[Economia] Dívidas

Ora bem, apesar de já não escrever aqui no tópico há alguns dias o problema não desapareceu. Bem pelo contrário.

Já fizemos (fizeram, eu não estive presente) uma reunião com uma advogada, para ver se a hipótese insolvência é viável, mas ao que parece a imagem com que ficaram da Drª não foi das melhores. Não necessariamente má mas não suficientemente boa para decidirem avançar.

Ainda por cima, quando questionada acerca da hipótese pedir um empréstimo em nome dos filhos para pagar as dívidas, disse que seria uma opção melhor (?), sobretudo porque em termos psicológicos é muito complicado aguentar a pressão inerente a um julgamento relacionado com insolvência.

Bati e tenho batido o meu pé, muitas vezes solitariamente (!), dizendo que pedir um empréstimo não é solução para nada, sendo provavelmente apenas uma forma de meter mais pessoas num buraco ao invés de se tirar a pessoa que lá está nesta altura.

Chegamos ao ponto em que decidimos dividir isto por fatias, não sabendo no entanto se isto é viável e por isso trago o assunto novamente à v/apreciação. Uma vez que as dívidas às Cofidis e quejandos (são 5 as empresas de crédito imediato que estão na equação) ascendem a cerca de 25 mil €, e são estas que não estão a ser possíveis de pagar nesta altura, seria aqui o foco do pedido de insolvência. Uma vez que existem outros 2 créditos (um de habitação e outro pessoal), ambos com um fiador, nestes não queríamos que incidisse o pedido de insolvência. À medida que estou a escrever isto nem eu estou a acreditar em que isto seja possível de fazer, ou seja decidir quais as dívidas que a pessoa, ela própria, decida que quer pagar.

Mas o problema é que além destas dívidas, existem outras, a particulares, que ascendem (ao que sabemos!) a cerca de 27 mil euros. A questão é que se a decisão for de facto avançar para o pedido de insolvência, e para esta ser de boa fé, têm de ser declaradas todas as dívidas. Incluindo as dos particulares. E assim sendo, estes particulares ficariam igualmente a "arder" com o dinheiro, pelo menos enquanto nós/a senhora o não conseguisse devolver.

A ideia que tenho tentado passar lá em casa é que há problemas que devido à sua dimensão são irresoluveis. E este caso parece-se enquadrar nitidamente nesse quadro. Nem nós (eu e a minha esposa) nem o meu cunhado temos posses para fazer face às dívidas e a solução/empréstimo não vai resolver nada, vai apenas estancar momentaneamente o fluxo de problemas. Numa analogia mais ou menos perversa só me lembro daqueles casos em que se tem um membro de tal forma doente que a única solução é a sua amputação e no entanto a solução pela qual se está a enverdar é a colocação de um penso rápido.

E aqui o "doutor" não está a conseguir fazer ver a sua opinião ao(s) doente(s).
 
Coitados dos particulares que vão ficar a arder... O meu avô também emprestou dinheiro a uns "amigos" e nunca mais o viu, com a reforma dele de 200€ e doente esses "amigos" nem querem saber...
 
Ora bem, apesar de já não escrever aqui no tópico há alguns dias o problema não desapareceu. Bem pelo contrário.

Já fizemos (fizeram, eu não estive presente) uma reunião com uma advogada, para ver se a hipótese insolvência é viável, mas ao que parece a imagem com que ficaram da Drª não foi das melhores. Não necessariamente má mas não suficientemente boa para decidirem avançar.

Ainda por cima, quando questionada acerca da hipótese pedir um empréstimo em nome dos filhos para pagar as dívidas, disse que seria uma opção melhor (?), sobretudo porque em termos psicológicos é muito complicado aguentar a pressão inerente a um julgamento relacionado com insolvência.

Bati e tenho batido o meu pé, muitas vezes solitariamente (!), dizendo que pedir um empréstimo não é solução para nada, sendo provavelmente apenas uma forma de meter mais pessoas num buraco ao invés de se tirar a pessoa que lá está nesta altura.

