não sei a data de chegada, mas por esta altura já devem ter chegado
Tudo pronto para mais um Dakar
A mítica prova de todo-o-terreno arranca amanhã, domingo, e uma das novidades em 2012 é o ponto de chegada, situado em Lima, no Perú.
Tudo preparado para 33.ª edição do Dakar, a mais afamada e, possivelmente, importante prova de todo-o-terreno do Mundo. Desde 1979, a prova já mudou de continente e já não passa por Dakar, no continente africano, mas continua ainda a despertar grandes emoções entre os seguidores do mundo dos motores.
A edição deste ano conta com algumas mudanças face às demais edições, mas sem dúvida que a grande novidade é o ponto de chegada da “maratona” de 15 dias no deserto: Lima, capital do Perú, estreia-se e vai acolher os pilotos no dia 15 de Janeiro, encerrando mais um Dakar, numa edição que partirá de Mar del Plata, na Argentina, e passará ainda pelas areias do Chile. Em suma, três países,15 dias de prova, 14 etapas, 8300 quilómetros e 465 equipas em prova.
Peterhansel vai passear ou haverá surpresa?
Stéphane Peterhansel é o nome em que consensualmente recaem o maior número de apostas para a conquista do Dakar nos automóveis.
Para além de o francês já ter no currículo nove triunfos (seis em moto e três em automóvel), a falta de concorrência à altura torna a unanimidade quase obrigatória.
Numa edição em que os gigantes Mitsubishi e, sobretudo, Volkswagen, ficaram de fora, a MINI parece ser a única com uma estrutura capaz de partir com garantias de sucesso. O gaulês, como chefe de fila, tem caminho aberto para a vitória.
No entanto, também consensual, é o facto de o Dakar ser uma prova rica em surpresas e, por isso mesmo, Peterhansel vai ter de lutar até ao fim, enquanto os adversários esperam um deslize.
Entre eles estão os próprios colegas de equipas do francês: Nani Roma e o polaco Holowczyc.
Fora do universo MINI está o detentor do título: Nasser Al-attiyah teve dificuldades em formar um projeto e realizar a prova no Hummer de Robby Gordon surgiu quase como última opção.
Na luta pelo pódio pode também entrar Giniel de Villiers, em Toyota, e os portugueses Ricardo Leal dos Santos (MINI) e Carlos Sousa (Great Wall Motors) querem andar na frente e surpreender quando se fizerem as contas no dia 15 de Janeiro.
Coma ou Despres?
Nos últimos seis anos de prova, Dakar em mota é sinónimo de duelo entre Cyril Despres e Marc Coma. O francês e o espanhol têm alternado na vitória e em 2012 é Coma quem parte com o número 1.
Os dois pilotos da KTM são os favoritos à vitória. Rápidos e exímios na navegação, têm uma estrutura montada pela KTM para vencer. Contudo, este ano, mais do que nunca, terão um intruso a querer interromper o ciclo franco-espanhol: Hélder Rodrigues.
O piloto de Sintra vem de uma época brilhante em que se sagrou campeão do Mundo e, apesar das dificuldades (financeiras) que sempre sente em pôr de pé o projeto para o Dakar, quer melhorar o terceiro lugar de 2011. Ou seja, intrometer-se na luta entre Cyril e Marc.
Nas duas rodas, Portugal “arrisca-se” mesmo andar na ribalta neste Dakar. Para além de Hélder Rodrigues, outros pilotos partem com expetativas de conseguir vitórias e acabar nos primeiros lugares:
Rúben Faria, colega de Cyril, quer sair da sombra do francês e acabar entre os cinco primeiros, e Paulo Gonçalves, inserido na equipa oficial Husqvarna Speed Brain, quer ultrapassar o azar das últimas dias edições – em que voltou a casa mais cedo devido a quedas – e vencer etapas para chegar ao pódio.