Conduzir a 120 km/h em AE é perigoso?

O fenómeno a que se refere baseia-se numa explicação matemática amplamente partilhada por professores, demonstrando que aumentar a velocidade de 120 km/h para 140 km/h poupa apenas cerca de 4,3 segundos por quilómetro, um ganho marginal que não compensa os riscos e custos associados. [1]
Esta análise demonstra que a relação entre a velocidade e o tempo não é linear, mas sim inversamente proporcional, o que reduz drasticamente a utilidade de correr mais numa autoestrada. [1]

A Matemática do Tempo Ganho
Ao calcular o tempo necessário para percorrer 1 quilómetro a velocidades constantes, a diferença real torna-se evidente: [1]
  • A 120 km/h: demora exatamente 30 segundos a fazer 1 km.
  • A 140 km/h: demora cerca de 25,7 segundos a fazer 1 km.
  • Ganho real: apenas 4,3 segundos por quilómetro. [1, 2]
O Impacto numa Viagem Longa
Se projetarmos este cenário numa viagem contínua de 100 quilómetros, o resultado prático continua a ser pouco expressivo:
120 km/h50 minutosConsumo estável e dentro da lei.
140 km/h42 minutos e 51 segundosConsumo cresce ~20%, risco de multa grave e menor tempo de reação.
Poupança total: Cerca de 7 minutos, assumindo que conseguiria manter os 140 km/h constantes, algo virtualmente impossível devido ao trânsito, ultrapassagens e reduções de via. [1, 2]

Razões pelas quais não compensa
  • Aumento Exponencial do Consumo: A resistência do ar cresce ao quadrado da velocidade. Passar de 120 km/h para 140 km/h pode aumentar o consumo de combustível em cerca de 20% em motores comuns. [1, 2]
  • Distância de Travagem e Reação: A 140 km/h, o veículo percorre muito mais metros por segundo. O tempo de reação humano não acompanha esta subida, reduzindo a segurança significativamente e expandindo a distância de paragem em caso de emergência. [1, 2]
  • Trânsito e Velocidade Média: Na realidade das estradas, a necessidade de desacelerar atrás de veículos mais lentos destrói rapidamente a média horária. O esforço de acelerar constantemente para os 140 km/h resulta apenas em mais cansaço e maior desgaste dos travões. [1]
  • Consequências Legais: Em Portugal, circular a 140 km/h numa autoestrada (onde o limite é 120 km/h) constitui uma infração leve ou grave (dependendo da margem de erro do radar), sujeita a coimas e perda de pontos na carta de condução. [1, 2]
 
Epa, se eu vou a 100, e um autocarro ultrapassa-me, vai acima de 100 de certeza. Se me meto atrás dele, durante um tempo, e o meu velocímetro marca acima de 110, acredito que ele vá sensivelmente a mesma velocidade. Se tem aquilo calibrado para marcar menos velocidade, ou, vá, a marcar o mesmo que os radares da polícia, é outra história... Mas um dia pode correr mal


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Acho que se deveria criar um corredor para os VE...para deixar passar os camiões e autocarros. [:D]
Lino sabes perfeitamente que condutores lentos existem em todos os tipos de motorização, certo?
Eu vou a 120 não porque me custa menos ou gasto menos, vou a essa velocidade porque é o máximo legal... Se subirem para 160, é a velocidade que vou... Quero lá saber se tenho de parar uma ou duas vezes, já o faço por mim a cada 2h
 
Aumento Exponencial do Consumo: A resistência do ar cresce ao quadrado da velocidade. Passar de 120 km/h para 140 km/h pode aumentar o consumo de combustível em cerca de 20% em motores comuns. [1, 2]

Se formos pelo quadrado seria (140/120)^2 = 1,36 ou seja +36%. Mas os 20% são de facto mais realistas porque o motor ICE aumenta de rendimento à medida que as rotações se aproximam do regime binário máximo.

Já agora, facebook e instagram não são referências lá muito credíveis [:cool:]
 
Pir experiência própria, de facto ganha-se pouco tempo ao aumentar a velocidade de 120 para 140 ou até mesmo 160, até porque no trânsito não dá para manter essa velocidade constante.

Mais vale ir a 120, 130 e relaxar.
 
Pir experiência própria, de facto ganha-se pouco tempo ao aumentar a velocidade de 120 para 140 ou até mesmo 160, até porque no trânsito não dá para manter essa velocidade constante.

Mais vale ir a 120, 130 e relaxar.
Depende de alguns factores, como as vias e as horas a que as utilizas. Fazer a A1 às 10/11h da manhã, é bastante diferente de a fazer às 7h da manhã, por exemplo...
Ir ao centro do Porto, sempre pela A1/A20 é diferente de ir ao Vale do Ave, por exemplo...
 
Epa, se eu vou a 100, e um autocarro ultrapassa-me, vai acima de 100 de certeza. Se me meto atrás dele, durante um tempo, e o meu velocímetro marca acima de 110, acredito que ele vá sensivelmente a mesma velocidade. Se tem aquilo calibrado para marcar menos velocidade, ou, vá, a marcar o mesmo que os radares da polícia, é outra história... Mas um dia pode correr mal

Já tive esta "discussão" com um conhecido meu que conduz na Carris Metropolitana. Eu para acompanhar um expresso tenho que ir a 110 de ponteiro no meu carro.