Chegamos ao ponto em que decidimos dividir isto por fatias, não sabendo no entanto se isto é viável e por isso trago o assunto novamente à v/apreciação. Uma vez que as dívidas às Cofidis e quejandos (são 5 as empresas de crédito imediato que estão na equação) ascendem a cerca de 25 mil €, e são estas que não estão a ser possíveis de pagar nesta altura, seria aqui o foco do pedido de insolvência. Uma vez que existem outros 2 créditos (um de habitação e outro pessoal), ambos com um fiador, nestes não queríamos que incidisse o pedido de insolvência. À medida que estou a escrever isto nem eu estou a acreditar em que isto seja possível de fazer, ou seja decidir quais as dívidas que a pessoa, ela própria, decida que quer pagar.

Mas o problema é que além destas dívidas, existem outras, a particulares, que ascendem (ao que sabemos!) a cerca de 27 mil euros. A questão é que se a decisão for de facto avançar para o pedido de insolvência, e para esta ser de boa fé, têm de ser declaradas todas as dívidas. Incluindo as dos particulares. E assim sendo, estes particulares ficariam igualmente a "arder" com o dinheiro, pelo menos enquanto nós/a senhora o não conseguisse devolver.

A ideia que tenho tentado passar lá em casa é que há problemas que devido à sua dimensão são irresoluveis. E este caso parece-se enquadrar nitidamente nesse quadro. Nem nós (eu e a minha esposa) nem o meu cunhado temos posses para fazer face às dívidas e a solução/empréstimo não vai resolver nada, vai apenas estancar momentaneamente o fluxo de problemas. Numa analogia mais ou menos perversa só me lembro daqueles casos em que se tem um membro de tal forma doente que a única solução é a sua amputação e no entanto a solução pela qual se está a enverdar é a colocação de um penso rápido.

E aqui o "doutor" não está a conseguir fazer ver a sua opinião ao(s) doente(s).

Mas para quê o pedido de insolvência?
Salvaguardam os bens móveis!
A casa está penhorada ao banco e por isso ninguém lhe pega!
Os filhos passam a gerir o dinheiro da senhora e liquidam as dividas aos particulares, a prestação mensal da habitação e do crédito pessoal.
O ideal é que convençam esses particulares a penhorarem a parte penhorável do ordenado da senhora (não sei se é 1/3).
Quanto às empresas tipo cofidis, que passam a vida a assediar as pessoas com menor capacidade de discernimento e cobram juros de 20% ferram-lhe o cão!
 
Ora bem, apesar de já não escrever aqui no tópico há alguns dias o problema não desapareceu. Bem pelo contrário.

Já fizemos (fizeram, eu não estive presente) uma reunião com uma advogada, para ver se a hipótese insolvência é viável, mas ao que parece a imagem com que ficaram da Drª não foi das melhores. Não necessariamente má mas não suficientemente boa para decidirem avançar.

Ainda por cima, quando questionada acerca da hipótese pedir um empréstimo em nome dos filhos para pagar as dívidas, disse que seria uma opção melhor (?), sobretudo porque em termos psicológicos é muito complicado aguentar a pressão inerente a um julgamento relacionado com insolvência.

Bati e tenho batido o meu pé, muitas vezes solitariamente (!), dizendo que pedir um empréstimo não é solução para nada, sendo provavelmente apenas uma forma de meter mais pessoas num buraco ao invés de se tirar a pessoa que lá está nesta altura.

Chegamos ao ponto em que decidimos dividir isto por fatias, não sabendo no entanto se isto é viável e por isso trago o assunto novamente à v/apreciação. Uma vez que as dívidas às Cofidis e quejandos (são 5 as empresas de crédito imediato que estão na equação) ascendem a cerca de 25 mil €, e são estas que não estão a ser possíveis de pagar nesta altura, seria aqui o foco do pedido de insolvência. Uma vez que existem outros 2 créditos (um de habitação e outro pessoal), ambos com um fiador, nestes não queríamos que incidisse o pedido de insolvência. À medida que estou a escrever isto nem eu estou a acreditar em que isto seja possível de fazer, ou seja decidir quais as dívidas que a pessoa, ela própria, decida que quer pagar.

