FAP - os contras

Boxer

Tarado do Cara?as
De certeza que já se conhecem sobejamente os benefícios dos famosos filtros de partículas. O belo do motor diesel não emite aquele fumo preto irritante, é mais ecológico, etc...

Ora, como possuidor de um carro com FAP (206 1.6 HDi), eu venho aqui expor algumas desvantagens desta "geringonça".
Quando comprei o carro, e depois de começar a conhecê-lo melhor, reparei que o FAP funcionava uma vez a cada 500Km, sensivelmente. E, geralmente, essa actividade estava relacionada com um problema típico destes motores montados nos 206: a ventoínha fica a trabalhar por uns 10 minutos quando se desliga o motor.

Explicando melhor: quando o FAP entra em funcionamento, ele utiliza gasóleo para queimar os sedimentos acumulados. Isto acontece, obviamente, apenas se o motor estiver ligado. E, durante uns 5 a 10 minutos, nota-se perfeitamente que o FAP está a trabalhar porque os consumos instantâneos DUPLICAM. Ou seja, num troço em que vou a 90Km/h em 5ª velocidade a gastar 3,5L/100 em condições normais, com o FAP a trabalhar vou a gastar 7L/100. Isto durante 10 minutos tem os seus efeitos na autonomia e nos consumos em geral.
Reparei, também, que era depois dum percurso em que o FAP se activava que a ventoínha disparava ao desligar o motor. Isto porque, nos 206, o FAP e o catalizador estão montados entre o radiador e o motor, e o trabalhar do FAP liberta muito calor, que acaba por induzir o carro em erro, assumindo que o motor está a aquecer (o que não é verdade).

O problema tem vindo a agravar-se: agora, com 47 mil Km (e já há uns tempos), o FAP parece que entra em funcionamento 3 ou 4 vezes por depósito, o que corresponde a intervalos de cerca de 200Km ou menos.
Ou seja, um depósito cada vez dá-me para menos quilómetros.

Tudo isto faz-me querer mandar o FAP às urtigas. Sei que por volta dos 100 ou 120 mil quilómetros o FAP tem que ser trocado e, sinceramente, considerações ambientais à parte, não me apetece perpetuar esta situação. Vou mesmo averiguar a possibilidade de tirar o FAP e, já agora, se alguém já tiver feito isso ou souber de uma forma de o fazer, que diga qualquer coisa.

E espero que esta informação seja útil para alguém.
 
Bem não tinha ideia que o FAP tinha todas essas desvantagens :S

Pensava que era apenas mais um filtro...

Quanto custará a sua substituição?
 
De certeza que já se conhecem sobejamente os benefícios dos famosos filtros de partículas. O belo do motor diesel não emite aquele fumo preto irritante, é mais ecológico, etc...

Ora, como possuidor de um carro com FAP (206 1.6 HDi), eu venho aqui expor algumas desvantagens desta "geringonça".
Quando comprei o carro, e depois de começar a conhecê-lo melhor, reparei que o FAP funcionava uma vez a cada 500Km, sensivelmente. E, geralmente, essa actividade estava relacionada com um problema típico destes motores montados nos 206: a ventoínha fica a trabalhar por uns 10 minutos quando se desliga o motor.

Explicando melhor: quando o FAP entra em funcionamento, ele utiliza gasóleo para queimar os sedimentos acumulados. Isto acontece, obviamente, apenas se o motor estiver ligado. E, durante uns 5 a 10 minutos, nota-se perfeitamente que o FAP está a trabalhar porque os consumos instantâneos DUPLICAM. Ou seja, num troço em que vou a 90Km/h em 5ª velocidade a gastar 3,5L/100 em condições normais, com o FAP a trabalhar vou a gastar 7L/100. Isto durante 10 minutos tem os seus efeitos na autonomia e nos consumos em geral.
Reparei, também, que era depois dum percurso em que o FAP se activava que a ventoínha disparava ao desligar o motor. Isto porque, nos 206, o FAP e o catalizador estão montados entre o radiador e o motor, e o trabalhar do FAP liberta muito calor, que acaba por induzir o carro em erro, assumindo que o motor está a aquecer (o que não é verdade).

