O que mais custa nesse lineup é ver o Kobas de fora. Aquele lugar na Force-India ficava-lhe bem mas acho muito improvável que consiga, acredito mais depressa que consiga lugar na Caterham ou na Marussia mas nessas equipas uma bolsa recheada tem (ainda mais) peso, coisa que o Kob não tem.
Gostava de ver o Senna também em pista no próximo, acho que fez o suficiente para merecer e fui lendo por aí que o pessoal da Williams o aprecia mais que ao Maldonado mas o venezuelano tem outro tipo de argumento$ mais fortes.
Na frente, espera-se nova batalha com os suspeitos do costume: Vettel certamente continuará a ser um dos candidatos mais fortes. Se a Ferrari não complicar muito é de contar com Alonso novamente na disputa. Massa apesar de uma enorme subida de forma nas últimas corridas deverá continuar a ser um mero peão, tal como Webber na Red Bull.
Na Mclaren é de esperar, antes de mais, mais uma luta muito interessante entre os seus pilotos: Button quererá marcar posição como líder de equipa mas Pérez certamente vai querer mostrar que não está ali para ser escudeiro de ninguém. Resta esperar para ver se Button não atravessará outra fase negra como teve este ano, com prestações abaixo do habitual e uma série de azares para ajudar à festa, e se a juventude e impeto de Pérez não o impede de alcançar grandes resultados logo no ano de estreia com a Mclaren. Da parte da equipa de Woking, convém também que afastem de uma vez por todas os sucessivos problemas que muito contribuiram para afastar os seus pilotos do título.
A Lotus foi uma das boas surpresas deste ano. O carro, apesar de claramente abaixo dos "três grandes", mostrou-se bastante competitivo em várias provas, tendo mesmo voltado a levar vitórias para Enstone, muito por culpa de um Kimi regressado em grande forma (e mais patrão do que nunca!) que acaba por conseguir um pódio inesperado no final da época, à frente mesmo de ambos os pilotos da Mclaren. Grosjean terá que provar de uma vez por todas se é piloto para estas andanças ou se não consegue superar as suas inconsistências.
Grande incógnita da próxima vez será (mais uma vez) a Mercedes. Apesar de ter conseguido finalmente uma vitória este ano, os resultados deixam muito a desejar para uma equipa de um construtor como a Mercedes, que se vê em queda abrupta na segunda metade da época e acaba com o quinto lugar nos construtores em risco para uma Sauber com um orçamento muito inferior. Rosberg tarda em assumir-se como um fora-de-série e Hamilton terá o maior desafio da carreira: irá conseguir levantar a equipa como Schumacher o fez quando salta da campeã Benetton para uma Ferrari aos papéis ou irá afundar-se como Villeneuve quando salta da Williams para uma recém-nascida BAR que nunca chegou a ser verdadeiramente competitiva? Curiosamente, esta Mercedes é uma espécie de bisneta da extinta BAR, esperemos que Hamilton não tenha o mesmo detino de Villeneuve, é um piloto demasiado espectacular para se perder pelo meio do pelotão.
No segundo pelotão, é de esperar nova luta entre as três privadas: Sauber, Force-India e Williams. A Force-India parece ser a que tem, para já, uma ligeira vantagem ao manter Paul di Resta que já mostrou ter um kit de unhas interessante. Ainda tem um lugar em aberto e tem opções interessantes no mercado (Kobas? Senna? Alguersuari?), espero para ver. A Sauber também vai bem servida com Hulkenberg, apesar de ser novo na equipa e Gutiérrez é ainda uma incógnita. O mesmo se pode dizer em relação a (muito provavelmente) Bottas na Williams. Maldonado já mostrou que tem tanto de rapidez como de inconsistência, sendo capaz de num fim de semana ganhar uma corrida e na semana seguinte desiste por um erro infantil. Não o vejo com estofo para liderar uma equipa, mas pode ser que mostre que é capaz.
Há ainda a Toro-Rosso mas desta equipa, sinceramente, a única expectativa que tenho é que a gerência tenha que puxar as orelhas a algum dos titulares e ir buscar um moço à Academia Red Bull para mostrar como se faz.
Por último, no terceiro pelotão, apenas duas curiosidades: saber se a Marussia e a Caterham finalmente conseguem reduzir o fosso para os da frente e começar a lutar pelos pontos e também saber se a HRT vai sobreviver até Março e apresentar-se na Austrália.
Acho que é tudo que este "breve comentário" já vai longo. Venha Março [

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