Dúvidas produção áudio

o t-racks é um vst plugin certo? vou tentar sacar e explorar um pouco a demo que há disponivel. Mais uma vez obrigado a todos, não pensei que fosse ter algum tipo de resposta. [:D]
 
a amostra que te enviei veio directamente do sintetizador que está ligado à mesa. o som vem da mesa para o interface áudio..

Eu não faço assim: a minha mesa de mistura é um DAW, é virtual. Ligo os instrumentos no interface a/d da M-Audio (O Profire 2626), e depois ajusto o que quero no DAW.

Não confio muito em fazer ajustes em analógico e só depois colocar o sinal para digital. Por isso prefiro gravar multipistas logo em digital (o meu interface tem 8 canais e é expansível através de fibra óptica).

Edit: Ah, não esquecer de aplicar um pouco de Stereo Expander!

BTW, um link que pode dar uma ajudinha: http://audio.tutsplus.com/tutorials/mixing-mastering/how-to-master-a-track-in-15-minutes-or-less/
Pesquisa na net por mastering audio, que há uns artigos porreiros que explicam os passos necessários.
 
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mas achas que é por causa disso que nao consigo ter um nivel sonoro mais alto no geral?
Eu não faço assim: a minha mesa de mistura é um DAW, é virtual. Ligo os instrumentos no interface a/d da M-Audio (O Profire 2626), e depois ajusto o que quero no DAW.

Não confio muito em fazer ajustes em analógico e só depois colocar o sinal para digital. Por isso prefiro gravar multipistas logo em digital (o meu interface tem 8 canais e é expansível através de fibra óptica).
 
mas achas que é por causa disso que nao consigo ter um nivel sonoro mais alto no geral?

Não necessariamente, mas eu prefiro não ter "intermediários" entre a captura e a edição. Ao usar a mesa pelo meio já se está a condicionar o sinal que chega ao conversor.

Que interface usas?
 
Tenho ideia que o tipo que faz a masturbação dum CD é equiparado a um cirurgião de alto nível. É o gajo que ganha mais em toda a cadeia de produção...

Isto para dizer que por melhor que seja a ferramenta, é preciso saber também alguma coisa.
 
é a edirol ua-25

Ok, já percebi porque usas a mesa... O interface só tem 2 canais, certo?

Nesse caso toda a mistura é feita na mesa e estás na prática a fazer uma gravação stereo.

O resultado final é mais difícil de obter porque só trabalhas em 2 canais (que acho que nem se podem chamar de faixas, pois já são o resultado final).

Mesmo assim acho que com a aplicação de uns plug-ins e alguma leitura na net sobre compressores / masterização e por aí fora se consegue fazer alguma coisa...
 
Tenho ideia que o tipo que faz a masturbação dum CD é equiparado a um cirurgião de alto nível. É o gajo que ganha mais em toda a cadeia de produção...

Isto para dizer que por melhor que seja a ferramenta, é preciso saber também alguma coisa.

Sim, é um trabalho minucioso, mas há quem o faça a bom preço (inclusivé estúdios ingleses) e para fora (fazem só masterização).

A um nível caseiro, é possível obter bons resultados depois de umas leituras e de ter algumas ferramentas certas. Eu já fiz masterização de várias músicas, e o CD está aí no mercado...

O estúdio ainda está numa fase muito inicial, e para já vai servindo para experiências... :)
 
Tenho ideia que o tipo que faz a masturbação dum CD é equiparado a um cirurgião de alto nível. É o gajo que ganha mais em toda a cadeia de produção...

Isto para dizer que por melhor que seja a ferramenta, é preciso saber também alguma coisa.
Bem, se o gajo que faz a "masturbação" é o que ganha mais, o mundo está virado do avesso![:D]
 
sim a edirol so tem dois canais. mas aquilo que ouviste, eu passei pista a pista, tudo individualmente, mesmo a bateria, bombo numa pista, tarola noutra pista, etc.qd tive o template todo concebido entao passei para o geral no sound forge e trabalhei a partir dele já com o geral.
 
uso é a qualidade 44.1 sample rate. qual é a diferença entre a 44.1, 48 e 96?? a edirol tem as três
 
uso é a qualidade 44.1 sample rate. qual é a diferença entre a 44.1, 48 e 96?? a edirol tem as três

As sample rates são a quantidade de informação que se coloca no mesmo local. São o conjunto de frequências que são captadas. Quanto maior, melhor.

Contudo, pode-se ter em atenção que quando se for a converter para CD, a definição é de 44.1 KHz a 16 bit, logo talvez não seja necessário gravar tudo a 96, se for para passar a CD.

Eu pessoalmente no meu interface gravo tudo a 48KHz e a 24 bit. Depois, e só mesmo no passo final, passo a CD, para 44.1KHz e 16 bit.
 
OMFG o que eu fui escrever...[:)][:)][:)][:)]
Desculpem-me enganei-me.

