Fatos

A propósito de fatos, independentemente da marca, verifico no dia-a-dia que a maioria dos homens não sabe comprar um fato, nem sabe vesti-lo. Há um conjunto de regras simples que toda a gente devia saber:

Há sempre um trade-off entre conforto e elegância (as mulheres sabem bem disso). Um fato não é para carregar armários. É para estruturar a figura. Portanto não tem que ser nenhum saco de batatas.
Escolher sempre casacos de 2 botões (é o que se usa actualmente), mas só se deve fechar um deles. Depois de fechado, o casaco deve ficar ajustado. Não apertado ao ponto de fazer vincos na zona do esterno, mas também não deve dançar livremente no corpo.
Mangas compridas, não! As mangas da camisa devem sobressair para fora das mangas do casaco aí uns 1,5 ou 2cm.
Casaco sempre com 1 racha central ou 2 rachas laterais. Nunca casacos sem rachas porque ficam mal quando sentados.
Comprimento do casaco: os braços caídos de lado devem ultrapassar o fim do casaco. Vê-se para aí muita gente com casacos que parecem sobretudos.
Botões nos punhos com buracos verdadeiros. Carácter distintivo. Vão reparar que dificilmente encontram isto num fato de menos de 600 euros.
Camisa: slim fit para quem pode. Colarinhos largos, gravatas largas; colarinhos estreitos, gravatas estreitas. Botões de punho em vez de botões normais também dá um carácter distintivo.
Bainhas: há tendencia para as fazer demasiado compridas (parece que a malta ainda tem esperança de continuar a crescer!). Devem ficar a meio caminho entre o topo do sapato e a sola. Não deve fazer mais de uma dobra à frente, na parte que cai em cima do sapato. Se as calças forem justas, e sobretudo em fatos de verão, a bainha pode caír na linha do topo calcanhar do sapato.
Sapatos de atacadores ficam sempre melhor.

Se me lembrar de mais alguma coisa venho cá dizer!

Por acaso não concordo.
Tirando eventos e ocasiões especiais especiais. E com botões de punho de facto bons.
Porque de resto no dia a dia, fico sempre com a ideia que que está de botões de punho está a querer mostrar mais do que pode.
 
Por acaso não concordo.
Tirando eventos e ocasiões especiais especiais. E com botões de punho de facto bons.
Porque de resto no dia a dia, fico sempre com a ideia que que está de botões de punho está a querer mostrar mais do que pode.

Tenho montes de camisas de botões de punho, e a maioria das vezes uso botões de punho discretos.

Tenho inclusive uns pares de botões de punho que basicamente são 2 botões "normais", depois tenho destes 2 tipos:
Fotos-de-Botoes-de-punho_442446935_1.jpg

146.0.pos.png

(estes para ocasiões especiais, ou especiais especiais [:D])
 
Fatos, fatos.......

"Comprei" sempre os meus no Sr. Manuel Carvalho. O meu pai

felizmente a minha vida, não me obriga a andar de fato, mas feito á medida e por quem é bom no que faz, é outra loiça

A cereja, é que nem os pagava [:D]
 
Em Braga aconselho a Antonius:

Home

Foi lá que comprei o meu fato de casamento e digo que sabem aconselhar e satisfazer as expectativas do cliente, até o mais inexperiente, como eu, que foi a 1ª vez que comprei um fato.[:D]
 
Tenho um par de fatos Calvin Klein (estes comprados a €99/cada numa super promoção) e um Pedro del Hierro.
Vou ter de comprar mais um par deles em breve.
 
A propósito de fatos, independentemente da marca, verifico no dia-a-dia que a maioria dos homens não sabe comprar um fato, nem sabe vesti-lo. Há um conjunto de regras simples que toda a gente devia saber:
Há sempre um trade-off entre conforto e elegância (as mulheres sabem bem disso). Um fato não é para carregar armários. É para estruturar a figura. Portanto não tem que ser nenhum saco de batatas.

70% dos yuppies portugueses sofre desse estranho vírus que os faz comprar fatos 1 ou 2 tamanhos acima, pelo que tudo o que disseste além disto é irrelevante.

relativamente às Hugo Boss e Ermegenildos desta vida, não comento porque não é para todos, apenas deixo a nota que quando na Av Liberdade vejo algum executivo melhor vestido, habitualmente descubro passados uns dias que era afinal um empregado da loja dos ditos na sua hora de almoço. [:D]

eu pessoalmente não sou obrigado a mais do que o look casual friday durante toda a semana, e por essa razão só tenho um fato de reserva que a esta altura já deve sofrer do mesmo mal (..Massimu Dutti há 5 anos atrás). e usar esse fato é mesmo a última opção porque, se possível, opto por misturar calças formais com blazer e gravata.
a minha marca preferida para o look casual friday é a Purificacion Garcia, que para homem tem quase sempre promoções e saldos excelentes, porque afinal o negócio daquilo é vender malas de senhora.


tenho uma conhecida blogueira que escreveu com graça sobre isto: TRASHÉDIA: BUSINESS DISTRICT (vai ter partes)
ora leiam


Trashedia disse:
Deixar um Executivo à solta no Colombo depois de uma entrevista de trabalho pode causar danos irreparáveis aos olhos do meu género de gaja.
Acontece quase sempre.

