Entrar para medicina com média de 10 valores

Estado
Não está aberto a mais respostas.
nthor, para isso é que serviam os exames nacionais. mas até com isso querem acabar...
O problema dos exames nacionais é apenas, o basear-se a nota neles e não no trabalho de um aluno ao longo do ano.

De resto nada a apontar.

Há uns vinte anos um amigo, que tinha andado num colégio privado veio me perguntar o que era o factor Rhesus, estava preocupado pq ia para medicina e queria saber mais alguma coisa, depois de lhe explicar, só lhe disse, "mas não te preocupes, com a ajuda do teu pai vais conseguir".

E conseguiu, mas passou por cima de muitos, entre eles uma rapariga de origens humildes que sabia mais do que ele (tb não era difícil) mas não era "filha de peixe".
 
Quais melhorzinhos, aqueles que passam pelo liceu apenas pq o papá tem dinheiro para pagar e exigir resultados, ao e num colégio privado?

Uau, de facto...

[:D]

Vai conhecer as pessoas de um curso de medicina. Sim, vais encontrar pessas com essas características, mas é um pouco limitado pensar que são todos.

Olha eu entrei e vim de uma escola secundária pública da linha de Sintra, e se não fosse a bolsa dos serviços sociais da faculdade, dificilmente eu teria possibilidades de estar a fazer o curso. A minha escola, no ano em que eu entrei "colocou" 5 alunos em medicina, dois deles eu conheço e de ricos não têm nada...
 
André, 100% de acordo... O meu post vai anterior vai no sentido que Portugal formaria um número adequado de médicos se estivesse bem servido destes profissionais.

Mas a realidade ( e os números devem-se analisar mediante as circunstâncias ) mostra que será necessário aumentar um pouco o número de licenciados para não se sentir uma certa quebra na próxima década. Em função desse facto, não podemos inferir que por estarmos a formar mais que a média Europeia, estejamos a formar os suficientes.


Cumps
 
Os tipos com dinheiro, quando não entram cá...vão fazer lá fora o curso.

Ou digam-me quem pode pagar €8000/ano de propinas na República Checa?

Espanha já exige um nível algo elevado acima de 16 e isso está longe de ser para todos, com dinheiro ou sem dinheiro. E no fundo os custos são os de qualquer outro aluno que tem de sair de casa dos pais para ir para a universidade.

E eu a pensar no drama, descrito por um membro, dos que tinham que fazer o curso lá fora e que tinham mais vocação.

Logo a seguir diz que cá entram, não os melhorzitos, mas os que podem pagar para serem bons no secundário.

Hum...lá fora a vocação paga €8000 de propina anual, cá dentro a riqueza dos pais paga os resultados em exames nacionais e no ensino secundário de propina 0,45 cêntimos/disciplina.

Epá, estou maravilhado com tal raciocínio.

Quase bateu a pérola das 1600 novas vagas no Algarve [:D]
 
Os tipos com dinheiro, quando não entram cá...vão fazer lá fora o curso.

Ou digam-me quem pode pagar €8000/ano de propinas na República Checa?

Espanha já exige um nível algo elevado acima de 16 e isso está longe de ser para todos, com dinheiro ou sem dinheiro. E no fundo os custos são os de qualquer outro aluno que tem de sair de casa dos pais para ir para a universidade.

E eu a pensar no drama, descrito por um membro, dos que tinham que fazer o curso lá fora e que tinham mais vocação.

Logo a seguir diz que cá entram, não os melhorzitos, mas os que podem pagar para serem bons no secundário.

Hum...lá fora a vocação paga €8000 de propina anual, cá dentro a riqueza dos pais paga os resultados em exames nacionais e no ensino secundário de propina 0,45 cêntimos/disciplina.

Epá, estou maravilhado com tal raciocínio.

Quase bateu a pérola das 1600 novas vagas no Algarve [:D]
Vê lá não caias a fazer tantas fintas.

Eu sei que tens um problema com as pérolas mas não, não servem para isso.

Tu és mesmo hilariante, quando a conversa não te agrada vai de abandalhar os temas, giro, táctica da pré, mas giro...
 
Ntor,

Concordo contigo quando afirmas que um aluno de familia abastada tenha mais possibilidades de obter melhores resultados escolares que o de familia carenciada.


Espanta-me é que alguém se preocupe mais com os riquinhos que entram em medicina do que com os carênciados que têm de abandonar a escola para trabalhar.

