F1 2007 GP Brasil - Kimi Raikkonen CAMPEAO

Não pude ver a corrida no domingo e só há pouco acabei de ver a gravação.

Corrida-rodeo, onde a sorte foi determinante para não acabar fora da pista nas primeiras voltas antes da interrupção: o aquaplanning no final da recta da meta foi um verdadeiro ex-libris, e quem por lá passou quando a água era muita ficou-se pela escapatória. Decididamente, com muita chuva na pista, os F1 simplesmentes tornam-se inoperantes apesar das capacidades dos pneus de chuva (conseguem drenar mais de 40l de água por segundo!...).

A justificação para recolocar Hamilton em pista só funcionava por este ter o motor a trabalhar e estar em posição perigosa. Mas com a interrupção da corrida, tal recolocação perde sentido, pelo que não deveria ter sido realinhado para a segunda partida.

Whinkelock foi o grande prejudicado com a interrupção da corrida, pois perdeu o mais de meio minuto de avanço sobre o 2º classificado, após aquela jogada de antecipação que só a Spyker foi capaz de fazer!

Em seco, Ferrari e McLaren equivaliam-se embora, os Ferrari parecessem ligeiramente mais perfomantes (setup 100% para seco?...). Tarquini, comentador para a RAI 1, afirmou durante todo o fim de semana que os Ferrari eram muito rápidos mas instáveis, não revelando o equilíbrio perfeito dos McLaren. E tal viu-se quando chegou a chuva. Primeiro foi Kimi a não conseguir manter o Ferrari na via de acesso às boxes, ao querer forçar uma velocidade que o Ferrari não aceitava com aquele piso. Tarquini apontou logo após aquele incidente que o setup de Kimi deveria estar extremado para seco, o que significaria problemas caso chovesse... Falhou por pouco, Tarquini. Esses problemas teve-os Massa que com o regresso da chuva passou a gastar +1.5s por volta que os McLaren que se moviam com facilidade na pista escorregadia, revelando um equilíbrio notável. Era visível como o Ferrari nas partes lentas do circuito perdia muito em aceleração, em grip, em tracção. Massa defendeu-se bravamente mas mais era impossível. Recordou-me Schumacher na Hungria em 2006, então com pneus intermédios em pista seca.

Alonso venceu uma corrida que não esperava com o brinde da chuva final, e Hamilton por pouco não entrou nos pontos (mas foi melhor assim, pois caso contrário haveria protestos). Alonso ainda teve aquela sua tentação de Calimero da F1 ao queixar-se Massa, mas mais tarde deve ter visto a figurinha que fez e pediu desculpas. Menos mal.

Hamilton teve um fim de semana como poucos pilotos vivem: um acidente sério e uma corrida de roleta russa, onde lhe aconteceu de quase tudo: de 10º a 4º nas duas primeiras curvas, depois fora de pista em aquaplanning, reposição duvidosa em pista, perda de uma volta, troca de posição durante a última volta com SC, idas às boxes, etc, etc...

Ora Massa, ora Raikkonen lá vão sendo afectados pela fiabilidade aleatória dos Ferrari, que desde 2006 não há modo de voltar ao bom nível.

Além da fiabilidade problemática, a Ferrari tem que se preocupar com a chuva, pois com um carro de equilíbrio complicado, correr com chuva é perder pela certa, e não só para a McLaren.

A BMW saíu-se um pouco pior que o usual, mas solidifica a sua posição e Heidfeld lá deu a volta a Kubica na parte final da corrida.

A Renault, a Toyota e a Honda estiveram uma catástrofe. Kovalainen ia muito bem, mas Briatore decidiu inventar...

Webber e Wurz estiveram muito bem e não desperdiçaram a oportunidade. Coulthard, apesar de uma corrida mais ou menos acidentada conseguiu acabar na frente dos BMW. Os Red Bull tivream asas... E a Williams teve no casino de Nurburgring um inesperado regresso à ribalta... Rosberg é que continua numa série negra...

Ralf Schumacher precisa quanto antes de se reformar...

O campeonato continua aberto, com os dois pilotos da McLaren separados somente por 2 pts (valha ao menos que não ouvi Hamilton dizer que é preciso que o azar também atinja o colega de equipa na mesma medida em que o atingiu a ele, de forma a que as coisas sejam equilibradas para ambos...), Massa está a 9 pontos de Alonso (o seu alvo), e Raikkonen está a 16 do espanhol. No GP da Hungria é imperativo um domínio Ferrari, para que pelo menos 4 pts possam ser abatidos entre os pilotos Ferrari e os McLaren. A Ferrari tem que se libertar da fiabilidade aleatória, não falhar, e lembrar-se que no ano passado Schumacher conseguiu anular 25 pts de desvantagem entre Indianapolis e Shangai: precisamente o número de corridas que faltam, 7!
 
