas, não prejudicando excessivamente os bons consumos. Atualmente, circular a 150 ou 160 km/h já não significa, necessariamente, viajar às 3.500 rpm num motor diesel ou às 4.500/5.000 rpm num motor a otto.

Naturalmente, qualquer aumento dos limites de velocidade deve ser aplicado de forma criteriosa, avaliando as características de cada autoestrada. No entanto, existem casos difíceis de compreender. Um exemplo é o troço da A1, no sentido sul-norte, antes das portagens de Alverca, onde o limite é reduzido para 100 km/h durante a descida. Qual é o propósito dessa limitação? Sinceramente, parece mais uma medida geradora de multas, trânsito e travagens bruscas do que uma decisão fundamentada em critérios de segurança.

O mesmo raciocínio aplica-se a alguns radares urbanos. Nas avenidas Infante Dom Henrique e Marechal Gomes da Costa, em Lisboa, o limite é de 50 km/h. Não defendo que seja aumentado para 80 km/h, mas considero perfeitamente razoável uma revisão para 60 ou 70 km/h, tendo em conta que são importantes vias de acesso à cidade - e é esse o limite praticado diariamente pelos condutores dado que há condições para tal. Desde a instalação destes radares, é notório o aumento do congestionamento diário.

Outro exemplo é o radar situado junto à Casa do Sal, no IC2, sentido norte, em Coimbra. O limite é atualmente de 60 km/h, mas durante o período em que a A1 esteve cortada devido ao temporal, esse limite foi temporariamente aumentado para 80 km/h. Posteriormente, regressou aos 60 km/h. Isto demonstra que a via reúne condições para suportar um limite superior, mas que, ainda assim, se opta por uma restrição mais baixa, o que inevitavelmente alimenta a perceção de que o objetivo principal é a arrecadação de receitas através de multas.

Quanto à sinistralidade rodoviária, os acidentes continuarão sempre a existir. Não acredito que a simples redução dos limites de velocidade ou a proliferação de radares — salvo algumas exceções bem justificadas — seja suficiente para alterar significativamente essa realidade. O que poderá fazer a diferença é uma fiscalização mais eficaz das manobras perigosas, da utilização incorreta ou inexistente da sinalização luminosa (nomeadamente piscas, médios e luzes de stop), uma formação mais exigente nas escolas de condução, inspeções automóveis verdadeiramente rigorosas e uma maior responsabilização dos condutores.

Contudo, dificilmente veremos mudanças profundas nesse sentido. Basta observar o peso que as receitas provenientes das multas têm nos cofres do Estado. A situação faz lembrar a fiscalização dos filtros de partículas nas inspeções periódicas. Há mais de uma década que se ouve dizer que "é este ano", mas a realidade permanece praticamente inalterada. Continuam a circular veículos em avançado estado de degradação, autênticas sucatas sobre rodas, bem como automóveis deficientemente mantidos que colocam em risco a segurança dos restantes utilizadores da via — assumindo, naturalmente, que os seus proprietários têm consciência do estado da viatura e optam, ainda assim, por continuar a utilizá-la.

No outro dia li uma reflexão interessante que defendia que os condutores que furam filas constantemente ou que vão mudando de faixa sempre que avistam uma pequena abertura, tendem a ter uma necessidade permanente de controlo e validação. A ideia era que, por detrás desses comportamentos, pode existir uma mentalidade do género: "eu é que mando", "eu é que decido quando paro ou avanço" ou até "eu conduzo melhor do que estes todos". Achei uma perspetiva curiosa e que me levou a refletir sobre a forma como a personalidade de cada pessoa pode manifestar-se ao volante.

Naturalmente, esta observação não deve ser interpretada de forma absoluta ou simplista. Existem situações legítimas que podem justificar uma mudança de comportamento na estrada, incluindo compromissos inadiáveis, circunstâncias de emergência (um nº2 maroto[:D]). Refiro-me, sobretudo, aos casos em que este tipo de condução é um padrão recorrente e não uma exceção motivada por razões de força maior.
 
Eu sou a favor do modelo alemão nas autoestradas (para condutores civilizados):

- sem limite obrigatório;

- velocidade recomendada: 130 km/h - não é obrigatória, mas serve como referência de segurança;

- trechos com limite: próximos de áreas urbanas, obras, tráfego intenso ou condições climáticas adversas (limite de velocidade variável indicado em ecrãs).​
 
E nacionais com limite (e radar...) a 70 kms/h, como é o caso do ic1 de Águas de Moura a Alcácer, não lembra a ninguém[8b]

Cump.
 
Os limites de velocidade não têm que ser a velocidade recomendada, o estrada não é um jogo em que basta seguir as regras, é sempre preciso avaliar e adaptar.

Mesmo com os actuais limites (baixos) há imensas situações em que não é sensato sequer circular próximo deles, como essa situação de chuva extrema que referes por exemplo.

Não encaro uma subida dos limites de velocidade como uma recomendação ou um convite a andar mais depressa, simplesmente é permitir a, quem se sentir capacitado, que possa fazer algo que provavelmente até já faz mas dentro da legalidade.

Eu percebo o teu ponto de vista.

A segurança rodoviária em Portugal é um assunto sério. Os números da última operação Páscoa são um escândalo e uma tragédia.

Os limites de velocidade são algo cegos e mal adaptados. São muito genéricos.

O mais estranho é que à medida que as gerações de condutores vão sendo renovadas, tenho visto pessoas cada vez mais alheadas a conduzir. Menos percepção e menos capacidade de análise. Isto em média, claro.

Há um grande elefante na sala no que toca à segurança rodoviária nacional. O parque automóvel está muito envelhecido. Circulam carros que deviam estar abatidos há muitos anos.

A entrada em massa dos eléctricos ainda consegue tornar a assimetria maior dada a tara deles.
 
Eu percebo o teu ponto de vista.

A segurança rodoviária em Portugal é um assunto sério. Os números da última operação Páscoa são um escândalo e uma tragédia.

Os limites de velocidade são algo cegos e mal adaptados. São muito genéricos.

O mais estranho é que à medida que as gerações de condutores vão sendo renovadas, tenho visto pessoas cada vez mais alheadas a conduzir. Menos percepção e menos capacidade de análise. Isto em média, claro.

Há um grande elefante na sala no que toca à segurança rodoviária nacional. O parque automóvel está muito envelhecido. Circulam carros que deviam estar abatidos há muitos anos.

A entrada em massa dos eléctricos ainda consegue tornar a assimetria maior dada a tara deles.

Nos últimos anos noto que as pessoas se distraem muito mais, telemóveis, navegação, telemóveis, infoentertenimento, telemóveis, ....

e que conduzem muito mais devagar, os VE e hibridos "puxam" para isso, mas os preços altos dos combustíveis também ajudam.

Hoje valoriza-se muito a eficiência energética, não sei se mais do que as performances e parece-me que se liga menos ao desporto automóvel e até ao automóvel em si em relação aos anos 80/90/00. Já não é tanto um símbolo de afirmação social.
 
Hoje valoriza-se muito a eficiência energética, não sei se mais do que as performances e parece-me que se liga menos ao desporto automóvel e até ao automóvel em si em relação aos anos 80/90/00. Já não é tanto um símbolo de afirmação social.

Exatamente, a relação com o automóvel mudou muito.

E há ainda outro fenómeno: muitos jovens já nem sequer querem ter um carro ou conduzir.
 
Conduzir a 120 pode ser perigoso, por que cada vez mais há pessoal a conduzir a 100 ou 80 nas AE e não vão na faixa mais à direita.
 
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