Entrar para medicina com média de 10 valores

Estado
Não está aberto a mais respostas.
Apenas um preciosismo, pois o que foi dito foi "in fine, há médicos que entraram..."

Naturalmente.

Ora nem mais. Daí a média de acesso, tão taxativa, ser tão, digamos, inútil no fim mas tão limitadora no princípio. É a isso que me refiro, percebes agora?...


Sei perfeitamente disso, pois em todos os cursos há inúmeras desistências. [;)]

É evidentemente limitadora pois não há recursos infinitos para albergar todos os candidatos a determinado curso...

è esse objectivo dos numeros clausus

Não é um sistema perfeito, mas é justo, igual para todos, com regras claras e definidas, é um concurso publico e a nível nacional, altamente aditado e fiscalizado, de confiança, que premeia o mérito individual...

É um sistema de meritocracia.
Quem quer determinado objectivo que trabalhe para isso.
Se mesmo assim não consegue, é porque outros foram melhores do que essa pessoa...o que é justo.
 
O que está em causa é um sistema que permite à priori uma média elevadíssima para entrar, quiçá limitando vocações
Essa das vocações é mais para os Seminários e ao que parece, existem bastantes vagas.

Neste caso, estamos a falar de um sistema que premeia o mérito. Imaginem que os médicos, que são como são, tivessem que ter apenas uma média de 10 para entrar.

Estaríamos cheios de médicos Cubanos....
 
Vagas... que reflectem as condições logísticas e e recursos humanos disponíveis...

A procura do curso, que em Portugal ainda oferece algumas garantias de empregabilidade e boa remuneração..

Se o aluno tem 12 e quer medicina, então que estude mais, suba a sua média, se esforce como os outros, que se sacrifique e abdique de coisas como os outros, e se não conseguir é livre de ir para outro Pais estudar....

Quem entra com 18 teve TODO o mérito de entrar, pois independentemente das razões que o levaram concorrer, atingiu o seu objectivo e evidentemente trabalhou para isso.

Essa media alta reflecte um alto empenho, trabalho, determinação, que só quem realmente quer MESMO esse objectivo consegue ter....

è um dos obstáculos a vencer...

Não basta dizer:
" sou um coitado que queria ser médico mas não quero trabalhar muito para isso e só tenho 12 de media, mas tenho muita vocação snif sniff"

Se quer ser medico ou outra coisa qualquer que trabalhe para isso, que seja melhor que os outros que também querem, se o candidato não tem essa determinação, fibra, e capacidade, nunca seria um bom profissional independentemente da profissão...
Não percebeste. Não há aqui lamentação nenhuma, como pareces sugerir. Nunca me interessou medicina.

O que está em causa é que, por mero artificialismo dos critérios, díspares, uns entrem com 12 (consta-me que em Espanha se entra em medicina em algumas faculdades com essa média, sujeito a confirmação...) e outros com 19, ou mais, o que nos devolve a uma questão que aqui apresentei em tempos sobre as médias de acesso em medicina e as necessidades do país em número de médicos.

É que estamos a dificultar a acesso aos nossos alunos e, na prática, estamos a "importar" médicos a países onde, quiçá, as regras de acesso serão mais, digamos, brandas...

No final todos fazem a mesma coisa, certo?...
 
Essa das vocações é mais para os Seminários e ao que parece, existem bastantes vagas.

Neste caso, estamos a falar de um sistema que premeia o mérito. Imaginem que os médicos, que são como são, tivessem que ter apenas uma média de 10 para entrar.

Estaríamos cheios de médicos Cubanos...
.

Não vejo porquê...até podiam entrar...agora sair era outra história [;)]
 
Ano anterior [;)]

...[;)]

Sim, a definição concreta é conhecida no ano anterior á candidatura...[;)]

Mas desde se anda na escola que se sabe que as notas que vvão contar são as do 10, 11, e 12 anos, e sabe-se desde que se anda na escola que há especificas e vagas...

Por isso o mecanismo geral de candidatura sabe-se anos antes de a realizar...
 
As vagas não sobram para o ano seguinte...acho eu...

Sim, certo...

Não era bem isso que queria dizer....

As vagas que se definem todos os anos tem em consideração o numero de repetentes , dos que passaram para o 2, e dos que desistiram...

Se chumba muita gente no 1º ano, naturalmente que as vagas serão menores para o ano seguinte...

Se passam muitos ou desistem muitos, então no ano seguinte há mais vagas, conforme a logística da instituição...
 
Não percebeste. Não há aqui lamentação nenhuma, como pareces sugerir. Nunca me interessou medicina.

...

