Também não percebi!
Cada universidade tem um número limitado de salas, docentes, infraestruturas e pode aceitar um determinado número de alunos por ano.
Se muita gente procura um determinado curso numa determinada universidade, não há espaço para todos.
Certo. Na verdade a "violação do princípio da igualdade", como base de raciocínio e não como motivo destruidor de uma análise (que tantos gostam por cá...), assenta, como mera opinião pessoal e não vinculada, na mera observação de que,
in fine, há médicos que entraram com 17 e outros com 20. Há diferenças objectivas na triagem de acesso que por razões estruturais acaba por fazer-se subjectivamente...
Como se faz a seriação? Naturalmente pela média.
Se muitos bons alunos "enchem" as vagas de um curso, é normal que os mais fracos não consigam entrar, seria parvoíce entrarem os mais fracos e os que mais estudaram ficarem à porta.
Ainda assim no caso de Medicina as vagas tem aumentado, e as médias baixado, inclusive este ano em algumas faculdades ficou abaixo da barreira psicológica dos 180,0.
Cumprimentos
Certo, de novo. Mas o que me parece importar nesta discussão (que se não pretendia agarrada a derrapagens analíticas) é a diferença entre faculdades portuguesas e espanholas para, em teoria, um mesmo curso. O que nos leva a questionar o porquê de, por cá, as médias serem tão altas quando, na verdade, para se ser um bom médico o necessário é, mesmo, ser inteligente (demasiadas vezes diverso de ter médias altas) e gostar do curso, no fundo ter aptidão, aptidão que não se esgota nem se distingue na seriação que se verifica por cá.
E a pergunta, cerne do tópico, surge de novo,
é possível fazer aqui, circunstanciada e resumidamente, uma análise comparativa das principais discrepâncias nas médias de acesso ao ensino superior entre Portugal e Espanha (e eventualmente entre outros países da Europa a 27...) e, de algum modo, encontrar justificação?