Engenharia de Telecomunicações e informática

Sim, têm vantagem, metade dos meus colegas de curso viraram-se para informática, mas nenhum de informática veio para às tele...
Eu tive essa dúvida há 15 anos (também tinha 16 e queria telecom), optei pelo ISEL depois de, à convite e conselho de uma professora do IST, dar uns passeios pelo técnico e falar com algumas pessoas. Não gostei do ambiente, não tinha nem tenho pachorra para competições entre colegas.
Gostei do ISEL, o curso é difícil e há cadeiras com profs marretas que chumbam toda gente, mas aprendes a pensar e a desenrascar-te. É muito desorganizado, muitos trabalhos práticos que atrasam a lançar e na altura de exames estás com 3 ou 4 trabalhos para fazer, atropela-se tudo. Os últimos trabalhos de cada cadeira são complicados e consomem muito tempo.
O ISCTE não é nada mal e mais organizado, trabalhei com malta de lá e gostei, apesar de ter ficado com a sensação de que não aprofundam muito nos temas estudados.
O IST é bom se tiveres espírito para aguentar o ambiente. Tenho uns primos mais novos a estudarem lá e parece-me ainda pior que no meu tempo, são os melhores do mundo e arredores e andam sempre de fita métrica à mão a medir pilocas. NA MINHA OPINIÃO PESSOAL (tou farto dessa discussão e não vou responder a comentários), o ISEL é muito mais rigoroso que o técnico nas avaliações e trabalhos, são mais complexos.
Resumindo, se não queres sair de Lisboa e queres marrar, IST ou ISEL. Meio termo, ISCTE. Se te quiseres aventurar por terras melhores, Aveiro (era minha preferência, mas não tinha condições financeiras).

Só para complementar que Aveiro tem muitas empresas da área de hardware a absorver os alunos da UA (não digo que Lisboa não tenha, simplesmente não conheço a realidade).
 
Só para complementar que Aveiro tem muitas empresas da área de hardware a absorver os alunos da UA (não digo que Lisboa não tenha, simplesmente não conheço a realidade).



É verdade, há muitas empresas de R&D por lá, tanto em HW como em SW/FW. A empresa onde trabalho têm lá um centro com muita gente, grande parte ex-alunos da UA. Braga também está num bom momento.
Lisboa tem uns quantos, mas salvo raras excepções, não pagam muito bem.
 
ai as matemáticas, para mim era a disciplina que mais gostava

gostava que o meu filho fosse para engenharia informática, que tivesse a minha profissão, mas matemática não é nada com ele

vai concorrer em primeiro lugar para o curso audiovisual e multimedia da escs, tem boas hipóteses de entrar

não me parece mau, mas engenharia informática era outra coisa, espero é que depois tenha sorte em arranjar emprego
 
gostava que o meu filho fosse para engenharia informática
O que é que tu dirias se o teu Pai "gostasse" que tu fizesses uma licenciatura em filosofia ? [;)]

Eles têm é que fazer a formação na área que gostam... mas têm que assumir as consequências em termos de emprego futuro...
 
FDX, este gajo não existe, que trauma! [:D] Até num tópico de pedido de ajuda para orientação no ensino... [:)]

o jimbo:
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Apesar de não estar no âmbito das hipóteses discutidas para o autor do tópico, apenas queria acrescentar que este curso existe também na Universidade do Minho e que não só a região onde está inserido tem várias empresas nacionais e estrangeiras que absorvem os finalistas como também existem alumni espalhados pelo mundo em empresas de referência como a Apple, Google, etc.
 
O post não é meu, é de um user do zwame e tem 3 anos, mas como achei interessante guardei-o na altura:

"O ISEL essencialmente forma pessoas para arranjarem trabalho. O ensino prático que se ensina lá faz os alunos irem muito bem preparados para o mercado de trabalho (provavelmente melhor preparados que os do ISCTE e IST) e poderem trabalhar durante toda a sua vida em áreas tecnológicas sem grandes problemas.

O problema dos alunos do ISEL é a progressão de carreira e as perspectivas no futuro de assumir posições de liderança/chefia/direção em grandes empresas, e aqui vou fazer uma comparação com os alunos e o ensino do IST:


1 - O IST tem uma reputação superior ao ISEL desde sempre, logo os melhores alunos tendem a ir para o IST e os "menos bons" tendem a ir para o ISEL. É natural portanto no final do curso, em média, um aluno do IST ser melhor do que um aluno do ISEL e conseguir os melhores empregos.


