citação:Originalmente colocada por Pé Leve
Esta manhã passou na SIN Notícias uma pequena reportagem sobre a Dinamarca...
- Literacia 100%;
- Uso das tecnologias (por exemplo internet) a rondar os 94%;
- Desemprego quase sem expressão;
- Aposta clara na educação (sistema de ensino gratuíto, quase sem testes até ao 9º ano e aposta clara nos cursos técnicos - enfermeiros, engenheiros, arquitectos...), investindo-se no ensino do trabalho em equipa e na responsabilização indivídual;
- Início de qualquer carreira com vencimentos rondando os €3000;
- Salário mínimo inexistente, mas ninguém ganha menos de €2000;
- Quase não há contratos de trabalho mas a facilidade de mudar de emprego é deslumbrante:
- Quase não há marginais pois todos servem e todos têm algo a dar à Sociedade;
-Tempo para a família e maternidade..
Tudo parecido com as apostas feitas por Portugal nos últimos 32 anos...[8)]
Por cá:
-Desautoriza-se os professores e incentiva-se o abandono escolar, ao mudar constantemente programas educativos e garantindo que o ensino é tudo menos gratuito.
-Cria-se barreiras no acesso a internet, tanto nos preços do acesso a net, nos limites de trafego ridículos bem como nos baixos vencimentos.
-Cria-se desemprego como forma de manter os vencimentos artificialmente baixos, temos um código de trabalho que permite quase tudo, mas ainda assim se clama por mais "flexibilidade".
- A educação é a desgraça que se vê, temos de tudo desde violência a descredibilização da carreira de ensino.
-Inicio de carreira a 403€ sem segurança no trabalho.
-Salário mínimo a 403€ com a promessa (mais um talvez) de chegar aos 500€ em 2011.
-Contratos de trabalho que mais parecem recibos de compra e venda de escravos, quem fica desempregado só pode contar com o estado para arranjar trabalho (algo que pode nunca acontecer).
-Há autenticas escolas de marginais, as forças de segurança são desautorizadas e mal geridas, mal formadas e sem meios.
-Não há tempo para nada, trabalha-se horas demais, quase todo o tempo disponível serve para aumentar a produtividade nacional, mas como as empresas pararam no Sec. XIX, as que não foram já a falência insistem que a culpa é dos estroinas dos trabalhadores Portugueses que trabalham pouco e são pouco produtivos.