As direcções Executiva e Académica da Universidade Independente foram esta segunda-feira demitidas pelo reitor, por suspeitas de fraude fiscal, branqueamento de capitais e
tráfico de diamantes, noticia a
Sic Notícias. O caso está já a ser investigado pela Polícia Judiciária.
Segundo o jornal
Sol, pelos vários processos criminais, cíveis e comerciais que contra ele pendem, o presidente do Conselho de Administração Executivo e vice-reitor, Rui Verde, foi destituído de funções e ainda proibido de aceder às instalações da universidade.
Esta tarde, em conferência de imprensa, o reitor acusou Rui Verde de ser «o grande responsável por défices de dezenas de milhares de contos aqui dentro, que usou em proveito próprio e que desfalcaram o equilíbrio da Universidade».
As investigações da PJ remontam há quase três anos, e incidem sobre despesas das pessoas agora afastadas, que incluíam pagamentos a guarda-costas, motoristas e gastos familiares. Isto, numa instituição que tem um passivo de oito milhões de euros.
Com 25 docentes afastados, as aulas foram suspensas até 6 de Março. O reitor, decidiu contudo nomear já três vice-reitores, para assegurar o funcionamento da instituição.
O anúncio da reitoria de que as aulas estão suspensas, apanhou de surpresa professores e alunos da instituição que opera há 14 anos em Lisboa.
«Ou sais a bem, ou levas um tiro»
Esta tarde «um grupo de
skinheads entrou na Universidade e pôs-me na rua a mim e aos meus colaboradores, à força», disse Rui Verde, o vice-reitor demitido, em entrevista à
Sic Notícias.
O responsável considera que a Assembleia Geral que se realizou esta tarde é «ilegal». «Eu sou accionista e não fui avisado», afirmou.
Rui Verde diz ainda que no final da reunião, o reitor «chegou ao pé de mim e disse: ou sais a bem, ou sais a mal e levas um tiro».
O responsável diz que, enquanto administrador da universidade,
autorizou verbas para pagar «a piscina do reitor e a casa do filho do reitor». «Quando comecei a apertar o cinto, as pessoas não gostaram», afirmou.
O vice-reitor diz ainda que se deslocou voluntariamente à PJ, «há cerca de três meses», para falar sobre as suspeitas que envolvem a instituição, mas recusou esclarecer o conteúdo da conversa que teve com a polícia.
Contudo, nega ter ligações a tráfico de diamantes e garante até ter hipotecado «umas casas» para «pôr dinheiro» na Universidade.
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