2 - O ISEL foca muito a componente prática, o que é bom porque os alunos aprendem imenso sobre telecomunicações, routers, computadores e diferentes linguagens de programação. Os alunos do IST também aprendem sobre esses temas, mas com carga horaria muito menor, e perdem montes de tempo com as cadeiras relacionadas com matemáticas, fisicas, estatisticas, quimicas e outras aparentes inutilidades que não servem para nada no que diz respeito a arranjar trabalho, mas desenvolvem a mente e a capacidade de trabalho e sacrificio dos alunos do IST que ficam muito melhor preparados comparativamente aos do ISEL no que toca à versatilidade de funções e à capacidade de desenrascar projectos e apresentar trabalho num curto espaço de tempo, o que a longo prazo, em média, é claramente notório nas empresas.


3 - Um aluno do ISEL, em média, apresenta menos competencias transversais e menos "conversa" do que um aluno do IST. Um aluno do ISEL sabe programar em 10 linguagens diferentes e sabe configurar os routers todos da empresa, mas apresenta uma capacidade de raciocinio menor, muitas vezes precisando da calculadora para somar 27 com 17 ou para dividir 48 por 6. Um aluno do IST pode não conseguir configurar os routers todos da empresa com a mesma facilidade do aluno do ISEL, mas consegue não se expor tanto em falhas sobre conceitos gerais/não técnicos, não comprometendo assim a sua progressão nas empresas.


4 - Os alunos do IST tem um perfil mais indicado para chefias e postos superiores na hierarquia das empresas pois conseguem mais facilmente compatibilizar funções técnicas com funções de gestão. Os alunos do ISEL têm mais dificuldade em descolar da parte técnica e a assumir outro tipo de funções nas empresas. A relação de engenheiros do IST e do ISEL que tiram MBA's ao longo da sua carreira deve ser de 9 para 1. Em cada 10 engenheiros que tiram MBA's (apenas entre estas 2 instituições), 9 vêm do IST e apenas 1 vem do ISEL. Aquilo que se verifica nas empresas na área de Lisboa, são muitos quadros superiores formados no IST a gerir equipas com pessoal jovem vindo do ISEL e do IST, sendo que a probabilidade de progressão de carreira dos jovens do IST continua a ser claramente superior aos do ISEL.


Concluindo, os alunos vindo do ISEL arranjam emprego na boa e tendem a ser menos exigentes/problemáticos e terem menos manias do que os do IST, o que os empregadores gostam, mas quando chega a altura de deixar de programar JAVA e afins e subir na carreira, é raro o empregador que aposta no aluno vindo do ISEL.


Bem ou mal, esta é a realidade que eu vejo e que me contam."
 
O post não é meu, é de um user do zwame e tem 3 anos, mas como achei interessante guardei-o na altura:

"O ISEL essencialmente forma pessoas para arranjarem trabalho. O ensino prático que se ensina lá faz os alunos irem muito bem preparados para o mercado de trabalho (provavelmente melhor preparados que os do ISCTE e IST) e poderem trabalhar durante toda a sua vida em áreas tecnológicas sem grandes problemas.

O problema dos alunos do ISEL é a progressão de carreira e as perspectivas no futuro de assumir posições de liderança/chefia/direção em grandes empresas, e aqui vou fazer uma comparação com os alunos e o ensino do IST:


1 - O IST tem uma reputação superior ao ISEL desde sempre, logo os melhores alunos tendem a ir para o IST e os "menos bons" tendem a ir para o ISEL. É natural portanto no final do curso, em média, um aluno do IST ser melhor do que um aluno do ISEL e conseguir os melhores empregos.


2 - O ISEL foca muito a componente prática, o que é bom porque os alunos aprendem imenso sobre telecomunicações, routers, computadores e diferentes linguagens de programação. Os alunos do IST também aprendem sobre esses temas, mas com carga horaria muito menor, e perdem montes de tempo com as cadeiras relacionadas com matemáticas, fisicas, estatisticas, quimicas e outras aparentes inutilidades que não servem para nada no que diz respeito a arranjar trabalho, mas desenvolvem a mente e a capacidade de trabalho e sacrificio dos alunos do IST que ficam muito melhor preparados comparativamente aos do ISEL no que toca à versatilidade de funções e à capacidade de desenrascar projectos e apresentar trabalho num curto espaço de tempo, o que a longo prazo, em média, é claramente notório nas empresas.


