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Post um pouco Off-Topic.
Não tenho especial gosto pela musica do grupo referido, mas quando vejo as pessoas a falar "que o ultimo disco era fraco porque se tornaram demasiado comerciais" eu pergunto.
Mas o objectivo deles não é ganhar dinheiro com a musica?
Se a musica deles não for vendida é porque não é comercial, é porque é só pra nichos de mercado, é porque não dá lucro, certo?
Sendo assim o objectivo de todas as bandas é tornarem-se comerciais, ou não?
Desculpem o off-topic mas há coisas que realmente não compreendo.
 
Post um pouco Off-Topic.
Não tenho especial gosto pela musica do grupo referido, mas quando vejo as pessoas a falar "que o ultimo disco era fraco porque se tornaram demasiado comerciais" eu pergunto.
Mas o objectivo deles não é ganhar dinheiro com a musica?
Se a musica deles não for vendida é porque não é comercial, é porque é só pra nichos de mercado, é porque não dá lucro, certo?
Sendo assim o objectivo de todas as bandas é tornarem-se comerciais, ou não?
Desculpem o off-topic mas há coisas que realmente não compreendo.
É.
Certo.
Não.
 
Queres desenvolver?

Há bandas que tentam ao máximo destacarem-se desse rótulo..."comerciais". Geralmente é aqui que o grau de qualidade baixa drásticamente, isto na minha humilde opinião. Por exemplo, uma banda portuguesa que está no TOP das melhores bandas portuguesas do momento...Linda Martini...é inquestionável a qualidade do seu som, para além de serem a única do género, querem obviamente ganhar €€ com a música mas não querem que a sua música comece a passar em tudo o que é rádio...preferem manter a cena underground com aquele público fiel e conhecedor. As bandas que começam a passar na rádio ao pontapé começam geralmente a preocupar-se em fazer músicas que o público gosta, ou seja, marketing...procuram fazer aquilo que vende e que o "cliente" necessita. Eu prefiro as bandas que fazem a música que gostam e se mantêm fieis ao seu estilo.
 
Há bandas que tentam ao máximo destacarem-se desse rótulo..."comerciais". Geralmente é aqui que o grau de qualidade baixa drásticamente, isto na minha humilde opinião. Por exemplo, uma banda portuguesa que está no TOP das melhores bandas portuguesas do momento...Linda Martini...é inquestionável a qualidade do seu som, para além de serem a única do género, querem obviamente ganhar €€ com a música mas não querem que a sua música comece a passar em tudo o que é rádio...preferem manter a cena underground com aquele público fiel e conhecedor. As bandas que começam a passar na rádio ao pontapé começam geralmente a preocupar-se em fazer músicas que o público gosta, ou seja, marketing...procuram fazer aquilo que vende e que o "cliente" necessita. Eu prefiro as bandas que fazem a música que gostam e se mantêm fieis ao seu estilo.

Olha que não... há mais coisas interessantes feitas em PT, não totalmente igual, mas semelhante
[;)]
 
Há bandas que tentam ao máximo destacarem-se desse rótulo..."comerciais". Geralmente é aqui que o grau de qualidade baixa drásticamente, isto na minha humilde opinião. Por exemplo, uma banda portuguesa que está no TOP das melhores bandas portuguesas do momento...Linda Martini...é inquestionável a qualidade do seu som, para além de serem a única do género, querem obviamente ganhar €€ com a música mas não querem que a sua música comece a passar em tudo o que é rádio...preferem manter a cena underground com aquele público fiel e conhecedor. As bandas que começam a passar na rádio ao pontapé começam geralmente a preocupar-se em fazer músicas que o público gosta, ou seja, marketing...procuram fazer aquilo que vende e que o "cliente" necessita. Eu prefiro as bandas que fazem a música que gostam e se mantêm fieis ao seu estilo.

Compreendo o que queres dizer.
Mas esse publico fiel e conhecedor, segundo julgo saber, não enche bolsos (espero que percebas onde quero chegar).
Eu nunca tinha ouvido falar nessa banda (não sou conhecedor nem nada que se pareça, apenas ouço musica), assim sendo se as pessoas não ouvem falar nas coisas, como podem ter conhecimento delas?

