Não quero que me acusem de anti-semitismo, mas seguindo o post do Messerschmidt, quero partilhar convosco algo que tinha no PC. É longo, mas interessante e deixa, de certo modo algumas questões no ar!
Maioria Paga o Preço da Impaciência>
Por ANA NAVARRO PEDRO, Paris>
Domingo, 28 de Março de 2004
O idoso padre Pierre, figura emblemática da luta contra a pobreza em >França, renovou este Inverno o seu célebre apelo de 1954 a favor dos >sem-abrigo e das pessoas em alojamentos insalubres.»>>Já agora, quem é o Padre Pierre?>>O abade Pierre é um monge, de oitenta e três anos, que dedicou mais de meio >século da sua vida a um combate permanente em prol dos pobres, doentes e >excluídos da sociedade francesa. Foi um dos fundadores do movimento Emaús e >é desde há muitos anos a figura número um na escolha de preferências do >povo francês, sendo considerado por muitos a sua «Madre Teresa». A mensagem >que sempre transmitiu e que frutificou dos seus actos foi a Fé e o Amor ao >próximo, na verdadeira acepção da palavra, tal como Jesus o pregou. A sua >autoridade moral é pois incontestável.>>A sua posição também estaria sempre a coberto de qualquer suspeição >política ou ideológica pois durante a guerra pertenceu à «resistência» onde >chegou a participar nos trabalhos do seu Conselho Nacional e recebeu as >mais altas condecorações como por exemplo a "Legião de Honra", a "Medalha >da Resistência" e a "Cruz de Guerra".>>Mas qual foi afinal o crime, o tão ignominioso crime, que cometeu este >santo homem?>Tão só o de ter de certa forma apoiado as teses revisionistas do >conceituado historiador e filósofo Roger Garaudy, de quem era amigo há >muitos anos, explicitadas no seu último livro "Les Mythes fondateurs de la >politique israélienne". O abade Pierre em face dos desmesurados «ataques >organizados e concertados» de alguma imprensa ao serviço de poderosos >lobbies judaicos, com a coragem que sempre o caracterizou, sabendo ele o >que o esperaria, i.e., que iria pisar terrenos minados, tornou pública uma >carta que escreveu ao seu amigo Garaudy a 15 de Abril: "Tu sabes os limites >das minhas forças. Elas diminuem a cada dia, ainda que muitos estejam >persuadidos que elas são grandes apenas e só porque a minha voz continua >sonora e porque desde que eu tenha a convicção que determinado facto ou >questão criaram injustiça e falsidade, retomo a energia necessária, ainda >que seja apenas por um curto período de tempo. (…) É preciso tudo fazer, e >nisso me empenho, para que em breve os verdadeiros historiadores, embuídos >como tu, do mesmo amor à verdade, se predisponham ao debate. Os insultos >contra ti, dos quais eu tomei conhecimento (…) são desonrosos para aqueles >que, duma forma inconsiderada e irreflectida, te tentam abater. Eu rio-me >daqueles que, por serem tão superficiais ou estarem tão ocupados com >demasiados «faits divers», não souberam respeitar e valorizar as tuas >pesquisas (…)." Garaudy e agora o abade Pierre eram literalmente >"crucificados" pelos mesmos que há dois mil anos crucificaram Jesus Cristo >e o mataram na cruz.>>No dia 20 de Abril o abade Pierre contestava a natureza infame dos ataques >que sofria e contestava "(…). Apoiando Garaudy, eu sabia que me acusariam >também de anti-semita. Com 83 anos eu teria preferido descansar. Mas, se >vejo, quem quer que seja, falsamente acusado, não me posso calar. Porquê >também querer fazer calar aquele que, vendo uma verdade a quer dizer? Aos >historiadores de debaterem com Roger Garaudy.">>Porque é que Garaudy é falsamente acusado? Por quem? Com que interesse(s)? >Quem quer fazer calar aquele que quer dizer a verdade? Quem quer impedir os >historiadores de debaterem livremente com R. Garaudy? No fundo são estas >questões que incomodam algumas pessoas e que duma forma séria o abade >Pierre questiona.>>A essência de toda esta questão está no teor do livro de Garaudy, que como >tantos outros intelectuais e historiadores, questiona duma forma científica >e profunda o mito do "Holocausto". Para Garaudy e todos os intelectuais >revisionistas não houve qualquer genocídio cometido sobre os judeus. >Segundo o mesmo autor a palavra genocídio seria inapropriada e quando muito >os judeus teriam sido vítimas de um "progrom": "A palavra (genocídio) foi >pois empregue em Nuremberga de forma completamente errónea pois não se >tratava do aniquilamento de todo um povo, como foi o caso das exterminações >sagradas." Estas exterminações foram sim verdadeiros genocídios, mas foram >cometidas pelos hebreus sobre os Cananeus e os Filisteus, segundo nos conta >o livro bíblico de Josué. É bom lembrar que os próprios judeus, que >começaram por nomear todos os campos de concentração como campos de >extermínio, por força dos trabalhos de pesquisa de numerosos cientistas de >todo o mundo consideram hoje que se enganaram e que afinal não existiu um >único «campo de extermínio em massa» no território alemão. O mesmo se >passou com o número de judeus vítimas do regime nazi nos «campos de >extermínio»: Em Auschwitz, há pouco tempo atrás havia uma placa anunciando >4 milhões de gazeados; hoje foi substituída por uma outra que indica um >milhão! Há autores insuspeitos, como por exemplo o historiador judeu Raoul >Hilberg, que aceitam um número total de mortos à volta de um milhão. Tendo >em conta o mesmo tipo de distorção, Portugal seria uma potência europeia, >quiçá mundial, com os seus perto de setenta milhões de habitantes…>>Estes factos não acontecem por acaso, têm objectivos bem determinados, >traçados e cumpridos com rigor já ha muitos anos por forças bem >identificadas e poderosas. Seria importante também analisar de onde partem >os mais virulentos ataques e o que são e quem controla o MRAP e a LICRA.