3 - Um aluno do ISEL, em média, apresenta menos competencias transversais e menos "conversa" do que um aluno do IST. Um aluno do ISEL sabe programar em 10 linguagens diferentes e sabe configurar os routers todos da empresa, mas apresenta uma capacidade de raciocinio menor, muitas vezes precisando da calculadora para somar 27 com 17 ou para dividir 48 por 6. Um aluno do IST pode não conseguir configurar os routers todos da empresa com a mesma facilidade do aluno do ISEL, mas consegue não se expor tanto em falhas sobre conceitos gerais/não técnicos, não comprometendo assim a sua progressão nas empresas.


4 - Os alunos do IST tem um perfil mais indicado para chefias e postos superiores na hierarquia das empresas pois conseguem mais facilmente compatibilizar funções técnicas com funções de gestão. Os alunos do ISEL têm mais dificuldade em descolar da parte técnica e a assumir outro tipo de funções nas empresas. A relação de engenheiros do IST e do ISEL que tiram MBA's ao longo da sua carreira deve ser de 9 para 1. Em cada 10 engenheiros que tiram MBA's (apenas entre estas 2 instituições), 9 vêm do IST e apenas 1 vem do ISEL. Aquilo que se verifica nas empresas na área de Lisboa, são muitos quadros superiores formados no IST a gerir equipas com pessoal jovem vindo do ISEL e do IST, sendo que a probabilidade de progressão de carreira dos jovens do IST continua a ser claramente superior aos do ISEL.


Concluindo, os alunos vindo do ISEL arranjam emprego na boa e tendem a ser menos exigentes/problemáticos e terem menos manias do que os do IST, o que os empregadores gostam, mas quando chega a altura de deixar de programar JAVA e afins e subir na carreira, é raro o empregador que aposta no aluno vindo do ISEL.


Bem ou mal, esta é a realidade que eu vejo e que me contam."

O raciocínio até parece interessante porque tenta puxar a vertente prática e comum do assunto, do mercado. E a realidade que vê e que lhe contam tende a ser essa sim...

Contudo, quem escreveu esse post esqueceu-se (assumo que se tenha esquecido porque sendo aluno do IST sabe o mínimo de estatística para distinguir correlação de causalidade) de algo.

E continuando na abordagem de constatação ao mercado de trabalho, é possível verificar outras explicações.

Não é pelos cadeirões de Matemática, pelas bibliografias de 20 volumes ou pelas exigências muitas vezes sem mais valias que o pessoal do IST tende a tirar mais MBA.

Também não é pela apetência para conciliar funções de gestão e técnica, não é de lá essa prerrogativa.

A questão é que grande parte desses futuros gestores o seria de qualquer forma, fosse com curso do IST, do ISEL, UNL ou Escola Superior de Fermentelos. E as manias que têm também não as ganharam todas no IST.

Como aliás podemos constatar facilmente olhando para as empresas.

Portugal é extremamente pequeno e o micro-cosmos das empresas é à sua medida. Todos conhecem todos, a partir de certa altura.[;)]

Faço então a pergunta: que percentagem de alunos do IST, que fizeram o curso com boa média, oriundos de famílias sem "grande peso", de locais mais distantes, chegam a esses cargos de topo?

Em contraponto e na mesma medida, que percentagem de alunos de Gestão Industrial da Escola Superior de Fermentelos, licenciados aos 40 anos, com média de 10 e apenas experiência profissional como secretários de qualquer coisa, também chegam aos tais cargos? (nada tenho contra quem faz um curso aos 40, 50 ou mais...mas isto é outro assunto)

Pois...

E podemos ainda constatar mais. O gajo que rapou sempre que nem um cão, até pode ter saído com média de 15 ou 16 do IST, mas tem sempre uma lacuna que é de muito difícil preenchimento e que lhe veda o acesso ao que é realmente o topo.

A falta de "pedigree"!