O problema tem vindo a agravar-se: agora, com 47 mil Km (e já há uns tempos), o FAP parece que entra em funcionamento 3 ou 4 vezes por depósito, o que corresponde a intervalos de cerca de 200Km ou menos.
Ou seja, um depósito cada vez dá-me para menos quilómetros.

Tudo isto faz-me querer mandar o FAP às urtigas. Sei que por volta dos 100 ou 120 mil quilómetros o FAP tem que ser trocado e, sinceramente, considerações ambientais à parte, não me apetece perpetuar esta situação. Vou mesmo averiguar a possibilidade de tirar o FAP e, já agora, se alguém já tiver feito isso ou souber de uma forma de o fazer, que diga qualquer coisa.

E espero que esta informação seja útil para alguém.

O FAP não gasta combustível. Mas vou tirar isso a limpo. Atenção que há casos de problemas com a ventoinha precisamente no 206 1.6 hdi, se é que serve de ajuda dizer-te isso.
 
O FAP não gasta combustível. Mas vou tirar isso a limpo. Atenção que há casos de problemas com a ventoinha precisamente no 206 1.6 hdi, se é que serve de ajuda dizer-te isso.

Bom... não é só coincidência: a ventoínha, o aquecimento, o aumento do consumo instantâneo... é tudo FAP. E chateia bastante.
Isso da ventoínha é exclusivo dos 206 1.6 HDi (e não do Focus 1.6, por exemplo) porque no 206 o FAP está montado no pior sítio possível.

Eu queria mesmo era tirar o FAP dali, substituir tudo por um catalizador normal e pronto. Mas calculo que tenha que se mudar alguma coisa na programação da centralina, porque desconfio que retirando apenas o FAP ele vai continuar "programado" para lhe injectar o gasóleo para a queima.
Bom, ou se calhar não, porque se isso depender dum sensor no próprio FAP, tirando o FAP o sensor também vai embora, e não deve haver problema.

'Tou a ver que vou ter que ser eu a serrar aquela m3rda fora... [:D]
 
Bom... não é só coincidência: a ventoínha, o aquecimento, o aumento do consumo instantâneo... é tudo FAP. E chateia bastante.
Isso da ventoínha é exclusivo dos 206 1.6 HDi (e não do Focus 1.6, por exemplo) porque no 206 o FAP está montado no pior sítio possível.

Eu queria mesmo era tirar o FAP dali, substituir tudo por um catalizador normal e pronto. Mas calculo que tenha que se mudar alguma coisa na programação da centralina, porque desconfio que retirando apenas o FAP ele vai continuar "programado" para lhe injectar o gasóleo para a queima.
Bom, ou se calhar não, porque se isso depender dum sensor no próprio FAP, tirando o FAP o sensor também vai embora, e não deve haver problema.

'Tou a ver que vou ter que ser eu a serrar aquela m3rda fora... [:D]

Se é para isso tens aqui umas ilustrações que explicam bem o que se passa no fap.

http://www1.eere.energy.gov/vehiclesandfuels/pdfs/deer_2004/session12/2004_deer_macaudiere.pdf
 
Este mês vinha um artigo no L’automobile muito interessante e completo sobre essa temática. Se alguém estiver interessado (está em francês) posso digitalizar o artigo.
 
realmente pela descrição parece que é uma parvoíce isso do FAP... para eliminar as particulas acaba por poluír o mesmo porque usa mais gasoleo!! [s)]
 
A injecção de combustivel só acontece quando a FAP faz a sua regeneração ou limpeza do elemento filtrante, atravez de uma injecção de combustivel para elevar a temperatura e queimar todos os residuos de carvão no filtro.
Não é uma acção constante.
 
fap0407.jpg
 
A injecção de combustivel só acontece quando a FAP faz a sua regeneração ou limpeza do elemento filtrante, atravez de uma injecção de combustivel para elevar a temperatura e queimar todos os residuos de carvão no filtro.
Não é uma acção constante.

Não é combustível (gasoleo) que é injectado. É sim o aditivo Eolys (cerina) que é injectado para aumentar a temperatura dos gases de escape para se efectuar a queima das particulas.
 
Last edited:
qual e a novidade?

quando apareceu o sistema ja se sabia que isto era uma desvantagem, mas a malta preferiu ignorar porque isto de apontar algo "menos que perfeito" a um carro ou tecnologia e PROIBIDO neste forum.

aos anos, boxer:P
 
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