O único senão que via na tropa era o facto de esta ser obrigatória, mas como é sabido hoje só vai quem quer. O facto que mais me revoltou foi saber que vivendo num país livre ía ter que passar no mínimo 6 meses a fazer aquilo que não queria porque o País a isso me obrigava. Fui dos últimos comtemplados, entrei em Janeiro de 2004 e saí passados 6 meses, estive no Porto e depois em Tancos.
É muito difícil nos primeiros tempos encaixar num ambiente que só conhecemos dos filmes mas com a atitude certa passadas umas semanas já se encara a coisa de outra perspectiva. Se tivesse que fazer uma apreciação global desses seis meses, diria que estou feliz por ter tido essa experiência. Há coisas que se vivem na tropa, lições que se retiram que no meu entender são preciosas para o resto da vida e só a tropa as pode dar. É certo que cada caso é um caso...
Enfim, acho que hoje sendo algo que funciona na base do voluntariado, como sempre deveria ter sido, tudo bem. Mas como aqui foi dito, fazia tão bem a certas pessoas... Mas essas não vão, infelizmente...
Já agora, para quem conseguir encaixar nesse estilo de vida, que vá em frente. É um excelente futuro para quem tiver a ambição de fazer carreira.