Última edição:
FIA regulations. Appendix H to the International Sporting Code

CHAPTER III - EMERGENCY SERVICES
6. Track interventions
(...)

6.1 If a car stops
If a car stops on the course, or leaves the track, the fi rst duty
of the course marshals in that sector is to take it to a place of
safety.
No driver has the right to refuse to allow his car to be taken off
the track, he must do everything he can to help and obey the
marshals’ instructions. Once the car is in a place of safety the
driver may, if the specifi c regulations of the event permit, work
on it in order to re-start. In such cases other means, such as
breakdown vehicles, cranes, etc. should not be brought into
action until the driver has made it clear that he will not continue
.
It is desirable that the driver stays near his vehicle until the end
of the race or at least informs the post chief how his car may be
lifted, or towed back to the pits

Não podem entrar em acção gruas (...) a menos que o piloto indique expressamente de que não vai continuar.

Ou a curva nº1 de Nurburgring tem regras especiais ou não sei onde raio é que foram desencantar que o Hamilton saiu dali legalmente.
 
Speed expõe racha e fala que não quer a TR
Warm Up
24/07/2007 - 17:15

Reuters
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Speed manifesta desejo de deixar a Toro Rosso

Se a F-1 teve uma das melhores corridas dos últimos tempos em Nürburgring, a entrevista que Scott Speed deu nesta terça-feira (24) à revista "Autosport" entra no mesmo patamar em sua categoria. O norte-americano relatou o episódio do domingo nos boxes da Toro Rosso, citando que o chefe, Franz Tost, partiu para cima dele e quis socá-lo, escancarou uma desavença pública também com o co-dono do time, Gerhard Berger, a quem chamou de desonesto pela maneira como têm se referido a ele, Speed, e a Vitantonio Liuzzi, e que a única coisa que o interessa é manter seu relacionamento na Red Bull porque não faz nem mais questão de correr na TR.

Scott foi um dos sete pilotos que aquaplanou na primeira curva da terceira volta do GP da Europa. O mesmo aconteceu com Liuzzi, na saída dos pits. Ao voltar para os boxes, encontrou um colérico Tost na mureta dos pits. "Todos os que estavam atrás do (Jenson) Button fizeram a mesma coisa, incluindo Lewis Hamilton e Nico Rosberg", comparou Speed. Ele (Tost) ficou furioso por eu ter batido. Quando lhe perguntei sobre a parada nos boxes, ele disse 'não interessa porque você bateu' e não queria ouvir nenhuma crítica pelo que o time fez. Ele tentou me culpar pelo pit-stop."

Parênteses: o estadunidense alegou que entrou nos pits na sexta posição, Liuzzi atrás, e que a equipe levou mais de um minuto para trocar os pneus dos dois. "A mesma coisa aconteceu com Felipe Massa e Kimi Raikkonen, mas Kimi errou a entrada do pit, e eles fariam isso em 30 segundos", criticou.

Diante da situação, Speed partiu para os pits. E Tost, para cima do piloto. "Ele me alcançou e me acertou no meio das costas com o punho fechado. Todos na equipe viram isso", contou. "Depois ele me seguiu atrás da partição. Ele me agarrou pela frente em minha camiseta, me empurrou e me prensou na parede. E após isso, minha única reação foi voltar para o meio da garagem e perguntar para ele se queria me bater na frente de todos." Segundo Scott, duas pessoas acompanharam toda a cena.

Continuou Speed. "Eu estava muito nervoso. Fui para a mureta e queria contar para todo mundo que aquilo tinha acontecido. Então olhei para o diretor da equipe, o diretor-técnico e para Gerhard Berger e contei a eles que, se meu chefe encostasse em mim novamente, eu iria bater nele. Eles disseram 'ok, vamos acalmar a situação'. Eu disse 'beleza', e fui para meu quarto no motorhome e fiquei lá até o fim da corrida. Daí, Gerhard e Franz apareceram. Franz estava mais calmo e passou 15 minutos se desculpando por seu comportamento."

