Entrar para medicina com média de 10 valores

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Acessos ao ensino superior, médias comparadas entre Portugal e Espanha.

Acessos ao ensino superior, médias comparadas entre Portugal e Espanha.

Bem, o pessoal já sabe que saíram hoje os resultados dos acessos ao superior.

Andei a ver, entre outros, por aqui e cheguei, mais uma vez, à conclusão de que o ensino superior parece continuar de algum modo mercantilizado e de critérios de acesso algo dúbios...

Por exemplo, as médias de entrada em medicina continuam estupidamente altas, mas a variarem de estabelecimento de ensino em estabelecimento de ensino, o que, na prática, viola o princípio constitucional da igualdade. Na verdade aquilo a que, depois, assistimos, é a alunos que vão estudar para Espanha onde as médias são muito mais baixas (falaram-me em valores de 13 e 14...) e, mais tarde, vêm para Portugal com o curso tirado e perfeitamente aptos a exercer.

Por isso, pergunto, é possível fazer aqui, circunstanciada e resumidamente, uma análise comparativa das principais discrepâncias nas médias de acesso ao ensino superior entre Portugal e Espanha (e eventualmente entre outros países da Europa a 27...) e, de algum modo, encontrar justificação?
 
As "médias" são os alunos que as fazem..

Ora, pegando em Medicina, em Portugal há poucas vagas. Daí ser tão complicado entrar.
Não percebi esta parte: "mas a variarem de estabelecimento de ensino em estabelecimento de ensino, o que, na prática, viola o princípio constitucional da igualdade."
Então se numa Universidade só se candidatarem alunos de 18, um gajo com 15 não entra. Mas se noutra só se candidatarem gajos de 14..

Em Medicina isto não acontece porque é um curso com muita procura para as vagas que tem.
Não estou sequer a perceber onde está a confusão. Se aumentares as vagas em Medicina as notas iriam descer :) Se por exemplo só tivesses uma vaga para o curso, então a nota de entrada seria a volta de 20!!

Outro esclarecimento, a "média" como é chamada ( ainda que esteja errado ), não é nada mais que a nota do ultimo gajo a entrar no curso :)
 
Última edição:
Não percebi esta parte: "mas a variarem de estabelecimento de ensino em estabelecimento de ensino, o que, na prática, viola o princípio constitucional da igualdade."

Também não percebi!
Cada universidade tem um número limitado de salas, docentes, infraestruturas e pode aceitar um determinado número de alunos por ano.
Se muita gente procura um determinado curso numa determinada universidade, não há espaço para todos.
Como se faz a seriação? Naturalmente pela média.
Se muitos bons alunos "enchem" as vagas de um curso, é normal que os mais fracos não consigam entrar, seria parvoíce entrarem os mais fracos e os que mais estudaram ficarem à porta.
Ainda assim no caso de Medicina as vagas tem aumentado, e as médias baixado, inclusive este ano em algumas faculdades ficou abaixo da barreira psicológica dos 180,0.

Cumprimentos
 
Nem muito menos estou a ver quais sejam os critérios dúbios. Está tudo bem explicado..:sh)
Nem onde esteja a disparidade de notas. Aposto que anda tudo ali entre os 17 altos e o 18 ( para Medicina ) e muitos, não?

No ano em que eu entrei, nem foi Medicina o curso com a nota mais alta, foi Arquitectura no Porto! Isto porque além das vagas limitadas para a procura não esquecer que nessa altura um aluno que entrasse em Arquitectura no Porto apenas tivesse como especifica o exame de DGD A e um de Medicina tinha Quimica e Biologia. Para além das diferenças obvias em termos de dificuldade entre fazer o secundário no agrupamento de Artes ou no de Ciências e Tecnologia.
 
Última edição:
e cheguei, mais uma vez, à conclusão de que o ensino superior parece continuar de algum modo mercantilizado e de critérios de acesso algo dúbios...

Por exemplo, as médias de entrada em medicina continuam estupidamente altas, mas a variarem de estabelecimento de ensino em estabelecimento de ensino, o que, na prática, viola o princípio constitucional da igualdade.
[:D] [:D] [:D]

Podes desenvolver essa lapidar observação? [:cool:]
 
Restringindo-me exclusivamente à questão colocada no último parágrafo, penso que grande parte da justificação estará na falta de vagas e de instituições capazes de acolher mais alunos (futuros profissionais).

