Entrar para medicina com média de 10 valores

Estado
Não está aberto a mais respostas.
Engraçado que tudo o que mete médias altas, remunerações pouco merecidas e profissionais incompetentes, seja invariavelmente conduzido para medicina...
Talvez haja aqui alguma desatenção... entre outras participações há esta, recentissima..

Mais uma vez:
-o país tem médicos suficientes, mas mal distribuídos.

-a formação precisa de uma infra-estrutura física e humana muito grande e específica.

-Mais médicos de qualidade só com estas condições.

-P ex: 1 médico de cllínica geral recebe 600 euros para aturar 1 aluno de 6ºano durante 2 meses. Isto é um bocado contra o código deontológico que diz que médicos devem contribuir para a formação uns dos outros de borla... Queres 5000 alunos por faculdade a poderem entrar não é? Depois quem paga?

Arranjas maneira de 1 aluno ver uma cirurgia num ano. Devem ficar bem formados...
- Não entendo o paralelo com o estrangeiro: os espanhois têm 30 e tal faculdades e muito desemprego.... óbvio que as médias baixam.

Só contínuo a participar nestes tópicos porque acho que é bom combater o desconhecimento e maledicência que a socidade no geral teima em ter neste tema, de forma mais ou menos bem intencionada.
Todas as contribuições são boas, desde que bem intencionadas, mesmo na divergência de opiniões! [;)]
 
Certo. Na verdade a "violação do princípio da igualdade", como base de raciocínio e não como motivo destruidor de uma análise (que tantos gostam por cá...), assenta, como mera opinião pessoal e não vinculada, na mera observação de que, in fine, há médicos que entraram com 17 e outros com 20. Há diferenças objectivas na triagem de acesso que por razões estruturais acaba por fazer-se subjectivamente...

Certo, de novo. Mas o que me parece importar nesta discussão (que se não pretendia agarrada a derrapagens analíticas) é a diferença entre faculdades portuguesas e espanholas para, em teoria, um mesmo curso. O que nos leva a questionar o porquê de, por cá, as médias serem tão altas quando, na verdade, para se ser um bom médico o necessário é, mesmo, ser inteligente (demasiadas vezes diverso de ter médias altas) e gostar do curso, no fundo ter aptidão, aptidão que não se esgota nem se distingue na seriação que se verifica por cá.

E a pergunta, cerne do tópico, surge de novo, é possível fazer aqui, circunstanciada e resumidamente, uma análise comparativa das principais discrepâncias nas médias de acesso ao ensino superior entre Portugal e Espanha (e eventualmente entre outros países da Europa a 27...) e, de algum modo, encontrar justificação?
Antes de analisares sequer o acesso ao ensino superior, terias que analisar o ensino secundario.

Nos diversos países, uma media de 14 não corresponde ao mesmo. Eu estudei no ensino frances e o melhor aluno da minha turma, teve 16 de media, nunca entraria em medecina ca, mas em paris foi convidado para uma das melhores escolas....
Quem te diz que um 14 em Espanha não esquivale a um 18 cá?

Segundo, analisando o acesso ao ensino ( e deixando de lado a pérola do principio da igualdade, que te vou fazer o favor de não a comentar em público...)
As Universidades têm uma certa autonomia da Administração central, estabelecendo estas os critérios de acesso. De acordo com a capacidade, fisica e pessoal, e com a vontade, cada universidade pode estabelecer os critérios, as notas minimas, et... Para além disto o "mercado" com a oferta e a procura fazem as medias de cada ano.
 
Proponho-te o exercício seguinte.

Como resolverias os problemas que levantas: como tornar o sistema mais justo.

É simples.

E estamos à espera, ansiosos :)

E depois, veremos ou não, se não terás que exercer centralismo soviético para conseguires igualdades absolutas em relação a número de vagas, curricula universitários, critérios de avaliação, condições de acesso iguais nos diferentes países e universidades públicas e privadas, etc.
Mas já propus, no decurso deste tópico, embora não tenhas reparado... [:p]

Vai lá ler o tópico todo, sobretudo tentando não te agarrares, como fizeste inicialmente, à primeira partícula que te pareceu uma falha para não ires à análise fulcral do tema!... [:p]

Bem, com o devido respeito por todos os intervenientes, agora vou retirar-me porque amanhã é dia de escola, como costumo dizer! [;)]

Boa noite a todos.
 
Será que não temos mesmo?