Não estudou no liceu tal e coiso francês, o pai não andou na Academia Militar, o tio não foi colega do professor doutor Arrefinfovalho de Almeida, os primos não passavam férias nos anos 50 em Cascais numa qualquer quinta, and so on.

Se é para ser realista, sejamos mesmo, sem complexos nem discursos bonitos de meritocracia...

O gajo muito bom que nasceu na terrinha pode ser um craque, mas a certa altura sente-se mesmo deslocado e é olhado com desconfiança. Não pertence ali.

Falo mesmo do topo.[;)]

E as excepções são ainda mais excepções. Contam-se em 5 minutos se tanto.
 
Última edição:
O raciocínio até parece interessante porque tenta puxar a vertente prática e comum do assunto, do mercado. E a realidade que vê e que lhe contam tende a ser essa sim...

Contudo, quem escreveu esse post esqueceu-se (assumo que se tenha esquecido porque sendo aluno do IST sabe o mínimo de estatística para distinguir correlação de causalidade) de algo.

E continuando na abordagem de constatação ao mercado de trabalho, é possível verificar outras explicações.

Não é pelos cadeirões de Matemática, pelas bibliografias de 20 volumes ou pelas exigências muitas vezes sem mais valias que o pessoal do IST tende a tirar mais MBA.

Também não é pela apetência para conciliar funções de gestão e técnica, não é de lá essa prerrogativa.

A questão é que grande parte desses futuros gestores o seria de qualquer forma, fosse com curso do IST, do ISEL, UNL ou Escola Superior de Fermentelos. E as manias que têm também não as ganharam todas no IST.

Como aliás podemos constatar facilmente olhando para as empresas.

Portugal é extremamente pequeno e o micro-cosmos das empresas é à sua medida. Todos conhecem todos, a partir de certa altura.[;)]

Faço então a pergunta: que percentagem de alunos do IST, que fizeram o curso com boa média, oriundos de famílias sem "grande peso", de locais mais distantes, chegam a esses cargos de topo?

Em contraponto e na mesma medida, que percentagem de alunos de Gestão Industrial da Escola Superior de Fermentelos, licenciados aos 40 anos, com média de 10 e apenas experiência profissional como secretários de qualquer coisa, também chegam aos tais cargos? (nada tenho contra quem faz um curso aos 40, 50 ou mais...mas isto é outro assunto)

Pois...

E podemos ainda constatar mais. O gajo que rapou sempre que nem um cão, até pode ter saído com média de 15 ou 16 do IST, mas tem sempre uma lacuna que é de muito difícil preenchimento e que lhe veda o acesso ao que é realmente o topo.

A falta de "pedigree"!

Não estudou no liceu tal e coiso francês, o pai não andou na Academia Militar, o tio não foi colega do professor doutor Arrefinfovalho de Almeida, os primos não passavam férias nos anos 50 em Cascais numa qualquer quinta, and so on.

Se é para ser realista, sejamos mesmo, sem complexos nem discursos bonitos de meritocracia...

O gajo muito bom que nasceu na terrinha pode ser um craque, mas a certa altura sente-se mesmo deslocado e é olhado com desconfiança. Não pertence ali.

Falo mesmo do topo.[;)]

E as excepções são ainda mais excepções. Contam-se em 5 minutos se tanto.

Percebo e dou-te razão, mas já foi mais assim. Acho que é normal, quando vens de uma família de classe mais alta seja mais fácil chegares a esses cargos, primeiro porque a rede de contactos já está montada, segundo porque há um certa tendência para teres outro tipo de educação/etiqueta que a meu ver é bastante valorizada nesses cargos de gestão de topo.
Dou apenas como exemplo a realidade que conheço, e nunca querendo generalizar..
Tenho um amigo que estuda informática, é um excelente aluno, a tudo, provavelmente o melhor do ano dele, no entanto diz entre em vez de entra, não sabe os modos 100% corretos de como estar a mesa, etc etc. Isto no final faz uma pequena grande diferença na decisão para esses cargos que requerem excelente profissionalismo mas também classe. Esta última, é obviamente mais fácil de encontrar numa família "rica" do que numa família mais para o parolita.
 
