Zen
Banido
Não pude ver a corrida no domingo e só há pouco acabei de ver a gravação.
Corrida-rodeo, onde a sorte foi determinante para não acabar fora da pista nas primeiras voltas antes da interrupção: o aquaplanning no final da recta da meta foi um verdadeiro ex-libris, e quem por lá passou quando a água era muita ficou-se pela escapatória. Decididamente, com muita chuva na pista, os F1 simplesmentes tornam-se inoperantes apesar das capacidades dos pneus de chuva (conseguem drenar mais de 40l de água por segundo!...).
A justificação para recolocar Hamilton em pista só funcionava por este ter o motor a trabalhar e estar em posição perigosa. Mas com a interrupção da corrida, tal recolocação perde sentido, pelo que não deveria ter sido realinhado para a segunda partida.
Whinkelock foi o grande prejudicado com a interrupção da corrida, pois perdeu o mais de meio minuto de avanço sobre o 2º classificado, após aquela jogada de antecipação que só a Spyker foi capaz de fazer!
Em seco, Ferrari e McLaren equivaliam-se embora, os Ferrari parecessem ligeiramente mais perfomantes (setup 100% para seco?...). Tarquini, comentador para a RAI 1, afirmou durante todo o fim de semana que os Ferrari eram muito rápidos mas instáveis, não revelando o equilíbrio perfeito dos McLaren. E tal viu-se quando chegou a chuva. Primeiro foi Kimi a não conseguir manter o Ferrari na via de acesso às boxes, ao querer forçar uma velocidade que o Ferrari não aceitava com aquele piso. Tarquini apontou logo após aquele incidente que o setup de Kimi deveria estar extremado para seco, o que significaria problemas caso chovesse... Falhou por pouco, Tarquini. Esses problemas teve-os Massa que com o regresso da chuva passou a gastar +1.5s por volta que os McLaren que se moviam com facilidade na pista escorregadia, revelando um equilíbrio notável. Era visível como o Ferrari nas partes lentas do circuito perdia muito em aceleração, em grip, em tracção. Massa defendeu-se bravamente mas mais era impossível. Recordou-me Schumacher na Hungria em 2006, então com pneus intermédios em pista seca.
Alonso venceu uma corrida que não esperava com o brinde da chuva final, e Hamilton por pouco não entrou nos pontos (mas foi melhor assim, pois caso contrário haveria protestos). Alonso ainda teve aquela sua tentação de Calimero da F1 ao queixar-se Massa, mas mais tarde deve ter visto a figurinha que fez e pediu desculpas. Menos mal.
Hamilton teve um fim de semana como poucos pilotos vivem: um acidente sério e uma corrida de roleta russa, onde lhe aconteceu de quase tudo: de 10º a 4º nas duas primeiras curvas, depois fora de pista em aquaplanning, reposição duvidosa em pista, perda de uma volta, troca de posição durante a última volta com SC, idas às boxes, etc, etc...
Ora Massa, ora Raikkonen lá vão sendo afectados pela fiabilidade aleatória dos Ferrari, que desde 2006 não há modo de voltar ao bom nível.
Além da fiabilidade problemática, a Ferrari tem que se preocupar com a chuva, pois com um carro de equilíbrio complicado, correr com chuva é perder pela certa, e não só para a McLaren.
A BMW saíu-se um pouco pior que o usual, mas solidifica a sua posição e Heidfeld lá deu a volta a Kubica na parte final da corrida.
A Renault, a Toyota e a Honda estiveram uma catástrofe. Kovalainen ia muito bem, mas Briatore decidiu inventar...
Webber e Wurz estiveram muito bem e não desperdiçaram a oportunidade. Coulthard, apesar de uma corrida mais ou menos acidentada conseguiu acabar na frente dos BMW. Os Red Bull tivream asas... E a Williams teve no casino de Nurburgring um inesperado regresso à ribalta... Rosberg é que continua numa série negra...
Ralf Schumacher precisa quanto antes de se reformar...
O campeonato continua aberto, com os dois pilotos da McLaren separados somente por 2 pts (valha ao menos que não ouvi Hamilton dizer que é preciso que o azar também atinja o colega de equipa na mesma medida em que o atingiu a ele, de forma a que as coisas sejam equilibradas para ambos...), Massa está a 9 pontos de Alonso (o seu alvo), e Raikkonen está a 16 do espanhol. No GP da Hungria é imperativo um domínio Ferrari, para que pelo menos 4 pts possam ser abatidos entre os pilotos Ferrari e os McLaren. A Ferrari tem que se libertar da fiabilidade aleatória, não falhar, e lembrar-se que no ano passado Schumacher conseguiu anular 25 pts de desvantagem entre Indianapolis e Shangai: precisamente o número de corridas que faltam, 7!