Afinal, como dizes, e bem, queremos mais bons médicos, mais boas instalações, mais bons hospitais, mais bons equipamentos, mais e melhores professores e, claro, mais e melhor prática para cada aluno! [;)]

Não são todos os médicos que aceitam ficar com os estudantes, e menos ainda os que realmente dão um bom acompanhamento ao aluno.

Já tive a acompanhar consultas em que parecia uma reunião de grupo, em que enchiamos o consultório. Isto obviamente acaba por perturbar o desenrolar do acto médico.

E numa autópsia? É uma sorte não ter que ficar atrás de dois ou três colegas a tentar espreitar por cima dos ombros deles.

Histologia: se calha de um ou dois microscópios estarem avariados, é um problema, porque os outros todos já estão ocupados.

Talvez até tenhamos hospitais suficientes para aumentar o número de vagas, sim. Mas se vamos distribuindo os alunos pelo vários, às tantas temos alunos a estagiar a 100km da faculdade e de casa (eu já o fiz a 60km e era complicado o tempo que perdia em estrada (e tenho a sorte de ter carro) e o custo disso). E não estou a falar do Estágio Clínico (6º ano), em que aí, realmente, se estagiamos longe, mais vale arranjar casa perto do estágio. Estou a falar de quando temos estágio e aulas/seminário/exames na faculdade, tudo na mesma altura.


Acho que o sistema actual é bastante justo: quem trabalha mais, entra. Claro, um aluno de uma escola problemática se calhar vai ter mais dificuldade em conseguir média de entrada, mas aí não é uma questão de deficiência no método de entrada. Aumentar substancialmente as vagas ia aumentar muito o número de alunos e piorar a qualidade de ensino nas faculdades actuais (sim, os menos vocacionados entretanto não conseguiam sequer acabar, mas primeiro que saíssem, íamos ter salas repletas, aulas práticas sem condições, etc).
 
Talvez haja aqui alguma desatenção... entre outras participações há esta, recentissima..

Todas as contribuições são boas, desde que bem intencionadas, mesmo na divergência de opiniões! [;)]


Não quero dizer que sejam do user pé leve.
Se não consegue contrapor o que lhe expliquei com profundíssimo conhecimento de causa então esta discussão (que nem pretendo que seja) é estéril.

Arranje maneira de financiar ensino de qualidade a 5000 estudantes de medicina e pode ir pedir emprego ao nosso primeiro-ministro.
Quem diz 5000 diz 20.000, porque afinal o importante é querer estudar.

Não há condições para muito mais, nos moldes actuais.
Temos médicos que cheguem! É díficil de entender? vem nas estatísticas!

Mas como e que alguém não entende que se em espanha há uma razão de vagas/população superior a média desce????
 
Li o tópico todo.

Resumindo:

1 - Fim dos números clausus
2 - Pé Leve não entende médias portuguesas vs espanholas
2 - Pé Leve defende sistema não exclusivamente baseado em médias aritméticas de exames iguais em todo o país.

Respostas:

1 - Proponha modelo de financiamento para um ensino prático independentemente do númeor de alunos (já nem peço de qualidade e nem é preciso ir além das condições físicas). Se não consegue---> passe ao ponto 3.

1- Mais que explicado e sem possibilidade de discussão: mais vagas, média mais baixa. Um user postou que os espanhóis podem entrar em todas. Não podem. Ainda o ano passado na universidade de Salamanca (penso u) se revoltaram porque ficara sem muitas vagas em prol dos portugueses---> vagas existem.

2 - Defende um processo de admissão "mais perfeito" com entrevistas, avaliação de aptidão medida com base não sei em quê. --> Caminho da subjectividade.

Conduziria a resultados diferentes mas se o filho do cidadão Pé-Leve com média de 18 e uma vocação desde o berço para a prática médica ficasse de fora do almejado curso de Medicina sendo preterido por causa da entrevista com o Dr.XPTO, em favor do menino J. PTO (com média de 12 e gosto por fazer graffitis em paredes, filho do amigo, parente da prima).... o AHO cá estaria para acolher as suas reflexões.

[;)]
 
Especificamente em relação à Medicina (que parece ser sempre o destino final destas conversas, acabando inevitavelmente no exemplo de todos os males [:D])...

....podemos discutir os critérios de entrada...

Comecemos pelo método belga (e acho que a França faz algo parecido...):

Fazer um 1º ano com 4-5x mais de vagas do que os restantes e no final desse 1º ano ocorrer selecção com base nas notas alcançadas já dentro da faculdade.

Género entrarem 1000 e no final serem escolhidos 200. Restantes 800 dirigidos para outros cursos de saúde.