Então Scott foi falar com Berger, onde, para ele, "ficou bem claro que eles tem uma expectativa diferente do que pensam que é possível fazer com os carros, e eles vão continuar apontando o dedo para nós, pilotos, até que eles consigam a mudança que querem". A alteração refere-se às declarações recentes do dirigente ex-piloto de que deseja os "Sebastiões" Bourdais e Vettel para o Mundial do ano que vem.

Perguntado se tinha medo de seu futuro na Toro, Speed expressou preocupação apenas com o contato com a empresa que o apóia desde a adolescência. "Está na cara que Franz Tost e Gerhard Berger têm mostrado a mesma desonestidade para a mídia, e fico preocupado que isso possa arruinar meu relacionamento com a Red Bull. A Red Bull tem sido incrível para mim, acho que a se gente se encaixa muito bem, e é uma pena deixar que essas duas pessoas arruínem tudo", atacou. E foi além: "Ninguém poderia me pagar o bastante para correr por estas duas pessoas novamente. Se fosse em uma equipe diferente, seria ótimo, mas eu quero continuar fazendo algo com a Red Bull, mesmo fora da F-1."

A rusga está exposta e evidenciada. Correr na Hungria é algo praticamente improvável para Scott. "Eles fazem tudo pelas costas dos outros", encerrou.

http://ultimosegundo.ig.com.br/paginas/grandepremio/materias/445501-446000/445517/445517_1.html
 
Monteiro: I was so close to Toro Rosso - EXCLUSIVE
Saturday, 24th March 2007

Tiago Monteiro has revealed that he went right to the eleventh hour with regard to being a race driver with Scuderia Toro Rosso in 2007, only to be overlooked in favour of the team's existing Red Bull-backed pairing.

The Portuguese star told Crash.net that, having turned his back on Spyker, he was the reason that Toro Rosso took so long to confirm its line-up, especially with regard to Scott Speed, but eventually missed out when primary backer Red Bull opted to remain loyal to its protégés.

"Negotiations with Toro Rosso went very well for a while, but then became a little bit tougher when Red Bull decided to give another chance to their drivers," Monteiro admitted, "It was really really tight, and was almost done right up until the end, which is why it took so long to announce their drivers - because things with me were really close to happening. While I'm not disappointed at all about the Spyker deal, it was so close at Toro Rosso that I was a bit disappointed about [missing out]."
The former Jordan, Midland and Spyker pilot revealed that the financial requirements for joining the Faenza team were a lot lower than those being asked of him by Spyker but, when he missed out on a race drive, he had no intention of committing himself to a test role.

"The budget at Toro Rosso was a lot less than what Spyker needed so, in terms of sponsorship, it was also a lot better and, as you can imagine, business plan-wise and marketing-wise, with Red Bull, it was very strong, so that was always going to be good from the point of view of being a race driver " he continued."In terms of being a test driver, there was no need to bring a budget at all, but I always said - and I maintain - that, if I was going to be a test driver, I wanted it to be with a top team and not in a middle team. When I saw that there were opportunities around with teams in the middle of the grid, I didn't necessarily think it was better for me, but finding a good test drive in one of the top three or four teams didn't happen because there was no room as things so long with Toro Rosso. With all the best test driver seats already taken, I decided that it was best to go to another series."

Monteiro was also quick to clarify that, contrary to media belief, he had not been dumped by Spyker in favour of rookie Adrian Sutil. Quite the opposite in fact, as he claims he had already told the team that he would not be back in 2006.

"The way things were, I could have signed a contract with Spyker back in Brazil, at the last race of 2006, but I needed some guarantees in terms of the evolution of the team, the future of the team," he told Crash.net radio, "I asked for more time when I asked for those guarantees as, obviously, I know that these things take time.

"I also know that it's hard for a team to guarantee that it is going to be quicker, whether by half-a-second, a second, two seconds - it's impossible - but what I wanted really was to find out about the short-term future of the team. And it became more and more clear, especially with some insider information, that the team was still going to struggle for a while.

"Don't get me wrong, the Spyker project is very good - it's got a great business plan and I really do believe that it's going to be good in the mid-term. In the next two, three, four years maybe you will see a big improvement in Spyker if things go as planned. However, in the short-term, I couldn't see any real evolution plans. It was really going to be another tough year for Spyker, and I couldn't afford to spend a third year in a similar position - either for myself as a professional driver or for my sponsors.

"Everything was agreed [with the sponsorship] - there were a lot of meetings between the Spyker people and my sponsors - but, like me, they wanted more, so we decided that it wasn't the best situation for me. And I have to admit that, personally, I wasn't motivated to continue struggling with a team where I couldn't see any evolution in the short-term. So we told them that we were not going to sign their contract as it was.