Há muitas bandas que tocam por paixão, por desporto, por impulso artístico, não tendo como objectivo lucrar com isso.

Mas assim é que deveriam ser todas as bandas. Tocarem porque gostam e o que gostam de tocar, mas sabemos que quando estão editoras envolvidas ao barulho isso já não é bem assim, pois têm que dar lucro e as proprias bandas são pressionadas a facturar, e depois saem trabalhos de [:vm)], os tais ditos comerciais.
 
Compreendo o que queres dizer.
Mas esse publico fiel e conhecedor, segundo julgo saber, não enche bolsos (espero que percebas onde quero chegar).
Eu nunca tinha ouvido falar nessa banda (não sou conhecedor nem nada que se pareça, apenas ouço musica), assim sendo se as pessoas não ouvem falar nas coisas, como podem ter conhecimento delas?



Mas assim é que deveriam ser todas as bandas. Tocarem porque gostam e o que gostam de tocar, mas sabemos que quando estão editoras envolvidas ao barulho isso já não é bem assim, pois têm que dar lucro e as proprias bandas são pressionadas a facturar, e depois saem trabalhos de [:vm)], os tais ditos comerciais.
Há editoras e editoras...

Em Portugal há editoras que estão mais especializadas em bandas pequenas, cujo propósito não é transformar as bandas em maquinas comerciais. Claro que querem lucrar e têm que lucrar para se manter no activo, mas é diferente a Recital, a Raging Planet, a Rastilho ou a MLI, da Universal ou assim...
 
Fizeram bem.

Comecei a seguir os Da Weasel na altura em que ainda tocavam no Johnny para 50 gajos, pois era fã da sua banda "irmã", os Braindead (quem se lembra?).

Criativamente, nada do que fizeram a seguir ao "3º Capítulo" me diz alguma coisa. Aliás, para mim o declínio começou com a entrada do Virgul (sorry), mas esse álbum ainda tinha muta coisa boa.

Pessoalmente não gosto nem tenho muita pachorra para o que veio a seguir ao 3º Capítulo, tirando 4 ou 5 faixas... seja como for foi bom terminarem antes de se tornarem uma caricatura de si mesmos e darem cabo do seu legado. Estavam esgotados. Qualquer dia ainda se tornavam os Black Eyed Peas portugueses.

Comercialmente, a nível interno, também não vejo muito mais para onde poderiam ir, e para voltarem ao início, a cantar em Inglês, para tentar um pouco mais de visibilidade lá fora, já era tarde.

Via-se que já estavam noutra há muito tempo.

Obrigado por tudo! E façam-nos um favor : não se ponham agora à espera do inevitável revivalismo dos 00´s que um dia há de chegar para, já velhos e a cair do tripé, juntarem a banda de novo e darem cabo do seu nome, em troca de uns tostões.
 
tenho pena de saber desta notícia. apesar de não ser um fã por aí além sempre apreciei muito o trabalho deles tanto musical como pela música nacional.
cheguei mesmo a ir a um gig e gostei bastante. de facto os ultimos álbuns não me chamaram muito para os ouvir(dado principalmente à "qualidade" dos singles que saíram)

A questão da música comercial é muito abrangente. Um caso em particular que acho bastante aplicável a isso é os Xutos. Até ao Dados Viciados foi muito bom, a partir daí começaram-se a perder, o XIII ainda se aproveitou alguma coisa. Os últimos dois CD's não os consigo ouvir de todo. Tenho pena que tenham assassinado por exemplo o "Pr'a ti maria" e agora toda a pitalhagem gosta dela... quando saiu em 88 não "valia nada". Enfim...

Quando eu andava nas lides de tocar em bandas uma das razões para eu ter deixado foi quando a minha banda se lembrou de tentar tocar o que o público queria ouvir... A música que fazia-mos já não tinha o mesmo sentimento e a mesma qualidade que antes...

Do mesmo modo que os Silence 4 ou os Ornatos Violeta tiveram a decência de se retiraram da música(pelo menos com esse nome ou configuração de banda) antes de terem a hipótese de se estragarem. David fonseca não é o que era(mas ainda mantém muito do seu "quê" e ainda ouço) enquanto que o Manuel Cruz Foi saltando de um lado para o outro e não acho grande piada aos trabalhos dele "pós-ornatos"

Desculpem o off topic.