O post não é meu, é de um user do zwame e tem 3 anos, mas como achei interessante guardei-o na altura:

"O ISEL essencialmente forma pessoas para arranjarem trabalho. O ensino prático que se ensina lá faz os alunos irem muito bem preparados para o mercado de trabalho (provavelmente melhor preparados que os do ISCTE e IST) e poderem trabalhar durante toda a sua vida em áreas tecnológicas sem grandes problemas.

O problema dos alunos do ISEL é a progressão de carreira e as perspectivas no futuro de assumir posições de liderança/chefia/direção em grandes empresas, e aqui vou fazer uma comparação com os alunos e o ensino do IST:


1 - O IST tem uma reputação superior ao ISEL desde sempre, logo os melhores alunos tendem a ir para o IST e os "menos bons" tendem a ir para o ISEL. É natural portanto no final do curso, em média, um aluno do IST ser melhor do que um aluno do ISEL e conseguir os melhores empregos.


2 - O ISEL foca muito a componente prática, o que é bom porque os alunos aprendem imenso sobre telecomunicações, routers, computadores e diferentes linguagens de programação. Os alunos do IST também aprendem sobre esses temas, mas com carga horaria muito menor, e perdem montes de tempo com as cadeiras relacionadas com matemáticas, fisicas, estatisticas, quimicas e outras aparentes inutilidades que não servem para nada no que diz respeito a arranjar trabalho, mas desenvolvem a mente e a capacidade de trabalho e sacrificio dos alunos do IST que ficam muito melhor preparados comparativamente aos do ISEL no que toca à versatilidade de funções e à capacidade de desenrascar projectos e apresentar trabalho num curto espaço de tempo, o que a longo prazo, em média, é claramente notório nas empresas.


3 - Um aluno do ISEL, em média, apresenta menos competencias transversais e menos "conversa" do que um aluno do IST. Um aluno do ISEL sabe programar em 10 linguagens diferentes e sabe configurar os routers todos da empresa, mas apresenta uma capacidade de raciocinio menor, muitas vezes precisando da calculadora para somar 27 com 17 ou para dividir 48 por 6. Um aluno do IST pode não conseguir configurar os routers todos da empresa com a mesma facilidade do aluno do ISEL, mas consegue não se expor tanto em falhas sobre conceitos gerais/não técnicos, não comprometendo assim a sua progressão nas empresas.


4 - Os alunos do IST tem um perfil mais indicado para chefias e postos superiores na hierarquia das empresas pois conseguem mais facilmente compatibilizar funções técnicas com funções de gestão. Os alunos do ISEL têm mais dificuldade em descolar da parte técnica e a assumir outro tipo de funções nas empresas. A relação de engenheiros do IST e do ISEL que tiram MBA's ao longo da sua carreira deve ser de 9 para 1. Em cada 10 engenheiros que tiram MBA's (apenas entre estas 2 instituições), 9 vêm do IST e apenas 1 vem do ISEL. Aquilo que se verifica nas empresas na área de Lisboa, são muitos quadros superiores formados no IST a gerir equipas com pessoal jovem vindo do ISEL e do IST, sendo que a probabilidade de progressão de carreira dos jovens do IST continua a ser claramente superior aos do ISEL.


Concluindo, os alunos vindo do ISEL arranjam emprego na boa e tendem a ser menos exigentes/problemáticos e terem menos manias do que os do IST, o que os empregadores gostam, mas quando chega a altura de deixar de programar JAVA e afins e subir na carreira, é raro o empregador que aposta no aluno vindo do ISEL.


Bem ou mal, esta é a realidade que eu vejo e que me contam."

é um bom post sem duvida, no entanto as coisas nos dias que correm não são assim tão lineares como estão pintadas no post na actualidade, dependendo da empresa o pessoal do ISEL vem realmente muito melhor preparado, tem mais facilidade de encontrar emprego que os do IST, mas quanto a progressões de carreira depende da empresa onde estão a trabalhar, muita empresa hoje dá formações e aposta na progressão de carreira e já para não falar que querem gente é que saiba trabalhar e seja desenrascada, pessoal tipo IST para andar por lá para mandar dispensam pois disso já lá existe muita gente...

longe vai o tempo em que havia 10 chefes para 100 trabalhadores, hoje as hierarquias são penas 2 ou 3 chefias e chegam bem para uma carrada de gente no terreno...

por isso é que eu vejo pessoal tipo IST que para arranjar emprego vêem-se gregos e quando apanham tem de começar por baixo como os do ISEL e geralmente não duram lá muito tempo, pois a preparação não é a mesma e não aguentam a pedalada...

concorrer a áreas técnicas hoje em dia é complicado, não é como noutros tempos o processo de selecção é muito mais exigente, ter carradas de estudos não significa que se safe na pratica, o que o empregador pretende alguém multifacetado e claro depois os que se destacam é os que conseguem progredir...
 