Mas o problema é que além destas dívidas, existem outras, a particulares, que ascendem (ao que sabemos!) a cerca de 27 mil euros. A questão é que se a decisão for de facto avançar para o pedido de insolvência, e para esta ser de boa fé, têm de ser declaradas todas as dívidas. Incluindo as dos particulares. E assim sendo, estes particulares ficariam igualmente a "arder" com o dinheiro, pelo menos enquanto nós/a senhora o não conseguisse devolver.

A ideia que tenho tentado passar lá em casa é que há problemas que devido à sua dimensão são irresoluveis. E este caso parece-se enquadrar nitidamente nesse quadro. Nem nós (eu e a minha esposa) nem o meu cunhado temos posses para fazer face às dívidas e a solução/empréstimo não vai resolver nada, vai apenas estancar momentaneamente o fluxo de problemas. Numa analogia mais ou menos perversa só me lembro daqueles casos em que se tem um membro de tal forma doente que a única solução é a sua amputação e no entanto a solução pela qual se está a enverdar é a colocação de um penso rápido.

E aqui o "doutor" não está a conseguir fazer ver a sua opinião ao(s) doente(s).

bem não me leves a mal o que te vou dizer.[;)] mas não leves mesmo de todo quero que fiques com uma ideia errada.:(

mas desculpa mas se não foste a reunião com a advogada,e só foi a tua esposa e a mãe dela , não acredites no que te falaram.
isso é impossível ter sido dito pela advogada que o André te mandou falar.

essa coisa não esta mesmo bem contada,já te disse os meus sogros tinham valores acima disso e não se pediu um chavo furado.
foi tudo para tribunal e os credores ficaram em lista de espera enquanto eles estão a pagar automaticamente dos salários deles.

uma opinião minha (liga tu para a advogada e fala tu pessoalmente com ela)

só estão a falar em empréstimos isto empréstimos aquilo. desculpa mas isso não é assim e muito menos tens de te enforcar nisso.

o status e o suposto bom nome da senhora ,neste momento tem que se aguentar e ser penhorada,eect,ect.
isso assim é mais uma vez uma tentativa de tapar um buraco,para esconder e não mandar o (suposto bom nome) para a rua .
 
Li todo o tópico e este é um caso realmente complicado.

(irónico das situações o barclays oferece 20.000€ em 48h, no fundo da página num anúncio google)

De qualquer modo tudo o que aqui se diz são meras especulações e ninguém sabe exactamente do que estamos a falar.

Se há coisa que me preocupa é o controlo das finanças pessoais e estes casos assustam-me. De qualquer modo temos de ser pragmáticos.

O crédito que se tem falado por aqui em nome dos filhos/genros parece-me um autêntico absurdo. Acusam a tal pessoa de fazer créditos sobre créditos e estão a tomar exactamente a mesma atitude.

Mas dar soluções concretas só com todos os dados da situação.

De qualquer modo, pelo que percebi neste momento o valor das dívidas mensais em créditos ultrapassa o rendimento, é isso?

Não poderia esse valor acrescido ser suportado por todos?
 
Só para sublinhar um ponto importante da minha intervenção anterior:

NUNCA ACEITES FAZER UM CRÉDITO QUE TE COMPROMETA, PARA RESOLVER ESTA SITUAÇÃO.
 
Só para sublinhar um ponto importante da minha intervenção anterior:

NUNCA ACEITES FAZER UM CRÉDITO QUE TE COMPROMETA, PARA RESOLVER ESTA SITUAÇÃO.

concordo.

Tenho acompanhado o tópico porque estou a transpor (felizmente) uma situação semelhante, mas onde estou directamente envolvido e os motivos foram outros..

Por experiência pessoal digo-te que há aqui duas soluções razoáveis:
- Ela "desemerda-se sozinha com uma segunda hipoteca da casa ou algo do gênero;
- Arranja algum "anjo" na vida dela que tenha esse dinheiro e que lhe faça um empréstimo sem juros.

Sei que é muito complicado e que coloca em causa o teu casamento, mas a tua esposa também tem de compreender o teu lado e respeitar-te como indivíduo.
 
Eu acho que quem de direito nessa história, ainda não percebeu a gravidade da situação, na medida em que o fulcral é o "bom nome" da senhora.

