desabafos!!

Quando tentam negociar o preço comigo digo sempre o mesmo. Preço é negociável na visita. Assim livras-te dos "curiosos".

Por acaso jamais sigo este principio.

Para mim é fundamental que nem um comprador nem (especialmente) eu percam tempo e esforço com negócios impossíveis à partida.

É que mesmo depois de se avisar bem por e-mail e telefone sobre o valor mínimo (ou fixo), o comprador tem sempre a tendência de tentar negociar.

Se a bitola mínima não vier bem firme antecipadamente, só serve para andar a perder tempo! [;)]
 
E também há carros que não convém nada anunciar nos meios mais conhecidos. Refiro-me a clássicos ou desportivos a sério. Um amigo meu tinha um Triumph de 1968 que queria vender. Colocou o anúncio no Sapo se não em engano (na altura acho que ainda não havia OLX). Num só fim-de-semana mostrou o carro a 6 ou 7 pessoas que, percebeu depois, não o queriam comprar mas apenas admirar a máquina e dar uma voltinha! Retirou de lá o anúncio e recorreu a meios mais exclusivos, acabando por vendê-lo através do clube português de automóveis antigos.
 
Tens de usar sempre a tecnica de pedir mais 500 ou 1000€ do que o que queres ... ninguém quer comprar sem um desconto.

Mas um conselho que te dou é nem te chateares com emails e perguntinhas ... Responde com o numero de telemovel ... o verdadeiro interessado vai ligar ... o resto são apenas curiosos a tentar colar o barro a parede.

Isso não é bem assim.

O único carro que vendi até hoje foi praticamente tudo acertado por email.
Só falei por telefone com o comprador para definir o local onde ia ver o carro.
 
é giro quando eles voltam a carga pelo valor anterior!!!!e mesmo assim querem uma atençãozinha que ja foi feita !!!!depois levam com a lista de carros iguais á venda para irem escolher outro!!
 
A mim o que enerva é alguns stands ou vendedores quererem "obrigar" o interessado a ver o carro.
Já aconteceu por 2x tentar pedir informações sobre o carro, uma vez que os anúncios nada dizem praticamente, para perceber se vale a pena ir ver o carro efectivamente ou não, e a resposta ser "venha ver o carro quando quiser, é só combinar", mas NUNCA respondem aquilo que perguntam.
Ora, não era mais fácil "perder" tempo e colocar a info (quase) toda na descrição do anúncio e depois por aí o potencial cliente ver se poderá interessar ou não?

Só me lembra um Fiat Stilo que andava num site muito conhecido de vendas de carros na internet, onde apenas tinha uma foto - tirada de longe e sem grande definição - e no anúncio dizia apenas o ano, e o modelo, nada mais! Quando perguntava (via telemóvel) ao Sr. alguma coisa, ou pedia fotos, a resposta era a tal "venha ver". Caí uma vez, fui, e o carro era um cancro autêntico: importado e com mais 40k km do que o anunciado (e provavelmente martelado), todo batido à volta, e com mais um N número de problemas, e pela conversa do vendedor "tudo de resolvia facilmente e por 400€ (turbo avariado, reparar a chapa toda, e depois pintar/polir/etc, arranjar elevadores p/vidros eléctricos e mais umas quantas coisas).
Até me passei!

Idém! Quem for sério (vendedor) colocará sempre à disposição do interessado a informação que solicite, e quando assim é, o preço que o comprador está a pensar dar, se calhar até vai ser mais de acordo com a postura do vendedor.
 
Por acaso jamais sigo este principio.

Para mim é fundamental que nem um comprador nem (especialmente) eu percam tempo e esforço com negócios impossíveis à partida.

É que mesmo depois de se avisar bem por e-mail e telefone sobre o valor mínimo (ou fixo), o comprador tem sempre a tendência de tentar negociar.

Se a bitola mínima não vier bem firme antecipadamente, só serve para andar a perder tempo! [;)]
Certo. Mas nada me impede que ao me dizeres o valor minimo hoje por email amanha nao te ligue para ir visitar o carro sem saberes que é a mesma pessoa e nao apareça la com menos 200 euros do que o valor minimo que tinhas pedido no dia anterior. Na hora H ao ver as notas quantos nao vacilam? Alem do mais ninguem tem o direito de saber quanto quero ou nao pelo carro. Na hora ds visita faz-se contas. Ate posso fazer preços diferentes apenas por gostar ou nao da tua cara. Alem do mais nao te esqueças que mesmo particulares tem direito a 2 meses de garantia. Se ja estas a jogar por baixo e na visita levas com alguem que entenda do assunto onde tens margem depois?