Ainda há uns dias, vi num qualquer meio de informação que Portugal era dos países com menos formação superior, por isso, não será de estranhar a elevada média (ou, como disse, e bem, o Indigo, a nota do último aluno a conseguir vaga).


Não sei as médias (de Medicina, p.e) noutros países europeus, mas creio que não serão tão baixos como os aqui referidos - 12, 13, 14 - apesar de não serem também tão altas como aqui no burgo.
 
Bem, o pessoal já sabe que saíram hoje os resultados dos acessos ao superior.

Andei a ver, entre outros, por aqui e cheguei, mais uma vez, à conclusão de que o ensino superior parece continuar de algum modo mercantilizado e de critérios de acesso algo dúbios...

Por exemplo, as médias de entrada em medicina continuam estupidamente altas, mas a variarem de estabelecimento de ensino em estabelecimento de ensino, o que, na prática, viola o princípio constitucional da igualdade. Na verdade aquilo a que, depois, assistimos, é a alunos que vão estudar para Espanha onde as médias são muito mais baixas (falaram-me em valores de 13 e 14...) e, mais tarde, vêm para Portugal com o curso tirado e perfeitamente aptos a exercer.

Por isso, pergunto, é possível fazer aqui, circunstanciada e resumidamente, uma análise comparativa das principais discrepâncias nas médias de acesso ao ensino superior entre Portugal e Espanha (e eventualmente entre outros países da Europa a 27...) e, de algum modo, encontrar justificação?

Bem o problema em Portugal não é a media são mesmo as vagas que são poucas entrando naturalmente os que tem medias mais altas.

Quanto a Espanha este ano já foi mais complicado para entrar nas universidades junto á fronteira basicamente é preciso esperar um ano depois de completar o 12 ano.

quanto a vir para Portugal não sei a estatística mas muitos médicos não voltam para portugal infelizmente, alem de que se quiserem fazer a especialização cá concorrem em grande desvantagem.

Mas para quem quer mesmo medicina é uma boa hipótese sem duvida espanha, a minha irmã não sabia se entrava cá, concorreu para lá como precaução, em Barcelona onde ela entrou entraram 30 portugueses, apostaria que a grande parte desses portugueses depois de estudarem lá 10 anos não vão querer voltar cá para a Parvónia

E já agora uma colega da minha irma vai para republica checa, acho que entraram 50 tugas lá este ano.

Tudo junto devem ir estudar medicina para o estrangeiro mais do que estudam cá.
 
Antes de o crucificarem, deem tempo para poder explicar, até porque nem considero ser habitual tópicos ou posts à toa do Pé Leve...

Relativamente as diferenças de médias em PT e SP, realmente só conheço as médias de Medicina e por cá sabemos que as vagas são pouco, por isso, lá sobe a média.
Em Direito a média já andou acima dos 16, agora anda bem mais baixa...
é a tal lei da oferta e da procura...
 
Bem o problema em Portugal não é a media são mesmo as vagas que são poucas entrando naturalmente os que tem medias mais altas.

Quanto a Espanha este ano já foi mais complicado para entrar nas universidades junto á fronteira basicamente é preciso esperar um ano depois de completar o 12 ano.

quanto a vir para Portugal não sei a estatística mas muitos médicos não voltam para portugal infelizmente, alem de que se quiserem fazer a especialização cá concorrem em grande desvantagem.

Mas para quem quer mesmo medicina é uma boa hipótese sem duvida espanha, a minha irmã não sabia se entrava cá, concorreu para lá como precaução, em Barcelona onde ela entrou entraram 30 portugueses, apostaria que a grande parte desses portugueses depois de estudarem lá 10 anos não vão querer voltar cá para a Parvónia

E já agora uma colega da minha irma vai para republica checa, acho que entraram 50 tugas lá este ano.

Tudo junto devem ir estudar medicina para o estrangeiro mais do que estudam cá.
Há uns tempos, vi uma reportagem de vários portugueses que estavam a estudar Medicina na Rep. Dominicana (!!):confused:[:D]
 
Bem, o pessoal já sabe que saíram hoje os resultados dos acessos ao superior.

Andei a ver, entre outros, por aqui e cheguei, mais uma vez, à conclusão de que o ensino superior parece continuar de algum modo mercantilizado e de critérios de acesso algo dúbios...