É difícil avaliar esta situação assim, mas a senhora alguma vez te ajudou na tua vida, alguma vez te socorreu de uma situação que sem ela teria sido muito pior? Estás em dívida para ela?

Eu continuo a achar que quem chega ao ponto de não conseguir pagar as suas dívidas, tem de ser responsabilizado.

Quer dizer, tu ficas a pagar as divídas da senhora, e ela fica com o seu salário todo?? Para pedir mais créditos?

Não ponhas o teu nome nessa confusão. O teu dinheiro é teu, surgiu do teu trabalho, e não deves permitir que por qualquer pressão psicológica, te convençam a perder dinheiro dessa forma, já que, por exemplo, não estás a obter qualquer contrapartida financeira ou de bens. A senhora é tua sogra e não tua mãe. Pensa bem no que isso significa e que essa relação que ela tem para contigo (de sogra para genro) pode acabar de um momento para o outro. A dívida não...

Cabeça fria [;)] Boa sorte...
 
E só um outro pensamento para o autor do tópico:

Se a "pressão" existe para esse tal crédito constituindo quase uma "obrigação moral", é de sublinhar que consiste também numa "obrigação moral" a tua sogra não comprometer a vida dos seus familiares. Lembra-te que nesta situação a principal vitima serás sempre tu.

Nota pessoal: eu nunca teria "coragem" de "obrigar" filhos ou familiares a se endividarem para me ajudarem, muito menos numa situação como esta.
 
Eu fico sempre um bocado parvo com estas situações...

Trabalho no sector financeiro e sei bem da analise que se faz ao crédito concedido em Portugal pelos principais bancos. É claro que haverá sempre excepções, mas no geral fazem-se analises muito cuidadas, em que as taxas de esforço e de endividamento são mantidas a níveis razoáveis. São usados modernos modelos comportamentais para avaliar a capacidade das pessoas para cumprir as responsabilidades, além da tradicional analise humana e do também tradicional pedido de informações..

Existe um sistema de partilha de informações através do Banco De Portugal que permite a qualquer instituição de credito saber todas as responsabilidades de credito e as prestações que cada pessoa tem com um delay de um mes e meio a dois meses em relação à realidade.. Existe a partilha de informações de pessoas de risco, no que toca à utilização indevida de alguns meios de pagamento como os cheques, etc.. etc...


E depois... Ve-se estas empresas financeiras, que emprestam de qualquer forma, somando por vezes prestações que ultrapassam até os próprios vencimentos das pessoas.. Emprestam a pessoas com crédito em mora registado no Banco de Portugal, etc.. etc.. etc...

E como se não bastasse essa irresponsabilidade, depois ainda existem os particulares que se armam em instituições financeiras..

Enfim.. Como é óbvio a maior responsabilidade é sempre a de quem se mete nestas situações.. Mas quem concede credito de qualquer maneira e feitio também demonstra uma enorme irresponsabilidade.


Aliás... Esta realidade ve-se bem pelo facto de no banco mesmo com uma garantia hipotecária lhe terem pedido um fiador.. Mas essas empresas e os particulares sem qualquer cuidado colocaram-lhe mais de 52 mil euros nas mãos.. É incrível..


Quanto à situação em concreto... Deixo só uma questão.. Sabes de quanto foi a avaliação da habitação aquando da concessão do credito habitação?
 
bem não me leves a mal o que te vou dizer.[;)] mas não leves mesmo de todo quero que fiques com uma ideia errada.:(

mas desculpa mas se não foste a reunião com a advogada,e só foi a tua esposa e a mãe dela , não acredites no que te falaram.
isso é impossível ter sido dito pela advogada que o André te mandou falar.

essa coisa não esta mesmo bem contada,já te disse os meus sogros tinham valores acima disso e não se pediu um chavo furado.
foi tudo para tribunal e os credores ficaram em lista de espera enquanto eles estão a pagar automaticamente dos salários deles.

uma opinião minha (liga tu para a advogada e fala tu pessoalmente com ela)

só estão a falar em empréstimos isto empréstimos aquilo. desculpa mas isso não é assim e muito menos tens de te enforcar nisso.

o status e o suposto bom nome da senhora ,neste momento tem que se aguentar e ser penhorada,eect,ect.
isso assim é mais uma vez uma tentativa de tapar um buraco,para esconder e não mandar o (suposto bom nome) para a rua .