Mas presumo que muitos achem este método pouco...humanista [:D]

Ou então sistema à americana...3 primeiros anos comuns a outros cursos de saúde e depois faz-se a selecção aí, na mesmíssima base de candidaturas às faculdades como ocorre na América, com cartas de recomendações e por aí fora.

Conclusão: a selecção é sempre feita [:p]

Só se põe a questão sobre a altura: início, final 1º ano, final 3º...

Quanto à entrevista para entrada na faculdade: oh amigos, isto não é a Inglaterra. Seria a cunha total :sh) Mas talvez haja quem encontre aí maior igualdade...
 
Para mim, este método actual de seriação das candiaturas é o mais justo...


Para quem diz que deviam abrir mais vagas em Medicina para a média descer... Mesmo que duplicassem o número de vagas a média ia descer poucas décimas, tal a ferocidade da disputa...:sh) Deve-se aumentar a capacidade formativa mediante as necessidades do Pais, não para permitir que a miuda que até teve média de 18 consiga entrar e não ficar deprimida.


Vou dar um número que talvez muita gente não saiba. Nos ultimos 7 anos, o número de vagas em medicina aumentou 60%. As faculdades mais antigas já estão pelas costuras, porque não há nem instalações, nem orçamento para contractar docentes. Por isso opta-se por aumentar o número de alunos por turma/aula, com a respectiva diminuição da qualidade do ensino.


Relativamente a portugueses que se licenciam em Medicina no estrangeiro, acaba por ser um excelente negócio para o estado.
 
Última edição:
Aliás, como estás muito interessado em Medicina, fica sabendo que -nas actuais regras- a média do curso em Portugal só serve para critérios de desempate no exame de acesso à especialidade.

Ou seja, um aluno pode fazer o curso com média de 10 e outro com 16, o de 10 chega ao Harrisson's e tem melhor nota que o de 16 e tem AUTOMATICAMENTE preferência na escolha da especialidade [:p]


Está definido que isso vai mudar para quem concluir o curso dentro de 3 anos.

A média de curso vai contribuir com determinada percentagem para a seriação. Média essa que vai ser sujeita a factor de correcção, porque o grau de exigência varia de faculdade para faculdade, com as de Lisboa a serem as menos exigentes e o ICBAS e a FMUP a ser o mata e esfola.


Cumprimentos
 
Tópico muito interessante!


Confesso que entrei com uma opinião e saí com outra:

Este sistema é o mais justo!


Adoraria dizer e idealizar que fosse possível conceber um método de "caça talentos" de medicina, aferindo a vocação/paixão que muitos alunos possam ter por esta área... mas o resultado seria SEMPRE mais injusto do que o actual.


Tenho no entanto uma proposta a fazer:

E que tal uma entrevista feita por 3 ou 4 médicos (júris) a todos os alunos que têm uma média igual ou superior a 17,5 e que não entram na faculdade? Desta forma poder-se-ia por decreto acolher por exemplo mais 5 ou 10 pessoas e deste modo talvez se identificasse os potenciais predestinados, criando um sentimento de maior justiça e humanidade. Que acham?
 
Bem, o pessoal já sabe que saíram hoje os resultados dos acessos ao superior.

Andei a ver, entre outros, por aqui e cheguei, mais uma vez, à conclusão de que o ensino superior parece continuar de algum modo mercantilizado e de critérios de acesso algo dúbios...

Por exemplo, as médias de entrada em medicina continuam estupidamente altas, mas a variarem de estabelecimento de ensino em estabelecimento de ensino, o que, na prática, viola o princípio constitucional da igualdade. Na verdade aquilo a que, depois, assistimos, é a alunos que vão estudar para Espanha onde as médias são muito mais baixas (falaram-me em valores de 13 e 14...) e, mais tarde, vêm para Portugal com o curso tirado e perfeitamente aptos a exercer.

Por isso, pergunto, é possível fazer aqui, circunstanciada e resumidamente, uma análise comparativa das principais discrepâncias nas médias de acesso ao ensino superior entre Portugal e Espanha (e eventualmente entre outros países da Europa a 27...) e, de algum modo, encontrar justificação?


A média para medicina em Espanha anda entre o 16 e o 17,5.
Mandar bitaites para o ar também eu o faço... antes de falares de algo verifica os factos, só te fica bem..
 
Tópico muito interessante!


Confesso que entrei com uma opinião e saí com outra:

Este sistema é o mais justo!


Adoraria dizer e idealizar que fosse possível conceber um método de "caça talentos" de medicina, aferindo a vocação/paixão que muitos alunos possam ter por esta área... mas o resultado seria SEMPRE mais injusto do que o actual.


