Esta é a questão mais é uma das mais fáceis de responder e, ao mesmo tempo, aquela que tem a resposta mais difícil de engolir para muitos.
Mas antes de mais nada, como é que entendem a ideia de Deus?
Como um ente que interfere continuamente, ao qual dedicamos a vida, orações e cerimónias, nas coisas do Homem, Terra e restante Universo?
Portanto é um teísta (não importa que deus, ou deuses, adore).
Como um ente, que depois de tudo ter criado (desde a vida até às leis da física), decide nunca mais interferir em nada, não se importando nada com o que possa acontecer?
Portanto é um deísta.
Como uma força, espírito, energia, etc. que permeia tudo, e que tanto é importante para uma túlipa como para um tubarão-martelo, que se encontra tanto numa pedra, como num buraco negro?
Portanto é um panteísta.
Agora...
Grandes afirmações ("Deus existe!") precisam de grandes, verificáveis, sólidas, acessíveis a todos, provas.
O ónus da prova não está do nosso lado (ateus), nós simplesmente verificamos e afirmamos o quão pernicioso e ridículo é acreditar numa "Fada Celeste" de que não se consegue ter qualquer indício, e vê-la como o centro de tudo.
O ónus da prova está do lado de todos aqueles que acreditam na existência de Deus. Eles é que devem descobrir e apresentar as provas que suportam as suas afirmações.
Na realidade, Deus é o "amigo invisível" que "ajuda" a criança, e muita da Humanidade ainda é uma criança; é o conforto psicológico, que ajuda muitos a suportar o sofrimento e a morte, é a pedra basilar de muitas sociedades baseadas no obscurantismo e repressão de questões incómodas, em suma: é a maior fantasia inventada pela Humanidade, na sua meninice.
Já chega de sermos crianças.