Bom, o resultado final das primeiras compras de um Macho a caminho do seu cubículo é: um fato quase sempre cinzento, cujo blazer tem SEMPRE botões a mais, uns ombros até à cadeira do cubículo seguinte e uma calça com demasiadas pregas, por conseguinte demasiado larga e geralmente muito comprida.
Como o Macho passa directamente da pré-adolescência para a vida adulta, tem de adquirir, no mesmíssimo dia todo o material.
É o regresso às aulas, sem mascote, mas com uma Dª Leopoldina que pareça uma Popota.

Da lista constam: o fato (check!), camisas, peúgas, cuecas e gravata.
TERROR.
E os sapatos...

No que às camisas diz respeito, só tenho duas questões: 1. para quê tanto colarinho?! 2. sabiam que se podem mandar arranjar/cortar as mangas?

Na compra das cuecas, a Mãe escolhe, mas o Executivo refuta.
É o Grito do Ipiranga!
Explica à Mãe que não gosta de se sentir preso com os slips...
Cria-se um clima de grande tensão.
Porém, o momento da grande emancipação dá-se quando ele assume (ao fim de vinte e tantos anos) que o gosta mesmo é de andar com a salada baldona.
Choque.
Suores frios em público.
Voltam, embora faça o tratamento hormonal, as sensações físicas da menopausa ao corpo da pobre Mãe.
Uma vida inteira de dedicação para isto.
Abaladíssima, a Mãe não pode dar parte fraca.
É o momento destinado à emancipação do seu Macho Bebé.
Sabia que ia ser difícil.
Mas não contava com esta.
Acede a pagar aquela roupa interior do Demónio e deixa-o escolhê-la sozinho.
Não acompanha aquele momento duríssimo.
Ahhhhh! Mas ele está feliz no meio de tanto boxer largo!
Agarra sofregamente todos os que consegue e ainda tem tempo - sob o olhar desinteressado, porém atento, da Mãe - de agarrar um par engraçado, com uma mensagem também muito engraçada. Em inglês.
Sente-se feliz e crescido.
Pode continuar.

A Mãe está muito fragilizada, pelo que passam à escolha do próximo item:
A gravata.
A Mãe volta a estar em posição superior, uma vez que está muito familiarizada com essa peça.
Primeiro: o Executivo não sabe fazer NENHUM nó de gravata.
Segundo: nem sequer faz ideia de que há mais do que um nó.
Terceiro: conta pelo polegar direito as vezes que usou gravata.
A Mãe avança no terreno e escolhe uma gravata.
OUCH.
Depois explica-lhe que pode usar as do Pai.
ERRO.
Como a última vez que a Mãe viu um Macho que lhe despertou interesse, foi nos anos oitenta, está um pouco desactualizada.
No entanto, as referências aplicáveis ao seu rebento são essas.
Mmmmmmhhhh...
Talvez nos anos noventa tenha visto um que lhe tenha dado algum frisson!...
Aaaaaahhhhh!
E Lembra-se!!!
E lembra-se daquele nó de gravata, bem largo, bem cheio...
E transmite-o ao seu Filhote.
"(...) - Vais ficar lindo! (...)"

O Sapato.


PAUSA PAUSA PAUSA PAUSA PAUSA.



PAUSA.

Jovem Executivo,

Ir ao Calçado Guimarães é muito mau, mas às vezes há coisas que até se safam...
Agora, ir ao Calçado Guimarães com a Mamã e aceitar os conselhos dela...
Eishhh...
Sapatos de biqueira quadradona, solas grossas...
Mas... Agora a sério, para quê tanta borracha?
Têm medo de ficar pegados à tomada da fotocopiadora?
Ou será da máquina de café que faz mau contacto?
E as biqueiras quadradas servem para quê?
Manter aberta a porta do comboio mais do que uma nesga e assim poder forçar a entrada quando o mesmo já está de partida?!
A sério...

Posto isto, terminado este processo, o Executivo está pronto a entrar no mercado de trabalho.
Vai para casa ao fim de um estenuante dia no Centro Comercial, cheio de sacos e abandona-se no sofá.
A Mãe prepara-lhe o jantarinho e o guerreiro tem o seu merecido descanso.

Chega o Grande Dia!
O Primeiro Dia.
E entra pela porta principal do grande edifício, como todos os outros Executivos, apetrechado.
Leva os boxers engraçados.
E está consciente disso.

A hora de almoço, é a prova de fogo:
Vai comer à tasca com os outros Executivos, consciente, porém, de que é ainda um Maçarico.
E tem de se afirmar.
É uma questão de vida ou morte.
De sobrevivência, vá.
Tem de mandar uns piropos, olhar para umas gajas...
Pá, fazer dessas coisas que os Executivos fazem em grupo.
O grupo, na melhor das hipóteses, aceita-o.
Conta-lhe umas piadas, ensina umas manhas e enuncia histórias, situações do último jantar da empresa.
O Executivo sonha com o próximo e espera pela camaradagem que há-de vir.