Tenho no entanto uma proposta a fazer:

E que tal uma entrevista feita por 3 ou 4 médicos (júris) a todos os alunos que têm uma média igual ou superior a 17,5 e que não entram na faculdade? Desta forma poder-se-ia por decreto acolher por exemplo mais 5 ou 10 pessoas e deste modo talvez se identificasse os potenciais predestinados, criando um sentimento de maior justiça e humanidade. Que acham?

Só pelo 1º Bold vale a pena continuar a debater este tipo de tópicos.

É uma proposta interessante a que fizeste. Uma repescagem submetida a um juri plural.apr:)
 
Li o tópico todo.

Resumindo:

1 - Fim dos números clausus
2 - Pé Leve não entende médias portuguesas vs espanholas
2 - Pé Leve defende sistema não exclusivamente baseado em médias aritméticas de exames iguais em todo o país.
Resumindo:
1 - Alargamento das dotações, não o fim do numeros clausus.
2 - Pé Leve lançou à discussão as médias portuguesas versus espanholas, o que é diferente
2 (?) - A aproximação dos critérios de forma mais abrangente pelos diversos estabelecimentos de ensino tornaria o processo mais justo. As faculdades não têm meios? Adaptem-se e arranjem-nos, afinal o país está em mudança e as faculdades não devem ser excepção.

Respostas:

1 - Proponha modelo de financiamento para um ensino prático independentemente do númeor de alunos (já nem peço de qualidade e nem é preciso ir além das condições físicas). Se não consegue---> passe ao ponto 3.
1 - O modelo de financiamento existe e é adequado. Se não chega poderemos estar perante duas possibilidades, gestão de eficácia aquém do que deveria, ou a necessidade de um sistema misto de gestão pública/privada deveria começar a ser equacionado. Os preços praticados aumentariam? Talvez não, sobretudo com mais alunos a poder entrar em determinados cursos com mais facilidade.

1- Mais que explicado e sem possibilidade de discussão: mais vagas, média mais baixa. Um user postou que os espanhóis podem entrar em todas. Não podem. Ainda o ano passado na universidade de Salamanca (penso u) se revoltaram porque ficara sem muitas vagas em prol dos portugueses---> vagas existem.
1 (?) - Sim. Mais vagas igual a média mais baixa, igual a mais médicos. E o grande receio parece estar aqui...

2 - Defende um processo de admissão "mais perfeito" com entrevistas, avaliação de aptidão medida com base não sei em quê. --> Caminho da subjectividade.
2 - Este seria o ponto 3, certo? Estamos fartos de ouvir falar no excessivo peso que os exames apresentam na notação final dos diversos anos de ensino e nos cursos, certo? Muitos dos alunos prefeririam, de longe, uma avaliação contínua, por ser mais justa e prolongada no tempo e por não fazer depender o trabalho de todo um ano de um simples acto que se resume a um teste escrito que pode bem ser a única avaliação a correr mal. E eis que aqui temos, sem grande procura, uma das muitas coisas que parece ser pacífico no meio estudantil que poderia mudar para melhor...

Médias de acesso elevadas são a solução? Bem... A uniformização de critérios de acesso é menos justa? Subjectiva? Claro, só podia...

E que dizer, para além das diferenças entre as escolas públicas, das diferenças entre estas e os colégios nas notas finais dos alunos? Não haverão diferenças de fundo?

O que é que se propõe? Há muita coisa a evoluir... Desde logo um acompanhamento das vocações a começar na primária e o consequente aproveitamento de milhares profissionais dessas áreas que actualmente estão no desemprego ou a trabalhar em áreas diferentes!...

Engraçado que o grau de cristalização sobre ideias novas, ou pelo menos a considerar discutir, está a níveis muito similares àquilo que se encontrava com muita frequência na geração anterior à minha, há várias décadas atrás, sobretudo quando as pessoas, mesmo as mais jovens, começam a pensar que a mudança as pode atingir directa e negativamente, como parece estar a ser este o caso, mas apoiam acerrimamente as mudanças para todos os demais! Curioso.

Conduziria a resultados diferentes mas se o filho do cidadão Pé-Leve com média de 18 e uma vocação desde o berço para a prática médica ficasse de fora do almejado curso de Medicina sendo preterido por causa da entrevista com o Dr.XPTO, em favor do menino J. PTO (com média de 12 e gosto por fazer graffitis em paredes, filho do amigo, parente da prima).... o AHO cá estaria para acolher as suas reflexões.

[;)]
Já referi que não tenho ninguém na família interessado em medicina.