Claro que não levo a mal. Eu acho que eles já iam de facto de pé atrás para essa reunião, até porque tinha passado muito pouco tempo da "detonação" da bomba. Agora, passada uma semana e meia já veêm as coisas com um pouco mais de clareza, segundo creio. Tanto assim é que voltaram a falar com a advogada ontem e ela ficou de dar uma resposta relativamente a algumas dúvidas que subsistem, nomeadamente sobre a possibilidade de se tornar uma insolvência culposa. Eu também estou a propôr uma espécie de intervenção, tipo aquelas que se veêm nos filmes com os drogados ou alcoólicos, etc, para ver se de uma vez por todas se descobre a origem deste problema.

No entanto há um empréstimo, se bem que com valores bem mais baixos (entre 5 a 10 mil euros) que vai necessariamente de ser feito. Porque há uma dívida de 10 mil euros que tem uma componente muito complicada e que portanto há que fazer face à mesma. A única alternativa é tentar dividir o "elefante às fatias", mas não sei se será possível. E se não for, os 10 mil euros têm mesmo de aparecer. Mas 10 mil é muito diferente de 30 mil. Mas aí já não será muito provavelmente, até porque me recusei, o meu nome a constar no pedido de empréstimo.

Li todo o tópico e este é um caso realmente complicado.

(irónico das situações o barclays oferece 20.000€ em 48h, no fundo da página num anúncio google)

De qualquer modo tudo o que aqui se diz são meras especulações e ninguém sabe exactamente do que estamos a falar.

Se há coisa que me preocupa é o controlo das finanças pessoais e estes casos assustam-me. De qualquer modo temos de ser pragmáticos.

O crédito que se tem falado por aqui em nome dos filhos/genros parece-me um autêntico absurdo. Acusam a tal pessoa de fazer créditos sobre créditos e estão a tomar exactamente a mesma atitude.

Mas dar soluções concretas só com todos os dados da situação.

De qualquer modo, pelo que percebi neste momento o valor das dívidas mensais em créditos ultrapassa o rendimento, é isso?

Não poderia esse valor acrescido ser suportado por todos?

Sim, as dívidas mensais ultrapassam em muito o rendimento da pessoa. A questão de arranjar um empréstimo que dê para pagar os outros todos não é descabido de todo, tendo em conta que há aí bancos agora que estão com condições muito vantajosas, e naturalmente que se ficaria a pagar uma prestação muito menor do que acontece actualmente com as Cofidis e outras que tais, que são aquelas às quais se deve parte do dinheiro nesta altura. Por exemplo o Caixa Galicia está aí com uma campanha que para os sócios da Deco é aplicada uma taxa de 3% e picos a acrescentar à taxa de juro. O que é, convenhamos, substancialmente diferente do que acontece com os 5 empréstimos que ela tem com as tais empresas de crédito imediato. Atenção, não estou a defender a hipótese-empréstimo! Que, segundo o que sei e para já está completamente fora de hipótese. Só espero é que a advogada agora não venha meter medo, dizendo que o fiador da casa pode ficar com chatices ou que o caso pode vir a constituir uma insolvência culposa.

Eu fico sempre um bocado parvo com estas situações...

Trabalho no sector financeiro e sei bem da analise que se faz ao crédito concedido em Portugal pelos principais bancos. É claro que haverá sempre excepções, mas no geral fazem-se analises muito cuidadas, em que as taxas de esforço e de endividamento são mantidas a níveis razoáveis. São usados modernos modelos comportamentais para avaliar a capacidade das pessoas para cumprir as responsabilidades, além da tradicional analise humana e do também tradicional pedido de informações..

Existe um sistema de partilha de informações através do Banco De Portugal que permite a qualquer instituição de credito saber todas as responsabilidades de credito e as prestações que cada pessoa tem com um delay de um mes e meio a dois meses em relação à realidade.. Existe a partilha de informações de pessoas de risco, no que toca à utilização indevida de alguns meios de pagamento como os cheques, etc.. etc...