Uma grande salva de palmas para uma banda que teve um grande papel no panorama musical tuga.
apr:)apr:)apr:)apr:)apr:)

E a letra de uma das minha preferidas deles

Toda a gente critica o telemóvel do vizinho
Mas no fundo toda a gente queria ter um igualzinho
Toda a gente grita: todos diferentes todos iguais!
Mas se calhar há uns quantos bacanos a mais
Toda a gente quer ser solidária
Mas na hora da verdade toda a gente desaparece da área
Toda a gente quer ser muito moderna
Mas a tacanhez essa há-de ser eterna
Toda a gente quer fazer algo de original
Acabando por copiar aquilo que acham original
Toda a gente repara que acabo duas frases da mesma maneira
(se for esse o caso toda a gente caiu na ratoeira)
Apenas quero confirmar se estou a receber a devida atenção
Da parte de toda a gente que ouve essa canção
Toda a gente precisa de parar e relaxar um bocado
E eu, como toda a gente, já ‘tou stressado


Pego no microfone e faço disso o meu talento
Por fora, por dentro, mostrando o meu rebento
Superficial, composto, directo e indirecto
Tá-se cool e tá-se bem
Entrega-te ao meu som é agora o que convém
(2x)Toda a gente critica
Toda a gente tem muita pica,
Mas é na mesa do café que toda a acção fica,
Não há dinheiro que pague este sozinho…
Manda mas é vir mais um cafézinho

Toda a gente até compra camisa
Mas dessa treta ao fim ao cabo já ninguém precisa
Toda a gente fala da situação em Timor
Muitos para ganharem algo, e muito poucos por amor
Há quem costume falar de revolução
Mas a revolução não vai ser transmitida na televisão
Ela tem que acontecer dentro de cada um
Caso contrário nunca chegaremos a lugar algum
Há quem queira resolver os problemas do mundo inteiro
De uma só vez, confiante, tal e qual um bom escuteiro
Mas enquanto se perseguem tão nobres ideais
Esquecemo-nos de limpar os nossos quintais
Tentamos combater todos os males da terra
Quando afinal é na nossa casa que começa a guerra
Toda a gente devia parar de falar olhar para dentro e agir
Virgul – dá-lhe a seguir
 
Há boa música, e há música comercial. A boa não vende, porque não entretém, é simples. [;)]
Isto vai soar a OT, mas não importa. Há cantores/grupos que podem sercomerciais mas fazem boa música - Clã, David Fonseca, RitaRedshoes, U2, Coldplay, Alanis Morissete, Xutos&Pontapés, Deolinda, Moonspell, entre outros.[;)][;)][;)]
 
Isto vai soar a OT, mas não importa. Há cantores/grupos que podem sercomerciais mas fazem boa música - Clã, David Fonseca, RitaRedshoes, U2, Coldplay, Alanis Morissete, Xutos&Pontapés, Deolinda, Moonspell, entre outros.[;)][;)][;)]

Os negrito fazem actualmente mais comercial, mas só são o que são pelos primeiros álbuns. Era capaz de apostar que se não existisse um Only pain is real ou um 78/82, um Joshua Tree ou um wolfheart essas bandas não seriam nada hoje em dia.

BTW, os moonspell também só são hoje em dia o que são em Portugal porque foram para Espanha e Alemanha ganhar o tostão a vender o que ELES GOSTAVAM de tocar que cá no burgo tuga ninguém dava um chavo por eles.
(ainda hoje eles são cabeças de cartaz por essa europa fora e cá abrem concertos para outros)
 
facepalm.jpg



Eu já nem digo nada...
 