Tenho muitas saudades de quando morava no estrangeiro e havia Executivos giros a convidar-me para beber café.
Com fatos Lanvin (em Paris, várias vezes...).
Frequentadores de alfaiates.
Calçadores de sapatos ingleses de solas finas e sem tacões que parecem cascos.
Usadores de óculos de sol totémicos e afirmativos.
Portadores de bons cortes de cabelo.
Portadores de boas peles e bons dentes.
Portadores de unhas limpas e bem cortadas.
Detentores de muita classe.
 
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A propósito de fatos, independentemente da marca, verifico no dia-a-dia que a maioria dos homens não sabe comprar um fato, nem sabe vesti-lo. Há um conjunto de regras simples que toda a gente devia saber:

Há sempre um trade-off entre conforto e elegância (as mulheres sabem bem disso). Um fato não é para carregar armários. É para estruturar a figura. Portanto não tem que ser nenhum saco de batatas.
Escolher sempre casacos de 2 botões (é o que se usa actualmente), mas só se deve fechar um deles. Depois de fechado, o casaco deve ficar ajustado. Não apertado ao ponto de fazer vincos na zona do esterno, mas também não deve dançar livremente no corpo.
Mangas compridas, não! As mangas da camisa devem sobressair para fora das mangas do casaco aí uns 1,5 ou 2cm.
Casaco sempre com 1 racha central ou 2 rachas laterais. Nunca casacos sem rachas porque ficam mal quando sentados.
Comprimento do casaco: os braços caídos de lado devem ultrapassar o fim do casaco. Vê-se para aí muita gente com casacos que parecem sobretudos.
Botões nos punhos com buracos verdadeiros. Carácter distintivo. Vão reparar que dificilmente encontram isto num fato de menos de 600 euros.
Camisa: slim fit para quem pode. Colarinhos largos, gravatas largas; colarinhos estreitos, gravatas estreitas. Botões de punho em vez de botões normais também dá um carácter distintivo.
Bainhas: há tendencia para as fazer demasiado compridas (parece que a malta ainda tem esperança de continuar a crescer!). Devem ficar a meio caminho entre o topo do sapato e a sola. Não deve fazer mais de uma dobra à frente, na parte que cai em cima do sapato. Se as calças forem justas, e sobretudo em fatos de verão, a bainha pode caír na linha do topo calcanhar do sapato.
Sapatos de atacadores ficam sempre melhor.

Se me lembrar de mais alguma coisa venho cá dizer!

efectivamente o nr de pessoas que não se sabe vestir é incrivelmente alto.

por amor de deus, queimem as gravatas de cor clara que tiverem em casa!!!!
 
Tenho muitas saudades de quando morava no estrangeiro e havia Executivos giros a convidar-me para beber café. Com fatos Lanvin (em Paris, várias vezes...). Frequentadores de alfaiates. Calçadores de sapatos ingleses de solas finas e sem tacões que parecem cascos. Usadores de óculos de sol totémicos e afirmativos. Portadores de bons cortes de cabelo. Portadores de boas peles e bons dentes. Portadores de unhas limpas e bem cortadas. Detentores de muita classe.

A tipa até ia bem lançada mas tinha que se espalhar ao comprido com a velha e bacoca ideia de que "no estrangeiro é que é". Atrevo-me a dizer que é no estrangeiro que já vi os mais absurdos espécimes de "executivos". Nos EUA então, é de conter o riso. E na Europa, com excepção de Itália onde parece que a malta deve ter aulas de bem vestir no plano de escolaridade obrigatória, há tanta gente a vestir-se mal quanto cá. Podem é ter um pouco mais de dinheiro, o que ajuda a disfarçar o mau gosto.
 
Eu ultimamente é Zara.

São razoáveis para o preço!

Acho que o fato, puro fato, está a cair em desuzo! Cada vez vejo menos clientes de fato e como tal tenho nusado mais a calça clássica e uma boa camisa e um blazer ou mesmo calça de ganga escura sem grandes adereços fica bem!
 
A tipa até ia bem lançada mas tinha que se espalhar ao comprido com a velha e bacoca ideia de que "no estrangeiro é que é". Atrevo-me a dizer que é no estrangeiro que já vi os mais absurdos espécimes de "executivos". Nos EUA então, é de conter o riso. E na Europa, com excepção de Itália onde parece que a malta deve ter aulas de bem vestir no plano de escolaridade obrigatória, há tanta gente a vestir-se mal quanto cá. Podem é ter um pouco mais de dinheiro, o que ajuda a disfarçar o mau gosto.

Espalhou-se nos sapatos também. Há sapatos lindíssimos com sola grossa. Aliás, as solas grossas estão na moda.

Já agora, o que são óculos de sol totémicos? Óculos "oldschool"? Ícones? Tipo Rayban wayfarer?
 
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