Percebo e dou-te razão, mas já foi mais assim. Acho que é normal, quando vens de uma família de classe mais alta seja mais fácil chegares a esses cargos, primeiro porque a rede de contactos já está montada, segundo porque há um certa tendência para teres outro tipo de educação/etiqueta que a meu ver é bastante valorizada nesses cargos de gestão de topo.
Dou apenas como exemplo a realidade que conheço, e nunca querendo generalizar..
Tenho um amigo que estuda informática, é um excelente aluno, a tudo, provavelmente o melhor do ano dele, no entanto diz entre em vez de entra, não sabe os modos 100% corretos de como estar a mesa, etc etc. Isto no final faz uma pequena grande diferença na decisão para esses cargos que requerem excelente profissionalismo mas também classe. Esta última, é obviamente mais fácil de encontrar numa família "rica" do que numa família mais para o parolita.

Sem dúvida...a tal network já está montada à partida.

E aí vamos nós à velha questão: cunha ou não?

Atenção, e ressalvo, que vejo até o tal "factor C" de modo diferente da generalidade do pessoal. Para mim a cunha, genericamente, mais não é do que chamam agora de network. Tirando casos gritantes, claro.

Optar pelo amigo de um familiar em detrimento de um desconhecido é natural. Ou por um antigo colega, que até trabalhou connosco alguns anos, no lugar de um recém-formado com média 17. É natural, e não vejo grande problema nisso.
 
O raciocínio até parece interessante porque tenta puxar a vertente prática e comum do assunto, do mercado. E a realidade que vê e que lhe contam tende a ser essa sim...

Contudo, quem escreveu esse post esqueceu-se (assumo que se tenha esquecido porque sendo aluno do IST sabe o mínimo de estatística para distinguir correlação de causalidade) de algo.

E continuando na abordagem de constatação ao mercado de trabalho, é possível verificar outras explicações.

Não é pelos cadeirões de Matemática, pelas bibliografias de 20 volumes ou pelas exigências muitas vezes sem mais valias que o pessoal do IST tende a tirar mais MBA.

Também não é pela apetência para conciliar funções de gestão e técnica, não é de lá essa prerrogativa.

A questão é que grande parte desses futuros gestores o seria de qualquer forma, fosse com curso do IST, do ISEL, UNL ou Escola Superior de Fermentelos. E as manias que têm também não as ganharam todas no IST.

Como aliás podemos constatar facilmente olhando para as empresas.

Portugal é extremamente pequeno e o micro-cosmos das empresas é à sua medida. Todos conhecem todos, a partir de certa altura.[;)]

Faço então a pergunta: que percentagem de alunos do IST, que fizeram o curso com boa média, oriundos de famílias sem "grande peso", de locais mais distantes, chegam a esses cargos de topo?

Em contraponto e na mesma medida, que percentagem de alunos de Gestão Industrial da Escola Superior de Fermentelos, licenciados aos 40 anos, com média de 10 e apenas experiência profissional como secretários de qualquer coisa, também chegam aos tais cargos? (nada tenho contra quem faz um curso aos 40, 50 ou mais...mas isto é outro assunto)

Pois...

E podemos ainda constatar mais. O gajo que rapou sempre que nem um cão, até pode ter saído com média de 15 ou 16 do IST, mas tem sempre uma lacuna que é de muito difícil preenchimento e que lhe veda o acesso ao que é realmente o topo.

A falta de "pedigree"!

Não estudou no liceu tal e coiso francês, o pai não andou na Academia Militar, o tio não foi colega do professor doutor Arrefinfovalho de Almeida, os primos não passavam férias nos anos 50 em Cascais numa qualquer quinta, and so on.

Se é para ser realista, sejamos mesmo, sem complexos nem discursos bonitos de meritocracia...