E depois... Ve-se estas empresas financeiras, que emprestam de qualquer forma, somando por vezes prestações que ultrapassam até os próprios vencimentos das pessoas.. Emprestam a pessoas com crédito em mora registado no Banco de Portugal, etc.. etc.. etc...

E como se não bastasse essa irresponsabilidade, depois ainda existem os particulares que se armam em instituições financeiras..

Enfim.. Como é óbvio a maior responsabilidade é sempre a de quem se mete nestas situações.. Mas quem concede credito de qualquer maneira e feitio também demonstra uma enorme irresponsabilidade.


Aliás... Esta realidade ve-se bem pelo facto de no banco mesmo com uma garantia hipotecária lhe terem pedido um fiador.. Mas essas empresas e os particulares sem qualquer cuidado colocaram-lhe mais de 52 mil euros nas mãos.. É incrível..


Quanto à situação em concreto... Deixo só uma questão.. Sabes de quanto foi a avaliação da habitação aquando da concessão do credito habitação?

É precisamente isso que eu digo! É uma vergonha! Como é óbvio, a pessoa tem culpa no que aconteceu, nem isso está em questão, só que as empresas não se podem eximir às suas responsabilidades e casos como estes são uma autêntica palhaçada. Então as empresas que emprestavam o dinheiro não tinham obrigação de ver que o rendimento da pessoa já não iria dar para pagar o empréstimo que lhe estavam a dar?

Claro que tinham, só que os juros são tão absurdamente elevados que eles estão perfeitamente conscientes de que vai haver pessoas que não vão pagar. Simplesmente, todos os outros servem perfeitamente para cobrir esse risco. O crédito à habitação tem apenas cerca de 2 anos, porque a casa em que ela habita já há várias décadas era apenas alugada e só recentemente é que a pedido do senhorio se decidiu adquiri-la. Portanto, a avaliação há-de ser qualquer coisa como 80 ou 85 mil euros, e nesta altura deve ser mais ou menos esse valor que está em divída. Porquê, estavas a pensar na hipótese de se falar com o banco para ver se, face à avaliação da casa, havia espaço para renegociar os valores ou eventualmente pedir um empréstimo adicional?

Por acaso é uma das coisas que está em agenda, que é uma ida ao banco para tentar uma renegociação dos valores ou eventualmente a opção, caso ela exista, por uma daquelas campanhas em que 30% do valor do empréstimo passa para o final do mesmo.

Eu acho que quem de direito nessa história, ainda não percebeu a gravidade da situação, na medida em que o fulcral é o "bom nome" da senhora.

É difícil avaliar esta situação assim, mas a senhora alguma vez te ajudou na tua vida, alguma vez te socorreu de uma situação que sem ela teria sido muito pior? Estás em dívida para ela?

Eu continuo a achar que quem chega ao ponto de não conseguir pagar as suas dívidas, tem de ser responsabilizado.

Quer dizer, tu ficas a pagar as divídas da senhora, e ela fica com o seu salário todo?? Para pedir mais créditos?

Não ponhas o teu nome nessa confusão. O teu dinheiro é teu, surgiu do teu trabalho, e não deves permitir que por qualquer pressão psicológica, te convençam a perder dinheiro dessa forma, já que, por exemplo, não estás a obter qualquer contrapartida financeira ou de bens. A senhora é tua sogra e não tua mãe. Pensa bem no que isso significa e que essa relação que ela tem para contigo (de sogra para genro) pode acabar de um momento para o outro. A dívida não...

Cabeça fria [;)] Boa sorte...

Pois, daí estar prevista a tal intervenção. Para colocar tudo em pratos limpos. E só por isso é que eu quero estar presente, porque até agora tenho feito de tudo para não marcar presença em nenhuma das conversas sobre este assunto. Mas como ela com os filhos não se "desbronca", tenho a esperança de que estando com uma pessoa "de fora" possa existir uma maior abertura para falar do que se passa afinal. Além de que é extremamente importante, eu sei-o e creio que os filhos também já o sabem, explicar à senhora que não vai haver uma solução perfeita. Há várias soluções más e a nossa obrigação é encontrar a menos má.