Ainda a semana passada ia na A1 a 100 de ponteiro e passou-me um Flixbus e "desapareceu" no horizonte.
 
Com o parque automóvel / estradas / comportamentos por cá / tolerância não me parece que faça grande sentido o aumento da velocidade máxima e existe inclusivamente uma tolerância aos 144? Km

Posto isto não vou ser hipócrita e dizer que respeitava sempre ou muitas vezes esse sublimite nos kms de ICE. E entendo o porquê de outros o fazerem, mesmo os que não são caixeiros viajantes que fazem centenas de kms por dia em trabalho.

com a passagem para EV achei que me ia fazer muita confusão passar a andar a 120/130, mas acabou a não ser problemático.
com os EVs a 120/130 já se tem de fazer bastantes ultrapassagens a ICEs e outros EVs. O que tira o sono.
Se no futuro o i3 ou outros do género permitirem autonomia com maiores velocidades veremos se muda o perfil de utilização dos EVs mais comum nas AEs

ja conduzi em várias autobahns na Alemanha, tempo seco / molhado. Pela orografia, em tempo seco, numas só me sentia confortável a 200, noutras se tivesse carro para isso, poderia andar bem acima do limitador de 250. Seria um desastre se as regras fossem transpostas para Portugal, especialmente nesse primeiro tipo de AEs.
 
Última edição:
Epa, se eu vou a 100, e um autocarro ultrapassa-me, vai acima de 100 de certeza. Se me meto atrás dele, durante um tempo, e o meu velocímetro marca acima de 110, acredito que ele vá sensivelmente a mesma velocidade. Se tem aquilo calibrado para marcar menos velocidade, ou, vá, a marcar o mesmo que os radares da polícia, é outra história... Mas um dia pode correr mal

O teu carro não é instrumento científico de aferição de velocidade. Já deverias saber isso.

Legalmente, os autocarros estão limitados a 100 km/h, não quer dizer que não circulem a mais. Basta uma descida e é vê-lo a embalar.

Depois, basta alterar os pneus uns novos e o carro dá logo mais 1 ou 2 km/h

De nada. [:p]
 
Portanto 7 minutos poupados em 100 km. Se mudarmos o referencial para 300 km já dá 21 minutos, e se aumentarmos a velocidade, temos poupanças de tempo ainda mais significativas.

Resumindo, compensa largamente...

Depende... O esforço a que o teu corpo é sujeito e o cansaço daí resultante, pode não compensar. [:p]
 
Portanto 7 minutos poupados em 100 km. Se mudarmos o referencial para 300 km já dá 21 minutos, e se aumentarmos a velocidade, temos poupanças de tempo ainda mais significativas.

Resumindo, compensa largamente...

Depende... O esforço a que o teu corpo é sujeito e o cansaço daí resultante, pode não compensar. [:p]
 
Pir experiência própria, de facto ganha-se pouco tempo ao aumentar a velocidade de 120 para 140 ou até mesmo 160, até porque no trânsito não dá para manter essa velocidade constante.

Mais vale ir a 120, 130 e relaxar.

A minha experiência é a contrária.

Em viagens longas, de 400 km serve para ganhar quase 1h.

E nem estou a falar em andar pelos 200 km/h na autobahn.


E o carro elétrico faz-me andar mais devagar, pela autonomia, quer seja porque o a combustão tem sempre pontos ótimos de condução, mas não faço 400 kms com ele.
 
Há muitos anos andei num autocarro Expresso da Rodoviária em que o motorista esgotou o velocímetro (125 km/h em números pequeninos [:D]) na descida longa da A3 pouco antes de chegar a Braga (sentido Sul-Norte).

Não sei se isso hoje seria tecnicamente possível (autocarros com limitador).
 
O teu carro não é instrumento científico de aferição de velocidade. Já deverias saber isso.

Legalmente, os autocarros estão limitados a 100 km/h, não quer dizer que não circulem a mais. Basta uma descida e é vê-lo a embalar.

Depois, basta alterar os pneus uns novos e o carro dá logo mais 1 ou 2 km/h

De nada. [:p]

Ou o condutor de pesados de passageiros, pois...
 
O teu carro não é instrumento científico de aferição de velocidade. Já deverias saber isso.

À moda antiga, usavam-se relógios-cronógrafo com os marcos de estrada (e.g. um quilómetro em 30 segundos = 120 km/h).

O Google Maps já teve um indicador de velocidade pelos dados GPS, mas parece-me que isso desapareceu, embora haja apps/zingarelhos dedicados que fazem isso. Os googles não devem querer ir a tribunal explicar que um arroto do GPS induziu alguns dos biliões de condutores em erro ...

Entre alguns carros, já vi entre 3 e 7 km/h a mais no ponteiro, até a andar a menos de 100 km/h.
 
Há muitos anos andei num autocarro Expresso da Rodoviária em que o motorista esgotou o velocímetro (125 km/h em números pequeninos [:D]) na descida longa da A3 pouco antes de chegar a Braga (sentido Sul-Norte).

Não sei se isso hoje seria tecnicamente possível (autocarros com limitador).

O limitador apenas influi na capacidade da viatura ganhar velocidade pela aceleração para além do limite imposto (pode ser 100 ou até menos), não interfere na capacidade de ganhar velocidade através da transformação da energia potencial gravítica em energia cinética.

Na descida de Minde, na A1, já vários deram mais de 130 km/h. [:D]
 
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