Nem me passou pela cabeça sugerir ou pensar sequer que te estás a lamentar:eek:... sei que esta não é a tua área... [;)]
estou a falar no geral não a particularizar em ti, apesar de te estar a interpelar nas respostas...[kiss]
 
Ou seja, e sê sincero, aceitas como justo que um candidato ao mesmo curso que tu entre (por exemplo) em Espanha com 14 e tu tenhas tido de ter (por exemplo, também) 19?! Mais tarde esse aluno poderá, em teoria, ir exercer no mesmo estabelecimento que tu, certo? Achas correcto, não é verdade?

Não é uma questão de estar correcto ou não e não vale a pena entrares por aí.

1. Como o Foliv já te explicou, a nota de entrada NADA influi na conclusão do curso, pois partes do zero logo que entras.

Aliás, como estás muito interessado em Medicina, fica sabendo que -nas actuais regras- a média do curso em Portugal só serve para critérios de desempate no exame de acesso à especialidade.

Ou seja, um aluno pode fazer o curso com média de 10 e outro com 16, o de 10 chega ao Harrisson's e tem melhor nota que o de 16 e tem AUTOMATICAMENTE preferência na escolha da especialidade [:p]

2. Os diferentes países têm diferentes estruturas universitárias, com diferentes cursos, cursos esses que se desenrolam com diferentes curricula. Isso é a consequência inerente da LIBERDADE e DIVERSIVIDADE no ensino universitário mundial, com faculdades mais especializadas nisto, outras naquilo, outras em nada e por aí fora. A Lei da Oferta e da Procura. Mercado. O mundo é assim (felizmente!).

3. Como já devias ter percebido as faculdades atraem alunos oferecendo o curso x, feito da maneira y. Naturalmente que é IMPOSSÍVEL que os cursos se desenrolem EXACTAMENTE nas mesmas condições, com os mesmos critérios de avaliação e por aí fora.

As críticas que fazes só podem ser resolvidas na ex-CCCP...
 
Não percebeste. Não há aqui lamentação nenhuma, como pareces sugerir. Nunca me interessou medicina.

O que está em causa é que, por mero artificialismo dos critérios, díspares, uns entrem com 12 (consta-me que em Espanha se entra em medicina em algumas faculdades com essa média, sujeito a confirmação...) e outros com 19, ou mais, o que nos devolve a uma questão que aqui apresentei em tempos sobre as médias de acesso em medicina e as necessidades do país em número de médicos.

É que estamos a dificultar a acesso aos nossos alunos e, na prática, estamos a "importar" médicos a países onde, quiçá, as regras de acesso serão mais, digamos, brandas...

No final todos fazem a mesma coisa, certo?...

Há o numero de vagas que há, devido á logística das instituições...

Nós não queremos só mais médicos, isso era fácil de arranjar, nós queremos mais BONS médicos, e isso necessita de boas instalações, bons hospitais, bons equipamentos, bons e muitos professores, e muita pratica a cada aluno.... não se pode admitir que numa aula pratica com um doente estejam 30 ou 40 alunos a fazer um exame ao paciente, posi evidentemente só apenas 2 ou 3 desses alunos poderão fazer esse exame...

Não temos faculdades para mais, nem hospitais para mais, nem professores para mais, nem dinheiro para mais.
 
Não vejo porquê...até podiam entrar...agora sair era outra história [;)]

Em 74/75 entraram todos os que se propuseram...e lá acabaram por sair, mais 10 ou 15 anos menos 10 ou 15 anos depois [;)][:D]

Tinham todos vocação, diziam eles.

Na altura falava-se muito na auto-avaliação e coisas assim e um pouco por todo o ensino universitário houve gente que teve uns 3 primeiros anos de faculdade soberbos...cheios de ideais românticos de avaliação. Os saneamentos favoreceram muita e boa gente, como se sabe.

Talvez o PL ache mais justo este sistema ao actual...porque como disse o Foliv, o actual pode não ser perfeito mas é INDUBITAVELMENTE o mais sério, justo e meritocrático.

Quem não concorda com ele, proponha um que o substitua [:p]
 
Não é uma questão de estar correcto ou não e não vale a pena entrares por aí.
Claro que vale a pena. A pergunta é legítima e a resposta deveria ser fácil...

1. Como o Foliv já te explicou, a nota de entrada NADA influi na conclusão do curso, pois partes do zero logo que entras.
Já sei isso há muitas décadas. Na verdade dás-me razão, a média de acesso é, no desenrolar da licenciatura, inutil e apenas serve de crivo. Ora é esse crivo que questiono.