Por exemplo, as médias de entrada em medicina continuam estupidamente altas, mas a variarem de estabelecimento de ensino em estabelecimento de ensino, o que, na prática, viola o princípio constitucional da igualdade. Na verdade aquilo a que, depois, assistimos, é a alunos que vão estudar para Espanha onde as médias são muito mais baixas (falaram-me em valores de 13 e 14...) e, mais tarde, vêm para Portugal com o curso tirado e perfeitamente aptos a exercer.


Por isso, pergunto, é possível fazer aqui, circunstanciada e resumidamente, uma análise comparativa das principais discrepâncias nas médias de acesso ao ensino superior entre Portugal e Espanha (e eventualmente entre outros países da Europa a 27...) e, de algum modo, encontrar justificação?

Ó pé-leve, desculpa que te diga, mas será que ainda não percebeste como funciona o sistema de colocação de alunos???

Este assunto é incrivelmente RECORRENTE neste fórum, sistematicamente é explicado como funciona a colocação nas vagas, mas mesmo assim sistematicamente fazes afirmações de quem não percebe nada do que fala... ou não quer perceber..

Francamente, ás vezes enerva tamanha falta de respeito para com os users que vez após vez te ( e aos outros) tentam explicar o funcionamento.


"Princípios constitucionais de igualdade??":confused::rolleyes:
 
Cada universidade tem um número limitado de salas, docentes, infraestruturas e pode aceitar um determinado número de alunos por ano.
Se muita gente procura um determinado curso numa determinada universidade, não há espaço para todos.
Como se faz a seriação?

A única possível: numeros clausus.

Agora há quem seja (ideologicamente) contra, pode ser o caso do autor do tópico...
 
Bem o problema em Portugal não é a media são mesmo as vagas que são poucas entrando naturalmente os que tem medias mais altas.

Quanto a Espanha este ano já foi mais complicado para entrar nas universidades junto á fronteira basicamente é preciso esperar um ano depois de completar o 12 ano.

quanto a vir para Portugal não sei a estatística mas muitos médicos não voltam para portugal infelizmente, alem de que se quiserem fazer a especialização cá concorrem em grande desvantagem.

Mas para quem quer mesmo medicina é uma boa hipótese sem duvida espanha, a minha irmã não sabia se entrava cá, concorreu para lá como precaução, em Barcelona onde ela entrou entraram 30 portugueses, apostaria que a grande parte desses portugueses depois de estudarem lá 10 anos não vão querer voltar cá para a Parvónia

E já agora uma colega da minha irma vai para republica checa, acho que entraram 50 tugas lá este ano.

Tudo junto devem ir estudar medicina para o estrangeiro mais do que estudam cá.

Ainda estou a tentar perceber porque e que eles la estudam mais medicina do que ca. Ou isso e mania de nos menosprezar a nos proprios, e posso.te garantir que eles la fora por exemplo nao estudam mais engenharia que nos ca.
 
Portugal tem várias áreas em que os cursos são muito melhores cá do que no estrangeiro. Medicina é um desses exemplos, mas há muitos mais, essencialmente na área da saúde (que é a que conheço menos mal[:D]).
 
Ainda estou a tentar perceber porque e que eles la estudam mais medicina do que ca. Ou isso e mania de nos menosprezar a nos proprios, e posso.te garantir que eles la fora por exemplo nao estudam mais engenharia que nos ca.

Acho que entendes-te mal eu não disse que o ensino lá era melhor ou pior que cá, disse que o numero de alunos Portugueses a estudar medicina fora de Portugal deve ser semelhante aos que estudam cá.

E não menosprezei nada, agora quando se sai de casa aos 18 anos e se passa 10 ou 12 anos numa cidade é normal que se fique por lá.
 
Acho que entendes-te mal eu não disse que o ensino lá era melhor ou pior que cá, disse que o numero de alunos Portugueses a estudar medicina fora de Portugal deve ser semelhante aos que estudam cá.

E não menosprezei nada, agora quando se sai de casa aos 18 anos e se passa 10 ou 12 anos numa cidade é normal que se fique por lá.

Claro que sim, mas fiquei com ideia que achavas que os cursos so por serem la fora eram automaticamente melhores que os nossos. O nosso grande problema e a falta de investimento na investigaçao, mas a culpa nao pode ser colocada apenas no estado.
 
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