E ela não vai conseguir passar a seco pelos pingos da chuva. Infelizmente quando os filhos a tentaram encostar à parede, salvo seja, ela foi-se abaixo (talvez jogo psicológico, mesmo que realizado inconscientemente) e a conversa acabou por ficar em banho-maria.
 
companheiro pelo que descreves ,a senhora não se abrir e fazer ai uns filmes no meio para não contar a verdade,quer me parecer que o buraco ainda é maior do que parece[;)]

como já disse continuo sem perceber as razoes de pedirem empréstimos.
uma coisa é mais que certa, ela não paga vai para tribunal e lá é feita a lista de credores, ficam em lista de espera e vão lhe retirar um valor todos os meses.
que é bastante inferior a tudo que ele paga agora[;)]

casa como é óbvio não lhe a tiram pois é do banco (se essa ela paga) então o banco e a casa são duas cenas que estão livres[;)]

por isso continuo na minha não tem posses para as dividas que fez, e como o buraco não deve ser só esse. tribunal e os credores vão recebendo um x por mês.

quanto a particulares,bem o que vou dizer parece mal mas cá vai.
temos muita mas mesmo muita pena,se quiserem que se juntem na lista de credores do tribunal, provem que lhe emprestaram o dinheiro e aguardem a sua vez.
 
O facto da senhora não se abrir deixa muito o pé atrás.

Se ela está metida numa buraco e está a arrastar a família, no mínimo comece por ser honesta.

Só por curiosidade, alguém da família sabe o que ela fez com esse dinheiro todo?
 
O facto da senhora não se abrir deixa muito o pé atrás.

Se ela está metida numa buraco e está a arrastar a família, no mínimo comece por ser honesta.

Só por curiosidade, alguém da família sabe o que ela fez com esse dinheiro todo?

Não sei. Há a ex-nora que manteve e mantém uma relação de amizade, também por causa da filha/neta, e que sabia das divídas se não desde o principio pelo menos já há algum tempo. E nunca se descoseu. Portanto aqui está uma das possibilidades, isto é, a senhora vendo as dificuldades (reais ou ficticias) da ex-nora e tendo em conta o facto de não querer que faltasse nada à neta, podia se predispôr a fazer face a estas dificuldades, mesmo não tendo ela própria dinheiro para o fazer. E daí os empréstimos e a bola de neve que foi acumulando.

De resto, sem ser isto, não temos mais nenhuma pista. Nada de nada. Tal como já disse, não há uma vida faustosa, não há que se saiba qualquer vicio e também não há quaisquer bens materiais que justifiquem todo este dinheiro.
 
Não sei. Há a ex-nora que manteve e mantém uma relação de amizade, também por causa da filha/neta, e que sabia das divídas se não desde o principio pelo menos já há algum tempo. E nunca se descoseu. Portanto aqui está uma das possibilidades, isto é, a senhora vendo as dificuldades (reais ou ficticias) da ex-nora e tendo em conta o facto de não querer que faltasse nada à neta, podia se predispôr a fazer face a estas dificuldades, mesmo não tendo ela própria dinheiro para o fazer. E daí os empréstimos e a bola de neve que foi acumulando.

De resto, sem ser isto, não temos mais nenhuma pista. Nada de nada. Tal como já disse, não há uma vida faustosa, não há que se saiba qualquer vicio e também não há quaisquer bens materiais que justifiquem todo este dinheiro.

Isso é mais uma razão para nunca te deixares envolver directamente na resolução da situação (directamente entenda-se assumir uma responsabilidade num crédito ou algo do género).

Pelo que contas existe a possibilidade de ter a ex-nora a ter usufruído do dinheiro e a tua sogra ter sido levada.

A insolvência dela já sugerida começa a parecer-me a única solução racional.
 
casa como é óbvio não lhe a tiram pois é do banco (se essa ela paga) então o banco e a casa são duas cenas que estão livres[;)]

Não é assim. Na sentença que declara a insolvência o juiz determina a imediata apreensão de todos os seus bens da devedora, ainda que arrestados, penhorados ou por qualquer forma apreendidos ou detidos.

