Se tributarmos ainda mais o 1%, eles põem-se a andar à velocidade da luz. Não vejo isso acontecer com sucesso sem grandes concessões, e se é para tirar de um lado e dar por outro, o melhor é nem mexer.
É claro que sim, principalmente aquela grande parcela dos que obtiveram os rendimentos de forma ilegal. É por isso que a cooperação é tão importante para evitar as fugas.
Mas há soluções que podemos adaptar em Portugal, de forma transparente e com fiscalização independente, apoiadas na justiça e na legislação europeia (muita desta legislação ainda não foi transposta para a lei portuguesa, apenas porque os partidos não são independentes) que poderiam ser aplicadas. E todos concordamos que uma melhor distribuição da riqueza produzida no país é justo.
Quanto à imigração, também temos limitações óbvias. E no que toca ao Estado Social, acredito que já estamos no limite daquilo que o país consegue sustentar com o nível de geração de valor atual.
Nem por isso, o Estado Social é perfeitamente capaz e funciona bem apesar do delapidar de recursos, de sucessivos governos.
É também verdade que tem um enorme potencial não explorado e é nisso que temos de apostar, por exemplo, utilizando o modelo Suíço de prestação de cuidados de saúde, com hospitais privados com preços tabelados e seguros de saúde. Todo devidamente fiscalizado pelo Estado/s.
Sinceramente, não vejo outra forma de resolver a situação senão pelo desenvolvimento de infraestrutura estratégica todos interligados de forma eficiente.
Temos de tirar proveito da nossa posição geográfica única como a porta atlântica da Europa. Precisamos de transformar Portugal numa plataforma comercial intercontinental, com ligação direta ao centro da Europa e ao mundo atlântico/índico. Isso permitiria reduzir o custo logístico, aumentar a competitividade das exportações e atrair novos fluxos de comércio e investimento.
E, na verdade, isto deveria ser um projeto europeu, há adversários... e contra nós!
Uma infraestrutura moderna que ligue Portugal ao coração industrial da Europa seria um trunfo não apenas para nós, mas para toda a União Europeia, em eficiência, sustentabilidade e segurança económica.
Se não for com capital público, que seja com capital privado. Mas que se faça. Porque não fazer nada é condenar o país a mais uma geração de estagnação disfarçada de estabilidade.
Estamos de acordo neste ponto.
Eu não acredito que sem um aumento significativo de crescimento económico se possa aumentar salarios significativamente vamos estar sempre assim aos cêntimos... não vai dar em nada.
Eu sou prova do contrário do que afirmas, trabalho numa empresa filha, de uma empresa alemã em Portugal, com excelentes resultados, precisamente porque paga vencimentos europeus.
E isso faz toda a diferença, os trabalhadores bem pagos são bons clientes, são acionistas da empresa e participam nas decisões, todos temos uma cultura de aforro e alguns de nós somos investidores no mercado financeiro.
Tenho colegas alemães, italianos, franceses, holandeses, irlandeses que preferem trabalhar em Portugal e pagar cá os impostos.
É isto que estamos a perder em Portugal, quando as empresas pagam mal, não sabem gerir o capital humano e ainda fazem campanha junto do governo para tornar a legislação laboral mais restrita.