citação:
Originalmente colocada por Carlos Alves
A minha namorada, devido a contingências da vida, teve de arrendar, há quatro anos atrás, um apartamento T2+1 em Canidelo (V. N. Gaia); se não tivesse beneficiado do subsídio de arrendamento jovem (o qual é concedido por prazo limitado de 5 anos e até aos 30 anos de idade) teria de suportar uma
renda de 400 euros (isto ao abrigo do antigo RAU); estamos a falar de uma casa que valeria, muito bem avaliada, 75000 euros (pela localização).
Mas, como mencionei, o subsídio de arrendamento jovem não dura para sempre; como tal foi preciso arranjar uma alternativa e surgiu a
oportunidade de adquirir (ou seja, nem sequer havia a hipótese de arrendar

) um apartamento, igualmente um T2+1, na mesma zona, com menos anos e num prédio de longe muito melhor, pela módica quantia de 75000 euros.
Teve alguma dificuldade em obter o crédito, devido à panóplia de exigências dos bancos, mas conseguiu. Com um spread altíssimo, fruto, na altura, de ter um vínculo de trabalho precário.
Mas isso será revisto em breve, espero...
Facto 1: a casa foi avaliada em 90000 euros e a
prestação mensal ronda os 330 euros; crédito a
45 anos, o prazo máximo possível.
Facto 2: a casa não é para manter. Será para vender, mais tarde ou mais cedo, logo se verá como a vida corre. Uma coisa é certa: não é para ficar na posse dela os 45 anos!
Foi a solução que se arranjou. Agora pensa comigo: tanto um apartamento como o outro eram ou são habitações temporárias; o que te parece que compensa mais? Perder o dinheiro todo do arrendamento ou - mesmo que a casa não valorize - recuperar algum do "investimento" feito?
Entendes melhor porque disse que não deverias meter toda a gente no mesmo saco?