"Unfortunately, I wasn't in a position to communicate that at the time, as I was also talking to other teams, so the way it appeared [in the media] was that Adrian Sutil came in and took my place when, in reality, maybe ten days before that, I had announced to the team that I wouldn't be racing with them."

Monteiro revealed that he had not been short of offers over the winter, with proposals from the DTM and Champ Cars joining those from touring and sportscar teams - and Toro Rosso - on his table. However, with the exception of a call from Peugeot's Serge Saulnier and SEAT Sport in the WTCC, none came up to the level of competitiveness that the Portuguese driver wanted. When the ongoing Toro Rosso deal precluded him from giving Saulnier a definitive answer, another door closed, but Monteiro insists that he is happy with the decision to sign with SEAT for the WTCC.

"They offered me what I was looking for, which was a proper works race drive with the professionalism I was used to," he concluded.

http://www.downforce.com.br/forum/viewtopic.php?t=20283&start=20
 
O caso Hamilton começa a dar que falar....

uns são filhinhos, outros filhos da...

A reposição de Hamilton em corrida abriu mais um exótico precedente na F1.

Mas dar que falar promete amanhã o Conselho Mundial Extraordinário, para julgar a McLaren face à acusação de posse de material que era propriedade intelectual da Ferrari.

Começa a parecer que o projectista nem tinha equipa e era um anónimo vagabundo infiltrado na F1...

Será lamentável (bem mais grave que a reposição, nas condições observadas, de Hamilton em corrida...) se tudo acabar resolvido «à boa portuguesa»: tudo em águas de bacalhau...
 
Eu não queria ser adivinho, mas infelizmente acho que vai ficar tudo em águas de bacalhau!

Pior era se fosse ao contrário, nem se podiam ouvir... era a Ferrari International Affairs e mais não sei quantos..
 
Eu não queria ser adivinho, mas infelizmente acho que vai ficar tudo em águas de bacalhau!

Pior era se fosse ao contrário, nem se podiam ouvir... era a Ferrari International Affairs e mais não sei quantos..

Era uma autêntica novela a nível mundial mas também é só a mais famosa marca de automóveis do Planeta[;)]
 
"
Piloto de testes da Renault

Piquet Jr recusou lugar na Spyker

O jovem brasileiro não quis ocupar o lugar deixado vago por Albers. Saiba porquê.

Nelson Piquet Jr. revelou que recusou preencher o lugar que permanece em aberto na Spyker, resultante da saída de Christijan Albers.
Quando questionado porque havia deixado escapar essa oportunidade, o piloto de testes da Renault adiantou “com aquele carro só podia perder”. O jovem de 22 anos acrescentou ainda que o monolugar da Spyker “É claramente difícil de conduzir, e o Sutil já o sabe fazer por instinto. Eu estaria sempre em último até atingir o seu nível de experiência”.
Piquet Jr justifica ainda que o seu ”valor de mercado poderia ser destruído”. O brasileiro prefere manter-se na Renault e lutar por um lugar na equipa principal ou esperar por uma proposta mais atraente."




Ferrari, McLaren, contratem este menino que só num bom carro é que ele pode mostrar o que vale.



Ou então contratem o Sutil.


Cada vez detesto mais este gaijo... e nunca o vi a correr!:sh)
 
O Piquet Jr. não se deve querer arruinar, sabendo que em pouco tempo pode atingir um lugar mais competitivo. Rodar por rodar que seja como piloto de testes, sem ser motivo de risos em tardes de GP...

Além disso temo que Piquet Jr. saiba que não é do nível de Hamilton nem de Sutil, ficando talvez mais próximo de Albers...

Sutil, esse sim, merece quanto antes um F1 digno desse nome.
 
Durante o período do Safety Car, alguns pilotos foram à box (fundamentalmente para mudar de pneus de chuva forte para os intermédios), e ao encostarem novamente no pelotão, o Hamilton ficou literalmente "entre" pilotos que rodavam na mesma volta.

Só nessa altura foi dada autorização para o Hamilton passar tudo e todos.

Não me recordo de ver ng a ir às boxes meter pneus intermédios durante o SC... Até pq ai a pista estava a secar muito e qdo os pilotos pararam foi para meter pneus de seco.

Mas é possível que alguém tenha parado embora na altura eu n tenha visto.
 
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