A realidade tratou de fazer o que o Conselho Mundial da FIA não teve tomates para fazer: repôr a Justiça no campoenato mundial de pilotos.
Raikkonen é o merecido campeão após os dois vice-campeonatos (2003 e 2005).
Hamilton foi prodigioso e conseguiu o vice-campeonato, mantendo a sua tradição de bater o seu colega de equipa (mais poles, mais voltas rápidas... e mais azar!...), o que é um feito memorável, só ensombrado pelo triste caso do Spygate.
A hierarquia final entre os três pretendentes ao título foi a correcta.
A Ferrari esteve IMPERIAL: Raikkonen e Massa rodaram noutra dimensão e desta vez a Ferrari não falhou com a fiabilidade como em 2006. Bravo! Jean Todt mostrou uma vez mais o seu alto quilate de gestor e decisor desportivo. Depois de tal demonstração, só sai da Ferrari querendo.
Hamilton voltou a ser visitado pelo azar quando carro subitamente ficou lento, relegando-o em poucos segundos para a 18ª posição... Ele tentou fazer uma corrida de recuperação à Schumacher (2006), mas a táctica das 3 paragens não se revelou frutífera.
Alonso, ao seu estilo usual, limitou-se a aguardar que caísse algo do céu, tipo-género-estilo a desistência de um dos Ferrari: em 2005 pode contar com os motores partidos de Raikkonen, em 2006 com a falha de fiabilidade da Ferrari nas duas últimas corridas após uma fenomenal recuperação de 26 pts por parte de Schumacher... Este ano não houve milagre, e nada lhe caíu do céu numa bandeja dourada: vai daí o 3º lugar no campeonato 2007.