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Certo. Mas nada me impede que ao me dizeres o valor minimo hoje por email amanha nao te ligue para ir visitar o carro sem saberes que é a mesma pessoa e nao apareça la com menos 200 euros do que o valor minimo que tinhas pedido no dia anterior. Na hora H ao ver as notas quantos nao vacilam? Alem do mais ninguem tem o direito de saber quanto quero ou nao pelo carro. Na hora ds visita faz-se contas. Ate posso fazer preços diferentes apenas por gostar ou nao da tua cara. Alem do mais nao te esqueças que mesmo particulares tem direito a 2 meses de garantia. Se ja estas a jogar por baixo e na visita levas com alguem que entenda do assunto onde tens margem depois?

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:confused::confused: "adonde" está isso escrito????

PS - têm (plural)
 
Exacto não há qualquer garantia muito menos de 2 ou mais meses o Sr AutoEnigma está enganado... no entanto deves informar o comprador de todo e qualquer defeito da viatura.

Na venda de “particular a particular”, como é o nosso ponto de partida, a lei a aplicar é a geral sobre compra e venda e encontra as suas regras fixadas no Código Civil.
Aí se, prevê a possibilidade do vendedor se obrigar em concreto a uma garantia. Por exemplo, quando um vendedor, mesmo particular, garante ao comprador que o veículo está em perfeitas condições e que se algo ocorrer ele suportará os encargos daí resultantes. Estamos em face de uma verdadeira garantia cuja forma não tem de ser especial desde que possa ser comprovada, mesmo por testemunhas, pois o contrato de venda veículo automóvel também não tem formalidade especial.
Com tudo isto, a resposta aparece de forma evidente e retira-se do que já acima se disse: não há imposição legal para que um particular dê garantia de bom funcionamento a outro particular na venda de veículo, nada obstando a que, através de acordo entre as partes, possa ser estabelecida uma garantia e esta ser depois exigida pelo comprador.
 
2 meses de garantia??? e já agora 14 dias para devolução do produto sem perguntas, caso não gostes assim tanto dele ou te arrependas da compra... [:D]
 
A lei entre bens usados entre particulares é bem explicita. É para isso que existem advogados e os tribunais adora quem age de má fé e vende gato por lebre. Devia ser bonito isto ser um circo onde a malta vende o que quer. Depois quando apanham alguem que sabe um pouco mais lixam-se.

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Certo. Mas nada me impede que ao me dizeres o valor minimo hoje por email amanha nao te ligue para ir visitar o carro sem saberes que é a mesma pessoa e nao apareça la com menos 200 euros do que o valor minimo que tinhas pedido no dia anterior. Na hora H ao ver as notas quantos nao vacilam? Alem do mais ninguem tem o direito de saber quanto quero ou nao pelo carro. Na hora ds visita faz-se contas. Ate posso fazer preços diferentes apenas por gostar ou nao da tua cara. Alem do mais nao te esqueças que mesmo particulares tem direito a 2 meses de garantia. Se ja estas a jogar por baixo e na visita levas com alguem que entenda do assunto onde tens margem depois?

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Se depois de confirmado o valor por email e telefone o comprador me propuser 200€ a menos, ou os arranja ou eu estico-lhe a mão num cumprimento amável de despedida!

É simples! :)

Eu não tenho objectivos de venda a cumprir ou algo do estilo (só estou a vender o meu carro).

Eu encaro o cenário dos descontos como algo que pode estar na manga caso haja uma maior urgência na venda (que é sempre inimiga de uma boa venda), ou como um engano deliberado (anunciar um carro a um valor acima do pretendido à espera que o comprador fique contente com um desconto que já estava previsto de qualquer modo).

Quando alguém me diz que vai ver outros modelos porque eu não baixei o preço, eu sou o primeiro a sugerir que o faça.
No último caso em que isso me aconteceu, essa pessoa andou mais de uma semana à procura, e ligou-me para fazer negócio quando eu estava no banco com outro comprador a fazer a transferência bancária do carro para eu lhe entregar as chaves e declaração de venda. [;)]


Quanto a essa da garantia, julgo que já percebeste que te espalhaste ao comprido, pois eu não sou nenhum stand ou sequer comerciante de carros.
Eu mostro o carro depois do valor mínimo esclarecido, insisto para que o comprador faça um test-drive, e não coloco qualquer entrave a que leve o mecânico ou mesmo faça um diagnóstico na marca ao carro que estou a vender.

Mas a garantia que tem é zero, que é a mesma que tive nos que comprei usados a particular!
 
Eu quando encontro algum veiculo nos sites de classificados que me interessa pego no telefone e faço a minha oferta. Quase todos os vendedores dizem; nem pensar por esse preço.
Passados 2 meses da oferta alguns perguntam se ainda estou interessado.