A lógica é a mesma... O dinheiro dos pais abre ou não portas aos filhos. Não é uma lógica infalível, mas a verdade é que as possibilidades de sucesso escolar variam mediante as capacidades económicas. Colégios e escolas superiores privadas são apenas um exemplo.



Sempre foi assim e sempre há-de ser...
 
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André, 100% de acordo... O meu post vai anterior vai no sentido que Portugal formaria um número adequado de médicos se estivesse bem servido destes profissionais.

Mas a realidade ( e os números devem-se analisar mediante as circunstâncias ) mostra que será necessário aumentar um pouco o número de licenciados para não se sentir uma certa quebra na próxima década. Em função desse facto, não podemos inferir que por estarmos a formar mais que a média Europeia, estejamos a formar os suficientes.


Cumps
Finalmente. É isso tudo. Esperemos que, agora, os demais que ainda não perceberam entendam!... [;)]
 
Finalmente. É isso tudo. Esperemos que, agora, os demais que ainda não perceberam entendam!... [;)]


Não sei quem é que não percebeu o quê....

O que o Arturval disse tem muito pouco a ver com a tua argumentação inicial.

Defendes (como o Arturval) um bocadinho mais de vagas?? 20% por exemplo? É isso? É que a média desceria aí 0,5 valores. Já te serve?

As vagas foram aumentando desde 2002. Já vão a caminho do dobro. Não é por aumentarem muito mais (SEM CONDIÇÕES PARA ENSINAR) que os que já estão em formação saem mais depressa e o país vai resolver o seu problema.
 
Que excelente técnica, para ter sempre a útlima palavra. Os meus sinceros parabéns!
Não tem técnica alguma, mas simples constatação que aquele user também faz:
Mas a realidade ( e os números devem-se analisar mediante as circunstâncias ) mostra que será necessário aumentar um pouco o número de licenciados para não se sentir uma certa quebra na próxima década. Em função desse facto, não podemos inferir que por estarmos a formar mais que a média Europeia, estejamos a formar os suficientes.
O que nos remete para a carência de médicos causada, necessariamente, pelas médias de acesso incompreensivelmente altas, objecto, aliás, do meu primeiro post. [;)]
 
Não tem técnica alguma, mas simples constatação que aquele user também faz:O que nos remete para a carência de médicos causada, necessariamente, pelas médias de acesso incompreensivelmente altas, objecto, aliás, do meu primeiro post. [;)]

A carência de médicos não tem nada a ver com as médias altas: 100% das vagas são ocupadas todos os anos.

Poucas vagas sim, terá consequências nisso. Mas tal como eu havia dito antes, actualmente não há lugar para mais vagas, sem se diminuir a qualidade de ensino nas faculdades já existentes.

E aumentar o número de vagas, não tem necessariamente que diminuir as médias: basta ver que todos os anos tem aumentado este número de vagas, e a nota de último colocado tem oscilado.
 
Última edição:
O que nos remete para a carência de médicos causada, necessariamente, pelas médias de acesso incompreensivelmente altas, objecto, aliás, do meu primeiro post. [;)]

Pe leve, estas aqui a fazer uma relacao de causalidade errada.

As medias altas provem do insuficiente numero de vagas para a procura existente por parte dos estudantes.

Como no fim do curso tambem se verifica uma procura de medicos superior a oferta, ha que aumenta-la, e é o que tem vindo a ser feito com a abertura de cursos de medicina noutras partes do pais, e o aumento do numero de vagas.

Nao estou a ver em que é que o (para mim, justo) metodo de entrada segundo a media de curso tem a ver com isto. O que se pode perguntar é como é que ninguem fez estas contas a 10-20 anos atras, para evitar este desequilibrio.
 
Como no fim do curso tambem se verifica uma procura de medicos superior a oferta, ha que aumenta-la, e é o que tem vindo a ser feito com a abertura de cursos de medicina noutras partes do pais, e o aumento do numero de vagas.

Exactamente.

Pé leve, provavelmente também não sabes, é que há 7 anos foram criados os cursos de medicina na UBI (univ da Beira Interior) e no Minho. Só este ano é saíu a primeira "fornada" de médicos dessas faculdades, são mais cento e tal médicos a serem formados (como as duas têm aumentado os números de vagas, com o tempo serão mais de 200).
 
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