Contudo, sempre actual.
Atenção, no PCP faz-se tudo com imensa classe, sempre dentro da legalidade, pois claro!
gosto imenso deste exemplo (há mais):
Mas o artigo prossegue: “
Prédios inteiros pertencentes a uma associação supostamente sem fins lucrativos que tem recebido milhões em subsídios do Estado, e que é gerida maioritariamente por elementos do PCP a
despejarem inquilinos idosos e em situação de fragilidade, e a destinarem os prédios para empresas de alojamento local. A fazerem exatamente tudo o que dizem estar contra e que têm tentado proibir a outros”. No final da publicação surge um vídeo do YouTube com a gravação de uma reportagem jornalística da TVI que serviu de base ao artigo.
A
reportagem incide sobre Manuel Ferreira, pai de João Ferreira, antigo vice-presidente da
Associação Inválidos do Comércio, uma instituição particular de solidariedade social (IPSS) fundada em 1929 e atualmente com uma estrutura de direção “maioritariamente comunista” (isto é, com uma maioria de militantes do PCP entre os respetivos membros), segundo apurou a TVI. “Deu contratos de arrendamento de prédios inteiros a empresas para alojamento local”, revela a mesma reportagem.Quanto ao pai de João Ferreira,
já não exerce a vice-presidência da Associação Inválidos do Comércio, embora seja questionado na reportagem por atos praticados quando ainda estava nesse cargo. Não há qualquer indício de que João Ferreira tenha ligação ou
beneficiado desses atos de gestão cuja responsabilidade é atribuída a Manuel Ferreira.
Não se trata de uma eventual ilegalidade, na medida em que os prédios são detidos pela referida IPSS que tem o direito de os explorar da forma que entender. O que está em causa é uma
aparente contradição (ou
hipocrisia) entre as políticas defendidas pelo PCP (contra a especulação imobiliária,
contra os despejos de famílias do centro de Lisboa, contra os efeitos da pressão turística sobre os residentes desse mesmo centro urbano, etc.) e a prática concreta de uma IPSS cuja estrutura de direção é “maioritariamente comunista”, embora não tenha qualquer l
igação direta ou formal ao PCP. Ressalve-se desde já que a análise política dessa contradição/hipocrisia não entra no perímetro de verificação de factos, dada a componente
subjetiva da mesma.
O comunista João Ferreira foi “apanhado nos negócios obscuros do PCP” e chamou “porco” a um jornalista? (COM VÍDEO) – Polígrafo