one-off para milionário nostálgico, guarda-se numa garagem uma vida inteira, mostra-se numas exposições, não traz nada de realmente novo no que toca a estilo que o e-type original não faça tão bem ou melhor.
E isto é um renascimento digno? Um pastiche?
Ora bem, o e-type original marcou pela estética arrebatadora, influenciador de outros modelos, até o sr. Enzo comentou na altura que nunca tinha visto nada tão belo, tinha um preço de combate e performances ao nivel de maquinaria bem mais exótica.
Era uma criação do seu tempo, contemporânea e sem tiques retro (acho que se pode dizer que não foi um redesign inspirado no XK150).
As suas esguias e elegantes linhas foram o resultado da aplicação bastante calculista de principios aerodinâmicos. Dá que pensar. Considerado um dos automóveis mais belos de sempre, e é o resultado de ciência aplicada e não de dotes artisticos (ou pelo menos em grande parte da concepção)[

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Hoje em dia, chega alguém que pega nas boas ideias dos outros, e aproveitando a evolução tecnológica na obtenção de formas, o máximo que consegue é um facelift timido focado apenas no show-off e bling bling.
Digno????
Não me parece.
Para ser "digno" gostaria de ver a mesma atenção ao pormenor da obtenção dos volumes e linhas passando pelo crivo de toda a evolução que existiu no campo aerodinâmico, material e tecnológico associado à obtenção de formas. Fundos esculpidos e aerodinâmica activa, por exemplo (e que já vemos emmuitos exóticos), mas aqui aplicados a um elegante e rápido GT.
E como o e-type original, algo que fosse tão marcante e influenciador como este e não apenas resumir um modelo a um exercicio de estilo sem substância ou significado.
Nesse aspecto, considero o Cx-75 algo como muito mais digno da herança formal e estética da Jag, que recordo mais uma vez, nada tem a ver com o descansar à sombra da bananeira que foram umas 3 décadas da sua existência.