Curioso, ou nem por isso, que se não aceite a abertura da malha para os acessos aos cursos de médias mais altas, defendendo-se "doutrinariamente" a manutenção dos actuais métodos de selecção - e a medicina serviu apenas como exemplo, embora o tenham "agarrado com unhas e dentes" para esta discussão - e, depois, se aceitem, pacificamente, por exemplo, a "invasão" de médicos de outros países parecendo que estes já não vêm influenciar os números existentes.

Percebe-se que parte da explicação resida num receio considerável de que se se "abrisse a torneira" ao acesso e formação em determinadas áreas, elas se vulgarizassem e desvalorizassem. Nada mais errado (a Lei da Oferta e da Procura não explica tudo), pois, precisamente, certas áreas em que isso se verifica apresentam-se carentes de profissionais, sendo a saúde apenas uma delas.

Não faltam profissionais qualificados? Das duas uma, ou faltam mesmo e não estamos muito bem a perceber isso, aliás como se constata no dia a dia e nas reclamações dos utentes, ou estão muitos deles mal distribuídos geograficamente, ou ainda, faltam profissionais e muitos dos que existem estão mesmo deficientemente distribuídos geograficamente.

Aliás a distribuição geográfica é outro dos temores, aliás também já aqui expostos, que preocupam os nossos alunos, futuros técnicos das mais variadas áreas, bem como os profissionais já em actividade também nas diversas áreas.

Solução? Não é fácil, mas é pensável. Talvez uma mais clara aposta do Estado na colocação periférica, onde também existem pessoas a precisar dos serviços desses técnicos e um aumento para números razoáveis por forma a garantir a resposta necessária e o direito à rotação sobretudo em lógica de colocação periférica.

Mas é sempre interessante esta troca de opiniões, mesmo quando é mais "acesa", sobretudo quando os temas são "quentes" e mexem directamente com os interesses das pessoas, classes ou grupos profissionais, sendo interessante assistir-se a algumas posturas mais nervosas, tantas vezes a derrapar do tema proposto.

Mas o essencial está conseguido. A discussão do tema e o evidenciar da respectiva realidade, seja qual for a opinião que sobre ela cada um dos interlocutores apresenta.

Curioso, mas útil e interessante. [;)]
 
Tópico muito interessante!


Confesso que entrei com uma opinião e saí com outra:

Este sistema é o mais justo!


Adoraria dizer e idealizar que fosse possível conceber um método de "caça talentos" de medicina, aferindo a vocação/paixão que muitos alunos possam ter por esta área... mas o resultado seria SEMPRE mais injusto do que o actual.


Tenho no entanto uma proposta a fazer:

E que tal uma entrevista feita por 3 ou 4 médicos (júris) a todos os alunos que têm uma média igual ou superior a 17,5 e que não entram na faculdade? Desta forma poder-se-ia por decreto acolher por exemplo mais 5 ou 10 pessoas e deste modo talvez se identificasse os potenciais predestinados, criando um sentimento de maior justiça e humanidade. Que acham?
Se não fosse por outras, por esta resposta já teria valido a pena a colocação do presente tópico.

Os sistemas não são imutáveis, evoluem, e, de acordo com isso, são melhoráveis como aqui, e bem, se exemplifica.

Parabéns.
 
Tenho no entanto uma proposta a fazer:

E que tal uma entrevista feita por 3 ou 4 médicos (júris) a todos os alunos que têm uma média igual ou superior a 17,5 e que não entram na faculdade? Desta forma poder-se-ia por decreto acolher por exemplo mais 5 ou 10 pessoas e deste modo talvez se identificasse os potenciais predestinados, criando um sentimento de maior justiça e humanidade. Que acham?

Daria cunha da grossa [;)]
 
Estamos fartos de ouvir falar no excessivo peso que os exames apresentam na notação final dos diversos anos de ensino e nos cursos, certo? Muitos dos alunos prefeririam, de longe, uma avaliação contínua, por ser mais justa e prolongada no tempo e por não fazer depender o trabalho de todo um ano de um simples acto que se resume a um teste escrito que pode bem ser a única avaliação a correr mal. E eis que aqui temos, sem grande procura, uma das muitas coisas que parece ser pacífico no meio estudantil que poderia mudar para melhor...

Fartos onde? Na sede da JCP? [:D]

Agora fizeste-me lembrar os panfletos que distribuíam na secundária e que cheguei a scanar para aqui no fórum antigo [:D]

Pacífico no meio estudantil? Obviamente que nunca terás estudantes a defender exames, mas que verdade de La Palice [:D]
 
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Não está aberto a mais respostas.
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