Isto vai soar a OT, mas não importa. Há cantores/grupos que podem sercomerciais mas fazem boa música - Clã, David Fonseca, RitaRedshoes, U2, Coldplay, Alanis Morissete, Xutos&Pontapés, Deolinda, Moonspell, entre outros.[;)][;)][;)]

Desses que enumerastes, apenas considero 3. Mesmo estes, já tiveram dias melhores sem imposições de criação. [;)]
 
Relativamente ao sucesso e aos outros que são iguais (melhores?):


Tudo o que tem sucesso não vale nada

Tudo o que tem sucesso não vale nada. Bom era quando ninguém os conhecia, quando éramos só nós que os sabíamos como se isso fosse um segredo que a poucos revelávamos. Não é à toa que as crianças têm mais graça e à medida que crescem a vão a perdendo. O sucesso é um adulto grande. O percurso que trilhamos para o atingir é uma criança pequena.

Vejam bem o exemplo do alpinista João Garcia e reparem só: o que as pessoas dão mesmo valor, é o percurso que este fez, as privações que passou, o tempo que terá demorado a pensar no que ali estava a fazer, sem fazer a barba, sem ver a Praça da Alegria, sem os telejornais do Mário Crespo, até chegar ao topo do Kilimanjaro ou do Everest ou da serra do Marão ou ao sótão lá de casa, aquele bocadinho, vamos cá ver, aquele bocadinho, ninguém lhe dá muita importância.

E esse é o problema do sucesso, não ser o caminho mas o fim. Daí que a fórmula do sucesso seja estar sempre a caminho, como se não tivesse acontecido. Mesmo que o saibamos, continuar a andar como se nada fosse. Como se nos tivesse saído o Euromilhões, e continuássemos no outro dia a vender jornais no quiosque. Aliás o sucesso está cheio de outros problemas arreliadores e um deles, é uma coisa muito chata: a inveja. Nada como o sucesso é tão gerador de inveja. Nem uma barragem produzirá tanta electricidade quando comparado a isto. Vamos cá ver, ninguém tem inveja de um pobre coitado que nunca conseguiu nada. Mas de alguém com sucesso, Deus nos livre. As críticas sucedem-se tal e qual como acontece com os ricos. Sejamos claros, alguém de sucesso é uma pessoa rica. Alguém que atingiu o sucesso de forma muito rápida é um novo-rico, que é ainda pior. Porquê? Porque sabemos o que pensam as pessoas dos ricos e dos novos-ricos: que enriqueceram de forma ilegal. Do mesmo modo que assim pensam para quem atingiu o sucesso: que não trabalhou nada para o atingir, que perdeu o interesse e que deixou de se esforçar depois de o ter, que na verdade tudo terá acontecido por acaso, por mera sorte.

Há pessoas que nunca atingiram o sucesso com medo disto: de passarem a não valer nada. E assim, fazem discos só para os amigos, livros só para meia dúzia de intelectuais, filmes para duas ou três cadeiras. Porque há um sucesso que é admissível – é verdade isto - o que não enche as salas nem incomoda, o que não provoca inveja porque também não faz grande mossa, o que é um sucesso só para aqueles e não para todos, resumindo isto que já se faz tarde: o que não incomoda. Pois quando isso acontece, quando o sucesso é tão grande que todos o conhecem e aplaudem, então não tenho dúvidas, o sucesso não vale nada.




Isto é de uma crónica do Fernando Alvim, da qual não encontro link
 
Uma banda de hip hop que nasceu no seio da cena hardcore e thrash, talvez por isso tenha sido uma banda à margem de todas as outras do género, com uma estética e uma abordagem bem mais interessante que o costume... sofreu com o overplay, pode ser que seja "redescoberta".

O inicio acompanhei os Da Wesael de perto. Um amigo meu era colega do Quaresma, e mais tarde outro amigo foi colega do Virgul.

A guitarra do Quaresma com as cenas de Thormenthor ainda bem presentes, eram mesmo uma das imagens de marca. Foram uma pedrada no charco e eu ouvi sem parar da Weasel. Fez parte da cultura, minha, e do meu grupo de amigos. Foi o som de fundo de trips da mais variada ordem. [:D]

São uma banda incontornável no panorama Português dos 90's, e concordo completamente com o overplay. Esta banda sofreu com isso e foi muito criticada por se ter tornado muito comercial.

Espero que um dia se juntem, mas mais importante que continuem a trabalhar porque são todos bons músicos. O projecto Teratron é o que mais promete na minha óptica.
 
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