O imóvel, ainda que hipotecado, está registado em nome da sogra. Será alvo de apreensão, vendido e o produto da sua venda reverterá para o credor hipotecário, que tem garantia real, até ao limite do crédito garantido, uma vez descontadas as custas do Tribunal e o IMI do último ano, caso este esteja em dívida.
 
Não é assim. Na sentença que declara a insolvência o juiz determina a imediata apreensão de todos os seus bens da devedora, ainda que arrestados, penhorados ou por qualquer forma apreendidos ou detidos.

O imóvel, ainda que hipotecado, está registado em nome da sogra. Será alvo de apreensão, vendido e o produto da sua venda reverterá para o credor hipotecário, que tem garantia real, até ao limite do crédito garantido, uma vez descontadas as custas do Tribunal e o IMI do último ano, caso este esteja em dívida.
a casa dá para ela escapar[;)]
entrega a casa ao banco antes de isto acontecer.
ou então passa a casa de nome(nao sei aqui qual é a maneira) mas penso que teria de a vender a um dos interessados.

mas pronto isso é o mínimo, aqui se o problema for a casa que nem 2%esta paga (de ficarem sem ela) acho um bocado surreal,visto que ate era bom a entregar ao banco sempre era menos uma prestação que estava para pagar.

eu penso que se não há dinheiro,e visto estar tudo embrulhado,tem de se cortar ao máximo,se tem filhos(e eles aceitarem) entrega a casa ao banco e vá viver com um dos filhos.
não tem dinheiro ano pode fazer castelos....
mas isto sou eu a pensar.[;)]
 
Sim, as dívidas mensais ultrapassam em muito o rendimento da pessoa. A questão de arranjar um empréstimo que dê para pagar os outros todos não é descabido de todo, tendo em conta que há aí bancos agora que estão com condições muito vantajosas, (...).

Muito sinceramente, nenhum banco, estando as coisas como estão, especialmente se já houver prestações em atraso registadas na central de responsabilidades do banco de Portugal irá conceder credito para que a tua sogra liquide os outros créditos. Isso implicaria a entrada do vosso nome no credito quase de certeza absoluta.


Só espero é que a advogada agora não venha meter medo, dizendo que o fiador da casa pode ficar com chatices(...)
Como é óbvio a partir do momento em que as prestações deixarem de ser pagas o fiador é o primeiro a ser chateado.

É inclusivamente possível que as contas bancarias do fiador venham a ser debitadas pelo valor das prestações em atraso, porque a maioria dos contratos com fiança actuais incluem clausulas de execução "on first demand" e autorizações de débito que no meio de tanta letra as pessoas assinam e pronto..


O crédito à habitação tem apenas cerca de 2 anos, porque a casa em que ela habita já há várias décadas era apenas alugada e só recentemente é que a pedido do senhorio se decidiu adquiri-la. Portanto, a avaliação há-de ser qualquer coisa como 80 ou 85 mil euros, e nesta altura deve ser mais ou menos esse valor que está em divída. Porquê, estavas a pensar na hipótese de se falar com o banco para ver se, face à avaliação da casa, havia espaço para renegociar os valores ou eventualmente pedir um empréstimo adicional?
Não acredito que o banco faça um empréstimo adicional.. Mas se o credito pessoal que tem o fiador for no mesmo banco e se houver espaço na avaliação do imóvel, eles quase de certeza não se importarão de re-estruturar o credito pessoal sobre a forma de um reforço do credito habitação. Assim, pelo menos essas componentes que pelo que percebo são as mais delicadas passam a ter uma garantia real e passam a representar um encargo menor..


Por acaso é uma das coisas que está em agenda, que é uma ida ao banco para tentar uma renegociação dos valores ou eventualmente a opção, caso ela exista, por uma daquelas campanhas em que 30% do valor do empréstimo passa para o final do mesmo.
Os bancos são muito flexíveis a re-estruturações de credito.. Alargamentos de prazo (caso a idade permita), etc.. etc.. Mas 30% no final do contrato parece-me uma ideia optimista de mais.

Tens que perceber que o que os bancos numa situação destas fazem, é tentar facilitar ao máximo as hipóteses de as pessoas honrarem os compromissos... Mas sempre numa perspectiva de evitar credito mal parado, nunca numa perspectiva de se exporem mais do que já estão..
 
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