do deus dinheiro

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Lido por ali algo do genéro:

Dinheiro
Ele pode comprar uma casa, mas não um lar.
Ele pode comprar uma cama, mas não o sono.
Ele pode comprar um relógio, mas não o tempo.
Ele pode comprar um livro, mas não o conhecimento.
Ele pode comprar um título, mas não o respeito.
Ele pode comprar um médico, mas não a saúde.
Ele pode comprar um sangue, mas não a vida.
Ele pode comprar o sexo, mas não o amor.


Até que ponto a vossa vida é orientada em função do dinheiro?
 
Maioritariamente.
Produção, trabalho, etc.
O pastis já escreveu algumas coisas interessantes sobre este tema.
 
Muito do que está à frente do "mas não" é muuuuuuuuuito discutível.
Mesmo que não compre, é um dos maiores facilitadores de tudo isso.
 
Para combater o dinheiro, subjugando-o, só havia uma maneira: “adquiri-lo, adquiri-lo em quantidade bastante para lhe não sentir a influência; e em quanto mais quantidade o adquirisse, tanto mais livre eu estaria dessa influência.”

Fernando Pessoa in O Banqueiro Anarquista


 
''o dinheiro não compra felicidade, mas eu nunca vi ninguém ao volante de um Ferrari com um ar infeliz'' ;)

Sempre arroz também chateia depois. Acho eu. [:D]

E se for rico era um objectivo para a vida, depois desse objectivo cumprido até pode levar a depressões porque deixa de haver algo para conquistar na vida.
 
Lido por ali algo do genéro:

Dinheiro
Ele pode comprar uma casa, mas não um lar.
Ele pode comprar uma cama, mas não o sono.
Ele pode comprar um relógio, mas não o tempo.
Ele pode comprar um livro, mas não o conhecimento.
Ele pode comprar um título, mas não o respeito.
Ele pode comprar um médico, mas não a saúde.
Ele pode comprar um sangue, mas não a vida.
Ele pode comprar o sexo, mas não o amor.


Até que ponto a vossa vida é orientada em função do dinheiro?

Não temos outra solução que não orientar parte da nossa vida em função do dinheiro.
Esse tipo de argumentação é usado para nos "aliviarmos" do peso de não ter dinheiro (entenda-se muito), porque na verdade, com dinheiro (entenda-se muito) todas essas afirmações seriam mais fáceis de concretizar.
Eu acredito que posso ser feliz sem dinheiro (entenda-se muito), daí que não oriente a minha vida para ter muito dinheiro, mas confesso que se por sorte (euromilhões) tivesse acesso a dinheiro (entenda-se muito), era capaz de facilitar mais ainda a a minha felicidade.

Imaginemos que alguém tem um desgosto de amor, acontece a ricos e pobres, é muito mais confortável chorar no regresso a casa ao volante de um 911 que no banco de um transporte público.
 
Como o dinheiro é fonte de problemas, desavenças, vícios, intrigas, guerras, inveja... e sei que vocês têm dificuldade em viver com isso, só me resta uma coisa:

Entreguem-mo todo! Eu consigo viver com todas essas coisas ruins e ainda vos estou a fazer um favor!

Cito ainda Sophia de Mello Breyner por o achar fantástico: "As pessoas sensíveis:"

As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas

O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra

“Ganharás o pão com o suor do teu rosto” Assim nos foi imposto
E não:
“Com o suor dos outros ganharás o pão”

Ó vendilhões do templo
Ó construtores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito
Perdoais–lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem


PS- sinto falta dos likes! De os dar e os receber!
 
Não temos outra solução que não orientar parte da nossa vida em função do dinheiro.
Esse tipo de argumentação é usado para nos "aliviarmos" do peso de não ter dinheiro (entenda-se muito), porque na verdade, com dinheiro (entenda-se muito) todas essas afirmações seriam mais fáceis de concretizar.
Eu acredito que posso ser feliz sem dinheiro (entenda-se muito), daí que não oriente a minha vida para ter muito dinheiro, mas confesso que se por sorte (euromilhões) tivesse acesso a dinheiro (entenda-se muito), era capaz de facilitar mais ainda a a minha felicidade.