Aliás, como estás muito interessado em Medicina, fica sabendo que -nas actuais regras- a média do curso em Portugal só serve para critérios de desempate no exame de acesso à especialidade.
Não estou nada interessado em medicina e, que eu saiba, ninguém da família está. O exemplo é de limite e serve, precisamente por isso, para o exercício mental que sugeri!
Ou seja, um aluno pode fazer o curso com média de 10 e outro com 16, o de 10 chega ao Harrisson's e tem melhor nota que o de 16 e tem AUTOMATICAMENTE preferência na escolha da especialidade [:p]
Chegaste onde pretendia! [:p] Ou seja, caso não tenhas percebido, a média de acesso é, para efeitos do desenvolvimento do curso, inútil. Ora (idem, ibidem...) se apenas serve de crivo, a média de acesso, e usando o teu exemplo, tanto fazendo ser de 10 ou de 16 é, convenhamos, um sistema de selecção imperfeito e a carecer de ser aperfeiçoado. Percebes agora?

2. Os diferentes países têm diferentes estruturas universitárias, com diferentes cursos, cursos esses que se desenrolam com diferentes curricula. Isso é a consequência inerente da LIBERDADE e DIVERSIVIDADE no ensino universitário mundial, com faculdades mais especializadas nisto, outras naquilo, outras em nada e por aí fora. A Lei da Oferta e da Procura. Mercado. O mundo é assim (felizmente!).
Opiniões.
3. Como já devias ter percebido as faculdades atraem alunos oferecendo o curso x, feito da maneira y. Naturalmente que é IMPOSSÍVEL que os cursos se desenrolem EXACTAMENTE nas mesmas condições, com os mesmos critérios de avaliação e por aí fora.
Como já devias ter percebido não é de nada disso que estive a falar. A referenciação aos demais países (como por exemplo a Espanha) serve, apenas, para intelectualizarmos que existem diferenças demasiadamente grandes para, no final, justificarem uma diferenciação tão grande em vez de promoverem alterações no sentido da aproximação possível àqueles (afinal recebemos profissionais de lá) e da descomplicação do sistema de acesso cá.

Achas mesmo que se as médias de medicina baixassem para valores aceitáveis de 15/16 "toda a gente" tirava medicina? Já foi dito, e bem, que muita gente desiste algures pelo curso... Percebeste agora?

As críticas que fazes só podem ser resolvidas na ex-CCCP...
Porquê, já lá estiveste?
 
Nós não queremos só mais médicos, isso era fácil de arranjar, nós queremos mais BONS médicos, e isso necessita de boas instalações, bons hospitais, bons equipamentos, bons e muitos professores, e muita pratica a cada aluno.... não se pode admitir que numa aula pratica com um doente estejam 30 ou 40 alunos a fazer um exame ao paciente, posi evidentemente só apenas 2 ou 3 desses alunos poderão fazer esse exame...

Não temos faculdades para mais, nem hospitais para mais, nem professores para mais, nem dinheiro para mais.

Precisamente!
Um curso de Medicina tem de ter uma componente prática muito forte, não é como um curso de linguas onde basta um anfiteatro gigante, enfiam-se lá 400 alunos e se dá a palestra cá de baixo, quem ouvir ouviu quem não ouvir paciência.
Para se aumentar o número de vagas em Medicina é preciso haver infraestruturas, pessoal docente, hospitais e tudo o mais preparados para os receber, não é enfiá-los todos num anfiteatro e explicar como curar as pessoas por videoconferência [:D]
Ainda assim, não há fome que não dê em fartura, e as vagas para Medicina tem aumentado um pouco todos os anos.
Não se espere é um número de vagas iguais à de Espanha, que é obviamente um país muito maior, com muitos mais habitantes, mais universidades, e onde naturalmente as coisas são à dimensão de cada país!

Cumprimentos
 
Sim, certo...

Não era bem isso que queria dizer....

As vagas que se definem todos os anos tem em consideração o numero de repetentes , dos que passaram para o 2, e dos que desistiram...

Se chumba muita gente no 1º ano, naturalmente que as vagas serão menores para o ano seguinte...

Se passam muitos ou desistem muitos, então no ano seguinte há mais vagas, conforme a logística da instituição...

Sabes teoricamente pode ser assim mas na prática não me parece [;)]

As vagas resultam de um equilíbrio entre o que quer o ministério e o que pode oferecer a dita faculdade.

Em último grau é o ministério a decidir quantos entram, mas claro que tem de ter em conta as condições logísticas da faculdade. Se quer mais vagas, tem que alterar essas condições.

Agora chegando a um número x, esse número x manter-se-á para os anos seguintes (se subir isso resultará de alterações nas condições logísticas próprias da faculdade) independentemente de quantos chumbarem/desistirem/falecerem/desaparecerem [:D]. No fundo estabelece-se que a faculdade tem capacidade para x alunos por ano.

Por exemplo, a minha (FML), desde 2004 tem aumentado sistematica e substancialmente as vagas dado que se construiu todo um novo edifício (separado do Santa Maria) onde decorrem maioritariamente as aulas dos primeiros 3 anos do curso.

E continua a oferecer este ano as mesmíssimas 295 vagas (acho que é isto) que ofereceu no meu ano (2006) bem como no ano passado.