Corrida-rodeo, onde a sorte foi determinante para não acabar fora da pista nas primeiras voltas antes da interrupção: o aquaplanning no final da recta da meta foi um verdadeiro ex-libris, e quem por lá passou quando a água era muita ficou-se pela escapatória. Decididamente, com muita chuva na pista, os F1 simplesmentes tornam-se inoperantes apesar das capacidades dos pneus de chuva (conseguem drenar mais de 40l de água por segundo!...).
A justificação para recolocar Hamilton em pista só funcionava por este ter o motor a trabalhar e estar em posição perigosa. Mas com a interrupção da corrida, tal recolocação perde sentido, pelo que não deveria ter sido realinhado para a segunda partida.
Whinkelock foi o grande prejudicado com a interrupção da corrida, pois perdeu o mais de meio minuto de avanço sobre o 2º classificado, após aquela jogada de antecipação que só a Spyker foi capaz de fazer!
Em seco, Ferrari e McLaren equivaliam-se embora, os Ferrari parecessem ligeiramente mais perfomantes (setup 100% para seco?...). Tarquini, comentador para a RAI 1, afirmou durante todo o fim de semana que os Ferrari eram muito rápidos mas instáveis, não revelando o equilíbrio perfeito dos McLaren. E tal viu-se quando chegou a chuva. Primeiro foi Kimi a não conseguir manter o Ferrari na via de acesso às boxes, ao querer forçar uma velocidade que o Ferrari não aceitava com aquele piso. Tarquini apontou logo após aquele incidente que o setup de Kimi deveria estar extremado para seco, o que significaria problemas caso chovesse... Falhou por pouco, Tarquini. Esses problemas teve-os Massa que com o regresso da chuva passou a gastar +1.5s por volta que os McLaren que se moviam com facilidade na pista escorregadia, revelando um equilíbrio notável. Era visível como o Ferrari nas partes lentas do circuito perdia muito em aceleração, em grip, em tracção. Massa defendeu-se bravamente mas mais era impossível. Recordou-me Schumacher na Hungria em 2006, então com pneus intermédios em pista seca.
Alonso venceu uma corrida que não esperava com o brinde da chuva final, e Hamilton por pouco não entrou nos pontos (mas foi melhor assim, pois caso contrário haveria protestos). Alonso ainda teve aquela sua tentação de Calimero da F1 ao queixar-se Massa, mas mais tarde deve ter visto a figurinha que fez e pediu desculpas. Menos mal.
Hamilton teve um fim de semana como poucos pilotos vivem: um acidente sério e uma corrida de roleta russa, onde lhe aconteceu de quase tudo: de 10º a 4º nas duas primeiras curvas, depois fora de pista em aquaplanning, reposição duvidosa em pista, perda de uma volta, troca de posição durante a última volta com SC, idas às boxes, etc, etc...
Ora Massa, ora Raikkonen lá vão sendo afectados pela fiabilidade aleatória dos Ferrari, que desde 2006 não há modo de voltar ao bom nível.
Além da fiabilidade problemática, a Ferrari tem que se preocupar com a chuva, pois com um carro de equilíbrio complicado, correr com chuva é perder pela certa, e não só para a McLaren.
A BMW saíu-se um pouco pior que o usual, mas solidifica a sua posição e Heidfeld lá deu a volta a Kubica na parte final da corrida.
A Renault, a Toyota e a Honda estiveram uma catástrofe. Kovalainen ia muito bem, mas Briatore decidiu inventar...
Webber e Wurz estiveram muito bem e não desperdiçaram a oportunidade. Coulthard, apesar de uma corrida mais ou menos acidentada conseguiu acabar na frente dos BMW. Os Red Bull tivream asas... E a Williams teve no casino de Nurburgring um inesperado regresso à ribalta... Rosberg é que continua numa série negra...
Ralf Schumacher precisa quanto antes de se reformar...
O campeonato continua aberto, com os dois pilotos da McLaren separados somente por 2 pts (valha ao menos que não ouvi Hamilton dizer que é preciso que o azar também atinja o colega de equipa na mesma medida em que o atingiu a ele, de forma a que as coisas sejam equilibradas para ambos...), Massa está a 9 pontos de Alonso (o seu alvo), e Raikkonen está a 16 do espanhol. No GP da Hungria é imperativo um domínio Ferrari, para que pelo menos 4 pts possam ser abatidos entre os pilotos Ferrari e os McLaren. A Ferrari tem que se libertar da fiabilidade aleatória, não falhar, e lembrar-se que no ano passado Schumacher conseguiu anular 25 pts de desvantagem entre Indianapolis e Shangai: precisamente o número de corridas que faltam, 7!
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