Não é uma questão de estar correcto ou não e não vale a pena entrares por aí.
Claro que vale a pena. A pergunta é legítima e a resposta deveria ser fácil...
1. Como o Foliv já te explicou, a nota de entrada NADA influi na conclusão do curso, pois partes do zero logo que entras.
Já sei isso há muitas décadas. Na verdade dás-me razão, a média de acesso é, no desenrolar da licenciatura, inutil e apenas serve de crivo. Ora é esse crivo que questiono.
Aliás, como estás muito interessado em Medicina, fica sabendo que -nas actuais regras- a média do curso em Portugal só serve para critérios de desempate no exame de acesso à especialidade.
Não estou nada interessado em medicina e, que eu saiba, ninguém da família está. O exemplo é de limite e serve, precisamente por isso, para o exercício mental que sugeri!
Ou seja, um aluno pode fazer o curso com média de 10 e outro com 16, o de 10 chega ao Harrisson's e tem melhor nota que o de 16 e tem AUTOMATICAMENTE preferência na escolha da especialidade [

]
Chegaste onde pretendia! [

] Ou seja, caso não tenhas percebido, a média de acesso é, para efeitos do desenvolvimento do curso, inútil. Ora (idem, ibidem...) se apenas serve de crivo, a média de acesso, e usando o teu exemplo, tanto fazendo ser de 10 ou de 16 é, convenhamos, um sistema de selecção imperfeito e a carecer de ser aperfeiçoado. Percebes agora?
2. Os diferentes países têm diferentes estruturas universitárias, com diferentes cursos, cursos esses que se desenrolam com diferentes curricula. Isso é a consequência inerente da LIBERDADE e DIVERSIVIDADE no ensino universitário mundial, com faculdades mais especializadas nisto, outras naquilo, outras em nada e por aí fora. A Lei da Oferta e da Procura. Mercado. O mundo é assim (felizmente!).
Opiniões.
3. Como já devias ter percebido as faculdades atraem alunos oferecendo o curso x, feito da maneira y. Naturalmente que é IMPOSSÍVEL que os cursos se desenrolem EXACTAMENTE nas mesmas condições, com os mesmos critérios de avaliação e por aí fora.
Como já devias ter percebido não é de nada disso que estive a falar. A referenciação aos demais países (como por exemplo a Espanha) serve, apenas, para intelectualizarmos que existem diferenças demasiadamente grandes para, no final, justificarem uma diferenciação tão grande em vez de promoverem alterações no sentido da aproximação possível àqueles (afinal recebemos profissionais de lá) e da descomplicação do sistema de acesso cá.
Achas mesmo que se as médias de medicina baixassem para valores aceitáveis de 15/16 "toda a gente" tirava medicina? Já foi dito, e bem, que muita gente desiste algures pelo curso... Percebeste agora?
As críticas que fazes só podem ser resolvidas na ex-CCCP...
Porquê, já lá estiveste?