O gajo muito bom que nasceu na terrinha pode ser um craque, mas a certa altura sente-se mesmo deslocado e é olhado com desconfiança. Não pertence ali.

Falo mesmo do topo.[;)]

E as excepções são ainda mais excepções. Contam-se em 5 minutos se tanto.

Há muito tempo que não punha os dedinhos neste fórum e tu, graças a este post, conseguiste que me voltasse a loggar e, por isso, antes de mais, os meus PARABÉNS!

Disseste tudo. Tudo e mais alguma coisa. É isso que acontece, tiras o curso no técnico ou no ISEL. Se pertences à "maçonaria", parabéns. Se não pertences, temos pena. Podes até nem sequer ser de uma grande família, mas se te ensinaram que pertences a uma, basta achares, vais sempre achar que mereces estar ali. É preciso seres o dito "Betinho".

É isto que acontece. Porque em Portugal vivemos num círculo vicioso onde só quem pertence a esse patamar tem "mais hipóteses".

Uma vez li uma coisa no Linkedin que nunca mais me esqueci:

I told my son, “You will marry the girl I choose.”
He said, “NO!”
I told him, “She is Bill Gates’ daughter.”
He said, “OK.”
I called Bill Gates and said, “I want your daughter to marry my son.”
Bill Gates said, “NO.”
I told Bill Gates, My son is the CEO of World Bank.” Bill Gates said, “OK.”
I called the President of World Bank and asked him to make my son the CEO.
He said, “NO.”
I told him, “My son is Bill Gates’ son-in-law.”
He said, “OK.”
This is exactly how politics works . . ."



PS: Para pessoas que continuaram a achar que para se ser de topo é preciso vir de grandes famílias, por norma tendem a achar que universidades como a Nova ou Católica são o supra-sumo da qualidade... A Católica, faculdade privada onde quem não tem média no público só lá consegue entrar e acham que continua a ser melhor que as outras todas porque também grande parte das pessoas de gestão de topo vêm de lá... E não percebem nada do que acontece nas outras universidade, mas acham que é a melhor.
 
Última edição:
Sem dúvida...a tal network já está montada à partida.

E aí vamos nós à velha questão: cunha ou não?

Atenção, e ressalvo, que vejo até o tal "factor C" de modo diferente da generalidade do pessoal. Para mim a cunha, genericamente, mais não é do que chamam agora de network. Tirando casos gritantes, claro.

Optar pelo amigo de um familiar em detrimento de um desconhecido é natural. Ou por um antigo colega, que até trabalhou connosco alguns anos, no lugar de um recém-formado com média 17. É natural, e não vejo grande problema nisso.

Eu não considero rede de contactos factor C, por vezes esta da trabalho a construir ;)
Posso-te dar o exemplo, tenho dois amigos que namoram desde adolescentes (dois amigos, isto pressupõe um homem e uma mulher, achei que devia salientar que nos tempos de hoje .. [:p])
Ela tem o pai advogado já com um certo nome e poderia criar essa rede de contactos se tivesse paciência para os jantares, almoços, etc etc. Mas não gosta nada disso, e estuda imenso e entrou no único curso que ainda grande empregabilidade com um salário razoável em Portugal, mas que talvez não seja tão assim em 5 anos (Medicina)

Ele, também vem de boas famílias, com bastante património, no entanto não foi tão bom aluno, isto é, 17 em vez de 19, tendo entrado na engenharia da moda. Este interessa-se por diversas áreas acompanha o pai nos convíviosque pode, e vai fazendo por fazer crescer a sua rede de contactos. É muito mais interessado pelos assuntos de cultura geral do que ela, consegue falar de tudo um pouco, etc etc.
Vamos supor que mais tarde, até consegue um emprego normal a exercer as competências para as quais estudou devido a ter tido este percurso...

A quem das mais mérito? A meu ver seguirão os dois um percurso normal, sem factor C.

factor C para mim é quando tens o tio a coçar na câmara e vais para o escritório X para o facebook por seres sobrinho do tio K..

Supondo que sou empresário e preciso de contratar um engenheiro mecânico, é claro que contrataria o filho do meu amigo que já conheço se ele revelasse ter o mesmo percurso académico que o colega dele com as mesmas notas.. Isto é cunha? Não, é só inteligente do ponto de vista de quem contrata..
 
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