>>Sem me querer afastar do assunto, a que voltarei com gosto numa próxima >vez, se os responsáveis do JN assim o permitirem, colaborando num debate >que democraticamente deve ser feito a bem da verdade e da elucidação dos >leitores, gostaria agora de salientar o trajecto político, insuspeito, do >autor.>>Tendo nascido a 17 de Julho de 1913, Garaudy entrou em 1956 para o bureau >político do Partido Comunista Francês (PCF) pela mão de Maurice Thorez, de >quem se tornou o filósofo oficial. Foi expulso do partido em 1970 por >Georges Marchais por se ter oposto à «normalização» na Chequeslováquia. No >entanto tem-se mantido ligado a certos sectores da esquerda, nalguns casos >dissidentes do PCF. Uma das características dos intelectuais revisionistas >é a sua proveniência, a mais diversa em termos de posicionamento político e >religioso. A reposição da verdade histórica sobre a II Guerra Mundial não é >uma obstinação, como alguns querem fazer crer, de sectores conotados com a >«extrema-direita», mas sim uma preocupação científica e académica de todos >os intelectuais que tenham «fome e ambição pela Verdade e pelo Absoluto».>>A outra grande questão colocada pelo abade Pierre é a ausência de liberdade >de expressão em França e noutros países ditos «democráticos», em que é >instaurada pela força, i.e., pela lei o pensamento único. A lei Gayssot, >proposta pelo deputado comunista com o mesmo nome e aprovada em Maio de >1990, transformou em criminoso todo aquele que puser em causa ou negar a >«verdade oficial» decretada pelo governo, relativamente ao «Holocausto». A >lei Gayssot fixou a História, escolheu a versão "politicamente correcta". É >proibido pôr em causa a verdade administrativamente estabelecida. É crime >punível por lei não acreditar na versão judaica da História da II Guerra >Mundial. Garaudy arrisca-se a apanhar um ano de prisão e 300.000 francos de >multa.>>Em carta enviada pelo padre Michel Lelong a Garaudy aquele diz:"(…) Em >lugar de vos excluir e marginalizar, os "intelectuais" e os "media" do >nosso país dever-vos-iam convidar a participar no necessário e livre debate >sem o qual a nossa sociedade Ocidental se manterá fechada, enclausurada, >num "pensamento único" tão estéril como sectário">>Também o sociólogo Jean Ziegler, autor de numerosos livros e professor no >Departamento de Sociologia da Faculdade de Ciências Económicas e Sociais da >Universidade de Geneve em carta, tornada pública, enviada a Garaudy dizia: >"Estou escandalizado pelo processo que lhe levantaram.>>A liberdade de expressão significa a respiração das sociedades >democráticas. Sem ela nenhum debate político fundamentado nem, sobretudo, >nenhum debate científico serão possíveis. (…) Que os vossos adversários o >ataquem baseados num plano científico, discursivo, analítico, admito-o. E >vós seríeis, sei-o por experiência, o último a recusar o debate aberto, >argumentado e franco. Que "en revanche" vos tentem calar através de meios >judiciais , parece-me totalmente inadmissível.>>Para além da sua pessoa e da sua obra são o exercício da análise científica >dos fenómenos sociais, o direito à crítica, em suma: é a liberdade >académica que é assim posta em causa. E isto diz respeito e ameaça o >conjunto da comunidade científica.">>É preciso reabrir o debate sobre determinados acontecimentos históricos. >Que crime comete quem séria e honestamente o pretende fazer? Quem beneficia >com esta mistificação e que forças impedem a pesquisa da verdade? A esta >pergunta penso que todos sabemos responder, mas agora é preciso reflectir e >pensar nos meios e nas forças necessárias para, a nível mundial e duma >forma supranacional ou melhor transnacional, controlar o pensamento, impor >uma "verdade" e criar leis no interior de cada Estado punindo a pesquisa, o >debate e a investigação deste tema. É preciso um Governo Mundial que, na >sombra, dirija duma forma implacável os seus obedientes subordinados, i.e., >os dirigentes dos diversos países.>>A História deve continuamente ser posta em causa, interrogada e >aprofundada. Esta missão académica deve continuar, afrontando todos os >obstáculos, para bem de todos. Jacques Vergès, advogado de Garaudy, diz a >propósito: "Ele reivindica o direito de fazer perguntas e levantar >questões, em nome da liberdade de expressão. Ninguém tem o direito de lho >recusar."