O número não diminuirá nem aumentará por maiores ou menores número de desistências [;)]

Até porque o número de docentes mantém-se. As desistências só beneficiam/dão folga aos recursos humanos dos anos seguintes certo...nunca ao 1º ano [;)]
 
Última edição:
Há o numero de vagas que há, devido á logística das instituições...

Nós não queremos só mais médicos, isso era fácil de arranjar, nós queremos mais BONS médicos, e isso necessita de boas instalações, bons hospitais, bons equipamentos, bons e muitos professores, e muita pratica a cada aluno.... não se pode admitir que numa aula pratica com um doente estejam 30 ou 40 alunos a fazer um exame ao paciente, pois evidentemente só apenas 2 ou 3 desses alunos poderão fazer esse exame...

Não temos faculdades para mais, nem hospitais para mais, nem professores para mais, nem dinheiro para mais.
Será que não temos mesmo?

Afinal, como dizes, e bem, queremos mais bons médicos, mais boas instalações, mais bons hospitais, mais bons equipamentos, mais e melhores professores e, claro, mais e melhor prática para cada aluno! [;)]
 
não se pode admitir que numa aula pratica com um doente estejam 30 ou 40 alunos a fazer um exame ao paciente, posi evidentemente só apenas 2 ou 3 desses alunos poderão fazer esse exame...

Não se pode?

Ora é isso que está a acontecer.

O problema começa a verificar-se nos anos clínicos desde a subida considerável de vagas iniciada em 2002...

Nos anos básicos e pré-clínicos, desde que consigas ter mais condições estruturais em termos de número de salas/auditórios, a coisa vai-se resolvendo...

(é uma beleza teóricas à Direito...com 300 e tal pessoas no auditório [:D]) e por video-conferência. Sim...aulas em vídeo-conferência.

(os que estão a pensar "Só em Portugal", reprimam os pensamentos que em França, Alemanha, Bélgica, etc, também têm teóricas em vídeo-conferência).

...o problema é depois nos anos clínicos (e já nem falo na especialidade mais tarde...).

E sim essas situações estão a acontecer :sh)

E nem te passa pela cabeça o drama, como nós lhe chamamos, de fazeres a história clínica a um velhote que já teve 15 ou 20 imberbes a pedirem-lhe exactamente as mesmas informações nessa mesma manhã [:D]

Ou o quão confortável é para um doente ter 10-15 alunos no quarto/enfermaria.

Ou um tipo com uma apendicite ser palpado por 25 marmanjos (ou deveria dizer marmanjas que elas superam-nos em número que é uma beleza [:)])...
 
Última edição:
O que está em causa é que, por mero artificialismo dos critérios, díspares, uns entrem com 12 (consta-me que em Espanha se entra em medicina em algumas faculdades com essa média, sujeito a confirmação...) e outros com 19, ou mais, o que nos devolve a uma questão que aqui apresentei em tempos sobre as médias de acesso em medicina e as necessidades do país em número de médicos.

É que estamos a dificultar a acesso aos nossos alunos e, na prática, estamos a "importar" médicos a países onde, quiçá, as regras de acesso serão mais, digamos, brandas...

No final todos fazem a mesma coisa, certo?...

Engraçado que tudo o que mete médias altas, remunerações pouco merecidas e profissionais incompetentes, seja invariavelmente conduzido para medicina...

Mais uma vez:
-o país tem médicos suficientes, mas mal distribuídos.

-a formação precisa de uma infra-estrutura física e humana muito grande e específica.

-Mais médicos de qualidade só com estas condições.

-P ex: 1 médico de cllínica geral recebe 600 euros para aturar 1 aluno de 6ºano durante 2 meses. Isto é um bocado contra o código deontológico que diz que médicos devem contribuir para a formação uns dos outros de borla... Queres 5000 alunos por faculdade a poderem entrar não é? Depois quem paga?

Arranjas maneira de 1 aluno ver uma cirurgia num ano. Devem ficar bem formados...
- Não entendo o paralelo com o estrangeiro: os espanhois têm 30 e tal faculdades e muito desemprego.... óbvio que as médias baixam.

Só contínuo a participar nestes tópicos porque acho que é bom combater o desconhecimento e maledicência que a socidade no geral teima em ter neste tema, de forma mais ou menos bem intencionada.
 
Porquê, já lá estiveste?

Proponho-te o exercício seguinte.

Como resolverias os problemas que levantas: como tornar o sistema mais justo.

É simples.

E estamos à espera, ansiosos :)

E depois, veremos ou não, se não terás que exercer centralismo soviético para conseguires igualdades absolutas em relação a número de vagas, curricula universitários, critérios de avaliação, condições de acesso iguais nos diferentes países e universidades públicas e privadas, etc.
 
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