uso é a qualidade 44.1 sample rate. qual é a diferença entre a 44.1, 48 e 96?? a edirol tem as três
Não me leves a mal, mas o sample rate é indiferente para esta questão, e parece-me que não estás a entender o conceito, pelo que vou tentar explicar de outra forma:
A bateria (no seu estado normal e não amplificado), é um instrumento com uma dinâmica gigantesca, tal como outros instrumentos o são.
Basta ouvires uma bateria a tocar numa sala convencional, para entenderes que entre o som mais baixo que um baterista faz nela e o mais alto, implicaria que tivesses de ouvir uma gravação da mesma ao mesmo volume para ouvir tudo como ouves directamente - ou seja - era impensável!
Não caberia na cabeça de ninguém que se tivesse de ouvir música ao volume que uma banda tem de tocar para acompanhar a bateria (ou ao volume que uma orquestra toca).
Então surge a compressão como uma forma de aproximar os sons mais baixos dos mais altos, que é aplicado em todos os discos que compras há mais de 40 anos.
A "simples" gravação de uma bateria (em condições), implica teres compressores, noise-gates e limitadores
por via.
Isto porque tu num CD comercial não ouves (nem faria sentido) um timbalão a ressoar quando ele já não o deve fazer - leva um noise gate que o "cala" a partir de determinado volume para baixo.
A utilização da compressão, noise gates e limitadores consegue ter um efeito na bateria pura e simplesmente incrível, ao ponto de a transformar mais do que qualquer equalização (que no entanto deverá ser sempre feita).
Quando tu tens uma gravação cujo pico máximo de volume bateu no "tecto" dos 0 dB, tu não consegues passar (no mundo digital) para os +1 ou +2 , porque eles não existem!
Então o que tens de fazer, é aproximar os volumes que estão mais baixos dos que estão mais altos, e a isso chama-se compressão dinâmica.
Os limitadores podem actuar como compressores se tu forçares o sinal a passar os 0 dB máximos teóricos, pois ao impedir que passe esse valor, ele está a fazer uma compressão, ainda que menos controlada.
Depois isto mexe também com os parâmetros que tens nestes compressores e limitadores, como o tempo de ataque, o rácio de compressão e o tempo de release.
Embora existam bases teóricas sobre os valores a utilizar, a realidade é que cada música reage de forma diferente a estes elementos, pelo que é necessário experimentar bastante com "ouvidos de ouvir" para conseguir fazer uma boa compressão sem soar a som "esmagado".
Por este motivo, andares à procura de bitrates ou de volumes de entrada na gravação é inútil e inglório, pois tu tens de trabalhar é na fase chamada de masterização, sendo que deves aplicar alguma compressão em alguns instrumentos (como a bateria) também na fase anterior.
Se me permites a sugestão, deixo-te aqui este
link que te sugiro que estudes (e experimentes) com alguma atenção.
Torna-se evidente que desconheces algumas bases importantes da gravação áudio, e sem as entenderes não vais conseguir fazer nem o que te propôes nem o que poderias fazer com o mesmo material em termos qualitativos. [

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Deixo-te aqui um
exemplo prático de uma música que fiz e gravei, onde podes ver alguns destes conceitos aplicados. Se ouvires com um som de jeito entendes melhor.