Imaginemos que alguém tem um desgosto de amor, acontece a ricos e pobres, é muito mais confortável chorar no regresso a casa ao volante de um 911 que no banco de um transporte público.

No dia em que tiveres um desgosto a sério tanto te dará ires num avião privado ou na rua descalço e a chover.
 
Numa reportagem sobre Agências "matrimoniais" nos EUA, daquelas onde se pode pagar para conhecer mulheres para casar, havia uma Louraça estereotipada que vemos muito nos filmes, que dizia a seguinte pérola:

Prefiro ser infeliz no banco de trás de uma limousine, do que feliz sentada numa bicicleta!
 
Numa reportagem sobre Agências "matrimoniais" nos EUA, daquelas onde se pode pagar para conhecer mulheres para casar, havia uma Louraça estereotipada que vemos muito nos filmes, que dizia a seguinte pérola:

Prefiro ser infeliz no banco de trás de uma limousine, do que infeliz sentada numa bicicleta!

So desta forma faz sentido a afirmação.
 
Sim.
Toma por exemplo a morte de um filho.

Que é por exemplo mais importante, criar uma família feliz ou enriquecer brutalmente?
A casa ou o lar?

O que não faltam por aí são exemplos em que há dedicação tão forte ao dinheiro que a família é completamente colocada em segundo lugar.
 
Que é por exemplo mais importante, criar uma família feliz ou enriquecer brutalmente?
A casa ou o lar?
Obviamente que a familia vem primeiro e a felicidade aos bens materiais..

Agora numa eventual desgraça, mais vale ter bens materiais, sempre seria mais ''facil'' ultrapassar a situação
 
Sim.
Toma por exemplo a morte de um filho.

Que é por exemplo mais importante, criar uma família feliz ou enriquecer brutalmente?
A casa ou o lar?

O que não faltam por aí são exemplos em que há dedicação tão forte ao dinheiro que a família é completamente colocada em segundo lugar.

Sim mas isso não tem a ver com dinheiro mas com a pessoa. O que não faltam são casos de pessoas pobres em que há uma dedicação tão forte ao café, aos amigos, à sueca, etc etc, que a família é completamente colocada em segundo lugar.
 
Ajudemos a filosofar.

Dinheiro, conforto, divertimento, família, valores éticos, fé religiosa, estatuto social, solidariedade, sexo, conhecimento, amigos, sucesso profissional, saúde (não faltam casos em que o dinheiro é conseguido sacrificando a saúde), politica, etc.

Há quem oriente a sua vida em função de alguns destes valores ou outros. Nem sempre o dinheiro ajuda, tornando-se o valor orientador alguém pode ser levado a menosprezar o estatuto social em favor do dinheiro (por exemplos prostituição, tráfico de droga, etc). Há quem descure a família apenas para ganhar mais e mais. Quantos filhos de pais ricos mas completamente ausentes e que acabam mal por falta de uma verdadeira orientação.
O dinheiro raramente é um fim em si mesmo, muitas vezes é um fim para conseguir outras coisa, estatuto social, segurança, prazeres diversos (sexo, viagens, diversão, comidas caras, etc).
Um tipo "vive" dedicam-se dia e noite ao trabalho para ganhar o suficiente para comprar um ferrari. O objetivo é o ferrari, o prazer de conduzir um carro rápido ou a exibição social que ele permite ou até simplesmente o sucesso profissional, sentir-se assim realizado e o ferrari é apenas a materialização desse sucesso. Mas outros podem preferir esforçar-se menos para ter mais tempo para outras coisas que achem melhores, sejam elas a família, divertir-se a fazer pesca ou ver cinema.
 
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