Uma noticia do sector.
As coisas estão a ficar preocupantes.
Penso que o caminho que alguns países estão a optar é completamente ilegal.
Caso para perguntar, Europa para quê?, quando cada país faz o que quer:
Comunicado de imprensa
A ANTRAM rejeita publicamente o manifesto assinado por nove países europeus, a 31 de janeiro de 2017, e designado por “Aliança do transporte rodoviário”.
Lisboa, 3 de fevereiro de 2017 – Foi com grande preocupação que a ANTRAM tomou conhecimento da reunião realizada no passado dia 31 de janeiro de 2017, que juntou, em Paris, nove ministros dos transportes europeus – da Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Itália, Luxemburgo, Noruega e Suécia –, que assinaram um plano de ação comum que comporta várias medidas que, a serem concretizadas, irão afetar amplamente o setor do transporte rodoviário de mercadorias no seu âmbito internacional.
Apesar de ter sido anunciado que este plano de ação tem como objetivo adotar medidas que favoreçam o mercado único do transporte – garantindo o respeito pelos direitos sociais e por uma implementação de controlos mais eficazes –, a verdade é que este documento acaba por dar cobertura a uma série de medidas unilaterais de carácter protecionista que, ao invés de unirem o mercado europeu, o irão fragmentar ainda mais. Falamos, por exemplo, de princípios fundamentais, basilares da União Europeia, tais como, a livre circulação de pessoas e bens, que passam, assim, a ter validade apenas no papel.
Relembramos as recentes legislações austríaca, alemã, francesa, italiana e norueguesa que, invocando a Diretiva Europeia do Destacamento, impuseram a implementação dos salários mínimos praticados nos respetivos países a todos os motoristas que realizem serviços de transportes de ou para e nesses países. Além disso, estabeleceram um aumento da carga burocrática completamente inadequado e sem sentido.
A reversão desta situação mostra-se essencial para o futuro do setor na Europa, uma vez que a simples alteração da Diretiva de Destacamento – excluindo do seu âmbito de aplicação o transporte rodoviário, tal como já acontece com o transporte marítimo – seria um meio eficaz, justo e legal para resolver esta situação. Neste caso em concreto, é crucial perceber que estamos a falar de dois setores de transporte cuja mobilidade e natureza inerente às suas atividades justificam um tratamento comum na matéria. Na opinião da ANTRAM, tratam-se de direitos especiais, que deverão ser tratados de igual forma e enquanto tais.
Por último, a ANTRAM lamenta que matérias de tão elevada importância e com um impacto tão determinante no setor tenham sido discutidas à margem dos demais países europeus, passando uma mensagem discriminatória como se a Europa atual fosse constituída por países de primeira e de segunda.
A ANTRAM continuará atenta e não deixará de desenvolver ações – quer com parceiros nacionais quer com parceiros europeus –, lutando pelo verdadeiro espirito europeu. Paralelamente, a pressão junto do Governo português continuará a ser feita, de forma persistente e incisiva, para que seja tomada uma posição oficial na defesa das empresas nacionais.