Por norma nao tenho os veiculos em minha posse mais de 2 anos. Vendo-os por um valor abaixo do mercado e assim vendo rápido.

Um bom negócio pode estar em qualquer lado, mas para mim (sou do Norte) a melhor zona é no distrito de Lisboa.
 
Eu quando encontro algum veiculo nos sites de classificados que me interessa pego no telefone e faço a minha oferta. Quase todos os vendedores dizem; nem pensar por esse preço.
Passados 2 meses da oferta alguns perguntam se ainda estou interessado.

Isso só significa que fazes propostas aos que já sabes que estão caros demais, senão 2 meses depois já estavam vendidos! lol [:D]
 
Não existe garantia como na lei das garantias - que é mais favorável ao consumidor, claro.
Mas existem os regimes gerais do código civil.

Ultima posta. Quando se vende uma "sucata", não que seja o caso ( mas algo com muitos defeitos e por um valor razoável - ou mesmo algo usado qualquer) deve-se reduzir a venda a escrito - assumindo expressamente o comprador que, sendo capaz e estando no pleno exercício das mesmas sabe o que está a comprar, tem conhecimento de ónus e defeitos actuais e possivelmente futuros (devido ao estado\antiguidade da coisa,etc) e o fim que dela e ao que lhe vai dar. E o vendedor afirmar que não garante nenhuma qualidade e tal é vendido tal e qual.

Quando não se mete nada por escrito, por ex. vende-se uma sucata qualquer, o comprador diz que comprou claro para andar de carro ( é normal que se comprem carros para isso) - e claro que a coisa não serve o seu fim se está toda podre!. Por isso que se for muito podre a coisa, até convém referir que é vendida para os fins que o comprador lhes quer dar, na forma que a viu.

É verdade que não existe "garantia", mas existe protecção para o comprador nos termos do código civil ( venda de bens onerados e defeituosos), podendo-se aplicar também o regime do dolo ou esses especificios.

Claro que é no tribunal e custa a fazer prova e é chato, mas existe proteção sim, na venda entre particulares, se bem que menor do que quando é feita por profissionais - é mais difícil ao comprador realizar os seus direitos (a ter) pelo regime geral do ccv.

edit,

Normal que uma pessoa compra um carro para andar e ela refere isso, e o vendedor diz é na boa dá para andar e é só meter galoleo, e o carro tem sempre problemas que nunca anda em termos - normal que o comprador queira anular o negócio e até se possível se houver dolo, queira ser indm. pelo interesse contratual negativo.

(---------------------------)

Mas não me preocupava muito com isso.

Este poste é em relação a outro assunto, mas aproveitei e meti aqui ( já que meti no outro sitio).

Pode existir dolo, o vendedor pode assegurar certas qualidades, o fim do bem conta ( dizer que é impecável e é só meter gasoleo e o carro ta todo lixado), existe o regime do dolo, da vende de bens onerados e defeitoosos. Pode dar lugar a anulação, redução de preço, reparação, indemenizações pelo interesse positivo e negativo), etc.
O caminho é mais torturoso, mas não é dizer que não existe nada, que isso não é verdade. Não se chama propriamente garantia, como na lei das garantias, mas existe protecção!
 
Qual era a lógica de agora comprar um esquentador, pergunto ao tipo, está bom? Está porreiro. Ligamos e até funciona um bocado, aqueço as mãos, depois dá mil problemas, ou diz que é so trocar uma pecita e ta a bombar, eu troco a peça e da outros problemas.

É óbvio que o gajo sabia que só funcionava um bocado e tava todo lixado e é defeituoso e aliás até pode ter agido com dolo. E é óbvio que eu queria o esquentador para aquecer água sempre, nao para enfeitar. Não se aplica a lei das garantias porque é entre particulares, mas aplica-se o geral, o código civil.

Diferente ele diz, eh pa, as vezes da, as vezes nao da, nao sei o que tem... mas pronto é assim se quiser compra se nao nao compra, veja la o que faz com ele ou assim....

Na lei das garantias é diferente, porque não é preciso andar com estas coisas todas, porque as coisas são vendidas logo asssim e tem logo garantia de dois anos e pronto, nem se fala em dolo nem mais nada, e é tudo bem mais simples e cómodo para o consumidor, que nao tem que fazer prova de deccl. presunções disto e daquilo e factos, mas existe proteção, como claro que tinha que existir.
 
Artigos 913, 916 e 917 do codigo civil. Leiam e interpretem como quiserem.

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Para isso existem os juristas*.

Havia de ser bonito, um comum cidadão interpretar como bem lhe apetecer e assim proceder à sua aplicação...

E não me alongo mais, pois está visto que gostas de bater com a cabeça na parede.


*se vieres com a história de que o és... bem, maus profissionais há em todo o lado... :sh)
 
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