Alguém se estava a lembrar de alguma coisa... Ainda bem que tem aí caracteres do lado direito do teclado... Pode querer dizer que não estava a escrever só com uma mão... :) :) :)

(joooooking!!!!)
 
uso é a qualidade 44.1 sample rate. qual é a diferença entre a 44.1, 48 e 96?? a edirol tem as três

Não me leves a mal, mas o sample rate é indiferente para esta questão, e parece-me que não estás a entender o conceito, pelo que vou tentar explicar de outra forma:

A bateria (no seu estado normal e não amplificado), é um instrumento com uma dinâmica gigantesca, tal como outros instrumentos o são.
Basta ouvires uma bateria a tocar numa sala convencional, para entenderes que entre o som mais baixo que um baterista faz nela e o mais alto, implicaria que tivesses de ouvir uma gravação da mesma ao mesmo volume para ouvir tudo como ouves directamente - ou seja - era impensável!

Não caberia na cabeça de ninguém que se tivesse de ouvir música ao volume que uma banda tem de tocar para acompanhar a bateria (ou ao volume que uma orquestra toca).

Então surge a compressão como uma forma de aproximar os sons mais baixos dos mais altos, que é aplicado em todos os discos que compras há mais de 40 anos.

A "simples" gravação de uma bateria (em condições), implica teres compressores, noise-gates e limitadores por via.
Isto porque tu num CD comercial não ouves (nem faria sentido) um timbalão a ressoar quando ele já não o deve fazer - leva um noise gate que o "cala" a partir de determinado volume para baixo.

A utilização da compressão, noise gates e limitadores consegue ter um efeito na bateria pura e simplesmente incrível, ao ponto de a transformar mais do que qualquer equalização (que no entanto deverá ser sempre feita).

Quando tu tens uma gravação cujo pico máximo de volume bateu no "tecto" dos 0 dB, tu não consegues passar (no mundo digital) para os +1 ou +2 , porque eles não existem!

Então o que tens de fazer, é aproximar os volumes que estão mais baixos dos que estão mais altos, e a isso chama-se compressão dinâmica.
Os limitadores podem actuar como compressores se tu forçares o sinal a passar os 0 dB máximos teóricos, pois ao impedir que passe esse valor, ele está a fazer uma compressão, ainda que menos controlada.

Depois isto mexe também com os parâmetros que tens nestes compressores e limitadores, como o tempo de ataque, o rácio de compressão e o tempo de release.

Embora existam bases teóricas sobre os valores a utilizar, a realidade é que cada música reage de forma diferente a estes elementos, pelo que é necessário experimentar bastante com "ouvidos de ouvir" para conseguir fazer uma boa compressão sem soar a som "esmagado".

Por este motivo, andares à procura de bitrates ou de volumes de entrada na gravação é inútil e inglório, pois tu tens de trabalhar é na fase chamada de masterização, sendo que deves aplicar alguma compressão em alguns instrumentos (como a bateria) também na fase anterior.


Se me permites a sugestão, deixo-te aqui este link que te sugiro que estudes (e experimentes) com alguma atenção.

Torna-se evidente que desconheces algumas bases importantes da gravação áudio, e sem as entenderes não vais conseguir fazer nem o que te propôes nem o que poderias fazer com o mesmo material em termos qualitativos. [;)]


Deixo-te aqui um exemplo prático de uma música que fiz e gravei, onde podes ver alguns destes conceitos aplicados. Se ouvires com um som de jeito entendes melhor.
 
Last edited:
É verdade:

O T-Racks funciona como VST plugin ou como standalone.

Eu prefiro não o utilizar como VST por diversos motivos, incluindo o de ser mais leve para o sistema.

Claro que "qualquer" software de compressão/limitação faz o mesmo por princípio, mas na realidade os algoritmos do T-Racks (que simulam alguns compressores de hardware de qualidade) permitem extrair um bocado mais de "sumo". [;)]
 
mais uma vez obrigado pelas dicas... falta-me muita informação. tentei pesquisar de livros de auto-ajuda sobre esta matéria mas praticamente sem sucesso.
 
É verdade:

O T-Racks funciona como VST plugin ou como standalone.

Eu prefiro não o utilizar como VST por diversos motivos, incluindo o de ser mais leve para o sistema.

Claro que "qualquer" software de compressão/limitação faz o mesmo por princípio, mas na realidade os algoritmos do T-Racks (que simulam alguns compressores de hardware de qualidade) permitem extrair um bocado mais de "sumo". [;)]

rca33, gostei do som do Youtube.

A minha experiência é mais com instrumentos acústicos, que obviamente tem uma forma de trabalhar diferente.

A experiência também é curta, mas já tenho trabalho a circular na rua... :) :)

Força com isso. Gostei!
 
mais uma vez obrigado pelas dicas... falta-me muita informação. tentei pesquisar de livros de auto-ajuda sobre esta matéria mas praticamente sem sucesso.

Aquele site que te deixei pode ajudar-te bastante, bem como alguns links no youtube sobre compressão audio. [;)]


bimmer318tds, obrigado.

Aquilo são umas brincadeiras de quando tenho tempo para me fechar de volta da música.

Infelizmente ainda não me saiu o Euromilhões para ter mais tempo.
 
Não me leves a mal, mas o sample rate é indiferente para esta questão, e parece-me que não estás a entender o conceito, pelo que vou tentar explicar de outra forma:

Mas diz-me uma coisa, não preferível gravar a 96 aplicar efeitos e "essas cenas" todas e só depois converter para o formato CD?

Era essa aideia que eu tinha. Isto porque qt maior a sample rate, mias detalhes do som são apanhados e melhor ficam os efeito a aplicar...
 
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