Li o tópico todo.
Resumindo:
1 - Fim dos números clausus
2 - Pé Leve não entende médias portuguesas vs espanholas
2 - Pé Leve defende sistema não exclusivamente baseado em médias aritméticas de exames iguais em todo o país.
Resumindo:
1 - Alargamento das dotações, não o fim do
numeros clausus.
2 - Pé Leve lançou à discussão as médias portuguesas versus espanholas, o que é diferente
2 (?) - A aproximação dos critérios de forma mais abrangente pelos diversos estabelecimentos de ensino tornaria o processo mais justo. As faculdades não têm meios? Adaptem-se e arranjem-nos, afinal o país está em mudança e as faculdades não devem ser excepção.
Respostas:
1 - Proponha modelo de financiamento para um ensino prático independentemente do númeor de alunos (já nem peço de qualidade e nem é preciso ir além das condições físicas). Se não consegue---> passe ao ponto 3.
1 - O modelo de financiamento existe e é adequado. Se não chega poderemos estar perante duas possibilidades, gestão de eficácia aquém do que deveria, ou a necessidade de um sistema misto de gestão pública/privada deveria começar a ser equacionado. Os preços praticados aumentariam? Talvez não, sobretudo com mais alunos a poder entrar em determinados cursos com mais facilidade.
1- Mais que explicado e sem possibilidade de discussão: mais vagas, média mais baixa. Um user postou que os espanhóis podem entrar em todas. Não podem. Ainda o ano passado na universidade de Salamanca (penso u) se revoltaram porque ficara sem muitas vagas em prol dos portugueses---> vagas existem.
1 (?) - Sim. Mais vagas igual a média mais baixa, igual a mais médicos. E o grande receio parece estar aqui...
2 - Defende um processo de admissão "mais perfeito" com entrevistas, avaliação de aptidão medida com base não sei em quê. --> Caminho da subjectividade.
2 - Este seria o ponto 3, certo? Estamos fartos de ouvir falar no excessivo peso que os exames apresentam na notação final dos diversos anos de ensino e nos cursos, certo? Muitos dos alunos prefeririam, de longe, uma avaliação contínua, por ser mais justa e prolongada no tempo e por não fazer depender o trabalho de todo um ano de um simples acto que se resume a um teste escrito que pode bem ser a única avaliação a correr mal. E eis que aqui temos, sem grande procura, uma das muitas coisas que parece ser pacífico no meio estudantil que poderia mudar para melhor...
Médias de acesso elevadas são a solução? Bem... A uniformização de critérios de acesso é menos justa? Subjectiva? Claro, só podia...
E que dizer, para além das diferenças entre as escolas públicas, das diferenças entre estas e os colégios nas notas finais dos alunos? Não haverão diferenças de fundo?
O que é que se propõe? Há muita coisa a evoluir... Desde logo um acompanhamento das vocações a começar na primária e o consequente aproveitamento de milhares profissionais dessas áreas que actualmente estão no desemprego ou a trabalhar em áreas diferentes!...
Engraçado que o grau de cristalização sobre ideias novas, ou pelo menos a considerar discutir, está a níveis muito similares àquilo que se encontrava com muita frequência na geração anterior à minha, há várias décadas atrás, sobretudo quando as pessoas, mesmo as mais jovens, começam a pensar que a mudança as pode atingir directa e negativamente, como parece estar a ser este o caso, mas apoiam acerrimamente as mudanças para todos os demais! Curioso.
Conduziria a resultados diferentes mas se o filho do cidadão Pé-Leve com média de 18 e uma vocação desde o berço para a prática médica ficasse de fora do almejado curso de Medicina sendo preterido por causa da entrevista com o Dr.XPTO, em favor do menino J. PTO (com média de 12 e gosto por fazer graffitis em paredes, filho do amigo, parente da prima).... o AHO cá estaria para acolher as suas reflexões.
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Já referi que não tenho ninguém na família interessado em medicina.
Curioso, ou nem por isso, que se não aceite a abertura da malha para os acessos aos cursos de médias mais altas, defendendo-se "doutrinariamente" a manutenção dos actuais métodos de selecção - e a medicina serviu apenas como exemplo, embora o tenham "agarrado com unhas e dentes" para esta discussão - e, depois, se aceitem, pacificamente, por exemplo, a "invasão" de médicos de outros países parecendo que estes já não vêm influenciar os números existentes.
Percebe-se que parte da explicação resida num receio considerável de que se se "abrisse a torneira" ao acesso e formação em determinadas áreas, elas se vulgarizassem e desvalorizassem. Nada mais errado (a Lei da Oferta e da Procura não explica tudo), pois, precisamente, certas áreas em que isso se verifica apresentam-se carentes de profissionais, sendo a saúde apenas uma delas.
Não faltam profissionais qualificados? Das duas uma, ou faltam mesmo e não estamos muito bem a perceber isso, aliás como se constata no dia a dia e nas reclamações dos utentes, ou estão muitos deles mal distribuídos geograficamente, ou ainda, faltam profissionais e muitos dos que existem estão mesmo deficientemente distribuídos geograficamente.
Aliás a distribuição geográfica é outro dos temores, aliás também já aqui expostos, que preocupam os nossos alunos, futuros técnicos das mais variadas áreas, bem como os profissionais já em actividade também nas diversas áreas.
Solução? Não é fácil, mas é pensável. Talvez uma mais clara aposta do Estado na colocação periférica, onde também existem pessoas a precisar dos serviços desses técnicos e um aumento para números razoáveis por forma a garantir a resposta necessária e o direito à rotação sobretudo em lógica de colocação periférica.
Mas é sempre interessante esta troca de opiniões, mesmo quando é mais "acesa", sobretudo quando os temas são "quentes" e mexem directamente com os interesses das pessoas, classes ou grupos profissionais, sendo interessante assistir-se a algumas posturas mais nervosas, tantas vezes a derrapar do tema proposto.
Mas o essencial está conseguido. A discussão do tema e o evidenciar da respectiva realidade, seja qual for a opinião que sobre ela cada um dos interlocutores apresenta.
Curioso, mas útil e interessante. [

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